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Centro australiano cria programa para preservar diabos-da-tasmânia

Foto: Greg Wood / AFP

O Centro de Procriação de Diabos-da-Tasmânia do Zoológico Taronga, em Sydney, Austrália, começou a operar recentemente um programa de conservação do maior marsupial carnívoro do mundo.

O programa inclui cursos ao ar livre para mostrar aos visitantes os desafios que os animais têm de enfrentar na natureza para sobreviver.

No início deste ano, cientistas anunciaram a descoberta da fonte uma doença fatal que ameaça acabar com a população de diabos-da-tasmânia (Sarcophilus harrisii).

Em artigo na revista Science, os pesquisadores afirmavam que a chamada doença tumoral facial teria origem em células que protegem os nervos.

As descobertas levaram ao desenvolvimento de um exame de diagnóstico para a doença e podem ajudar na criação de vacinas e tratamentos.

A doença é um tipo raro de câncer que é transmitido por contato físico e pode matar rapidamente os diabos-da-tasmânia. Por causa dela, a população dos marsupiais caiu 60% na última década.

Fonte: G1

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Cientistas descobrem causa de tumor que ameaça diabo-da-Tasmânia

Cientistas na Austrália anunciaram a descoberta da fonte uma doença fatal que ameaça acabar com a população diabos-da-Tasmânia. Em artigo na revista Science, a equipe de pesquisadores sugere que a chamada doença tumoral facial que atinge os animais teria origem em células que protegem os nervos.

A doença é um tipo raro de câncer que é transmitido por contato físico e pode matar rapidamente os diabos-da-tasmânia. Por causa dela, a população desses marsupiais na ilha australiana caiu 60% na última década.

Genes

“Para examinar melhor a origem dos tumores, fizemos o sequenciamento do genes que aparecem neste câncer e os comparamos com genes que aparecem em outros tecidos do animal”, explicou Elizabeth Murchison, da Universidade Nacional da Austrália em Canberra, e a principal autora do estudo.

“Descobrimos que os tumores apresentavam genes que normalmente só aparecem em células que são encontradas no sistema nervoso periférico, que protege os nervos”, disse.

Os pesquisadores colheram amostras de 25 tumores diferentes de animais em toda a Tasmânia – o único lugar do mundo onde se pode encontrar esse animal.

Os cientistas descobriram que as deformações eram geneticamente diferentes do lugar onde apareciam, mas eram iguais entre si.

Segundo Murchison, as descobertas já levaram ao desenvolvimento de um exame de diagnóstico para a doença e podem ajudar na criação de vacinas e tratamentos.

“Os diabos-da-Tasmânia são suscetíveis à vários tipos de câncer, assim como os seres humanos: mama, leucemia e outros, principalmente quando envelhecem”, explicou a cientista. “Às vezes é difícil diferenciar esses tipos de câncer do tipo transmissível.”

Nove semanas

A doença tumoral facial dos diabos começou a chamar a atenção dos cientistas em meados dos anos 90, quando foram encontrados vários animais com tumores faciais no nordeste da Tasmânia.

Até o fim de 2008, a doença já havia sido confirmada em 64 localidades. Segundo os cientistas, ela se transmite através de mordidas. O mal é altamente letal, podendo levar á morte dos animais infectados em menos de nove semanas.

O diabo-da-Tasmânia é o maior marsupial carnívoro do mundo, e tem um ciclo de vida de até cinco anos em seu habitat natural.

Fonte: O Globo/BBC Brasil

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