De olho no planeta

Pesquisadores exploram efeitos psicológicos das mudanças climáticas

Conforme aumentam os registros desses incidentes, os pesquisadores da University of Arizona querem saber mais sobre como a percepção das pessoas em relação à ameaça das mudanças climáticas afeta a saúde mental. Eles descobriram que, embora algumas pessoas tenham pouca ansiedade sobre essas mudanças, outras enfrentam altos níveis de estresse e até depressão.

Foto: National Geographic

Embora uma pesquisa significativa tenha explorado os impactos ambientais das mudanças climáticas, poucos exploraram seu efeito psicológico sobre os humanos, declarou a pesquisadora da UA, Sabrina Helm.

Helm e seus colegas descobriram que as respostas psicológicas às mudanças climáticas parecem variar de acordo com o tipo de preocupação que as pessoas possuem em relação ao meio ambiente, segundo o Science Daily.

Na pesquisa publicada na revista Global Environmental Change, são descritos três tipos diferentes de preocupação ambiental: a preocupação egoísta é a preocupação sobre como o impacto afeta diretamente o indivíduo. A preocupação altruísta está relacionada à humanidade em geral, incluindo as gerações futuras. Já a preocupação biosférica está relacionaa à natureza, às plantas e aos animais.

Em uma pesquisa online feita com 342 pais de crianças pequenas, aqueles que informaram altos níveis de preocupação biosférica também disseram sentir mais estresse com as mudanças climáticas globais, enquanto aqueles cujas preocupações eram mais egoístas ou altruístas não falaram sobre um estresse significativo relacionado ao fenômeno. Além disso, aqueles  que possuem altos níveis de preocupação biosférica apresentaram indícios de depressão, enquanto nenhuma outra conexão com depressão foi encontrada nos outros dois grupos.

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Notícias

Funcionários de matadouros sofrem uma série de transtornos psicológicos

Redação ANDA – Agência de Notícias de Direitos Animais

Reprodução/PTDS Journal

Um artigo do Texas Observer relata que os trabalhadores de matadouro enfrentam uma variedade de consequências emocionais e psicológicas negativas, incluindo o transtorno de estresse pós-traumático (PTSD).

Milhares de trabalhadores estão empregados nos cerca de 1100 matadouros inspecionados pelo governo federal nos Estados Unidos. Cerca de 70 dessas instalações ficam no Texas, principalmente em Mineola, Muenster e Windthorst.

Seus funcionários sofrem uma variedade de tensões físicas e perigos no trabalho, mas há evidências crescentes de que há sofrimento mental também.

Estas pessoas são contratadas para matar animais, como porcos e vacas, que são animais gentis. Realizar esta ação exige que elas se desconectem do que estão fazendo e dos seres vivos que estão à sua frente.

Essa dissonância emocional pode levar a consequências como violência doméstica, isolamento social, ansiedade, abuso de drogas e álcool e PTSD.

Há também evidências de que este trabalho leva ao aumento da criminalidade em cidades com matadouros.

Amy Fitzgerald, professora de criminologia da Universidade de Windsor, Canadá, argumenta que as comunidades com matadouros têm altos índices de criminalidade porque os trabalhadores estão “dessensibilizados” à violência que cometem e testemunha no trabalho. Esta dessensibilização é então refletida no seu comportamento fora das instalações.

A carne e outros componentes animais dos matadouros são cortados de muitas formas e entregues aos mercados. Há peles que viajam para a Turquia, bile destinada a empresas farmacêuticas, órgãos enviados para comunidades nativas americanas e fígado para a Arábia Saudita.

Há, é claro, as carnes que não fazem um caminho distante. São aquelas vendidas no mercado interno, em restaurantes e que estão na mesa de jantar das pessoas.

Seja qual for a carne, onde quer que seja vendida e, independentemente do que diz o rótulo, cada peça tem uma coisa em comum: há um trabalhador de um matadouro que teve que tirar a vida do animal e ele provavelmente experimenta algum nível de trauma emocional, reportou o PTSD Journal.

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