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Polícia flagra matadouro clandestino com corpos de animais enterrados em área de preservação ambiental

Foto: Polícia Civil/Divulgação

A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) fechou um matadouro clandestino em uma fazenda na cidade de Guarani. Corpos de animais estavam enterrados em covas e despejados sobre vegetações e rios, inclusive em áreas de preservação ambiental permanente.

O local foi encontrado na terça-feira (18) graças a investigações de cavalos e bois levados levados de propriedades rurais por criminosos. No matadouro, cavalos, éguas, burros, bois e porcos eram mortos.

Além do descarte dos corpos ter sido realizado em desacordo com a legislação ambiental e sanitária, os responsáveis pelo matadouro comercializavam a carne dos animais em condições impróprias para o consumo, colocando a vida das pessoas em risco.

Os clientes dos açougues abastecidos pelo matadouro também eram enganados. Isso porque a carne de cavalos, éguas e burros era vendida como se fosse de boi.

A operação de fechamento do estabelecimento foi realizada pela Polícia Militar do Meio Ambiente em parceria com o Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA). Três funcionários foram interrogados e os depoimentos serão usados na investigação. O proprietário da fazenda é procurado pela polícia.

O delegado José Luiz Quintão informou que os próximos passos das investigações incluem a identificação dos açougues que recebiam as carnes fornecidas pelo matadouro. A polícia pretende descobrir também de onde vinham os animais para saber se foram sequestrados de seus tutores e flagrar outros matadouros clandestinos.

As pessoas envolvidas no caso poderão responder pelos crimes de maus-tratos a animais, ausência de licenciamento ambiental, poluição ambiental e furto e roubo de animais. Somadas, as penas passam de 15 anos de prisão.


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Éguas grávidas e potros entre os mais de dez cavalos encontrados baleados e mortos

Foto: Paige Noel
Foto: Paige Noel

Pelo menos 15 cavalos foram mortos a tiros nesta semana em uma mina abandonada no leste do estado americano do Kentucky, um ato que o delegado responsável pela investigação chamou de “o pior caso de crueldade animal que eu já vi na minha vida”.

O crime descrito pelas autoridades como desumano e cruel está sob investigação. Alguns dos animais mortos tinham apenas 1 ano de idade, enquanto outros eram éguas grávidas, informou a afiliada da CBS WYMT na terça-feira (17).

“Parecia um campo de batalha apenas para cavalos”, disse o delegado John Hunt, responsável pelo condado de Floyd, onde ocorreu o crime, à emissora de televisão, observando que pelo menos um deles estava se alimentando quando foi baleado e ainda tinha grama na boca.

Foto: Paige Noel
Foto: Paige Noel

Os animais foram encontrados espalhados por uma área ao longo da estrada US 23, perto da fronteira dos Condados de Floyd e Pike. Ao que tudo indica os cavalos foram perseguidos e caçados, depois possivelmente baleados com um rifle ou espingarda, de acordo com o polícia local.

“Isso é muito desumano e é um ato muito cruel de alguém que aparentemente não tinha mais nada a fazer”, disse Hunt.

Ninguém foi preso no caso ainda, mas as autoridades disseram que o atirador responsável pelos assassinatos enfrentaria acusações de crueldade contra animais. Uma recompensa inicial de 500 dólares estava sendo oferecida para obter informações sobre possíveis suspeitos.

Foto: Paige Noel
Foto: Paige Noel

Atualmente a recompensa está estimada em 2 mil dólares por informações sobre o crime. Doações começaram a chegar de todo o país para aumentar o valor da recompensa e facilitar a punição dos criminosos.

Os assassinatos provocaram indignação entre os defensores dos animais na região e em todo o país.

“Estamos sendo contatados por pessoas maravilhosas dispostas a doar dinheiro para a recompensa, para que isso possa resultar na captura e condenação da pessoa ou pessoas responsáveis”, disse o grupo de resgate de animais Dumas Rescue, que está ajudando as autoridades na investigação, em um post no Facebook na quarta-feira (18).

“Vê-los mortos a tiros dessa forma foi mais do que horrível”, disse Tonya Conn, da Dumas Rescue. “Esses cavalos foram espalhados em vários lugares, distâncias diferentes um do outro, para que tivessem sido baleados e depois dispersados, caçados e mortos”.

Grupos de resgate locais dizem que parece que os cavalos foram caçados, e correram fugindo por suas vidas. A polícia acrescenta que as balas vieram de uma espingarda de baixo calibre.

Foto: Connor James/Twitter
Foto: Connor James/Twitter

“No momento, estamos todos sofrendo com os efeitos que essa cena horrível teve sobre o nosso grupo e os oficiais de investigação”, dizia o post. “Por favor, mantenha-nos em suas orações”.

“Um ato muito desumano, violento praticado por criminosos que precisam ser levados à justiça”, acrescentou Hunt. As informações são da CBS News.

Foto: Connor James/Twitter
Foto: Connor James/Twitter

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Cavalos explorados em carroças de lixo desmaiam e morrem de exaustão

Cidade de Reynosa no México | Foto: México News Daily
Cidade de Reynosa no México | Foto: México News Daily

A tortura de cavalos que puxam carroças de lixo em Reynosa, Tamaulipas, no México terminará oficialmente no dia 1º de outubro.

Autoridades da cidade de fronteira decidiram proibir o uso de cavalos para transportar lixo em meio a acusações de que muitos de seus donos os abusam – em alguns casos, de tal forma que os cavalos caíram mortos.

Somente neste ano, 20 éguas, cavalos e potros morreram durante o trabalho em Reynosa.

Cidade de Reynosa no México | Foto: DVM15
Cidade de Reynosa no México | Foto: DVM15

“Os cavalos entram desmaiam de cansaço e exaustão nas vias públicas, sofrendo de desidratação, desnutrição e todo tipo de doenças; alguns são forçados a puxar carrinhos extremamente pesados, o que causa deformidades nas pernas”, disse Eva Soto, presidente da Associação Cavall, um grupo dedicado ao resgate de cavalos maltratados.

“O que é ainda pior, eles têm úlceras e perfurações em sua pele e até mesmo feridas profundas infectadas que são causados pelo uso constante de arreios ou porque eles são espancados por seus donos em uma tentativa desesperada de fazê-los trabalhar além do que sua força permite”, ela disse.

“. . . A coleta de lixo por carroças [puxados por cavalos] é uma tradição da qual devemos nos sentir envergonhados”, Soto acrescentou.

Finalmente, após anos de inação e apesar da oposição tanto dos catadores de lixo quanto de alguns membros do público em geral, o governo municipal de Reynosa disse que basta.

O conselheiro local Héctor Eduardo Flores Gómez disse que, além dos maus-tratos aos cavalos, o uso de animais para coleta de lixo está sendo proibido porque muitos de seus tutores têm conhecimento limitado sobre manejo de lixo e queimam o lixo que coletam em lixões clandestinos.

Ele disse que os tutores dos mais de 2 mil cavalos que são usados para transportar o lixo em Reynosa terão a oportunidade de continuar seu comércio sob o novo sistema “motorizado” de coleta de lixo da cidade.

Cidade de Reynosa no México | Foto: Kristina Lim
Cidade de Reynosa no México | Foto: Kristina Lim

“Não estamos tirando sua fonte de emprego, queremos que eles passem da exploração de animais para um veículo motorizado. Eles sabem que um animal não pode trabalhar puxando lixo, andando vários quilômetros exausto sob o sol. Isso será banido – é maus-tratos – e vimos como alguns morrem de desidratação, fome e problemas de saúde”, disse Flores.

“Não vamos dar um único passo para trás. A partir de 1º de outubro, os cavalos vão embora, a prefeitura não está mais disposta a tolerar desculpas.

Qualquer coletor de lixo que violar a nova portaria enfrentará multas equivalentes a cinco a dez salários mínimos (cerca de 500 a 1.000 pesos na região da fronteira norte) e uma detenção de até 36 horas.

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Oito cavalos são sacrificados após descoberta de caso severo de negligência

Foto: MEN Media
Foto: MEN Media

Os oito cavalos tiveram que ser sacrificados depois de terem sido encontrados aleijados em um estábulo minúsculo “amontoados” uns nos outros e com estrume por todo lado em um caso criminoso de negligência .

Oficiais de bem-estar animal descobriram dez animais que vivem em um estábulo imundo cercado por suas próprias fezes e urina, em um caso de negligência que o inspetor do departamento disse ser “o pior que já viu”.

Para chegar até dois dos cavalos os funcionários tiveram que escavar a sujeira, pois os dejetos estavam bloqueando a porta do estábulo.

Os cavalos não tinham um ferrador para aparar os cascos por pelo menos 12 meses, quando isso deveria acontecer a cada seis semanas.

Isso fez com que os cascos dos animais crescessem descontroladamente, deixando os cavalos aleijados e tendo que lutar para conseguir se locomover.

Foto: MEN Media
Foto: MEN Media

Cinco cavalos estavam em tal estado de sofrimento que um veterinário independente decidiu que a melhor coisa era sacrificá-los imediatamente.

Outros três foram encaminhados para uma cirurgia de emergência antes de ser decidido que eles também precisavam ser sacrificados para acabar com seu sofrimento.

Um tribunal proibiu o homem responsável pelos cavalos de manter todos os animais em seu poder depois que sua negligência foi descoberta.

Carl Kawka, 57 anos, de Greenbank Road, na cidade de Rochdale, Inglaterra se declarou culpado de duas acusações de crueldade e atentado ao bem-estar animal quando compareceu ao tribunal de magistrados de Tameside na última quinta-feira.

O tribunal ouviu como a RSPCA (ONG que atua em defesa dos direitos animais) foi enviada para investigar Kawka devido a preocupações sobre 10 cavalos que ele tinha sob seus cuidados em seus estábulos em Oldham.

Foto: MEN Media
Foto: MEN Media

O inspetor Danni Jennings e os oficiais do World Horse Welfare descobriram que oito cavalos tinham cascos enormes e deformados que os deixaram aleijados.

Em mitigação, o tribunal ouviu que Kawka estava com dificuldades devido a problemas de saúde.

Felizmente, após um longo tratamento, dois dos cavalos estão a caminho da recuperação.

Um deles, chamado Ronnie, agora foi realocado, e outra égua chamada Celine está se recuperando bem e deve voltar para casa em breve.

Kawka foi proibido de manter todos os animais, recebeu uma sentença de 18 semanas de prisão suspensa por 12 meses e um toque de recolher de cinco meses entre as 19h e as 7hs da manhã.

“Este é o pior caso de negligência que já vi em minha carreira de 11 anos como inspetor da RSPCA.

“Os cavalos estavam claramente sofrendo e estavam aleijados, lutando para andar e se mexer e era óbvio que não tinham visto a luz do dia por um longo período de tempo.

“O modo como foram negligenciados foi horrível – foi um dia muito triste e deprimente para todos os envolvidos”.

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Investigação expõe crueldade e maus-tratos na indústria de exploração de cavalos

Foto: PETA
Foto: PETA

Restaurantes que servem carne de cavalo não são novidade na Coréia do Sul, que tem esse tipo de estabelecimento tanto em variedade como em quantidade, mas agora o país ambiciona explorar esses animais indefesos de novas maneiras investindo pesado para se tornar um dos grandes participantes das corridas de cavalos internacionais. Os coreanos apostam mais de 8 bilhões de dólares por ano em corridas.

Assim como nos Estados Unidos, as corridas ocorrem principalmente em pistas de terra, assim sendo, a Korea Racing Authority (KRA,a sigla em inglês) importa centenas de cavalos americanos a cada ano para corridas e reprodução e criação de animais. Enquanto reproduz agressivamente os animais e traz sangue novo para “melhorar” os resultados das corridas sul-coreanas, o KRA descarta aqueles cavalos que se machucam ou que não conseguem vencer.

Restaurante de carne de cavalo | Foto: PETA
Restaurante de carne de cavalo | Foto: PETA

Um oficial da KRA afirmou em 2018 que dos 1.600 cavalos “aposentados” da indústria de corrida a cada ano, apenas 50 (ou cerca de 3%) são considerados adequados para outros usos “equestres”.

Para onde vai todo o resto? Carne de cavalo é vendida em restaurantes e mercearias, e gordura de cavalo ou “óleo” é usado em produtos de beleza. Os investigadores da PETA viajaram para Jeju, na Coréia do Sul, para expor o destino desses cavalos e seus descendentes.

Sentenças de morte

Os investigadores da PETA testemunharam filmagens de cavalos no maior matadouro de cavalos da Coreia do Sul em nove datas diferentes, entre abril de 2018 e fevereiro de 2019 e foram capazes de identificar 22 cavalos de corrida de raça pura.

Instalaçao destina à morte de cavalos | Foto: PETA
Instalação destina à morte de cavalos | Foto: PETA

Um deles nasceu nos EUA, 19 tiveram pais americanos e 11 tiveram mães americanas. Suas idades variavam de quase 2 anos a 13 anos de idade quando foram mortos, com uma idade media de 4 anos entre os cavalos assassinados.

Seungja Yechan – Celebre o vencedor e coma o perdedor

Seungja Yechan significa “louvado seja o vencedor” em coreano – é o nome dado e que serve de pouco consolo para este filho da lenda americana Medaglia d’Oro, filmado no matadouro de Nonghyup em 8 de maio de 2018.

Marcas em seus ombros alertaram os investigadores sobre sua identidade. Os registros mostram que ele correu quatro vezes e foi eliminado de sua quinta corrida.

Ao contrário das meias-irmãs Rachel Alexandra e Songbird, que ganharam 3,5 milhões e 4,69 milhões de dólares, respectivamente, Seungja Yechan não ganhou um centavo (a menos que você conte os 17 dólares por quilo cobrado por sua carne no supermercado).

Foto: PETA
Foto: PETA

Disfarçada de esporte apenas mais uma indústria de morte por carne

Como parte integrante do Ministério da Agricultura, Alimentação e Assuntos Rurais (MAFRA), o KRA tenta ganhar o respeito mundial para Coréia do Sul como um sério país de corrida, ao mesmo tempo em que apoia o consumo de carne de cavalo.

O presidente da KRA afirmou em 2012: “Ao contrário de outros animais criados principalmente para comida, os cavalos podem atender a múltiplos propósitos. […]a carne é boa e vamos trabalhar em maneiras de encorajar as pessoas a comê-la no futuro”.

Um plano anual para fortalecer a indústria de equinos incluía a promoção de “carne de cavalo, cosméticos e outros produtos comerciais”.

Uma autoridade disse: “A criação de cavalos criará empregos, como treinadores de cavalos e veterinários. A carne de cavalo e outros produtos feitos a partir de cavalos estarão mais prontamente disponíveis ”.

Alguns dos cavalos que chegavam ao matadouro pareciam ter saído direto da pista; um deles, Cape Magic, chegou numa manhã de segunda-feira com uma grande atadura na perna. Registros mostraram que ele havia corrido na sexta-feira em Busan – e ele foi morto menos de 72 horas depois de terminar o dinheiro.

Outros cavalos nomeados de “puro-sangue” que a ONG viu no matadouro estavam sujos, magros, cobertos de lama, com os pelos emaranhados, ou doentes e abatidos. Depois de ver o filhote de 4 anos de idade Winning Design chegar em mau estado, os investigadores visitaram a fazenda da qual ela tinha acabado de vir.

De propriedade de uma família que também opera um restaurante de carne de cavalo, a fazenda confinou dúzias de cavalos todos sujos e desgrenhados em pequenas baias e barracas cheias de esterco.

O fedor de fezes predominava no ambiente. Um cavalo magro parecia gravemente doente – ela tinha um olho ulcerado, perda de pelo generalizada e feridas pelo corpo todo.

No matadouro, os investigadores da ONG ficaram chocados ao ver trabalhadores batendo nos cavalos com paus para fazê-los virar e sair dos caminhões e passar pela porta. Os cavalos se amontoavam, claramente em pânico, enquanto os homens os golpeavam, inclusive no rosto.

Embora toda morte de animais realizada por humanos seja total e inquestionavelmente condenável, como a sociedade pratica esse método cruel de alimentação e consumo, foram criados meios catalogados legalmente para que isso seja feito de forma a não causar mais sofrimento aos animais do que a prática em si.

O especialista em mortes comerciais de animais, Dr. Temple Grandin, assistiu ao filme e concluiu: “O manuseio dos cavalos durante a descarga do caminhão não é aceitável. Acertar um cavalo no rosto é abusivo. É óbvio que as pessoas que descarregavam os cavalos nunca tinham tido treinamento algum para realizar essa atividade”.

No interior do matadouro, os trabalhadores empurravam os cavalos até as rampas e pra dentro de uma caixa de morte destinada à bois e vacas. Um funcionário da Agência de Quarentena de Animais e Plantas disse ao jornal The Korea Observer: “Nós matamos os cavalos com o mesmo martelo que usamos para as vacas. As coisas podem ficar um pouco confusas se não desmaiarem no primeiro golpe”.

No entanto, além das óbvias diferenças anatômicas, os cavalos também são geralmente mais nervosos e ansiosos e podem se afastar quando uma arma vem na direção de sua cabeça. Cavalos inadequadamente contidos tornam muito difícil para o matador administrar um tiro certeiro.

Foto: PETA
Foto: PETA

Pior ainda, muitos dos cavalos chegaram aos pares, e o investigador viu a égua Royal Oak levar um tiro na frente de sua companheira, Air Blade, que teve que vê-la sendo jogada no ar pelo impacto.

Essa prática viola a Lei de Proteção Animal Coreana, e a PETA e um grupo de proteção animal coreano apresentaram uma queixa sobre isso e sobre os espancamentos ao Ministério Público do Distrito na cidade de Jeju.

A ambição irrefreável da KRA de elevar a qualidade das corridas sul-coreanas levou a entidade a importar mais de 3.600 cavalos americanos para corridas e reprodução nos últimos 10 anos. Na enorme instalação de criação do órgão e nas demais fazendas particulares em todo o país, cavalos machos são tratados como máquinas de sêmen, feitas para montar éguas várias vezes por dia na época de reprodução.

As éguas são amarradas, lavadas, tem a cauda presa no alto, lubrificadas e levadas a uma mesa especial de reprodução que as prende pelo peito. Os trabalhadores prendem as éguas pela boca com cordas torcidas pertadas firmemente para mantê-los no lugar.

Foto: PETA
Foto: PETA

Outros prendem botas de contenção nos pés traseiros das éguas, para que não possam ferir os cavalos chutando. Lesões parecem ser comuns.

Alguns maus-tratos denunciados pelos investigadores do PETA:

• A égua Catch Me Later, cujo pé traseiro esquerdo estava tão ferido que ela não podia colocar seu peso sobre ele para que os trabalhadores pudessem colocar uma bota de contenção em seu outro pé, ainda foi forçada a suportar o peso de um cavalo imenso chamado Coronel John durante a reprodução. Ela mancou terrivelmente quando os funcionários do local a levaram para fora do galpão de criação.

• O olho direito do cavalo Sadamu Patek estava inchado de uma maneira absurda, ulcerado e lacrimejando.

• A laminite (doença do pé) da égua Annika Queen era tão grave que ela mal conseguia andar, mas seus exploradores a fizeram amamentar um segundo potro além do dela. (Por causa de sua claudicação, ela não foi capaz de empurrar o outro potro)

Um gerente da fazenda disse que ela seria enviada para a morte quando não fosse mais necessária para amamentação.

Reflexão

Os horrores divulgados nessa matéria são responsabilidade de toda a humanidade e não apenas de um país. Nossas crenças especistas fazem com que acreditemos que a humanidade é superior aos animais e que por isso pode dispor deles como bem entender.

Animais são vidas, companheiros de planeta, tão dignos de respeito, amor e respeito como qualquer ser humano.

O sofrimento desses animais fica mais difícil ainda de aceitar e imaginar uma vez que sua senciencia foi comprovada pela Declaração de Cambridge em 2012, onde especialistas do mundo todo, em diversas áreas da ciência e medicina atestaram a capacidade desses seres de sentir, sofrer, alegrar, criar laços e compreender e responder ao mundo ao seu redor.

Crimes como esses permanecem condenados ao mesmo silêncio com que suas vítimas inocentes e indefesas padecem sem escapatória.

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Órgão governamental norte-americano conduz experimentos em éguas e cavalos

Em 1971, a população de cavalos selvagens que viviam em terras públicas nos EUA ocidentais já era criticamente baixa, em grande parte como resultado da atividade humana na região. Quando os cidadãos se pronunciaram contra o que estava acontecendo com os animais, o Congresso aprovou uma legislação destinada a protegê-los: os Wild Wild-Roaming Horses e o Donkey Act.

Reprodução | One Green Planet

Em teoria, sob este ato, o Escritório de Gerenciamento de Terras dos EUA (BLM, da sigla em inglês) deveria “gerenciar” com responsabilidade os cavalos selvagens e burros dos EUA de uma maneira que oferecesse aos animais proteção a longo prazo. Infelizmente, o que esta agência do governo está fazendo é exatamente o oposto.

Ao longo dos anos, a BLM fez várias propostas que envolveram a aproximação dos cavalos selvagens da nação e a esterilização permanente de éguas prenhes e não grávidas usando cirurgias experimentais que submetem os animais a dores extremas e potenciais consequências para a saúde.

Em uma tentativa de justificar o uso de tais procedimentos perturbadores, o BLM citou uma alegada necessidade de “controlar” a população de cavalos selvagens “a fim de restaurar e manter um equilíbrio ecológico natural próspero e uma relação de uso múltiplo em terras públicas”.

Ainda convenientemente, o BLM não forneceu nenhuma evidência concreta para apoiar sua afirmação de que os cavalos selvagens estão de alguma forma perturbando o “equilíbrio” dos ecossistemas das pradarias onde eles vagam. Provavelmente porque é uma mentira ousada, projetada para encobrir a real motivação da agência para reduzir a população de cavalos selvagens do oeste: satisfazer os interesses especiais que estão pressionando por cavalos selvagens para que haja mais espaço para o gado, também conhecido como Big Meat. e laticínios.

Em sua última tentativa de dizimar o número de cavalos selvagens preciosos de nosso país, a BLM recentemente propôs um plano que esclarece sua intenção de capturar cerca de 800 cavalos no Oregon e realizar um procedimento cirúrgico arriscado chamado ovariectomia em 100 das éguas para esterilizar. eles.

Ao contrário do que o BLM quer que acreditemos, cavalos selvagens e burros desempenham um papel crucial na manutenção do equilíbrio nos ecossistemas das pradarias onde vivem. Assim, se o BLM prosseguir com esse plano, ele não apenas tirará a beleza que essas criaturas adicionam às terras públicas de nossa nação, mas também perturbará muito os ecossistemas que eles chamam de lar.

Felizmente, cidadãos públicos e grupos de defesa de animais estão se posicionando contra o plano sem sentido da BLM, assim como fizeram no passado quando a agência anunciou “propostas de pesquisa” ridículas semelhantes. Na linha de frente da resistência está o Resgate Equino Front Range ( FRER), uma organização nacional sem fins lucrativos que recentemente divulgou comentários formais sobre por que se opõe enfaticamente à planejada esterilização experimental de cavalos selvagens da BLM.

Como afirmou a Presidente da FRER, Hilary Wood, em um comunicado à imprensa, “veterinários eqüinos respeitáveis ​​com experiência em cavalos selvagens se opõem a este procedimento cruel e perigoso, realizado sem visualização enquanto as éguas estão totalmente conscientes, devido aos muitos riscos sérios durante a cirurgia ou após complicações. Há perigos adicionais se as éguas esterilizadas tiverem complicações depois de voltarem à vida selvagem. Instamos o BLM a usar as muitas alternativas humanitárias disponíveis em vez desse método radical de controle populacional. ”Se o BLM não levar em consideração as sugestões fundamentadas do FRER e repensar sua proposta, a organização alertou que planeja entrar com uma ação judicial. contra a agência em tribunal federal.

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Incêndio deixa duas éguas com queimaduras graves no interior da Bahia

Duas éguas foram gravemente feridas por um incêndio que tomou conta de uma área de vegetação, na zona rural de Uibaí, município do norte da Bahia. Ainda não há informações sobre a causa do incêndio.

As éguas sofreram queimaduras graves (Foto: Luciano Castro/Central Notícia)

Wilson da Silva, tutor das éguas, conta que elas estavam amarradas, o que impediu que fugissem das chamas a tempo. O fogo, entretanto, em determinado momento partiu a corda que as seguravam no local, permitindo que elas sobrevivessem, apesar das queimaduras por todo o corpo.

Silva tem cuidado das éguas com medicamentos caseiros e afirma que não irá sacrificá-las. “A gente não tem dinheiro para pagar veterinários, mas nós não vamos sacrificar. Vamos encontrar um jeito de curar elas”, disse ele.

Os ferimentos tem impedido as éguas, que estão debilitadas, de se alimentarem. As duas, lamentavelmente, eram obrigadas a trabalhar em atividades rurais.

“Elas só ficam em pé, porque não conseguem deitar com o corpo ferido. A gente leva comida e água para elas, mas não comem. Uma delas está com a boca bastante queimada e isso atrapalha também”, concluiu Silva ao G1.

O tutor das éguas tem tratado delas com medicamentos caseiros (Foto: Luciano Castro/Central Notícia)

Nota da Redação: a situação de pobreza a qual algumas pessoas estão submetidas não deve ser usada como justificativa para explorar animais. É necessário se solidarizar e defender os direitos dos seres humanos, para que eles não vivam em meio à privações, entretanto, é preciso entender que os animais não devem pagar pela falta de recursos e condições básicas de sobrevivência dos humanos. Explorar éguas para que forçadamente executem trabalhos em benefício humano é uma prática cruel e injusta, já que os animais existem por seus próprios propósitos e não para servir às pessoas.

Além disso, mesmo que a atitude do tutor das éguas seja pautada em boas intenções, não se deve deixar de buscar atendimento veterinário aos animais em hipótese alguma. É recomendado que se tutele animais apenas quando há condições de oferecer a eles todos os cuidados necessários, mas, quando o tutor não tem tais condições, como é o caso das éguas, é preciso que se consiga ajuda, seja por meio da arrecadação de recursos ou pela busca de profissionais que aceitem prestar atendimento voluntário ou a baixo custo.

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Cavalos espremidos em caixas de madeira
Destaques, Notícias

Milhares de cavalos e éguas grávidas são mortos pela indústria da carne no Japão

A mudança tem ocorrido, porém, existem indústrias que continuam funcionando e que muitas pessoas desconhecem, como é o caso da matança de cavalos para o consumo humano.

Cavalos espremidos em caixas de madeira
Foto: Reprodução/Change

Os cavalos são rotineiramente mortos por suas carnes no Canadá e no México. Cerca de 100 mil deles têm um destino trágico anualmente, independentemente da idade, raça ou condição.

Uma das características mais sombrias dessa indústria é a exportação de cavalos vivos de Calgary, Alberta (Canadá) para o Japão. Trata-se de um segredo que permaneceu escondido por anos.

A indústria da carne de cavalos é composta por muitas partes. Não existem matadouros de cavalo legalizados nos Estados Unidos e os animais destinados à morte são enviados para matadouros no Canadá ou no México.

Muitas vezes, eles viajam distâncias muito longas em caminhões de transporte superlotados sem nenhum alimento ou a água. Há uma crença equivocada de que apenas os cavalos idosos, mancos ou doentes irão para o matadouro. Ao contrário, isso está longe da realidade.

Cavalos jovens, saudáveis e até mesmo éguas grávidas podem ser mortos  para a carne assim como aqueles explorados pela indústria de corridas. Mesmo o companheiro amado de uma criança pode ser deixado em uma casa de leilões, comprado por alguém que irá matá-lo e colocá-lo em um caminhão de transporte. A maneira como tratamos essas magníficas criaturas é bárbara.

Exploramos esses animais continuamente para nossos próprios propósitos e os descartamos quando eles deixam de gerar lucro. Para piorar, há outro lado da indústria que permaneceu secreto por muito tempo: a exportação de cavalos vivos para o Japão.

Exportação de animais vivos do Canadá para o Japão

Todos os anos, aproximadamente sete mil cavalos vivos são enviados de Calgary, Alberta para o Japão, para serem mortos por suas carnes.

Esta é uma indústria que tem sucesso em esconder seus segredos sombrios do público. Graças ao grupo de defesa dos animais Canadian Horse Defense Coalition (CHDC) a prática está finalmente recebendo a atenção apropriada.

Em 2012, a CHDC emitiu o primeiro comunicado para a imprensa sobre o assunto: “Uma filmagem de cavalos de Alberta enviados ao Japão para morrerem mostra que a Agência Canadense de Inspeção de Alimentos (CFIA) está violando seus próprios padrões estabelecidos no Regulamento de Saúde de Animais. As regras proíbem o transporte de todos os animais em condições que expõem os animais a ferimentos ou ao sofrimento indevido”.

O vídeo obtido pelo CDHC também mostrou que os cavalos eram eletrocutados para entrarem nos caminhões de transporte que viajavam ao Aeroporto Internacional de Calgary.

Os animais são espremidos em precárias caixas de transporte de madeira, muitas vezes com inúmeros outros cavalos no mesmo espaço estreito. As caixas são tão pequenas que impedem que eles possam permanecer na posição natural.

Esses belos animais não estão sujeitos somente a altos níveis de estresse contínuo, como também há diversos casos de cavalos que caíram durante a decolagem e  o pouso enquanto estavam presos, o que provocou ferimentos graves e até mesmo a morte.

Durante os trajetos, os cavalos  podem ficar presos por mais de 36 horas – o tempo máximo permitido para que um equino fique sem alimento e água de acordo com a (CFIA).

Quando chegam ao destino, os cavalos são transportados para um local de confinamento onde permanecerão até alcançarem o peso desejado para serem mortos.

Cada um possui um valor estimado de aproximadamente US$ 20 mil, mostrando que suas vidas são reduzidas a apenas ganhos financeiros.

Há anos, a Canadian Horse Defense Coalition trabalha para expor a indústria de exportação de animais vivos. As investigações frequentes mostraram as terríveis condições enfrentadas por eles durante o transporte para serem mortos em outro continente onde as leis canadenses não possuem jurisdição. Enquanto o lucro for priorizado, as leis serão ignoradas e os cavalos morrerão.

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De olho no planeta

Estudo criado para beneficiar indústria agropecuária ameaça éguas selvagens nos EUA

Foto: Reprodução, Care2

O Departamento de Gestão de Terras dos EUA (BLM) está conduzindo um estudo de cinco anos em éguas selvagens na Área de Gerenciamento da Cidade de Adobe (ATHMA) do centro-sul do Wyoming com a ajuda do Departamento de Ciência e Gestão de Ecossistemas da Universidade de Wyoming.

Como a maioria das ações recentes entre o órgão e cavalos selvagens, isso pode causar danos terríveis para as éguas.

Supostamente, o estudo pretende “documentar a escolha de habitats, o descolamento entre habitats, o uso sazonal e padrões de migração de cavalos selvagens” dentro e fora dessa área para compreender como eles atravessam a fronteira entre Colorado e Wyoming, como a remoção de cavalos da HMA influencia o movimento das éguas da ATHMA, como os cavalos selecionam os recursos da natureza em relação à sua disponibilidade proporcional e como a lealdade dos cavalos é influenciada por uma estação”.

Porém, conforme Carol Walker, diretora de Documentação de Campo da Wild Horse Freedom Federation, explica: “Os pesquisadores querem mostrar que os cavalos selvagens vão ‘mover-se em um espaço vazio criado devido À captura e remoção de cavalos de uma área determinada para que eles possam provar que é impossível remover os cavalos do local e mantê-los assim. Eles também esperam “comprovar” que os cavalos selvagens degradam áreas ripícolas”.

A razão disso é que o BLM trabalha lado a lado com a indústria pecuária para alocar mais terras públicas para explorar e matar vacas com o intuito de coletar mais impostos em nome dos interesses dessa indústria.

Esses interesses continuam alegando que não há terras suficientes para a pastagem devido a uma superpopulação de cavalos selvagens que esgota a área de alimentação quando, de fato, os cavalos ocupam apenas 11% da terra administrada pelo BLM e a proporção de vacas em relação aos cavalos é de 50 contra 1 e o número continua crescendo, segundo o One Green Planet.

Enquanto isso, ao utilizar o dinheiro dos contribuintes, a equipe da BLM e da Universidade de Wyoming já capturaram menos 14 “sujeitos de teste” na área ATHMA, juntamente com éguas que, depois de serem presas, foram consideradas muito jovens para participar do estudo.

Não é incomum que o BLM mate cavalos selvagens presos em suas instalações de detenção ou os envie para matadouros. Desde que a agência votou em setembro de 2016 a favor da morte de 44 mil dos 67 mil cavalos selvagens remanescentes do país, este ato de aprisionamento é, por si só, um passo muito assustador.

Até agora, as éguas foram poupadas, mas seus futuros permanecem bastante indefinidos. Elas têm sido equipadas com coleiras de rádio, que podem afetar perigosamente a sua saúde e bem-estar. Por exemplo, se ganham peso, de forma natural ou devido à gravidez, as coleiras ficarão muito apertadas para o conforto. Se as coleiras ficarem presas nos cascos dos animais, como aconteceu em estudos anteriores, isso pode ser desastroso. Além disso, os dispositivos garantem que a agência saiba exatamente onde encontrá-las caso decida exterminá-las.

Dez das éguas de coleiras foram liberadas novamente na área, mas não juntas. Em vez disso, uma dupla foi deixada a quilômetros de distância uma da outra, o que confundiu ainda mais os animais, que estão habituados a sobreviver em grupos. Além disso, nenhum esforço foi feito para manter cavalos da mesma família juntos.

Claramente, há pouco respeito pelo bem-estar dos animais e este estudo atende os interesses da indústria que ajudam a financiar o BLM com o dinheiro dos americanos.

De acordo com uma pesquisa, 72% dos norte-americanos preferem proteger os cavalos selvagens, 66% acham que a abordagem do BLM para a gestão da espécie é um uso ineficiente dos impostos e 62% apoiam a revogação da lei que permite que o BLM venda os animais para matadouros.

Uma petição foi feita para exigir que as coleiras das éguas selvagens sejam removidas. Além disso, a ação mais importante para acabar com essas atrocidades e proteger os cavalos selvagens é abandonar o consumo de produtos animais e deixar de financiar esta indústria horrorosa.

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Notícias

Cães doentes e corpos de ovelhas e galinhas revelam condições perturbadoras em fazenda

Redação ANDA – Agência de Notícias de Direitos Animais

Foto: AAP Image/ RSPCA

Um casal australiano foi multado em US$ 80 mil depois que inspetores da RSPCA encontraram evidências terríveis de crueldade animal em sua propriedade rural.

Melissa Sykes e Patrick Lawson deixaram 14 cães e cavalos extremamente desnutridos em uma fazenda que também continha carcaças de animais em decomposição espalhadas pelo solo em South Trayning, 250 quilômetros ao Leste de Perth.

Foto: AAP Image/ RSPCA

Cada um recebeu uma multa de US$ 40 mil e foi proibido de “tutelar” ou ter contato com animais após a investigação de um ano.

Sykes e Lawson foram condenados por uma série de horríveis crimes de crueldade animal depois que a RSPCA resgatou três cães esqueléticos, sendo que dois deles foram acorrentados a uma árvore. Os inspetores também descobriram 10 cavalos que não tinham acesso à alimentação adequada, conforme mostra a reportagem do Daily Mail.

Embora as acusações resultem em proibições de tutela, este caso foi considerado tão grave que a proibição se estendeu ao mínimo contato com quaisquer animais, disse um porta-voz da RSPCA.

Foto: AAP Image/ RSPCA

“Eles não podem estar a menos de três metros de um animal. Se forem a um parque e houver um cachorro lá, têm que deixar o parque, é muito grave”, afirmou.

Na primeira vez em que foram ao local, os inspetores descobriram carcaças de animais em decomposição ao redor da residência e da propriedade. Os corpos eram de ovelhas, cavalos, galinhas e emas.

O casal foi advertido para fornecer alimentação suficiente para os cavalos e melhorar a saúde dos animais, mas em uma visita de acompanhamento o estado dos animais tinha se deteriorado e eles foram levados pela RSPCA.

Foto: AAP Image/ RSPCA

Veterinários descobriram que duas éguas estavam grávidas e outras sofriam com uma série de outras condições, incluindo grande crescimento dos cascos, infestações de piolhos e ingestão de areia.

A inspetora-chefe Amanda Swift informou que Skyes e Lawson demostraram total indiferença pelos animais e que a organização ficou satisfeita com a sentença.

Foto: AAP Image/ RSPCA

“Infelizmente não chegamos a tempo para alguns, graças a Deus fomos capazes de salvar outros e acabar com o sofrimento. A proibição de 10 anos que lhes foi imposta, que os impede de ficar a poucos metros de qualquer animal, mostra a gravidade das suas ações. Isso diz muito sobre a seriedade da crueldade e do sofrimento que esses animais suportaram”, ressaltou Swift.

Todos os animais foram resgatados, encaminhados para lares temporários e têm conseguido se recuperar.

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Destaques, Notícias

Éguas são engravidadas e torturadas para extração de sangue usado pela pecuária

Redação ANDA – Agência de Notícias de Direitos Animais

Foto; AWF

Amontoadas e repetidamente forçadas a engravidar, estas são as vidas lamentáveis das éguas cujos sangues são extraídos em terríveis fazendas para aumentar a produção de carne.

Dezenas de milhares de éguas ficam com agulhas gigantes presas em suas veias jugulares para a extração de um hormônio de fertilidade que é posteriormente injetado em outros animais para que eles possam ter mais filhotes em um ritmo muito mais veloz.

Este processo cruel, realizado de forma barata em fazendas na América do Sul, com o objetivo de evitar estritas regulamentações de bem-estar da União Europeia (EU), foi chamado de “tortura de éguas industriais” por ativistas pelos direitos animais.

A carne vendida na Grã-Bretanha origina-se de animais que receberam o hormônio conhecido como Gonadotropina Sérica de éguas gestantes (PMSG).

Ele é utilizado na criação de porcos para produtos à base de carne, como bacon, salsichas e costeletas. Na forma concentrada o hormônio poderoso é mais valioso do que o ouro e é injetado em porcas para acelerar o seu ciclo natural de fertilidade.

Isso faz com que as porcas engravidem novamente apenas dois dias depois de terem seus filhotes arrancados, dando aos seus corpos pouco tempo para a recuperação.

O PMSG é usado principalmente em porcas, mas também é utilizado em ovelhas e vacas para aumentar a produção de uma ampla gama de produtos de carne.

Os fazendeiros ou os supermercados não têm qualquer obrigação de declarar quais os produtos que foram produzidos utilizando a droga hormonal, onde o processo foi realizado e em que condições.

Não está claro como o uso generalizado de PMSG ocorre no Reino Unido. Ativistas e políticos têm exigido transparência e exigência legal sobre a produção de carne. Acredita-se que há dezenas de milhares de éguas em fazendas de sangue, principalmente no Uruguai, Argentin, e no Chile.

Defensores de animais dizem que elas são obrigadas a entrar em barracas onde uma agulha de grande diâmetro é inserida diretamente na veia jugular. O hormônio só pode ser encontrado no sangue de éguas na fase inicial da gravidez.

Quando as éguas já não podem engravidar, são mortas e vendidas como carne. A reportagem descobriu sete produtos PMSG que são vendidos na Grã-Bretanha.

Foto; AWF

Uma das sete injeções de PMSG registadas no Reino Unido é para utilização em porcos em explorações agrícolas. As outras duas também podem ser utilizadas em vacas, cabras e ovelhas.

O National Office for Animal Health (NOAH) disse que os fornecedores submetem-se a auditorias e asseguram a supervisão veterinária das éguas e insistiu para que que “aderissem aos limites da coleta de sangue” mas não forneceram mais detalhes.

Ativistas questionam a brutalidade de manter as éguas continuamente grávidas para a coleta de sangue em instalações escondidas, uma prática que despertou escrutínio internacional.

A UE não exige que os fazendeiros registrem quantidades de PMSG importadas ou utilizadas em explorações industriais. A mídia alemã estimou que 80% dos produtores de porcos usam PMSG no país. O órgão que representa a indústria de medicina animal do Reino Unido afirma que “não é amplamente utilizado no Reino Unido”, mas não há um registro nacional.

Wendy Higgins, porta-voz da Humane Society International, disse: “Os consumidores muitas vezes desconhecem o sofrimento animal escondido por trás de suas escolhas alimentares, particularmente em fábricas industriais. Mas o sofrimento hediondo das éguas para aumentar o bacon e a carne de porco leva essa dor a um nível totalmente novo que certamente chocará os compradores britânicos. As vidas de privação e a angústia que essas éguas perpetuamente grávidas são forçadas a suportar são obscenas”.

Foto; AWF

“A consciência de como os animais podem sofrer por nossos alimentos é o primeiro passo para evitá-los. Conhecimento é poder e com ele os consumidores podem refinar suas dietas para evitar as piores práticas agrícolas”, completou.

Uma vez que a utilização da PMSG foi revelada na Europa continental, foi lançada uma campanha para que a importação de produtos derivados do sangue das éguas grávidas seja proibida na UE. Em 15 dias, uma petição feita por um grupo de bem-estar animal no Avaaz conseguiu mais de 1,6 milhão de assinaturas.

Oliver MacColl, diretor de campanhas do Avaaz, disse: “Parece algo de um filme de vampiros, mas as éguas grávidas estão tendo seu sangue drenado para suprir um horrível comércio global. Agora, este segredo está aí fora com mais de um milhão de pessoas exigindo que a UE acabe com este show de horror para sempre.”

A empresa alemã AWF, que expôs pela primeira vez a prática em 2015, obteve imagens em instalações de produção de éguas na América do Sul, mostrando funcionários espancando os animais com tábuas e hastes elétricas para forçá-las a permanecerem quietas.

Também expôs éguas tão fracas que caíam quando suas pernas cediam. Uma égua é vista descansando sua cabeça em trilhos ainda tremendo. Uma operária sobe os trilhos e chuta-a três vezes no rosto antes que ela tenha um colapso.

A AWF afirma que até 10 litros de sangue são extraídos de uma égua semanalmente em algumas fazendas. Isto causa risco de anemia, choque hipovolêmico, aborto espontâneo e morte.

Sacos de sangue e tubos de drenagem utilizados na tortura/ Foto: AWF

A investigação da AWF também encontrou ossos de éguas e uma delas morta em terras ligadas a uma fazenda de sangue que alegou fornecer PMSG para empresas farmacêuticas europeias.

Os antigos trabalhadores teriam dito à AWF que, algumas vezes, 12 litros podiam ser extraídos de uma só vez. A União Europeia não dispõe de uma legislação específica sobre a extração de sangue de éguas grávidas.

Acredita-se que as éguas são compradas em leilões na América do Sul e começam a ter seu sangue extraído com apenas três anos.
Algumas potras nascem para garantir um fornecimento constante de animais, enquanto outras são abortadas, segundo o Mirror.

O que acontece nas fazendas?

As éguas grávidas segregam PMSG a partir de seus copos endometriais entre 40 e 130 dias de gestação. Uma vez que seu sangue é retirado, o plasma é extraído, congelado e transformado em drogas com PMSG por empresas farmacêuticas europeias.

Estes fármacos, muitas vezes na forma de uma injeção, são então utilizados juntamente com progestogénio para induzir a ovulação de porcas e vacas.

Assim que os animais jovens são separados da mãe após o desmame, a fêmea é injetada para entrar no cio. O PMSG também pode ser usado em drogas de fertilidade para seres humanos.

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Notícias

Prefeitura do Recife (PE) procura área rural para animais vítimas de maus-tratos ou abandonados

Foto: Divulgação
Foto: Divulgação

A Prefeitura do Recife procura uma área rural para realocar animais vítimas de maus-tratos ou abandonados pelas ruas do Recife. O comunicado, publicado no site da Prefeitura do Recife, aponta as exigências: a área deve ter, no mínimo, 30 hectares e capacidade para abrigar até 50 animais. O espaço também deve ter áreas de limitadas de triagem, com mínimo de um hectare, bebedouros, saleiros e porteiras); área de pastejo (com 28 hectares para abrigar animais aptos para adoção) e área de expurgo, com mínimo de um hectare.

O lance para a locação do novo imóvel está orçado em R$ 240 mil. O contrato terá vigência de um ano, a partir da assinatura do contrato. A licitação foi publicada no Diário Oficial do Recife e a abertura das propostas será feita no dia nove de setembro, às 10h, na sede da Prefeitura do Recife.

O contrato firmado em 2014 com a fazenda de 54 hectares, em Gravatá, para onde são levados cavalos e jumentos recolhidos pela Secretaria-Executiva de Direitos Animais (Seda) no Agreste de Pernambuco, foi encerrado. Quando anunciada, a fazenda de Gravatá tinha capacidade para até 125 equídeos mas apenas 28 cavalos foram abrigados, sendo 19 adotados.

Como funciona – Após se retirar o animal da rua, o animal será levado ao Centro de Vigilância Animal (CVA), onde será submetido a exames para algumas doenças, entre as quais, o mormo. Não identificada nenhuma zoonose, o cavalo é microchipado e encaminhado para área rural onde permanecerá até ser colocado para adoção.

Fonte: Diário de Pernambuco

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