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Ninhos de tartarugas são protegidos com cerca na orla de Recife (PE)

Por Sophia Portes / Redação ANDA (Agência de Notícias de Direitos Animais)

Ninhos de tartaruga estão sendo protegidos para evitar vandalismo (Foto: Assessoria / Secretaria de Meio Ambiente)

Integrantes da Brigada Ambiental da Secretaria de Meio Ambiente do Recife juntamente com equipes da Empresa de Limpeza Urbana (Emblurb) cercaram dois ninhos de tartaruga com tela em praia do Recife, Pernambuco. A ação ocorreu nesta quinta-feita (27) para evitar que vândalos destruam os ovos e para preservar a integridade dos ninhos. Casos de violação dos ninhos na orla do município foram denunciados no final de março por ambientalistas da região.

As áreas cercada tem, cada uma, cerca de 6 metros quadrados. O primeiro ninho foi feito no dia 7 de março e o segundo no dia 16. As tartarugas filhote devem nascer entre 45 a 60 dias após a postura dos ovos.

Durante a ação, as equipes identificaram mais dois ninhos colocados recentemente. Por isso, os integrantes irão retornar nos próximos dias para cercar as novas áreas. Os ambientalistas e protetores animais que acompanharam a ação acreditam que sejam ninhos de tartarugas-de-pente.

Ninhos foram destruídos por vândalos em março, mas alguns filhotes conseguiram se salvar (Foto: Adriano Artori / Acervo Pessoal)

 

 

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Moradores de Itamaracá se unem para monitorar número recorde de ninhos de tartaruga na Ilha

Grupo de moradores acompanhou a eclosão do primeiro de oito ninhos de tartaruga na Ilha de Itamaracá. FOTO: Sérgio e Rose Ramo/Arquivo Pessoal
Grupo de moradores acompanhou a eclosão do primeiro de oito ninhos de tartaruga na Ilha de Itamaracá. FOTO: Sérgio e Rose Ramo/Arquivo Pessoal

Com um número de ocorrências sem registro anterior, um trecho da Ilha de Itamaracá foi transformado em berçário de tartarugas. A faixa de pouco mais de um quilômetro entre a Enseada dos Golfinhos e o Pontal chegou a abrigar oito ninhos, dos quais somente um eclodiu até aqui. Entusiasmados com o que encaram como um fenômeno, moradores empenhados na preservação ambiental decidiram não apenas dar as boas vindas aos filhotes, como também começaram a elaborar um projeto de monitoramento e conservação da área para garantir um habitat saudável para eventos futuros.

Tartarugas escolhendo a ilha como ponto de desova não é algo inédito. Atualmente, funcionária da prefeitura de Itamaracá, a aposentada Elódia Negromonte se deparou com um ninho assim que mudou para a região, em 1987, e desde então, ela e outros moradores vêm acompanhando as desovas regularmente. Mas entre o fim de janeiro e o início de fevereiro, o grupo observou um crescimento espantoso nos registros. “Estamos tratando como um fenômeno. Ninguém nunca tinha visto tantos nichos num trecho de praia tão pequeno. Em 1,1 km de praia, foram oito”, descreveu.

Sem apoio de qualquer instituição, Elódia contou com a colaboração de outros moradores para monitorar as desovas e acompanhar a evolução do ciclo. Como moram numa área próxima ao Pontal, o educador ambiental Sérgio Ramos e sua esposa, a jornalista Rose Ramos, se voluntariaram para acompanhar o período de eclosão. “Quando chegamos ao local, no dia 3 de abril, notamos os rastros de mais de 40 tartaruguinhas que iam na direção do mar. Para nossa surpresa, pouco depois, algumas retardatárias começaram a deixar o ninho”, contou Rose. Na ocasião, o engenheiro de pesca Alexandre Almeida, outro integrante do grupo, registrou no vídeo (abaixo) os primeiros passos e as primeiras “braçadas” de um dos filhotes.

Falta apoio

Elódia explica que as condições de isolamento e sinalização dos ninhos não são as ideais – uma vez que falta verba e pessoal para isso – mas acredita que essa situação pode começar a mudar com o eventual suporte do poder público. “Atualmente, ocupo o cargo de diretora de desenvolvimento ambiental da Ilha e comecei a articular o apoio da prefeitura”, destacou. “Além disso, entrei em contato com um biólogo ligado ao CPRH e ele vai dar uma contribuição muito importante. Nossa ideia é montar um banco de dados, pois até agora, não foi feito nenhum registro de atividades anteriores de tartarugas na Ilha”, concluiu.

Fonte: Diário de Pernambuco

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Mais de 90 tartarugas de espécie ameaçada nascem em Pernambuco

(Imagem: reprodução)
(Imagem: reprodução)

O Litoral Sul de Pernambuco se tornou o berço de 97 filhotes de tartarugas, que eclodiram por volta das 6h da manhã desta terça-feira (6) e iniciaram a trajetória para o mar. Os filhotes, identificados como sendo da espécie “Eretmochelys imbricata”, também são conhecidos como “tartaruga-de-pente”. Eles eclodiram na praia de Merepe, em Porto de Galinhas, no município de Ipojuca, monitoradas pela ONG Eco Associados. De acordo com a organização, a espécie está criticamente ameaçada de extinção.

De acordo com a bióloga Thyara Simões, a desova de tartarugas acontece regularmente no litoral da cidade. “A desova é frequente no período entre setembro e junho. São quatro espécies, das quais a principal é a tartaruga-de-pente”. Thyara faz parte da Eco Associados, que mantém uma parceria com a Secretaria de Meio Ambiente de Ipojuca, atuando há 16 anos no município.

A organização é responsável pelo monitoramento de um total de 12 quilômetros das praias do litoral de Ipojuca. “Todos os dias vamos à praia pela noite, que é quando a fêmea sai do mar para fazer a desova. Acompanhamos o processo e depois ficamos monitorando o ninho”, aponta a bióloga. A eclosão dos ovos ocorre entre 45 e 60 dias após a desova.

Nesse período, os filhotes se aproximam da superfície, e o monitoramento é intensificado. A ONG, então, divulga a possibilidade da eclosão, para que as pessoas possam acompanhar a ida das tartarugas recém-nascidas até o mar. No momento da eclosão, é mantida uma larga faixa de areia, garantindo o espaço necessário para que os filhotes cheguem até a água. Nesse sentido, a organização e a Prefeitura de Ipojuca realizam também ações educativas, para evitar que turistas e banhistas acabem pisando ou retirando os filhotes do local.

A eclosão desta terça (6), a primeira de 2015, aconteceu 53 dias após a desova. Segundo Thyara, há outros cinco ninhos próximos da data prevista para a eclosão, que será sistemática em vários pontos do litoral da cidade. “A temporada de eclosões desse ano está começando agora”, diz a bióloga, apontando ainda que a Eco Associados monitorou cerca de 220 ninhos em 2014.

Fonte: G1

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