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Nova pesquisa aponta que dietas low carb apresentam riscos à saúde

As dietas Low Carb são baseadas no baixo consumo de carboidratos e aumento de proteínas, como carnes e ovos. (Foto: Pixabay)

Uma pesquisa, publicada na revista The Lancet Public Health, concluiu que tanto o consumo exagerado quanto a restrição de carboidratos está associada a um aumento de mortalidade. Essa alimentação vem se tornando popular com a ascensão de dietas Low Carb, como a Paleo e a Keto, também chamada de cetogênica.

Foram analisadas, na pesquisa, informações de mais de 15 mil americanos, com idades entre 45 e 64 anos, durante 25 anos. Os pesquisadores investigaram as ligações entre o percentual de energia gerado por carboidratos e mortalidade. Eles também examinaram outros estudos a respeito de dietas, dos quais participaram 432 mil pessoas.

Os indivíduos com consumo moderado de carboidratos, entre 50 e 55% das calorias diárias, mostraram um índice menor de mortalidade quando comparados àqueles que seguiam dietas restritas, com menos de 40% de carboidrato ao dia. Dietas com excesso de carboidrato, 70% ou mais, também apresentaram riscos à saúde.

Cuidado na substituição

A origem dos alimentos usados na substituição também se mostrou importante para a o número de mortes. Os resultados demonstram que o número de mortes aumentou quando os carboidratos foram substituídos por proteína animal, como porco, gado e frango. No entanto, quando a substituição foi feita por alimentos de origem vegetal, como vegetais, nozes e pães integrais, o número de mortes é menor.

A professora Nita Forouhi, epidemiologista da Universidade de Cambridge, explicou em uma entrevista ao jornal The Independent que as dietas atuais são baseadas em estudos de perda de peso ou controle de diabetes em curto prazo. No entanto, a professora defende que é imprescindível considerar os riscos da alimentação restrita também a longo prazo, como fez o estudo.

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Documentário sobre veganismo expõe a corrupção da indústria de dietas

O filme sobre veganismo se concentra na obesidade epidêmica e explora equívocos comuns sobre a perda de peso e dietas como a Paleo e a Atkins.

Foto: Reprodução, Veg News

Usando evidências científicas e apresentando novas ideias, Siewierksi pretende proporcionar aos espectadores estratégias de perda de peso sustentáveis em longo prazo para melhorar a saúde. “Meu objetivo é empoderar o telespectador com informação que pode ajudá-lo em uma perda de peso saudável no caminho da mudança de estilo de vida, ao invés de estratégias em curto prazo como a ‘dieta ioiô”, disse Siewierski à VegNews.

O filme irá promover dietas à base de vegetais e seguirá a experiência profissional de Siewierski com a perda de peso. “Há uma mensagem para não veganos e multidões veganas, pois a obesidade está se tornando comum entre os veganos que concentram suas dietas em alimentos processados e de alta caloria”, ressaltou.

O documentário conta com entrevistas de celebridades, autores, médicos e experts em saúde como Neal Barnard, do  Physicians Committee of Responsible Medicine, o ultramaratonista vegano Rich Roll, e o chefe executivo da Whole Foods, John Mackey. Outros documentários veganos como “Eating Our Way To Extinction” e “The Game Changers” também serão lançados neste ano.

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Segundo estudo, um em cada oito adultos já aderiu ao vegetarianismo ou veganismo

Foto: Divulgação
Foto: Divulgação

Parece que a onda vegetariana está conquistando o mundo. Segundo o instituto Mintel, que faz pesquisas de mercado, um em cada oito adultos já aderiu ao mundo vegetariano ou vegan, que é a linha mais radical do segmento. O número é ainda maior quando o assunto são jovens entre 16 e 24 anos, pois a pesquisa verificou que nessa faixa etária o número sobe para um em cada cinco.

As celebridades não ficam fora dessa onda super do bem, Beyoncé e Jay-z procuram tentar seguir a dieta pelo menos durante um mês todo ano. Em 2013, o casal desembolsou aproximadamente R$ 400 reais para poder seguir a alimentação vegan, mais radical, durante 22 dias, e chamaram esse período de limpeza espiritual.

Jennifer Lopez entrou nessa também e adotou o estilo de vida para tentar perder peso. Já outros famosos adotaram para sempre o veganismo. Christian Bale, o galã de Batman, vive sem carne vermelha desde pequeno, após ler o livro A Menina e o Porquinho. Dad Paul, Natalie também entra nessa lista. Natalie Portman adotou a dieta e se recusa a usar qualquer tipo de pele de animal, penas ou couro de qualquer espécie, assim como Pamela Anderson.

Fonte: Fax Aju

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Animais marinhos do Alasca têm carbono antigo em suas dietas, diz estudo

Os animais marinhos do Alasca têm um nutriente inesperado em suas dietas: carbono antigo das geleiras derretidas, afirma um novo estudo. As geleiras do Golfo do Alasca, que derretem naturalmente todo verão, liberam imensas quantidades de material orgânico, constituído principalmente de micróbios mortos.

Esses micróbios devoraram o carbono antigo de florestas pantanosas, que se estendiam pela costa do Alasca entre 2,5 mil e sete mil anos atrás, e depois ficaram presos nessas geleiras.

Após serem liberados pelo derretimento glacial, os micróbios mortos fornecem uma guloseima saborosa para micróbios vivos, que são a base da teia alimentar marinha, afirmam pesquisadores.

Foto: National Geographic
Foto: National Geographic

Estudos anteriores mostraram que o carbono de florestas vivas acaba chegando até os peixes por meio do ciclo da água, portanto, “peixes se constituem a partir das florestas”, disse o líder do estudo Eran Hood, cientista ambiental da Universidade do Sudeste do Alasca, em Juneau. O novo estudo revela “o mesmo tipo de coisa – peixes provavelmente se constituem a partir do carbono das geleiras”, disse Hood. “Isso é algo surpreendente de que não sabíamos.”

Gigantesca bomba de água

A bacia de escoamento do Golfo do Alasca é uma gigantesca bomba d’água: ela representa mais de 10% das geleiras de montanhas da Terra, e a corrente anual da região produz a segunda maior descarga de água doce no Oceano Pacífico.

Hood e seus colegas analisaram a matéria orgânica da descarga de 11 bacias costeiras em 2008, durante o pico anual de derretimento glacial. A equipe coletou amostras de cursos d’água de bacias com diferentes quantidades de cobertura glacial.

Esperava-se que bacias sem nenhuma geleira contivessem menos água de derretimento e que aquelas dominadas pelo gelo estivessem repletas de descargas glaciais.

O que descobriram é que cursos d’água alimentados por derretimento glacial tinham uma quantidade surpreendente de carbono facilmente digerível e “biodisponível”. Além disso, quanto mais glacialmente rica a água, mais velho o carbono – até quatro mil anos de idade.

O derretimento glacial é o gelo sazonal formado durante o inverno que se desprende no verão. Mas o aumento nas temperaturas tem provocado o degelo de muitas geleiras e mantos de gelo, o que coletivamente corresponde à segunda maior reserva de água doce da Terra, disse Hood.

Se as geleiras continuarem a se desintegrar devido à mudança climática, um excesso inicial de carbono liberado nos oceanos será seguido pela completa perda de uma fonte importante de nutrientes, disse ele. Ecossistemas marinhos são abastecidos por muitas fontes além das geleiras, acrescentou Hood.

A ressurgência oceânica, por exemplo, é um ciclo natural em que a água fria, rica em nutrientes, sobe do leito oceânico, alimentando a vida na superfície. Mas um súbito influxo de água doce do degelo também poderia atrapalhar as correntes que impulsionam a ressurgência.

Sem data de validade

O novo estudo vai contra a crença de longa data de que o carbono mais antigo é menos palatável a organismos simples, acrescentou Hood. Por exemplo, na maior parte dos corpos de água, quanto mais antigo o carbono, menos facilmente os micróbios podem digeri-lo.

“É isso que havia sido concluído – ele não era bom”, disse Hood. “Mas em nosso caso, quanto mais velho ele era, mais os micróbios queriam comê-lo.” Isso se deve principalmente ao fato de o carbono glacial ser formado por micróbios mortos que foram essencialmente preservados em gelo. Os micróbios mortos contêm nitrogênio de digestão mais fácil e possuem menos lignina, um componente de plantas difícil de ser quebrado por micróbios.

Ao todo, a contribuição das geleiras para a produtividade de rios e oceanos é “imensamente subestimada”, escrevem os autores do estudo. “É bom entender o caráter único dos ecossistemas glaciais e o papel importante que desempenham como uma fonte de água e nutrientes”, acrescentou Hood. As descobertas foram publicadas esta semana no periódico Nature.

Fonte: Terra

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Em livro, Alicia Silverstone defende a dieta vegana para ajudar o planeta e os animais

Alicia Silverstone andava meio sumida, mas voltou trazendo uma novidade para todos que, como ela, estão preocupados em levar uma vida ética, saudável e preservar o meio ambiente.

Foto: Getty Images
Foto: Getty Images

Ela escreveu o livro The Kind Diet: A Simple Guide to Feeling Great, Losing Weight, and Saving the Planet (“A dieta gentil: um guia simples para se sentir bem, perder peso e salvar o planeta”, ainda sem tradução oficial para o português). Os resultados obtidos por ela mesma estão estampados: Alicia, que tem 32 anos, apareceu magra e radiante – pouco diferente de quando tinha 18 e protagonizou o filme As patricinhas de Beverly Hills.

As principais dicas de Alicia são deixar de comer carne e laticínios, produtos que, acredita ela, são responsáveis por ganho de peso e também por causar problemas ecológicos – por isso, a atriz segue a dieta vegan.

Com informações de Dieta Nunca Mais

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Dietas vegetarianas e longevidade: vivendo mais e melhor – parte 2

Não é difícil estabelecer uma relação entre peso corporal apropriado e aumento na longevidade e qualidade de vida. A constatação de uma menor prevalência de obesidade entre a população vegetariana é clara e nada surpreendente, haja vista por exemplo que uma porção de carne pode conter até o dobro de calorias se comparada a uma porção de um substituto da carne (como o tofu ou uma porção de vegetais proteicos). Outro nutriente cuja redução na ingestão pode afetar positivamente a saúde dos vegetarianos é o ferro. Enquanto uma ingestão adequada deste mineral é desejada para a manutenção da saúde, uma ingestão excessiva de ferro pode ter o efeito inverso. Por ser um elemento altamente oxidativo, o ferro é um eficiente produtor de radicais livres, que são compostos relacionados ao processo de envelhecimento e à incidência de doenças cardiovasculares. A carne é especialmente rica no ferro heme, um tipo de ferro que é até 10 vezes mais bem absorvido do que o ferro encontrado nos vegetais, aumentando assim em muitas vezes o seu potencial nocivo quando consumido em excesso.

Os hormônios, antibióticos, pesticidas e metais pesados presentes nas carnes somam-se à lista de fatores que afetam negativamente a saúde e consequentemente a longevidade daqueles que a consomem. Completam a lista as doenças causadas pela ingestão de vírus, bactérias e parasitas, que vão desde as infecções alimentares causadas por E. coli e Salmonella, a gripes aviárias e doenças da vaca louca e cisticercose. As doenças causadas pela ingestão de carne contaminada, muitas delas fatais, podem ser evitadas ou severamente reduzidas quando a carne é excluída do cardápio.

Havendo visto um pouco sobre os mecanismos pelos quais a ingestão de carnes pode reduzir a expectativa de vida e tendo notado alguns exemplos históricos, resta-nos finalmente saber o que nos dizem os estudos científicos sobre o impacto que a dieta vegetariana tem na longevidade. Estudos importantes apontam com resultados bastante significativos em favor da dieta vegetariana. Em uma análise de seis grandes estudos prospectivos realizados na Europa e nos EUA, totalizando mais de 109.000 pessoas, podemos notar que quase a totalidade deles demonstra uma redução na mortalidade entre os vegetarianos quando comparados aos seus semelhantes onívoros. Um estudo britânico conduzido com 11.000 pessoas aponta para uma redução de 20% nas causas de morte e alguns estudos estadunidenses mostram números semelhantes. Um estudo conduzido na Itália aponta para uma redução de 45% na mortalidade entre vegetarianos e um estudo alemão realizado com 1.904 pessoas aponta para uma redução de 47% na mortalidade para mulheres vegetarianas e 56% para homens. Esses dados atestam o poder que têm as dietas vegetarianas como instrumento de redução do risco de doenças e o consequente aumento na longevidade e na qualidade de vida.

No campo científico, resta-nos ainda investigar qual é exatamente o aspecto que impacta tão positivamente a saúde das populações vegetarianas: seria o estilo de vida que muitas vezes vem agregado a esta opção alimentar, seria a exclusão das carnes da dieta, seria a inclusão de mais vegetais na dieta (quando tiramos as carnes do cardápio, damos lugar para mais vegetais, que trazem consigo elementos protetores como fibras, antioxidantes e fitoquímicos), ou seria ainda uma combinação destas três possibilidades? Para quem já é vegetariano, ou para aqueles que desejam se aventurar por este mundo de descobertas tão diversas (filosóficas, sociais, culinárias), as respostas a estas perguntas não são de maior importância nesse momento. Pois independentemente do tempo que levaremos para poder apontar quais são exatamente os mecanismos pelos quais uma dieta vegetariana oferece maior proteção, as evidências científicas demonstram que, por uma diversidade de fatores, esta opção alimentar, quando praticada com critério, reduz significativamente a mortalidade e o risco de doenças, resultando em um aumento na longevidade e uma importante melhora na qualidade de vida.

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Dietas vegetarianas e longevidade: vivendo mais e melhor – parte 1

Eliminar a carne do cardápio aumenta a longevidade? Esta pergunta vem sendo feita por leigos e cientistas há muitos anos. Enquanto há uma série de evidências que apontam para um “sim” como resposta, há muitas considerações a serem feitas antes que possamos afirmar isto com propriedade científica. Isto porque fatores não dietéticos também afetam a longevidade e a qualidade de vida e com isso um estudo perfeitamente conclusivo ainda está distante de ser desenhado. No entanto, é vasta a quantidade de evidências, tanto históricas quanto científicas, que apontam no sentido de que a exclusão das carnes da dieta humana resulta em maior longevidade associada a uma melhora na qualidade de vida.

A observação de populações que vivem tradicionalmente com dietas compostas por pouca ou nenhuma carne nos traz boas referências de como uma dieta vegetariana pode aumentar a longevidade. Esse é o caso de populações rurais que vivem em áreas geograficamente isoladas que vão desde o Himalaia ao Equador, da Turquia à Rússia. Nessas populações, que adotam uma dieta com pouca ou nenhuma carne, a expectativa de vida ultrapassa facilmente a média de 70 anos atualmente observada nas populações ocidentais. Em contraste, outras populações rurais que apresentam um desenvolvimento tecnológico semelhante, como é o caso dos esquimós e de outras comunidades na África, Groenlândia e Rússia apresentam uma expectativa de vida média de apenas 40 anos. Em todas estas podemos constatar um alto consumo de carnes.

A partir da observação de eventos históricos também é possível comprovar como a redução no consumo de carne afeta positivamente a saúde da população. As I e II Guerras Mundiais são um bom exemplo disto. Durante a I Guerra Mundial, cerca de três milhões de dinamarqueses foram forçados a eliminar quase que completamente a carne de suas dietas. O que se observou foi uma redução equivalente de 6.300 indivíduos por ano na taxa de mortalidade durante o período. Durante a II Guerra Mundial, foi a vez dos Noruegueses e Suecos serem colocados à prova. Durante a ocupação alemã que teve início em 1939, observou-se um declínio na taxa de mortalidade semelhante àquela constatada na Dinamarca durante a I Guerra Mundial. Com a normalização da oferta de alimentos a partir de 1943, as taxas de mortalidade retornaram às mesmas observadas antes do início da guerra.

A simples análise da composição das dietas onívora e vegetariana pode ajudar a explicar como a última promove maior longevidade. Entre os principais componentes das carnes encontramos a gordura, especialmente a do tipo saturada. Diversos estudos já relacionaram de maneira bastante direta o consumo excessivo de gordura saturada ao risco de desenvolver doenças cardiovasculares e o diabetes. Além das gorduras, alguns compostos presentes nas carnes, como os nitratos e a amina heterocíclica, já foram citados como sendo fatores causais para o câncer e muitos estudos já relacionaram o consumo de carne vermelha à incidência de cânceres de cólon, próstata e mama.

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