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Seda, diamantes e couro produzidos em laboratório são alternativa ética à exploração animal

É uma indústria marcada por sua relação com diamantes de sangue, com a guerra, a exploração e com um grande impacto ambiental imortalizado pelo filme “Blood Diamond”, de 2006, estrelado por Leonardo DiCaprio.

Foto; Reprodução, The Guardian

Porém, os diamantes ainda são um dos itens mais procurados no mercado de luxo. O setor valia cerca de US$ 80 bilhões em 2016, aponta o De Beers, e quase metade da demanda mundial é dos EUA.

Porém, algumas startups estão desenvolvendo alternativas éticas. Em 2015, DiCaprio anunciou que estava investindo na Diamond Foundry do Silicon Valley, que produz as pedras preciosas em laboratórios. Feitas a partir de carbono, diamantes sintéticos, elas são quimicamente idênticas às verdadeiras, mas podem ser produzidas em apenas semanas.

Os diamantes são criados em laboratórios para uso industrial desde a década de 1950, mas, somente nos últimos anos, foi desenvolvida a tecnologia necessária para a produção de pedras grandes e puras que podem ser usadas para joias. A demanda está subindo rapidamente nos EUA e em outras regiões.

“Provavelmente 90% do que vendemos são diamantes CVD”, diz Diane Nightingale. Juntamente com seu marido Stephen, ela co-fundou a Nightingale, um joalheira sob medida, no Reino Unido, em 2013.

Nightingale diz que os hábitos do setor de joias levam muito tempo para mudar no Reino Unido. “Entre os dois primeiros anos, provavelmente as vendas [de diamantes CVD] aumentaram em 100%. Os joalheiros da rua estão desconfiados até agora, mas nossos clientes mais jovens realmente abraçaram [o conceito] “, explica.

É uma ruptura que o setor tradicional de diamantes não tem acolhido com os braços abertos. A De Beers gastou dezenas de milhões de dólares para desenvolver a tecnologia capaz de identificar pedras artificiais que parecem autênticas.

Porém, a indústria da moda parece mais aberta a alternativas éticas aos materiais luxuosos. Recentemente, Stella McCartney anunciou uma colaboração com a empresa californiana Bolt Threads, que desenvolveu um polímero à base de proteínas que pode ser transformado em seda de aranha, como parte de uma mostra no Museu de Arte Moderna (MoMA,) em Nova York.

O co-fundador da Bolt Threads, Dan Widmaier, iniciou o negócio com dois colegas PHD que queriam solucionar o “problema de seda de aranha” há muitos anos. Em relação ao meio ambiente, a seda também é geralmente produzida por vermes de seda em fermento vivos que ficam dentro de casulos e foi considerada o segundo pior material em termos de impacto ambiental, atrás do couro.

De acordo com o The Guardian, a Bolt Threads anunciou uma parceria com a Mountain Meadow Wool Mill, misturando microseda com lã norte-americana, e abriu uma fábrica com capacidade de produzir 10 toneladas de seu próprio material por ano, o equivalente a 100 mil camisas.

“O que nos impulsiona é a ideia de que há grandes problemas neste planeta que precisam ser solucionados. Tentaremos  fazer a nossa parte para resolver o máximo possível”, diz Widmaier.

Outea empresa que faz parte de um setor crescente que combina a biologia, a tecnologia e a moda, conhecida como biofabricação, é a Modern Meadow. Ele produz couro, após produzir colágeno com fermento geneticamente modificado. É a segunda empresa de biotecnologia do fundador Andras Forgacs, que iniciou a companhia de San Diego Organovo em 2007, como uma pioneira na impressão de tecido humano para uso médico. Em 2011, Forgacs começou a ser procurado por empresas de couro.

“Elas disseram: ‘soubemos que você pode fazer pele, você pensou em fazer couro?”, disse.

“Foi uma oportunidade convincente para nós – o couro é um mercado de matérias-primas de US$ 100 bilhões. A indústria está muito interessada e muito aberta. Porém, o prazo para o desenvolvimento dessas tecnologias é longo”, completou.

A empresa espera revelar sua série completa de couro biofabricado – chamada Zoa – neste ano.

Devido à poluição e aos abusos dos animais na indústria do couro, estima-se que uma grande quantidade de vacas precisaria ser morta para atender a demanda por couro até 2025. Por isso, uma alternativa genuína ao couro no laboratório, salvaria a vida de milhares de animais.

Renée Cuoco, gerente do Centro de Moda Sustentável da London College of Fashion, diz que o interesse, reconhecimento e compreensão sobre o assunto tem sido significativo, particularmente entre os novos estilistas: “”Não estou surpresa em ver marcas de luxo interessadas neste tipo de inovação. Existe um elemento de risco quando se trata de crueldade animal”.

Cuoco pede cautela e observa que há mais trabalho a ser feito além dos avanços tecnológicos no setor de luxo. “Queremos prestar mais atenção aos valores ambientais, sociais e culturais da indústria, não apenas ao valor financeiro. Enquanto a indústria se basear na velocidade e no crescimento, essas inovações não terão o verdadeiro impacto de que necessitamos”, concluiu.

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Ladrões profanam túmulo de cão e levam coleira de diamantes

(Foto: Martin Trauth/AFP)

A polícia francesa investiga o roubo de um colar de diamantes de uma sepultura do mais antigo cemitério de animais do mundo, cujo inquilino mais famoso é o astro canino hollywoodiano Rin Tin Tin. “A sepultura do cão enterrado com o colar de diamantes do valor de 9 mil euros foi violada na madrugada do dia 4 para 5 de fevereiro. As investigações estão sendo conduzidas pela polícia local”, disse um oficial à AFP.

Tipsy, o poodle enterrado em 2003 pela mulher de um rico empresário americano, divide o atual lar com outros três mil animais, a maior parte deles cães e gatos, mas com outras espécies, como o macaco Kiki, o coelho Bunga, a ovelha Faust, cavalos e até mesmo um leão, informaram os funcionários do local.

Por anos, o mito do cachorro enterrado com um colar de diamantes rondava a cidade, contaram outros tutores de animais que visitam o lugar, mas apenas depois do roubo a polícia confirmou o que até o momento era uma lenda urbana.

Fonte: Terra

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Cão é operado após engolir anel de diamantes

Veterinários tiveram que realizar uma cirurgia para retirar a joia. Casal descobriu que cão tinha engolido o anel com detector de metais.

A britânica Karen Woolley estava com dificuldades para encontrar seu anel de diamantes e teve uma surpresa quando descobriu que seu cão de estimação havia engolido a joia, segundo reportagem do jornal inglês “Daily Mail”.

Karen e seu marido Steve suspeitaram do cão chamado “Barney”, de três meses, depois de procurarem em todos os lugares e não acharem o anel. O casal descobriu que “Barney” havia engolido a joia após passar um detector de metais no animal.

Karen levou o cachorro a uma clínica veterinária, e o raio-X mostrou que o anel de diamantes estava em seu estômago. Os veterinários tiveram que realizar uma cirurgia para retirar a joia.

Raio-X mostrou que o anel de diamantes estava no estômago do cão. Foto: Reprodução/Daily Mail

Fonte: G1

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