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Espécies de animais podem diminuir em 25% devido à ação humana, diz estudo

Pesquisadores da Universidade de Southampton, na Inglaterra, concluíram que as espécies de animais podem sofrer uma redução de 25%, no próximo século, devido à ação humana. O estudo foi publicado na revista Nature Communications.

Foto: Pixabay

Com o aumento da população de seres humanos, áreas originalmente ocupadas por animais podem passar a ser usadas pelas pessoas – como já tem acontecido há bastante tempo. As informações são do portal All That’s Interesting.

A redução do habitat dos animais, segundo o estudo, pode levar muitos deles à extinção. Os mais pequenos, que ocupam menos espaço, terão mais chances de sobreviver, enquanto os grandes mamíferos e as aves serão, provavelmente, os mais afetados.

Para chegar a essa conclusão, os pesquisadores estudaram a massa corporal, o tamanho da ninhada, o habitat, a dieta e a vida útil de mais de 15 mil mamíferos e aves. Depois, as informações obtidas foram cruzadas com o conteúdo da Lista Vermelha de Espécies Ameaçadas, da União Internacional para a Conservação da Natureza.

“De longe, a maior ameaça aos pássaros e mamíferos é a humanidade – com os habitats a serem destruídos devido ao nosso impacto no planeta, como desmatamento, caça, agricultura intensiva, urbanização e os efeitos do aquecimento global”, disse o autor do estudo, Rob Cooke.

O estudo concluiu ainda que as espécies com mais chances de sobrevivência são as que se alimentam de insetos, têm grandes ninhadas e suportam diferentes tipos de clima.

“O ‘encolher’ substancial de espécies que previmos poderia gerar impactos negativos adicionais para a sustentabilidade a longo prazo da ecologia e da evolução”, acrescentou Cooke.

Além da perda direta de espécies, se animais como o rinoceronte e o condor desaparecerem, outros também irão sofrer de maneira indireta. “Se os perdermos, outras espécies que dependem deles também podem ser extintas”, explicou o cientista.


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Consumo de carne na União Europeia diminuirá até 2030

As pessoas na Europa consumirão menos carne até 2030, de acordo com um novo relatório agrícola da União Europeia.

O relatório diz que o consumo de carne per capita cairá de 69,3 kg para 68,6 kg nos próximos 12 anos.

Embora o consumo geral caia, a produção de ovinos, caprinos e aves deverá aumentar nesse período.

Vários fatores, incluindo o aumento da conscientização dos consumidores em relação ao impacto ambiental da carne, são citados para a mudança nos hábitos das pessoas.

Até 2030, o consumo de carne diminuirá na União Europeia (Foto: Pixabay)

“Muitos motoristas influenciarão os mercados agrícolas na próxima década na UE e além”, diz o relatório. “O relatório leva em conta o impacto do comportamento dos consumidores nesses mercados”.

“Por exemplo, o consumidor e o cidadão se tornarão mais conscientes de sua alimentação, do seu fornecimento e seu impacto no meio ambiente e na mudança climática”.

Ele também afirma que para os produtores, isso resultará em custos de produção mais altos. Entretanto, é também uma oportunidade de diferenciar seus produtos, “agregando valor e reduzindo o impacto climático e ambiental negativo”.

“Isso se refletirá em sistemas alternativos de produção, como produtos locais, orgânicos ou outros certificados, cada vez mais em demanda “.

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Aquecimento global provoca encolhimento de plantas e animais

Recife de corais: aumento da temperatura pode afetar ciclo de vida desses animais e interferir na cadeia alimentar marinha (Thinkstock)

O aumento na temperatura global está fazendo muitas espécies de animais e plantas diminuir de tamanho, diz estudo realizado por dois pesquisadores da Universidade Nacional de Cingapura. A alteração pode afetar a agricultura, por meio de colheitas menores, e também ecossistemas inteiros, diminuindo a biodiversidade.

Como o encolhimento não ocorre no mesmo ritmo para todas as espécies, a cadeia alimentar pode sofrer para se ajustar às mudanças, colocando em risco de extinção plantas e animais, de acordo com Jennifer Sheridan e David Bickford,  autores do estudo publicado no periódico Nature Climate Changes.

O encolhimento de espécies já aconteceu antes, milhões de anos atrás, com abelhas, besouros, aranhas, alguns ratos e algas, como mostram registros fósseis. Tocas escavadas por invertebrados há 56 milhões de anos, um período em que a temperatura global aumentou, eram entre 50 e 75% maiores que as atuais.

Metabolismo

Para os animais de sangue frio, que são a maioria na Terra, o aumento de temperatura acelera seu metabolismo, exigindo deles um consumo maior de alimentos – ou, de outra forma, que diminuam de tamanho. Essa redução pode significar também uma redução na biodiversidade do planeta, impactando várias cadeias alimentares.

Quanto à vida marinha, o aumento de dióxido de carbono na atmosfera eleva a acidez dos oceanos, alterando o ciclo de vida de animais marinhos e do fitoplâncton, planta que é parte essencial da cadeia alimentar marinha. “Existe uma série de regras ecológicas e metabólicas que ajudam a explicar por que as espécies estão ficando menores. Vários estudos confirmam esta tendência e mais estudos devem ser publicados afirmando a mesma coisa”, afirma Bickford.

Fonte: Veja

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Diminuição dos enxames de abelhas na Europa e na América do Norte preocupa cientistas

O que aconteceria com o mundo se as abelhas e as formigas desaparecessem da Terra? A pergunta começou a preocupar cientistas quando notaram uma queda acentuada dos enxames da América do Norte e da Europa . O receio tem justificativa. Esses insetos garantem a diversidade e o equilíbrio do ecossistema. São tão importantes que, se fossem extintos, a humanidade certamente seguiria o mesmo caminho em um prazo bastante curto, algo em torno de cinco anos.

Cerca de 80% dos alimentos consumidos pela humanidade são polinizados pelas abelhas, que carregam os grãos de pólen, promovendo a fecundação das plantas. “Se as abelhas desaparecerem, nós vamos passar fome”, explica a bióloga e pesquisadora da Embrapa do Semiárido, Márcia Ribeiro.

A redução das colmeias é causada por um processo de desorientação das abelhas que, ao sair para coletar o pólen e o néctar, não conseguem retornar ao enxame. As causas ainda não foram desvendadas pela ciência e podem estar relacionadas aos mais diversos fatores, da mudança climática e disseminação de antenas celulares até o excesso de agrotóxicos ou uma infecção por vírus que estaria afetando os insetos. “A causa pode estar relacionada a um conjunto de fatores”, aponta a pesquisadora.

Abelha Mandassaia (Foto: Luiz Prado/Correio Braziliense)

No Brasil, não se sabe o quanto as alterações no meio ambiente já afetaram as abelhas, embora já tenha sido notada alguma redução dos animais no Nordeste, no Rio Grande do Sul e também em São Paulo. O desaparecimento de espécies do cerrado, por exemplo, também é de certa forma associado ao desmatamento, que eliminou os enxames e a possibilidade de polinização ou de reprodução de flores e árvores.

No mundo, são mais de 20 mil espécies de abelhas. No país, as mais comuns são as sociais, que vivem em colônias. As espécies brasileiras levam uma vantagem em relação às europeias. O professor e pesquisador dos cursos de mestrado e doutorado da Universidade Federal de Viçosa (UFV), Alfredo Goicochea Huertas, explica que as abelhas brasileiras são insetos híbridos, resultantes do cruzamento natural de espécies europeias e africanas, o que deu origem a um inseto resistente, chamado pelos especialistas de abelha africanizada. Eficientes na produção de mel, própolis e geleia real, elas são mais resistentes a agrotóxicos e imunes a diversos tipos de bactérias e outros inimigos naturais, como os ácaros. “O ácaro varroa, por exemplo, enfraquece as abelhas europeias, mas não afeta as africanizadas”, compara Huertas.

Colapso

O desaparecimento dos enxames, chamado pelos especialistas de colapso das abelhas, mexe em uma estrutura perfeita e, por isso, assusta os pesquisadores. Desorientados, os insetos não retornam ao enxame, alterando um comportamento observado por séculos.

As abelhas são insetos sociais que trabalham pela sobrevivência da espécie, e o único momento em que não retornam para o grupo é quando voam para morrer. “Elas já foram faxineiras e sabem o quanto é difícil limpar a casa”, brinca Huerta.

O professor explica que as abelhas vivem em organizações que chegam a ter 100 mil operários, 400 zangões e uma rainha. A organização exemplar é mantida pelo hormônio de coerção liberado pela rainha, que chega a pesar 200mg, mais que o dobro de uma operária.

Esses insetos vivem cerca de 55 dias e trabalham sem descanso. Do primeiro ao quinto dia de vida, são responsáveis pela limpeza da colmeia e, por isso, são chamados de faxineiras. Do quinto ao décimo dia, produzem a geleia real em grande quantidade para alimentar as larvas e a rainha. Nessa fase, as abelhas são denominadas nutrizes ou babás. Do décimo ao décimo oitavo dia, produzem a cera para a construção dos favos — é quando se tornam engenheiras ou construtoras. Do décimo oitavo ao vigésimo fazem a vigia da colmeia e, depois disso, passam a sair para coletar o nectar e o pólen, sempre retornando para a colmeia. É esse ciclo, tão bem organizado e repetido há muito tempo, que está sendo rompido, para espanto dos cientistas.

O professor Alfredo Huertas desmitifica a ideia de que os zangões não possuem uma função importante dentro da colmeia. Eles são responsáveis por manter a temperatura do lugar equilibrada, batendo suas asas. “Funcionam como um climatizador, refrescando ou aquecendo o ambiente”, diz o especialista.

O valor das formigas

Assim como as abelhas, as formigas também desempenham função importante na garantia da sobrevivência do ecossistema. As cerca de 3,6 mil espécies descritas na América do Sul e Central também participam do processo de polinização, realizam a dispersão da flora, além de servirem de alimento para diversos organismos.

Estima-se que 50% da biomassa de uma floresta tropical seja formada por formigas, vespas, abelhas e cupins. As formigas são responsáveis pela dispersão de diversas plantas e, da mesma forma que as abelhas, realizam a polinização, além de realizarem a ciclagem de nutrientes, ou seja, se alimentam de plantas que se transformam em matéria orgânica para outros animais. Como são milhares de espécies, o desaparecimento de grande parte delas poderia anunciar uma catástrofe ambiental, pela importância desses insetos no equilíbrio do ecossistema.

As formigas também se dividem em castas com a distribuição de funções. O entomólogo e professor da PUC-Minas Henrique Paprocki compara o formigueiro a uma organização perfeita. “É como se cada formiga fosse uma célula de um grande organismo.”

Ele explica que as espécies estão envolvidas com tipos diferentes de atividades, sendo mais ou menos resistentes. Existem desde as formigas que cortam as folhagens até aquelas que se alimentam de madeira. E há aquelas que se adaptaram ao ambiente urbano, mesmo não sendo bem-vindas nas cidades.

Paprocki explica que a catástrofe que atingiu as abelhas não chegou às formigas, que, pela diversidade, estão menos expostas ao risco de uma destruição em massa.

Fonte: Correio Braziliense

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Pinguins sofrem o impacto do aquecimento global, na Antártida

Símbolo da fauna antártica, os pinguins, juntamente com skuas, focas, albatrozes e pretéis, são as figurinhas mais fáceis de se encontrar no continente gelado; ou eram. Pesquisadores brasileiros somam esforços para entender o que está ocorrendo com a fauna na Antártida, se realmente há uma diminuição na quantidade das espécies e por qual motivo. E, também, se a interferência do homem no meio antártico (as bases e pesquisadores que também causam impacto no ambiente) tem responsabilidade pela morte ou migração da fauna para outros lugares e até continentes.

Foto: Reprodução/Franco Vilella
Foto: Reprodução/Franco Vilella

Com a abertura do continente para pesquisa, além do impacto gerado, pesquisadores aproveitam para conhecer melhor esses “seres do gelo”: como vivem, seu sistema imunológico e suas características.

E, para quem ainda se pergunta: “qual a importância de um país tropical estudar a fauna antártica?”, a resposta vem dos próprios pesquisadores entrevistados in loco e aqui no Brasil. Como explicaram, muitas das descobertas por meio da investigação e acompanhamento da fauna do continente serviram para entender melhor a própria fauna tropical, além de abrir caminho para diagnósticos até de saúde, já que muitos desses animais possuem uma cicatrização muito rápida e têm um processo de retenção e acúmulo de gordura para sobreviver nas mais baixas temperaturas da Terra.

Enquanto biólogos, oceanógrafos e veterinários buscam respostas coletando amostras no continente; na costa litorânea brasileira recebemos alguns desses ‘ilustres’ visitantes. Se perdidos do bando ou fugindo atrás de alimentos, ainda não se sabe, mas muitos deles, infelizmente, são mantidos permanentemente em aquários, longe de seus habitats.

Com informações do Jornal Cruzeiro do Sul

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