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Atleta vegano vence o maior campeonato de fisiculturismo do mundo

Massimo Brunaccioni é o campeão mundial masculino de físico WNBF 2019 | Foto: Massimo Brunaccioni
Massimo Brunaccioni é o campeão mundial masculino de físico WNBF 2019 | Foto: Massimo Brunaccioni

Um atleta vegano alcançou o primeiro lugar no Natural Wold Bodybuilding Championship (Campeonato Mundial de Fisiculturismo Natural) ou WNBF em Nova York, nos Estados Unidos, no sábado (16).

O italiano Massimo Brunaccioni, personal trainer e coach nutricional foi coroado Campeão Mundial na categoria Físico Masculino WNBF de 2019 no evento.

Musculação natural significa que os participantes não usam drogas para melhorar o desempenho, que podem incluir esteroides e hormônios do crescimento, entre outras substâncias.

“Ainda sobrecarregado”

Brunaccioni, que é vegano desde 2012, disse ao Plant Based News que “ainda estava sobrecarregado de sentimentos e emoções” dias após a vitória, acrescentando que não havia “palavras” para descrever como ele se sentia, realizando seu sonho de se tornar o campeão do WNBF.

“Além da enorme satisfação pessoal, acredito que esta vitória seja mais um tijolo para a construção de um mundo melhor, onde a paz possa finalmente ser selada entre homens e animais, a partir de uma dieta saudável que respeite todas as criaturas e o planeta”, afirmou.

“Não-violência é possível”

Brunaccioni acrescentou que estava “orgulhoso e honrado” por ter mostrado às pessoas que é possível alcançar o mais alto nível de desempenho, por meio de uma dieta baseada em vegetais, usando a mesma disciplina que as pessoas que geralmente acreditam que é necessário comer produtos de origem animal.

“Todos aqueles que decidiram parar de comer animais podem, a partir de hoje, fazê-lo com ainda mais serenidade e segurança e com a certeza de que seu caminho de paz e não-violência é realmente possível e desejável, para sua própria saúde, para animais, e de toda a humanidade”, disse ele.

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Universidade torna obrigatória disciplina sobre mudança climática para todos os alunos

Foto: Universidade de Sheffield
Foto: Universidade de Sheffield

A Universidade de Sheffield, na Inglaterra, está introduzindo novas aulas obrigatórias de sustentabilidade em uma tentativa de enfrentar a crise causada pelas mudanças climáticas.

O presidente e vice-chanceler da universidade, Professor Koen Lamberts, anunciou a decisão durante a greve global pelo clima em setembro. A universidade incorporará a Educação para o Desenvolvimento Sustentável (ESD) no currículo de todos os cursos da universidade.

Membro do prestigiado Russell Group, a Universidade de Sheffield é uma das principais universidades do mundo. “Realizamos pesquisas que realmente contribuem”, disse Lamberts em discurso na greve.

“Centenas de nossos acadêmicos e estudantes trabalham em uma enorme variedade de tópicos altamente relevantes – desde tecnologia energética, produção sustentável de alimentos, química atmosférica até mudança de política e comportamento – para dar apenas alguns exemplos”, continuou ele.

Muito além de sustentabilidade

A ideia da ESD começou como uma iniciativa das Nações Unidas e vai além de “ser verde”, diz a universidade. Ela incentiva grandes mudanças no conhecimento, habilidades, valores e atitudes para ajudar a moldar um futuro mais sustentável.

A universidade trabalhará ao lado da União dos Estudantes de Sheffield e dos representantes de cada curso para incorporar a ESD na educação de todos.

“Quer nossos estudantes se tornem médicos, engenheiros, cientistas, economistas ou historiadores, queremos que eles sejam equipados com os conhecimentos, habilidades, valores e atributos necessários para trabalhar e viver de maneira sustentável”, continuou Lamberts.

A universidade está liderando pelo exemplo. Desde 2005, reduziu suas emissões em mais de 30%. Até 2020, espera atingir sua meta de redução de 43%. Ela não detém mais participação em empresas que se dedicam à extração de combustíveis fósseis, 30% de sua frota de transporte é elétrica e incentiva os alunos a caminhar e pedalar dentro e ao redor do campus.

Seu objetivo geral é tornar-se neutra em carbono e a entidade está trabalhando em uma estratégia de sustentabilidade de cinco anos para atingir esse objetivo.

“Nosso objetivo é nos tornarmos uma das universidades de pesquisa intensiva mais sustentáveis do país”, continuou Lamberts. “Sabemos que ainda há muito trabalho a ser feito, principalmente em relação as emissões, mas estamos comprometidos em adotar uma abordagem liderada pela ciência no desenvolvimento de um plano de ação para tornarmo-nos 100% neutros em carbono”.

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Universidade de Brasília ofertará disciplina de direitos animais

Por Rafaela Damasceno

Direito animal é o nome da nova matéria da Universidade de Brasília (UnB). A disciplina é aberta também à comunidade e abordará tanto o aspecto acadêmico quanto o ativista.

Uma mão humana e uma pata de cachorro se tocando
Foto: Jennings Wire

“Pela primeira vez a Universidade de Brasília chega com a oferta de uma disciplina para tratar os direitos animais no primeiro plano. Ou seja, pelo fundamento dos direitos animais. Geralmente você tem essa disciplina dentro de conteúdos de direito ambiental. Mas uma disciplina exclusiva para pensar o direito animal, assim como a gente já pensa, por exemplo, os direitos humanos, é a primeira vez”, explicou a Vanessa Negrini, professora de Comunicação Organizacional da Faculdade de Comunicação da UnB.

A ideia da criação da disciplina partiu dela, em sua tese de doutorado, onde falou sobre direito animal e comunicação, e já está sendo um sucesso: há 70 vagas para os alunos e 30 vagas para a comunidade, e o número de interessados ultrapassou 100 pessoas. Há uma lista de espera, caso algum inscrito desista, segundo o Tarde Nacional – Brasília.

A disciplina foi criada pela primeira vez na Universidade de São Paulo (USP), no começo deste ano.


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Tutores falam sobre as responsabilidades e cuidados com animais em apartamentos

Antonio Carlos e Laíce criam um cão golden retriver em apartamento (Foto: André Zimmerer)

Morar em apartamento não é motivo para não adotar um animal. O casal de aposentados Laíce Pereira Lima, 64 anos, e Antônio Carlos Pereira Lima, 65 anos, mora em um apartamento na Octogonal, em Brasília (DF) e tem um golden retriver, chamado Scotch. O cachorro é o xodó dos netos e filhos dos aposentados e o ‘bebê’ de Laíce e Antônio. O casal sabe bem como é criar cachorro em apartamento, pois já teve um pinscher e um “cofap” antes do atual animal. Apesar de saber dos cuidados necessários para a saúde e o bem-estar de um cachorro, Laíce conta que nunca teve problemas com os vizinhos por causa dos seus animais. Ela afirma que basta ser disciplinado com o animal.

O cão adaptou-se completamente à vida no apartamento. “O Scotch não late, não perturba. O vizinho novo nem sabia que tínhamos cachorro, só quando o Antônio saiu com ele”, comenta a aposentada. O advogado Radam Nakai não deixa dúvida sobre o que determina a proibição ou liberação de animais em prédios. “É a convenção do condomínio que vai decidir se proíbe ou permite com restrição, que é o que acontece na maioria dos casos. Os maiores problemas acontecem quando os prédios querem restringir totalmente, que ocorre muito, e alguns moradores são tutores de animais e entram na Justiça”, explica o advogado.

Quando um caso vai parar na Justiça, o Judiciário se divide. Radam conta que uma corrente defende que a decisão fique a critério do condomínio; outra pode até liberar uma autorização para que o condômino crie o animal, desde que não ofenda a segurança, a higiene, a salubridade.

Decisão de adotar deve ser bem estudada

Créditos: Mary Leal

A veterinária Eliane Silva da Cruz, 39 anos, é dona do pet shop Bichos e Caprichos e também tem um consultório, ambos localizados no Setor Sudoeste. Ela está acostumada a lidar com pessoas que criam animais em apartamento. “Eu, particularmente, acho que gato é mais adequado para apartamento. O conforto do cachorro vai depender da decisão do tutor. A pessoa que mora em apartamento tem de estudar tudo antes de escolher um bichinho”, recomenda. Tamanho do imóvel, raça e porte do animal devem ser estudados antes.

Uma moça, uma cadela e dois porquinhos

Créditos: Mary Leal

Tatyane de Oliveira, 18 anos, estudante de Arquitetura e Urbanismo, adora seus animais. Ela tem um cocker spaniel de 14 anos e dois porquinhos-da-índia. “Decidi que iria criar um bichinho aqui, mas, como moramos em apartamento, o espaço não é grande o suficiente para ter mais de um cachorro. Então, pesquisando sobre bichos pequenos e fáceis de cuidar, decidi que o porquinho-da-índia seria a melhor opção para mim”, conta.

A estudante afirma que seus três animais têm uma relação muito tranquila: “Às vezes, ela (a cadela) vai do lado do cercado deles e fica chorando. Acredito que ela pense que são filhotes dela”. O cercado dos porquinhos-da-índia tem 90 cm x 60 cm, local onde Tatyane diz que eles passam a maior parte do tempo. “Mas eles sabem sair”, ressalta. Já a cadela Layla passeia, de vez em quando, pois está idosa e não gosta mais de ficar descendo do prédio.

Fonte: Jornal Coletivo

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