Co-autor do estudo da Universidade de Cambridge, Maximilian Stammnitz, examina um diabo-da-tasmânia. (Foto: University of Cambridge)
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Câncer que ameaça diabo-da-tasmânia pode ter cura, mostra pesquisa

Os cientistas expressaram esperança para o futuro do pequeno mamífero marsupial conhecido popularmente como demônio ou diabo-da-tasmânia. O animal, em extinção, era alvo de um câncer que estava dizimando sua população. Entretanto, novas pesquisas indicaram que drogas humanas podem curar os cânceres que estão devastando a espécie.

Acredita-se que a população de diabos-da-tasmânia sofreu um declínio de 80% em nos últimos 30 anos, restando, atualmente, cerca de 10 a 15 mil animais em estado selvagem.

A transmissão do câncer que estava dizimando o diabo-da-tasmânia ocorre entre animais através de mordidas. (Foto: University of Cambridge)
A transmissão do câncer que estava dizimando o diabo-da-tasmânia ocorre entre animais através de mordidas.
(Foto: University of Cambridge)

A principal causa desse declínio é que os diabos-da-tasmânia são suscetíveis a dois dos poucos tipos de câncer transmissíveis conhecidos na natureza. A transmissão ocorre entre animais através de mordidas.

Uma equipe da Universidade de Cambridge estabeleceu que esses tumores que se manifestam na face dos animais, conhecidos como DFT1 e DFT2, contêm uma molécula receptora, a RTK, que os oncologistas já sabem como atingir por meio de drogas que agem contra o câncer nos humanos.

Em entrevista ao BBC, o co-autor do estudo, Maximilian Stammnitz, explica: “Em natureza, os demônios da Tasmânia costumam lutar com outros animais e morder a face do adversário, o que pode predispor esses animais ao surgimento desse tipo específico de câncer, via lesão tecidual”.

Co-autor do estudo da Universidade de Cambridge, Maximilian Stammnitz, examina um diabo-da-tasmânia. (Foto: University of Cambridge)
Co-autor do estudo da Universidade de Cambridge, Maximilian Stammnitz, examina um diabo-da-tasmânia. (Foto: University of Cambridge)

O estudo foi publicado no jornal Cancer Cell, e é uma porta de abertura para a possibilidade de que o vasto declínio do espécie pode ser interrompido.

Elizabeth Murchison liderou o estudo e, em entrevista ao The Telegraph, disse: “Este estudo nos dá o otimismo de que as drogas anti-câncer que já estão em uso em humanos podem oferecer uma chance de ajudar nos esforços de conservação para este animal icônico.”

Ainda em testes, a droga poderia permitir o câncer seja tratado nos animais infectados, o que poderiam diminuir a incidência da doença na Tasmânia, não impactando mais no declínio da população dos diabos-da-tasmânia. Entretando, a Dra. Murchison disse que anos de estudos de viabilidade seriam necessários antes de tentar isso em larga escala.

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Pesquisadores sequenciam genoma do câncer do diabo da Tasmânia

Os genomas do diabo da tasmânia e do câncer contagioso vão explicar como a doença se alastrou (Foto: Divulgação)

Pesquisadores estão sequenciando o genoma do câncer contagioso que está dizimando a população de diabos da Tasmânia. O animal é o maior marsupial carnívoro e corre risco de extinção desde que um câncer facial, transmitido por mordidas, se alastrou entre a população da espécie na Austrália. Os cientistas acreditam que o entendimento sobre as mutações genéticas que ocorrem neste tipo de câncer vai ajudar a encontrar novas terapias e medicamentos contra a doença.

Desde a descoberta da doença, em 1996, cerca de 70% e 90% da população destes marsupiais morreu em algumas áreas da Austrália. O câncer do diabo da Tasmânia é espalhado pela transferência de células vivas de câncer entre os animais através de mordidas que os animais dão uns nos outros. De acordo com cientistas, estas mordidas são comuns entre os animais desta espécie.

“A análise do genoma do câncer do diabo da Tasmânia nos permitiu identificar as mutações que surgiram no câncer. Nós usamos o sequenciamento para identificar as mutações que podem ter desempenhado um papel funcional na causa do câncer. Além disso, vamos analisar estas mutações para estudar a propagação da doença ”, disse ao iG Elizabeth Murchison, autora do estudo publicado nesta quinta-feira no periódico científico Cell.

No ano passado, pesquisadores publicaram o sequenciamento do DNA do diabo da Tasmânia e a comparação destes dados com o genoma do câncer pode explicar a propagação da doença. “Encontrar diferenças entre o DNA de diabos da tasmânia saudáveis e com câncer também poderá nos ajudar a desenvolver vacinas que possam prevenir esta doença”, disse.

Mais de 17 mil mutações do câncer do diabo da Tasmânia foram catalogadas – número comparável a mutações identificadas em outros tipos de cânceres em humanos. Elizabeth afirma que a equipe agora vai tentar descobrir quais das milhares de mutações são as mais importantes. De acordo com os estudos preliminares, alterações nos genes de imunidade pode finalmente explicar como o câncer escapa do sistema imunológico.

O começo de tudo

O câncer do diabo da Tasmânia surgiu em um único animal e foi se alastrando rapidamente. Portanto, todos os tumores presentes em milhares de marsupiais atualmente são derivado das células de um único indivíduo.

Os pesquisadores chamam este primeiro animal que teve a doença de o ‘diabo imortal’, pois suas células foram mantidas vivas para que fossem estudadas. “Nossa análise genética permitiu determinar que o “diabo Imortal” era um animal do sexo feminino”, disse.

Fonte: O Dia Online

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Marsupiais carnívoros eram tão diversos como os carnívoros placentários

Os marsupiais carnívoros são agora um grupo de animais raros, mas o nosso planeta teve exemplares extraordinários pertencentes a este grupo. Hoje, o maior carnívoro marsupial existente é o diabo-da-tasmânia, que está à beira da extinção.

Um estudo revelou que os marsupiais carnívoros eram criaturas tão variadas como os seus primos, os carnívoros placentários.

Uma equipe internacional examinou crânios de 130 carnívoros (marsupiais e placentários) vivos e extintos, dos últimos 40 milhões de anos. Anjali Goswami e os seus colegas usaram uma técnica conhecida como geometric morphometrics para mapear os objetos. Sua análise mostrou que a variação na forma dos crânios dos carnívoros marsupiais é maior do que a observada nos carnívoros placentários, como leões e tigres.

O fato de os jovens marsupiais nascerem num estágio muito precoce origina a ideia errada de que estes animais apresentam uma capacidade limitada de adaptação a novos habitats e ambientes.

“Como os marsupiais têm que rastejar muito cedo, esta técnica está bem desenvolvida desde a nascença. A necessidade (dos membros anteriores) torna difícil o desenvolvimento de uma asa ou uma barbatana.” Apesar de os marsupiais apresentarem pouca variedade nos membros anteriores, o mesmo não acontece com a face e a dentição destes animais. “Os marsupiais mudaram muito mais a sua face e a sua dentição relativamente aos outros mamíferos de forma a poderem alimentar-se de carne.”

“Na América do Sul existia um marsupial dentes-de-sabre que tinha caninos tão grandes que as suas raízes chegavam aos olhos. Não há nada parecido nos mamíferos placentários. É muito extremo.”

A razão para a extinção dos marsupiais carnívoros pode ser mais complexa do que se pensava. O grupo de investigação cita duas possíveis causas: a competição com os mamíferos placentários durante a fusão da América do Norte com a América do Sul, há 3 milhões de anos e a caça pelos humanos, numa época mais recente.

“Os nossos resultados reforçam a ideia de que a falta de predadores marsupiais no mundo de hoje está relacionada com má sorte e não com maus genes.” Este estudo foi publicado na revista Proceedings of the Royal Society B.

Fonte: Naturlink

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Extinções em massa podem mudar radicalmente o nosso planeta

O futuro da Terra está sendo definido hoje. Um estudo feito pelo paleontólogo australiano John Alroy sugere que a extinção massiva de espécies animais, que ocorre atualmente, pode afetar o mundo de modo imprevisível. E a Terra será um lugar tão diferente quanto o mundo atual é diferente da era dos dinossauros. Alroy examinou fósseis de espécies extintas e concluiu que a extinção de um grande número de animais pode alterar totalmente o ecossistema.

A vida existe em nosso planeta há pelo menos 3,5 bilhões de anos, e as extinções em massa costumam acontecer uma vez a cada 200 milhões de anos.

A maioria dessas extinções é provocada por eventos naturais. Como a queda de um asteroide no México, há 75 milhões de anos, que marcou o fim da era dos dinossauros. Sem os dinossauros, os mamíferos, que eram animais pequenos e sem importância, puderam se desenvolver e deram origem a diversidade de criaturas que vemos no planeta, hoje em dia.

Atualmente, vivemos um período de extinção em massa, desta vez, provocado pela ação humana. Que destrói as florestas, polui o planeta e provoca mudanças de temperatura. Em alguns ecossistemas da Terra, as espécies estão desaparecendo de 10 a 100 vezes mais rápido do que acontece normalmente. As mudanças no planeta têm se acelerado tanto, que alguns pesquisadores sugerem que estamos entrando em uma nova era geológica.

Até aqui temos vivido no período Holoceno, que dura 10 mil anos. Nesse período, a humanidade se espalhou por todo o planeta, crescendo de uma população de algumas centenas de milhares de indivíduos para os bilhões da época atual. Os primeiros animais extintos pela ação humana foram vítimas da ação de caçadores. A caça acabou com várias espécies de marsupiais da América Latina e com muitos pássaros da África e das ilhas do Pacífico.

Agora, o aquecimento do planeta está deflagrando outra extinção em massa ao acabar com as florestas chuvosas no cume das montanhas (fenômeno detalhado pelo ecologista Tim Flannery no livro Os Senhores do Clima) e com os recifes de coral do Pacífico. Devido à quantidade de mudanças, um grupo de paleontólogos acredita que já deixamos para trás o Holoceno e entramos em uma nova era, que eles chamam de Era Antropocênica. Uma era caracterizada por uma erosão mais rápida, uma mudança na química dos oceanos, alterações nas temperaturas globais.

E até alterações na biologia que vão de mudanças na época em que as plantas têm flores, a alterações nos padrões de migração de pássaros e mamíferos. De todas, a mais perigosa dessas mudanças é a morte de minúsculos organismos que se encontram na base da cadeia alimentar dos oceanos. Sem eles podemos terminar com mares mortos e estagnados em todo o planeta.

Anteriormente, os biólogos e naturalistas acreditavam que a grande diversidade de espécies podia servir de proteção contra uma mortandade geral. Mas o novo estudo do registro fóssil, feito na Universidade MacQuarie, de Sydney, Austrália, mostra que, quando um grande número de espécies morre, ocorre uma reação em cadeia que acaba também com quase todas as espécies de um determinado ecossistema. O problema dos corais é especialmente preocupante, porque eles abrigam centenas de espécies de peixes e de moluscos e protegem ilhas inteiras de serem destruídas pelas ondas do mar.

Diabo-da-tasmânia pode sumir em 25 anos (Foto: Divulgação)

Esperança de cura

Na semana passada, morreu na Austrália o único diabo-da-tasmânia que era imune ao câncer facial que está acabando com a espécie. Os diabos-da-tasmânia vivem apenas na ilha da Tasmânia, que fica ao sul do continente australiano. Nos últimos anos, os animais desenvolveram um tipo de tumor que é transmitido pelas mordidas que eles costumam dar na face dos membros de sua espécie. Os tumores crescem provocando uma deformação que acaba impedindo o animal de se alimentar.

Desde que a doença surgiu, em 1996, 70% da população de diabos-da-tasmânia foi sacrificada. Segundo os cientistas, a espécie vai desaparecer em 25 anos se não for encontrada a cura. E o diabo-da-tasmânia existirá apenas nos desenhos animados.

Fonte: Diário do Vale

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Pesquisadores acham diabo-da-tasmânia resistente ao câncer de face

Cientistas australianos anunciaram nesta quarta-feira (10) que localizaram uma colônia de diabos-da-tasmânia que são geneticamente diferentes de seus pares, e até o momento demonstraram resistência à chamada doença tumoral facial que tem dizimado a espécie.

(Foto: Mark Baker / AP 17-10-2008)
(Foto: Mark Baker / AP 17-10-2008)

Em artigo publicado em janeiro na revista Science, a equipe de pesquisadores anunciou a descoberta da doença que teria origem em células que protegem os nervos. O mal é um tipo raro de câncer que é transmitido por contato físico e pode matar rapidamente os diabos-da-tasmânia. Por causa dela, a população desses marsupiais na ilha australiana caiu 60% na última década.

Elizabeth Murchison, da Universidade Nacional da Austrália em Canberra, e a principal autora do estudo, afirma que as descobertas já levaram ao desenvolvimento de um exame de diagnóstico para a doença e podem ajudar na criação de vacinas e tratamentos.

O diabo-da-tasmânia é o maior marsupial carnívoro do mundo, e tem um ciclo de vida de até cinco anos em seu habitat natural. A Tasmânia é o único lugar do mundo onde se pode encontrar esse animal.

Com informações do G1

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