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Versões sobre morte de hipopótamo causam indignação em El Salvador

Foto do hipopótamo Gustavito no Zoológico Nacional de El Salvador, em San Salvador, em 27 de fevereiro de 2017 – SALVADOR’S MINISTRY OF CULTURE/AFP

O anúncio de que Gustavito, o emblemático hipopótamo do zoológico de El Salvador, foi encontrado morto no domingo passado após ser atacado por pessoas causou comoção no país.

Mas quase uma semana depois, há versões conflitantes sobre o ocorrido.

Ante a versão da morte violenta, a Procuradoria-Geral da República ordenou uma avaliação com forenses independentes que apontou, preliminarmente, uma hemorragia pulmonar como causa da morte.

O hipopótamo foi encontrado morto no domingo 26 de fevereiro, e um dia depois as autoridades atribuíram sua morte a um ataque com paus e armas cortantes.

“A autópsia diz que não se observa penetração na pele por objeto cortante. A pele deste animal é de 2,5 centímetros de espessura, é muito difícil que possam penetrá-la com um picador de gelo, como foi dito em um primeiro momento”, explicou na quinta-feira o procurador Mario Salazar.

A primeira versão sobre a morte do hipopótamo foi divulgada pela Secretaria de Cultura, que administra o zoológico.

A entidade afirmou que compartilhava da “dor e indignação pela morte do hipopótamo Gustavito, depois de que pessoas sem escrúpulos e sem respeito pela vida animal lhe deram uma surra brutal”.

No dia seguinte, a ministra do Meio Ambiente, Lina Pohl, em declarações reproduzidas pelo Diario de Hoy, confirmou que houve um ataque mas que a morte foi causada pelo estresse.

Mas nesse mesmo dia, o Sindicato de Trabalhadores da Secretaria de Cultura afirmou que no momento da morte, Gustavito estava doente havia 17 dias e que as autoridades não acompanharam o caso.

Após conhecer a versão da procuradoria, a secretária de Cultura, Silvia Elena Regalado, insistiu em que Gustavito pode ter sido atacado e disse que solicitou à polícia que disponibilize agentes para vigiar parque.

“Esse é o relatório que recebi dos veterinários e dos biólogos e (a versão do ataque) é uma das coisas que devem continuar sendo investigadas”, declarou Regalado na quinta-feira.

Fonte: Isto É

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Hipopótamo é assassinado a facadas em zoológico de El Salvador

Parlamentares locais propuseram reforma no Código Penal para garantir penas maiores em casos de maus-tratos contra animais

O hipopótamo Gustavito, de 15 anos, foi espancado e atingido com armas pontiagudas dentro de sua jaula, em um ataque descrito por autoridades locais como “covarde e desumano”.

A polícia ainda tenta identificar os autores e qual teria sido a motivação do ataque ao único hipopótamo de El Salvador, que não resistiu aos ferimentos e morreu no último domingo.

Segundo o repórter da BBC na América Central Will Grant, apesar de o país que não se chocar mais com assassinatos há muito tempo, a crueldade extrema que atingiu Gustavito despertou uma onda de ira e tristeza entre os salvadorenhos.

El Salvador tem uma das taxas de homicídios mais altas do planeta, segundo dados divulgados pela ONU no mês passado. Em média, 10 pessoas morreram por dia no país desde o início do ano.

Crueldade

Na noite seguinte ao ataque, que aconteceu na madrugada de terça para quarta-feira, funcionários do zoológico perceberam que o animal se recusava a se alimentar e a sair da piscina de sua jaula.

O comportamento estranho foi o ponto de partida para que se identificassem cortes e hamatomas no rosto e no pescoço de Gustavito, que também apresentava sinais claros de estresse e agonia.

De acordo com equipe de veterinários, o hipopótamo apresentava “cólica e dor abdominal”. A quantidade de ferimentos na cabeça do animal sugere que ele estivesse tentando se defender das facadas.

A quantidade de ferimentos no rosto do animal sugere que ele estivesse tentando se defender das facadas

A secretaria anunciou uma investigação para identificar os assassinos. O zoológico nacional de El Salvador está fechado desde sexta-feira como medida de segurança.

“Fui testemunha do duro trabalho dos veterinários, biólogos e cuidadores para salvar a vida de Gustavito. Agradeço a demonstração incondicional de profissionalismo, já que passaram dia e noite fazendo os procedimentos necessários para restabelecer sua saúde, dada a brutalidade com que foi agredido”, disse Silvia Elena Regalado, secretária de Cultura da Presidência do país.

‘Perdoe-nos, Gustavito’

Enquanto isso, salvadorenhos expressam tristeza e repulsa nas redes sociais. Muitos pedem investigações sobre a estrutura do zoológico, na tentativa de entender como um ataque dessa natureza pode acontecer tão facilmente.

No Twitter, a frase mais publicada é: “Perdoe-nos, Gustavito”.

O hipopótamo chegou a El Salvador em outubro de 2004, de acordo com o site local El Faro. Antes dele, o hipopótamo Alfredito viveu no zoológico do país por 26 anos, até sua morte em 2004.

Parlamentares locais propuseram nesta segunda-feira uma reforma no Código Penal para garantir penas entre quatro e seis anos em casos de maus-tratos contra animais.

“O ato de crueldade contra o hipopótamo, um animal que não apresentava perigo a ninguém, é um reflexo da nossa sociedade doente e violenta”, disse o documento proposto pela deputada Patricia Valdivieso.

Polícia ainda tenta identificar autores e a motivação do ataque ao único hipopótamo de El Salvador

As enormes taxas de violência e homicídios no país se explicam, principalmente, por brigas entre gangues, conhecidas na região como “maras” e presentes em toda a América Central.

Estes grupos criminosos surgiram inicialmente nas ruas de Los Angeles, nos Estados Unidos, nos anos 1980. Eram formados, em sua maioria, por filhos de migrantes salvadorenhos que fugiam da guerra civil que atingia o país.

Quando a guerra terminou, em 1992, muitos destes jovens voltaram para sua terra natal, trazendo consigo a cultura das gangues americanas.

Fonte: BBC

Nota da Redação: Todos os animais nasceram na natureza, trancafiar a alma livre de uma vida em um cativeiro artificial é um ato desprezível e egoísta. Os animais pagam caro pela ganância do homem, e nada aprendemos sobre a natureza de um animal quando o vemos por detrás de grades de ferro, isolado, infeliz e distante do ambiente que seria próprio ao seu caráter. Além de alterar seu comportamento, o animal fica condicionado à exploração sem nunca conhecer sua verdadeira essência e ficando totalmente indefeso.

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Ativistas do El Salvador marcham contra maltrato aos animais

Por Simone Gil Mondavi (da Redação – Argentina)

Foto: Melvin Rivas
Foto: Melvin Rivas

Várias associações de proteção animal reuniram-se na praça Salvador do Mundo, em São Salvador, para solicitar apoio na luta contra a violência aos animais. As informações são do La Prensa Gráfica.

Os participantes demandaram também justiça no caso de violência contra o cão Newton, que foi lançado em agua fervente na semana passada, na cidade de Mejicanos. A integrante da Comissão ao Resgate dos Animais (ARANI), Alicia Jocobo, disse que a concentração tinha como objetivo conscientizar as pessoas da importância do respeito com os animais.

Jacobo declarou que o caso de Newton para El Salvador é apenas um dos muitos casos que acontecem diariamente, porém foi representado como um “caso emblema” na luta pela violência contra os animais. Newton é um cão resgatado duma situação de abandono, que foi adotado por uma família de Cidade Corinto, em Mejicanos. Segundo Jacobo, o cão foi agredido por uma vizinha que lançou água fervente no animal.

Devido à agressividade da violência, o cão apresentou queimaduras de segundo grau no 60% do corpo. “Não podemos continuar permitindo estas atrocidades. A gente tem que promover a ideia de que não deve existir mais violência contra os animais”, comentou Jacobo.

Durante a manifestação pacifica, muitas pessoas foram no caminho demostrando seu apoio e juntando-se contra o caso de violência do cão Newton.

O caso de Newton esta sendo processado no Município de Mejicanos sob a Lei da Convivência Cidadã. A primeira audiência foi realizada na sexta-feira (20), e a pessoa acusada não acudiu ao juízo, mas foi representada por seus advogados. Entretanto representantes da proteção animal do El Salvador estão na espera da segunda reunião em que sua presença será obrigatória.

Segundo Jacobo, este é só um dos tantos casos que são denunciados no ARANI pelas redes sociais. “Através das redes sociais são denunciados muitos casos de maltrato”, declarou Jacobo.

Foto: Melvin Rivas
Foto: Melvin Rivas
Foto: Melvin Rivas
Foto: Melvin Rivas
Foto: Melvin Rivas
Foto: Melvin Rivas
Foto: Melvin Rivas
Foto: Melvin Rivas
Foto: Melvin Rivas
Foto: Melvin Rivas

 

 

 

 

 

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Centenas de tartarugas morrem na América Central

Por Simone Gil Mondavi (da Redação – Argentina)

Foto: divulgação
Foto: divulgação

A morte de centenas de tartarugas marinhas em El Salvador, Guatemala, Panamá e Costa Rica, em conjunto com o atraso ou redução da desova em Honduras e na Nicarágua este ano, tem alarmado os cientistas e ambientalistas. A comunidade científica investiga as ameaças que incidem sobre esses animais sendo que alguns estão ameaçados de extinção. As informações são de Econoticias.

“É doloroso ver as tartarugas que estão mortas”, disse Antonio Benavides, que passou 24 de seus 57 anos de vida cuidando do viveiro das tartarugas em San Diego, uma praia de 40 km ao sul de San Salvador. Ele considerou que as perspectivas para a conservação da tartaruga se tornam cada vez mais difícil porque de cada mil filhotes que entram no mar, somente um torna-se adulto e retorna à costa para colocar seus ovos após 20 anos.

Desde janeiro, o Ministério do Meio Ambiente do El Salvador (MARN), informou que 146 tartarugas foram mortas, enquanto que na Guatemala foram encontradas outras 115, de acordo com o Conselho Nacional de Áreas Protegidas (Conap), desse país.

Sem fornecer números, a Nicarágua relata desde setembro a morte de algumas tartarugas, enquanto na Costa Rica relatou a morte de 280 tartarugas das espécies “lora ou golfina” em janeiro.

No final do ano 2012, o Panamá registrou a morte de 200 indivíduos, indicou a bióloga da Fundação “Mar Viva”, Isis Pinto.

Do 28 de setembro até segunda-feira (28), foi relatada a morte de 114 tartarugas nas praias vizinhas de San Diego, o Amatal e Toluca, no Pacífico Central do El Salvador.

Os animais localizados são da espécie “Tartaruga Preta” (Chelonia agassizii), “Golfina” (Lepidochelys olivacea) e “mistas”, que são da mistura das pretas com as golfinas.

A morte das tartarugas tem atraído a atenção dos cientistas centro-americanos e o único laboratório regional especializado no assunto, que é da Universidade de El Salvador, está estudando as amostras dos tecidos e órgãos para tentar determinar a causa.

Outro fenômeno que alarmou aos especialistas na Nicarágua, foi a chegada das tartarugas lora nas praias do Pacífico, no final de setembro com várias semanas de atraso.

“Alguns dizem que o atraso pode ser devido à mudança do clima, correntes marítimas ou pelos equipamentos de pesca utilizados”, disse o biólogo Ivan Ramirez da ONG “Fundação para o Desenvolvimento Sustentável na Nicarágua” (FUNDENIC).

Para o gerente da Vida Selvagem e dos Ecossistemas (MARN), Nestor Herrera,  a “hipótese mais forte” sobre as mortes no El Salvador é que as tartarugas estariam envenenadas com “saxitoxin” , que é uma substância que afeta o sistema nervoso dos animais.

MARN foi informado de que na península de San Juan del Gozo na costa de El Salvador, os cães que comeram parte das tartarugas mortas sofreram uma  “paralisia respiratória” e morreram quase imediatamente.

O saxitoxin em 2006 havia matado cerca de 500 tartarugas marinhas, e no 2010 a outras 100 na costa do El Salvador.

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Tartaruga passa por cirurgia para retirada de anzol de esôfago

Uma tartaruga verde das Galápagos (Chelonia mydas agassisi) passou por uma cirurgia em San Salvador, em El Salvador, para a retirada de um anzol de seu esôfago.

Tartaruga passou por uma cirurgia para a retirada de anzol de seu esôfago (Foto: José Cabezas/AFP)
(Foto: José Cabezas/AFP)

A tartaruga tinha sido resgatada por voluntários na praia La Costa del Sol, a 70 km da capital, após a desova.

A cirurgia foi realizada pelo veterinário Abel Ciudad Real, um voluntário da Fundação Zoológico de El Salvador.

Animal havia sido resgatado em praia após desova (Foto: José Cabezas/AFP)
Animal havia sido resgatado em praia após desova (Foto: José Cabezas/AFP)

A tartaruga verde das Galápagos é uma espécie em extinção.

Fonte: G1

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Substancia tóxica causou a morte de mais de 100 tartarugas em El Salvador

Mais de 100 tartarugas mortas foram localizadas na costa do Pacífico em El Salvador desde 28 de setembro, devido à presença de algas tóxicas, informou no inicio dessa semana o ministro do Meio Ambiente.

Desde 28 de setembro às 15h30 locais,” o Ministério do Meio Ambiente e Recursos Naturais (MARN) reportou 114 tartarugas mortas”, informou a pasta em um comunicado. Durante entrevista coletiva, a vice-ministra de Meio Ambiente, Lina Pohl, explicou que a causa poderia se dever a uma floração de algas tóxicas em alto mar.

Pohl destacou que os animais localizados não apresentam danos em seu casco, razão pela qual descartam que suas mortes tenham sido causadas pela pesca industrial.

(Foto: Divulgação)
(Foto: Divulgação)

Os corpos das últimas 40 tartarugas foram encontrados entre a noite de domingo e esta segunda-feira na costa do Pacífico central do país.

José Leonidas Gómez, do diretório do Projeto de Conservação de Tartarugas Marinhas ‘Yo Protejo mi Mundo’ (Eu protejo o meu mundo), declarou que 18 tartarugas foram localizadas na praia San Diego, 40 km ao sul de San Salvador, das quais 14 eram da espécie tartaruga-preta (‘Chelonia Agassizii’), três de tartaruga-oliva (‘Lepidochelys Olivacea‘) e uma mista (preta e oliva).

As outras 22 tartarugas estavam na praia El Amatal, 70 km ao sul da capital. ”É lamentável a morte das tartarugas porque para poderem depositar seus ovos na costa, precisam ter 20 anos de vida, portanto é uma grande perda”, disse Gómez.

Técnicos do ministério do Meio Ambiente se apresentaram à região costeira para fazer estudos e assim estabelecer de forma definitiva a causa das mortes.

No final de julho e agosto, um extenso campo de ‘microalgas’ presente nas águas do Pacífico, entre El Salvador e Guatemala, também causou uma morte maciça de tartarugas.

Fonte: G1

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El Salvador proíbe o uso de animais silvestres em circos

Por Loren Claire Canales (da Redação)

O Parlamento de El Salvador informou nesta semana que a Assembleia Legislativa proibiu a utilização de animais em circos e outros espetáculos públicos no país.

Com 54 votos a favor, o Parlamento, de 84 lugares, introduziu a proibição através de uma reforma do artigo 20 da Lei de Conservação da Vida Silvestre.

A reforma, segundo um comunicado da Assembleia, estabelece que “ se proíbe a entrada, utilização ou maltrato da fauna silvestre em todos os tipos de espetáculos; seu trânsito pelo território nacional será conforme os convênios internacionais para o assunto”.

Acrescenta que, “unicamente se permitirá a exibição da fauna silvestre em zoológicos ou refúgios de animais que cumpram com os cuidados específicos que estas espécies necessitam para sua subsistência e se proíbe todo tipo de maltrato para as mesmas”.

No entanto, foi esclarecido que os animais domésticos poderão participar de espetáculos.

O Deputado Francis Zablah afirmou que “com esta reforma El Salvador atua na vanguarda da América Central e América Latina”, além disso os deputados reformaram também o artigo 260 do código penal, com o qual as penas pelo delito de depredação da fauna, entre outros aspectos, serão aumentadas de 2 a 4 anos.

“O próximo passo é contar com todos os cidadãos para denunciar onde esta lei não esteja sendo cumprida e vamos seguir lutando contra o maltrato animal em todas as suas formas, mas este foi o primeiro passo para um país melhor”, diz Gabriela Escalante, representante da ONG  Circo sin Animales (Circo sem Animais).

Foto: Reprodução/ elsalvador.com
Foto: Reprodução/ elsalvador.com

A iniciativa foi promovida na Assembleia pelas ONGs “Circo sin Animales” e Asociación Rescate de los Animales (Associação Resgate dos Animais).

El Salvador se une assim a outros países latino-americanos que também proibiram a utilização de animais em circos.

Nota da Redação: Esta reforma legislativa em El Salvador é um avanço para os direitos animais, principalmente por se tratar de uma lei federal. Porém, só poderíamos comemorar a notícia plenamente se a proibição de animais em circos contemplasse todos os bichos, independente de serem considerados por nós como domésticos, silvestres ou exóticos. Pois para os indivíduos explorados, pouco importa a classificação que recebem. Esperamos que a nova lei traga consciência aos artistas circenses e donos de circos, e que eles deixem de explorar animais em seus espetáculos, mesmo aqueles que (ainda) não foram incluídos na proibição.

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Baleia jubarte é sepultada em El Salvador

Uma baleia jubarte que morreu em uma praia de El Salvador foi sepultada em uma enorme fossa cavada por um trator, enquanto moradores e especialistas em meio ambiente acompanhavam o procedimento com tristeza.

O animal, de cerca de 12 de metros de comprimento, morreu na segunda-feira (4) após ser arrastado pelas fortes ondas até a praia de Toluca, 50 km a sudoeste de San Salvador, e foi sepultada na terça-feira na fossa escavada por um trator na cidade próxima de Puerto de La Libertad.

“É una pena ver uma baleia morrer. Ainda não sabemos a causa da morte, mas são situações que não desejamos ver”, disse à AFP Celina Dueñas, funcionária responsável pela Vida Silvestre do Ministério de Meio Ambiente.

Para evitar mau cheiro, o corpo do mamífero recebeu uma camada de cal antes de ser coberto de areia, na presença de dezenas de moradores locais.

A costa salvadorenha costuma ser visitada por baleias jubarte que estão se tornando uma atração turística.

Fonte: Terra

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