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Peixe raro se assemelha a um dragão

Cara e nome de dragão: um exemplar de dragão, encontrado no Espírito Santo (Foto: Laura Lopes)

Esse animal mora no mar, tem cara e nome de dragão e um nome científico tão ou mais esquisito que ele mesmo: Trachypterus jacksonensis. O peixe dragão come tudo o que sua boca em formato de tubo consegue aspirar. Antigamente, pode ter sido responsável pelas lendas da existência das serpentes do mar (seu corpo é comprido). Ele é só mais uma das espécies que vivem no Brasil e que são pouco conhecidas do grande público. A cabrinha-de-fundo, por exemplo, nem foi descrita pela ciência. Já o João-Preto é tão raro que só se conhecem 13 indivíduos no mundo.

Quem diz isso é o publicitário e biólogo especializado em peixes marinhos Alfredo Carvalho, que gosta desses animais desde menino. Passou a desbravar mares, rios e córregos atrás de espécies raras – “conheço quase todas as bacias e, do litoral brasileiro, só não fui ao rochedo São Pedro e São Paulo”. Todos os anos, passa dois meses na Bahia, onde é pesquisador do Projeto Tamar. Sua missão é desvendar espécies de peixes encontradas pelo projeto e que não são reconhecidas num primeiro momento.

Segundo ele, uma nova espécie de peixe é descoberta por dia no mundo. Nos últimos cinco anos, foram cerca de 2 mil, 600 só no Brasil. Se não desconhecidos, os peixes do infográfico abaixo são bem diferentes, e difíceis de serem encontrados. Clique aqui e saiba mais sobre eles.

Fonte: Época

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Cientistas descobrem origem do dragão-de-komodo

Uma equipe de cientistas de vários países descobriu que a maior espécie de lagartos do mundo, o dragão-de-komodo, teve sua origem na Austrália. No passado, cientistas acreditavam que esses animais tivessem se desenvolvido a partir de um ancestral menor das ilhas da Indonésia, chegando ao seu enorme tamanho devido à falta de competição com predadores.

Imagem: Reprodução/Hypescience
Imagem: Reprodução/Hypescience

Entretanto, nos últimos três anos os cientistas descobriram inúmeros fósseis no leste da Austrália que mostram que o dragão-de-komodo pode ter surgido naquela região. Os fósseis são de 300 mil anos a até 4 milhões de anos atrás. “Quando comparamos estes fósseis com os ossos dos dragões-de-komodo atuais, vimos que eles são idênticos”, afirma Scott Hocknull, paleontólogo do Museu de Queensland, na Austrália. As comparações também mostram que o tamanho do corpo do animal se manteve estável durante todo esse tempo.

A Austrália já era famosa por ter sido o lar do maior lagarto que já existiu, o Megalania, que chegava a 5 metros de comprimento. Esta espécie, entretanto, entrou em extinção há 40 mil anos. “Agora podemos dizer que a Austrália também foi o local de nascimento do dragão-de-komodo”, diz Hocknull.

Os pesquisadores acreditam que o ancestral do dragão evoluiu na Austrália e migrou para as ilhas da Indonésia por volta de 900 mil anos atrás. Esta teoria é apoiada por três fósseis encontrados na ilha de Timor, que fica entre a Austrália e a ilha de Flores, um dos locais onde a espécie vive atualmente. Os fósseis são de uma nova espécie de lagarto gigante, maior que o dragão-de-komodo, mas menor que o Megalania. O animal ainda não foi descrito formalmente e não tem nome.

Hocknull afirma ficar impressionado com a quantidade de descobertas realizadas nos últimos anos na região da Indonésia e da Austrália. O pesquisador, entretanto, questiona os motivos pelos quais os ancestrais do dragão-de-komodo entraram em extinção, enquanto a espécie sobrevive até hoje. “O sudoeste da Ásia e a Austrália são um local importante para novas descobertas interessantes”, aponta.

“Compreender o passado de uma espécie é fundamental para determinar sua possível trajetória no futuro, sua resposta a mudanças climáticas e de habitat e eventos de extinção”, explica o especialista. De acordo com Hocknull, os fósseis mostram que a espécie do dragão-de-komodo é extremamente resistente a estes fatores. Porém, atualmente, os enormes lagartos estão em risco de extinção, provavelmente devido à ação humana. Eles vivem em poucas ilhas isoladas e tiveram a sua população diminuída nos últimos 2 mil anos.

Hocknull também nota que as ilhas e os dragões lançam luz sobre o passado dos animais mas também sobre o futuro do mundo. “É um local perfeito para observar como a vida se adapta e evolui em resposta a impactos ambientais, catástrofes e a ação humana”, diz. “Quais são os impactos destes fatores e como as espécies reagem a isso?”, questiona o pesquisador. “Esses fósseis são a nossa pedra de Rosetta para compreender como as espécies futuras poderão responder a mudanças climáticas”, conclui.

Fonte: Hype Science

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