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Indústria de criação de salmão em cativeiro deixa ursos pardos sem alimento

Foto: Facebook/Rolf Hicker
Foto: Facebook/Rolf Hicker

As fazendas de criação de salmão e a atual crise climática estão afetando severamente a alimentação dos ursos pardos. Fotografias mostrando os animais famintos e extremamente magros buscando por alimento se tornaram virais nas redes sociais.

As fotos, tiradas por Rolf Hicker perto de Knight Inlet, na costa da Colúmbia Britânica, no Canadá, mostram uma ursa fragilizada e maltratada acompanhada de seus dois filhotes andando em busca de comida.

Foto: Facebook/Rolf Hicker
Foto: Facebook/Rolf Hicker

Imagens fortes

“Eu não vi um único salmão em um rio até agora”, escreveu Hicker no Facebook. “Os ursos estão morrendo de fome e parte meu coração ver isso acontecer”.

“Acredito que é importante mostrar esse lado também. Aqui no Broughton não resta salmão para os ursos (e baleias, possivelmente)”.

“A publicidade de revistas e programas televisão ainda mostra os ursos felizes que deleitam-se com salmão, bem, infelizmente essa cena não é mais tão real como costumava ser”.

Voluntários da região entregaram mais de 500 salmões aos ursos, em um ato que um dos voluntários descreveu à CNN como uma “medida extrema para ajudar nosso ecossistema”.

Foto: Facebook/Rolf Hicker
Foto: Facebook/Rolf Hicker

A atual crise climática, que causou o aumento da temperatura da água, também foi responsabilizada pela escassez de salmão selvagem.

“Um câncer maligno”

Don Staniford, diretor da Scottish Salmon Watch, disse ao MailOnline: “A criação de salmão é um câncer maligno em nossas costas e está matando não apenas peixes selvagens, mas também ursos, baleias e mariscos”.

“Longe de ser uma panacéia, a criação de salmão é uma ameaça com sérios impactos globais. Os consumidores podem ajudar deixando de se alimentar de animais e adotando uma alimentação vegana”.

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Além de danos ambientais, pesca possibilita escravidão moderna

A pesca excessiva desestabilizou ecossistemas. A Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO) estima que 80% dos estoques globais de peixes estão “totalmente explorados, esgotados ou em estado de colapso”.

Segundo cientistas, o quadro é pior. Estudos apontam números maiores do que os divulgados pela FAO e consideram que há também o impacto indústria pesqueira ilegal.

Sobrepesca e escravidão estão ligadas | Foto: Pixabay

Não bastasse o quadro ambiental desastroso que desenha, a sobrepesca faz uso de práticas escravagistas. Existem relatos de abuso físico, sexual e moral de pescadores. Além disso, trabalhadores são obrigados a viver longos períodos no mar sem pisar na terra.

De acordo com estudo conduzido por pesquisadores da Universidade da Colúmbia Britânica, os atuais regulamentos da pesca permitem que o tráfico de seres humanos ocorra facilmente na indústria.

A investigação conclui que regras mais pesadas que impeçam a sobrepesca não só reduziriam os danos ambientais causadas pela mesma, mas são fundamentais para eliminar a escravidão moderna.

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Santa Catarina tem 275 espécies de animais ameaçadas de extinção

Em Santa Catarina, 275 espécies de animais estão em risco de extinção. A lista mais atualizada, divulgada pela Fundação do Meio Ambiente é de 2011. O levantamento é feito pela Fatma a cada cinco anos, em média, segundo a bióloga Beloni Marterer. “É necessário fazer uma pesquisa constante por que os habitats mudam e o grau de ameaça das espécies também. O levantamento é feito em períodos curtos para que as mudanças possam ser avaliadas”, explica.

Segundo a bióloga, existe uma listagem nacional, porém, as desenvolvidas em cada estado são mais detalhadas. “A lista é mais precisa, é um trabalho bastante grande. Depois, ele é aprovado por uma comissão de biólogos da Fatma”, comenta. Veja a lista completa da Fatma. Em Santa Catarina, o grupo com mais espécies ameaçadas é o das aves. Ao todo, 97 delas podem ser extintas. O grau de risco é classificado em Criticamente Ameaçado, Em perigo e Vulnerável, sendo as espécies Criticamente Ameaçadas as mais preocupantes e as Vulneráveis as menos.

O levantamento é separado em mamíferos, aves, répteis, anfíbios, peixes, equinodermos, como estrelas-do-mar, crustáceos, aranhas, Polychaeta, de vermes aquáticos, insetos, moluscos e cnidários, como anêmonas e corais. Destes, 71 estão Criticamente Ameaçados, 68 estão Em Perigo e 136 em situação vulnerável.

Baleia-franca
O Litoral de Santa Catarina é considerado berçário natural da espécie. “É comum a presença de baleias-francas no litoral brasileiro, principalmente no Sul do país, área de concentração reprodutiva da espécie. Elas frequentam essa região entre os meses de julho e novembro para o nascimento dos filhotes e o acasalamento”, informa a bióloga Karina Groch, diretora de pesquisa do Projeto Baleia Franca. A espécie é classificada como Vulnerável.

(Foto: Paulo Flores, ICMBio/PBF-Brasil)
(Foto: Paulo Flores, ICMBio/PBF-Brasil)

Lobo-guará
Entre os animais Criticamente Ameaçados está o Lobo-guará, encontrado no Parque Nacional de São Joaquim, na Serra. Eles possuem dieta variada, indo de frutos até pequenos animais. Eles vivem sozinhos mas se juntam em casais na época reprodutiva, sendo que os machos ajudam as fêmeas a cuidar dos filhotes. “Na nossa região vemos rastros, mas ele é um animal bastante arredio, então não existe um levantamento de quantos existem na região”, explica Michel Omena, analista ambiental do Parque Nacional de São Joaquim.

(Foto: Lthears/Wiki Commons)
(Foto: Lthears/Wiki Commons)

Gavião-de-penacho
Esta ave tem um filhote a cada três anos, o que torna a reposição da espécie na natureza muito pequena. Por isso, o gavião é classificado como Criticamente Ameaçado. Segundo informações do Instituto Rã-bugio, é uma ave de grande porte, e mede entre 58 e 67 centímetros. Ela possui na cabeça um conjunto de penas que medem até 10 centímetros e formam um penacho preto.

(Foto: Instituto Rã-Bigio/Divulgação)
(Foto: Instituto Rã-Bigio/Divulgação)

Fonte: G1

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Mistério cerca doença em bico de aves do Alasca

Pássaros do Alasca, nos Estados Unidos, estão sofrendo uma súbita e inexplicável onda de deformidades nos bicos. Cerca de 1 em cada 16 corvos e chapins-de-cabeça-negra sofrem da doença, chamada de transtorno de queratina aviária, segundo levantamento de pesquisadores. A enfermidade faz com que seus bicos fiquem morbidamente alongados e curvados.

Foto: Reprodução Revista Galileu

“O aparecimento repentino de um grande número de animais com anormalidades pode apontar para uma mudança significativa no ecosistema”, dizem os biologistas americanos Colleen Handel e Kimberly Trust, que realizaram o estudo, em entrevista à Wired.

A taxa de deformidades está 10 vezes acima do usual, sendo a maior já registrada em qualquer população de aves selvagens do mundo. Segundo os pesquisadores, o aumento foi registrado majoritariamente na última década.

Muitos possíveis culpados pela doença foram identificados, sendo a contaminação ambiental com toxinas e metais pesados a mais provável. Os cientistas, no entanto, afirmam que um vírus ou um fungo pode estar agindo no ecossistema do Alasca e modificando as espécies como um todo.

Fonte: Galileu

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