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Tartarugas congeladas e pássaros afogados: animais são cruelmente mortos para dissecação

Algumas das atrocidades encontradas incluem pombos colocados em caixas e depois afogados em banheiras de água, lagostas injetadas com látex líquido enquanto ainda respiravam, tartarugas totalmente conscientes sendo colocadas em freezers, coelhos vivos forçados a ficar dentro de uma máquina.

Foto: PETA

Mortes lentas e dolorosas

Os pombos chegaram vivos à Bio Corporation, dentro de caixas de plástico. Os funcionários os mergulharam em banheiras de água, afogando os pássaros e um trabalhador admitiu que eles morreram lentamente.

Segundo a PETA, a American Veterinary Medical Association (AVMA) considera a morte por afogamento inaceitável. Um veterinário que assistiu a filmagem da organização comentou que o método provoca dor e angústia prolongadas nos animais durante 10 minutos.

Eles entravam em pânico, hiperventilavam e lutavam para manter a cabeça acima da água. Os pombos respiravam até seus pulmões ficarem repletos de água resultando em vômitos, em espasmos agonizantes nas vias aéreas e, finalmente, na perda de consciência, parada cardíaca e morte.

Tartarugas congeladas

Já as tartarugas foram enviadas congeladas para a Bio Corporation, mas os funcionários – incluindo um supervisor – disseram que os animais às vezes “voltam à vida”.  A equipe disse que elas estavam completamente conscientes quando foram colocadas novamente em um freezer.

Um veterinário explicou que as tartarugas tiveram hipotermia, dor e sofrimento prolongado. Clifford Warwick, um dos herpetólogos mais conhecidos no mundo, afirmou:  “A hipotermia induzida ou o congelamento como método de matar répteis (incluindo tartarugas) sem dessensibilização completa prévia e inconsciência (por exemplo, anestesia) foi especificamente declarada desumana e inaceitável”

Lagostas vivas foram enviadas para empresa dentro de caixas sem orifícios para a entrada de ar. Após chegarem ao local, elas foram injetadas (enquanto estavam totalmente conscientes) com látex líquido.

Um trabalhador admitiu que o método também causava a morte lenta dos animais. Um veterinário apontou que a lagosta “provavelmente experimentou dor e sofrimento prolongados como resultado da falta de oxigênio em tecidos, asfixia e trauma celular e morte”.

A assombrosa imagem das vidas perdidas

Foto: PETA

Na indústria da dissecação, gatos mortos são comprados de abrigos por apenas alguns dólares. Alguns dos animais adquiridos pela Bio Corporation usavam coleiras quando chegaram. A equipe exibiu as coleiras em uma demonstração mórbida de tudo o que restava dos animais que poderiam ser membros queridos de famílias.

Um trabalhador afirmou ter ciência da morbidez, mas que eles consideravam “engraçado”. Outro chamou o ato de “tradição” e disse que era “um pouco” aterrorizante. A lista de atrocidades cometidas pela indústria de dissecações é longa. Na Bio Corporation, coelhos vivos foram colocados em “uma máquina”, informou um membro da equipe.

Investigações anteriores realizadas pela PETA em empresas de fornecimento biológico revelaram outros atos de crueldade, como o afogamento de coelhos e o embalsamamento de gatos ainda vivos. A cada ano, milhões de sapos são sequestrados de seus habitats naturais para dissecação e experimentação.

As empresas de fornecimento de dissecção, como a Bio Corporation, também vendem fetos de porcos (comprados em matadouros onde provavelmente suas mães morreram), olhos de ovelha, testículos de touro, cobras, tubarões e outros animais.

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Animais considerados excedentes em zoos são assassinados e dissecados em frente ao público

Redação ANDA – Agência de Notícias de Direitos Animais

Foto: Africa Geographic
Foto: Africa Geographic

Mais de dois anos depois de funcionários do Zoológico de Copenhaguen (Dinamarca) chocarem muitas pessoas ao balearem uma girafa saudável, dissecarem-na em frente ao público e depois dar seus restos a leões, outro zoológico dinamarquês preparava-se para uma dissecação pública.

Lærke Stange Dahl e Malene Jepsen – estudantes de biologia com pouco mais de vinte anos e guias de meio período no Zoológico de Odense, a terceira maior cidade da Dinamarca – sentaram-se em uma mesa na sala de educação do estabelecimento. Elas estavam rodeadas por crânios e peles e por tanques contendo cobras vivas e baratas.

As moscas das frutas pairavam e os grilos chilreavam. Esse é o local onde o zoo recebe grupos escolares e faz exercícios em equipe – centrados em dissecações de roedores – para corporações dinamarquesas.

Na manhã seguinte, Dahl e Jepsen dissecaram um leão jovem na frente de uma audiência familiar como parte de um evento de fim de semana chamado “Animals Inside Out”. O leão, que tinha sido morto um ano antes e mantido em um freezer estava descongelando nas proximidades.

Ele foi considerado um “excedente” para as necessidades do zoológico. Em 2014, um julgamento semelhante foi feito sobre a girafa em Copenhague, conhecida como Marius. Sua morte tornou-se uma sensação nas mídias sociais, despertou pânico em relação à indústria internacional de zoos e revelou um orgulho dinamarquês sobre a mortalidade de animais.

A dissecação de Marius, no Zoo de Copenhagen, em 9 de fevereiro de 2014/ Foto: Peter Hove Olesen
A dissecação de Marius, no Zoo de Copenhagen, em 9 de fevereiro de 2014/ Foto: Peter Hove Olesen

Embora a prática de matar animais em zoos – por supostos controles populacionais – não se restrinja à Dinamarca, a prática em outros lugares tende a ser ocultada, se não negada. No país, os animais assassinados são enxergados como “oportunidades educacionais” e como carne para outros animais em cativeiro.

As funcionárias ficaram satisfeitas com a dissecação. Elas tinham uma confiança aberta, séria, fundada, em parte, em dois anos passados como guias de passeios no zoo e responsáveis por alimentar leões-marinhos. Mas nenhum delas dissecara um mamífero maior do que um rato. Por isso, prepararam uma sessão de estudo – levando café, livros de referência e um laptop cuja imagem de tela era projetada em uma parede, logo acima de um leão de pelúcia. Tinham visto um vídeo de YouTube de uma dissecação anterior de um leão em Odense.

“Não é realmente diferente de um rato, exceto o tamanho”, disse Jepsen. “Há mais cortes,” respondeu Dahl.

Elas estavam preocupadas que o leão poderia não descongelar completamente antes do dia marcado. Um colega, passando pelo quarto, tranquilizou-as de que o esterno de um leão era “mais fácil de cortar do que sorvete fora do congelador”.

O leão morto estava em um chão de concreto de uma pequena sala vazia que é normalmente usada para preparar comida para os carnívoros do zoológico. Ao lado, havia um quarto repleto de restos de cavalos; o zoo havia matado os animais depois de serem doados por membros do público.

Após assistirem à dissecação de um leão, crianças são incentivadas a cortar ratos mortos/Foto: Mitch Epstein
Após assistirem à dissecação de um leão, crianças são incentivadas a cortar ratos mortos/Foto: Mitch Epstein

A língua do leão estava saindo da boca e algumas gotas de sangue viscoso haviam sido derramadas. O leão estava descongelado em grande parte e pairava um cheiro azedo no ar. No público, bebês com chupetas foram distraídos do sangue e da pele por leões-marinhos nadando em uma piscina logo atrás da dissecação. No primeiro plano, os intestinos não misturados e uma bexiga com urina congelada foi mantida sob a luz. Depois, houve uma decapitação com esforço e Dahl tentou cortar vértebras, usando uma faca com as duas mãos.

“Você tem que encontrar a pequena abertura e empurrar a faca para baixo, entre os nervos e qualquer outra coisa”, Dahl explicou mais tarde.

No final de uma hora, Jepsen pousou a cabeça do leão, que ela tinha segurado e disse: “Esperamos que vocês aprendam alguma coisa sobre o leão e vocês mesmos.” Houve aplausos calorosos.

À medida que a multidão se dispersava, uma dúzia de crianças se reuniu à mesa, onde os órgãos internos do leão estavam ao lado do que restava de seu corpo. Ao ver um osso sendo cortado, uma garota se debulhou em lágrimas.

Um funcionário do zoológico aguardava com uma lata de lixo de plástico sobre rodas. Referindo-se aos restos do animal como carne em vez de como um cadáver de leão, ele perguntou se era hora de limpar. Ele puxou a cauda do leão e Jepsen empurrou a outra extremidade. O corpo decapitado deslizou para o lixo.

Em 2014, pouco depois de Marius, a girafa, ter sido baleada em Copenhaguen, um profissional de um zoológico britânico teve uma conversa com Bengt Holst, diretor científico do Zoo de Copenhaguen e as políticas de morte e dissecação do zoológico. Ele perguntou a Holst: “Que diabos você estava pensando?”

Os diretores de zoológicos nos Estados Unidos e na Europa têm uma obrigação recorrente, em grande parte desconhecida pelas pessoas que dirigem galerias de arte e parques de diversões, de tentar argumentar o porquê da existência de suas instituições.

A perna de uma girafa, apoiada em um freezer ao lado de caixas de alimentos para animais no Zoológico de Odense/ Foto: Mitch Epstein
A perna de uma girafa, apoiada em um freezer ao lado de caixas de alimentos para animais no Zoológico de Odense/ Foto: Mitch Epstein

A exploração contínua dos animais exibidos, impedidos de fazer muito do que fazem em ambientes naturais – reprodução, caça, caminhadas – é continuamente defendida.

Isso aconteceu mesmo depois da morte de Marius ou da morte, em maio de 2016, de Harambe, um gorila no Zoológico de Cincinnati, baleado e morto depois que um menino de três anos entrou em seu recinto.

A moderna defesa dos zoológicos tende a se referir a quatro argumentos: educação, conservação, pesquisa científica e o benefício social de levar as pessoas para fora da casa.

Um zoológico moderno espera contar uma história de refúgio e empatia. Porém, o desmembramento de uma girafa, observado por crianças sorrindo, sugere uma realidade completamente oposta.

No Zoo de Copenhague, leões vivem ao lado de camelos e o escritório de Holst e do lado de fora de uma das vias principais o local conduz dissecações ao ar livre.

Em 2012, Holst assumiu a presidência do Conselho de Ética Animal da Dinamarca, que aconselha o governo sobre questões como clonagem, zoofilia e mortes em matadouros. Antes da morte de Marius, Holst não era uma figura pública. Hoje, ele tem uma pasta de email reservada para as ameaças de morte que recebe.

Depois de Marius ser morta, a atriz Kirstie Alley twittou, “Oh meu deus, vi vários abusos em minha vida, mas este bebê girafa assassinado no Zoológico de Copenhaguen é esmagador”.

Na página do zoológico no Facebook, alguém postou:” Este lugar é um inferno na terra. Os ‘seres humanos’ que trabalham lá são o “excedente” real na sociedade”.

Quando o apresentador Matt Frei perguntou a Holst: “Se você permitiu que os alunos – algumas crianças muito pequenas – assistissem ao desmembramento da girafa morta, por que não os convidou para ver o assassinato?” Holst argumentou: “”Não há educação em ver o assassinato, mas os alunos podem realmente aprender muito com a autópsia”.

Com Marius, o Zoológico de Copenhague foi capaz de reforçar sua lealdade a uma vertente de excepcionalismo animal dinamarquês. O maior matadouro de porcos da Dinamarca, por exemplo, está aberto ao público, e 150 pessoas visitam-no todos os dias, segundo a revista New Yorker.

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Notícias

“Artista” mórbida usa animais dissecados em suas obras

Por Raquel Soldera (da Redação)

Mais uma “artista” sem criatividade se utiliza de animais para intitular objetos macabros de “obras de arte”. A neozelandesa Lisa Black vem se utilizando de animais dissecados para colocar dispositivos mecânicos típicos de relógios suíços.

Animais dissecados vendidos como "obras de arte" (Foto: Divulgação/Lisablackcreations.com)

É lamentável ver o crescente desrespeito aos animais, tratados como “coisas”. Não bastasse todas as formas de exploração a que os animais são submetidos diariamente pelas mãos humanas, agora também são explorados até quando estão mortos, para adornar residências de pessoas mórbidas, que adquirem objetos de completo mau gosto, financiando uma “artista” que ajuda a disseminar a ideia de que animais são meros objetos que podem ser comercializados, presenteados e transformados em itens de decoração.

Essa continuidade de exploração, servidão e descaso só terá fim quando cada indivíduo mudar seu comportamento em relação a qualquer atitude ou atividade que promova a falta de respeito aos animais, que são sujeitos de direito e, comprovadamente, seres sencientes, que sofrem como qualquer um de nós.

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