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Golfinhos são encontrados mortos com marcas de tiro

Autoridades policiais oferecem 20 mil dólares para quem tiver informações sobre os responsáveis


 

Foto: Fornecida

Dois golfinhos foram encontrados mortos no litoral da Flórida, nos Estados Unidos, na primeira semana de fevereiro. Embora tenham sido encontrados em locais diferentes, as autoridades locais acreditam que as mortes estão relacionadas, pois os animais possuíam ferimentos semelhantes. As autoridades oferecem 20 mil dólares, cerca de 66 mil reais, para quem fornecer informações que levem até os culpados pelo atentado contra os golfinhos.

A primeira morte foi registrada em Pensacola Beach, uma comunidade da Ilha Santa Rosa, no Condado de Escambia. Encontrado por colaboradores do Refúgio da Vida Selvagem da Costa Esmeralda, o animal tinha uma bala cravada no lado esquerdo do corpo. A segunda morte ocorreu no sudoeste da Flórida, nas águas de Nápoles. Neste caso, a suspeita é de que a morte tenha sido provocada por bala ou faca, mas a perícia não descarta a possibilidade de os ferimentos terem sido feitos pelas duas armas.

Em depoimento ao site The Guardian (11), os especialistas explicaram que os golfinhos associam barcos e humanos à comida, pois algumas pessoas têm o costume de alimentar os animais. Dessa forma, eles acabam ficando expostos ao perigo. A recomendação é para que as pessoas não alimentem animais selvagens a fim de evitar situações como essa.

Desde 2002, pelo menos 29 golfinhos foram resgatados com evidências de balas, flechas e marcas de lanças, como as utilizadas em pescas. Em maio de 2019, um golfinho foi encontrado morto na ilha de Captiva, também na Flórida, com um ferimento fatal na cabeça. Investigações sobre o crime ainda estão em andamento.


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Destaques, Notícias

Empresas de turismo são acusadas de maus-tratos a golfinhos

Os destinos dos animais são o entretenimento para turistas e o comércio de carne


Créditos: Dholpin Project

Câmeras de ativistas registraram momentos em que pescadores capturaram golfinhos e os carregaram em barcos pela enseada de Taiji, no Japão. Lutando para escapar da rede que os prendia, os animais se machucaram e deixaram um rastro de sangue pela água. Os destinos destes golfinhos podem ser os parques de entretenimento ou a morte para a venda da carne.

De acordo com Tim Burns, gerente de campanha do The Dolphin Project, ao qual pertencem os ativistas que registraram as imagens, “a estimativa é de que, para cada mil mamíferos marinhos capturados, cerca de 200 entram em cativeiro e o restante tem sua carne comercializada”. A venda dos animais pode render aos pescadores até 190 mil libras.

Acredita-se que a empresa de viagens TUI seja o único grande empreendimento britânico a oferecer um pacote de férias para ‘experiências com golfinhos’. Ela possui parceria com o resort Atlantis Sanya, na China, que dispõe de um parque aquático para os hóspedes ‘conhecerem e interagirem’ com os golfinhos, enquanto os fotógrafos capturam o momento. A experiência custa 130 libras por dia.

O grupo britânico Dolphin Freedom UK pediu à agência de viagens que corte os laços com o zoológico SeaWorld e locais semelhantes. Apesar das acusações, o porta-voz da TUI afirmou que a empresa está “comprometida em trabalhar apenas com locais que concordem em apoiar a Orientação Global de Bem-Estar para Animais no Turismo, conforme formulada pela Associação de Agentes de Viagens Britânicos”.

Para Tim Burns, os turistas têm em suas mentes a imagem de que os golfinhos são ‘gentilmente recolhidos’ da costa e “desconhecem quantas criaturas morreram para que eles pudessem nadar com aquele golfinho que encontraram”, disse em entrevista ao Daily Mirror. Os animais são levados para a costa por caçadores que abaixam postes de aço na água e os atingem com martelos. Isso faz com que os mamíferos nadem para escapar do barulho e acabam presos pelas redes.

Créditos: Dolphin Project

Aqueles que não vão para o comércio de entretenimento e sim para o comércio de carne são mortos com uma espiga de metal no pescoço. Vale ressaltar que o comércio é legal no Japão sob suas leis de pesca e está em vigor desde 1960.

Além dos pacotes de viagens para o oriente, a TUI também promove o Dolphin Discovery, que oferece programas de mergulho com golfinhos na América Central e nos Estados Unidos da América, além do SeaWorld. No entanto, ambas as empresas negam a compra de golfinhos nas caçadas de Taiji. A TUI informou que está em contato com suas parceiras para melhorar o bem-estar dos animais e resolver os possíveis problemas.

Já o SeaWord, por meio de seu diretor, Chris Dold, negou relação com maus-tratos e afirmou que “o SeaWorld é reconhecido como líder na definição de padrões para o melhor tratamento de mamíferos marinhos”.


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