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Conscientização das pessoas sobre direitos e necessidades dos animais ainda precisa evoluir

Por Marta Correia

Sempre existiram animais de rua, e as pessoas mais sensíveis, e mais conscientes, os trata e defende todos os dias das enormes atrocidades que estes seres são vítimas.

Infelizmente, ainda há pessoas que pensam que os animais só comem restos e ainda há aqueles que nem pensam que os animais têm fome.

Tem-se travado uma luta desigual entre aqueles que os vêm como seres sencientes e aqueles que crêem que os animais não sentem dor, fome, frio, como se os animais, em especial os mamíferos, não tivessem terminações nervosas, não tivessem cérebro ou estômago.

Cada vez mais, os animais domésticos (cães e gatos), são utilizados a favor da sociedade civil, como guias para pessoas com deficiência, como terapeutas para pessoas com câncer, autismo, depressão, entre outros, como forma de proteção das populações, sendo usado como ferramenta na manutenção da ordem, detecção de drogas, explosivos, descoberta de cadáveres, busca e salvamento, e mais recentemente, como detectores de cêncer ainda em estado primário, não detectáveis aos olhos da medicina, o que tem salvo muitoas vidas.

Os animais são seres sencientes, ou seja, são seres vivos com capacidade de entendimento do que se passa ao seu redor. Senciência é a “capacidade de sofrer ou sentir prazer ou felicidade”.

Um animal na vida de uma pessoa é fundamental para o desenvolvimento intelectual, emocional e social, sendo muitas vezes a única companhia para pessoas idosas, e o único elo com a sociedade por parte dos sem abrigo.

Custa muito caro, existir ainda atentados criminosos contra estes seres. Em Portugal, ainda não é considerado crime os maus-tratos a animais, que compreende todo o tipo de violência possível e imaginável, desde esfaqueamentos, violações, queimaduras com ácidos, afogamentos, mutilações variadas, etc..

O trabalho das Associações de defesa animal não é reconhecido pela sociedade, o que é lamentável, pois são as mesmas associações, que vivem de voluntariado e da caridade, que todos os dias sofrem com tais abusos insanos por parte de membros da sociedade.

Nos Estados Unidos da América, o FBI apresentou um estudo, como forma a encontrar ou determinar psicopatas ou serial killers, sendo que o mesmo refere que alguém que maltrata um animal, fará o mesmo a uma pessoa, alguém que mate um animal, matará uma pessoa, tudo porque o grau de violência nesse individuo, tende a escalar.

Por isso, não é de se espantar, hoje em dia, a perversidade dos crimes praticados em Portugal, a constatar pelo histórico de abusos praticados contra animais.

A sociedade civil, tem de evoluir neste campo, temos de proteger estes seres vivos, que sempre conviveram connosco, contra a discriminação e abusos.

Não se pode entender porque ainda há pessoas que pensam que não se deve alimentar um animal de rua, pois ao não o fazermos, estamos a contribuir para que estes, além de andarem subnutridos e doentes, possam atacar pessoas e outros animais, simplesmente porque têm fome.

Não podemos aceitar de forma alguma, a discriminação que se faz, pois se alguma pessoa tiver fome, basta ir a um centro e é alimentada, se tiver dor, basta ir ao hospital, se for alvo de violência, chama-se as autoridades, ao invés dos animais, que são escorraçados dos restaurantes, que não têm quem os auxilie na violência nem na dor, à exceção se forem levados ou auxiliados por humanos.

E tudo isto nos faz lembrar o que um grande homem da nossa história escreveu:
“A grandeza de uma nação pode ser julgada pelo modo como os seus animais são tratados” – Mahatma Gandhi

Fonte: Barlavento

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Voluntários fazem a diferença em projeto de castração gratuita, em Campo Limpo (SP)

No sábado, 17 de setembro, será realizado o primeiro dia do Projeto Cãociente, que até o fim de 2012 visitará bairros de Campo Limpo Paulista com o objetivo de castrar fêmeas de cães e gatos. O primeiro bairro que receberá o projeto é o Jardim Laura. O procedimento acontece na EMEF Jardim Laura, a partir das 8h, se estendendo até às 16h. O intuito da proposta é apresentar uma solução consciente a médio e longo prazo para conter a superpopulação de animais domésticos. Atualmente, Campo Limpo Paulista possui uma média de 8 mil cães e 3 mil gatos.

A Prefeitura de Campo Limpo Paulista, através da Vigilância Sanitária, faz parceria com a ONG Abrigo do Jello, e juntos realizarão o mutirão, através de voluntários, para atingir a meta de 4 mil castrações. Serão 11 voluntários, sendo cinco veterinários e seis estudantes do último ano de veterinária. Rodrigo Tim, veterinário e proprietário de uma clínica veterinária no município, será um dos voluntários do projeto e está animado em colaborar com a causa.

Jello Mudri, diretor do abrigo parceiro da prefeitura, acredita que o trabalho é necessário para conter o crescimento sem planejamento. “A castração é fundamental. O tutor que ama seu animal deve castrá-lo para que, no futuro, não tenhamos animais doentes ou com muitos filhotes”. De acordo com especialistas em saúde animal, a castração de fêmeas evita problemas futuros como os tumores uterinos, tanto em cães como em gatos.

Mudri destacou também que os voluntários são fundamentais para o sucesso da proposta. “Voluntários conscientes realizam o trabalho com êxito. Mas é importante a participação da população para atingirmos o objetivo do controle populacional de animais”, disse.

Conforme informações de Sebastião Gonçalves de Godoy, coordenador de Vigilância em Saúde do município, as fêmeas devem ser castradas, pois atraem muitos machos quando estão em período de acasalamento. Godoy afirma que a superpopulação de cães começa em casa, e não nas ruas como muitos pensam. “Muitos tutores de animais permitem que seus animais se reproduzam sem planejamento. Como resultado disso, temos filhotes que são jogados nas ruas, pois seus proprietários não podem mantê-los”.

Procedimento

Interessados em castrar seus animais devem procurar o projeto nos bairros e levar RG, CPF e comprovante de residência. No momento da inscrição não é necessária a presença do animal. Mais informações são disponibilizadas através do Centro de Controle de Zoonoses, pelo telefone (11) 4038-2244. Em outubro o Projeto Cãociente visita os bairros Campo Verde e Botujuru.

Fonte: Prefeitura de Campo Limpo Paulista

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