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Dia Mundial do Vegetarianismo inicia mês da Consciência Vegetariana

Por Lobo Pasolini  (da Redação)

O primeiro de outubro marca o início do mês quando os vegetarianos fazem um esforço extra para divulgar a causa.

O movimento remonta aos Românticos ingleses liderados por Percy Shelley (imagem ao lado), marido de Mary Shelley, autora do livro Frankenstein, interpretado por alguns como um manifesto vegetariano. Em 1944 o movimento vegetariano deu a luz ao movimento vegano e hoje em dia em países como o Reino Unido e os Estados Unidos entre 3% e 5% das pessoas dizem viver de uma dieta veggie.

As pessoas se tornam vegetarianas por várias razões. Antes de mais nada, pelos animais. Cerca de 55 bilhões de animais (excluindo os peixes, impossíveis de contabilizar) são mortos todos os anos por sua carne, leite e ovos. Boicotar esses produtos diminui a demanda de animais de criação e assim fragiliza a exploração de seres senscientes.

Vegetarianos são pacifistas. Ao se recusar de participar da morte e exploração de animais, os vegetarianos ajudam a construir um mundo não-violento. Não podemos ter paz enquanto a matança continua.

O vegetarianismo é bom para o meio ambiente. É um fato conhecido de que a agricultura animal é a maior fonte de emissões de gases estufa. Essa indústria causa desflorestamento, polui vias hídricas e degrada o solo. Ela é um dos grandes impedimentos para um futuro sustentável.

Existem também os benefícios de saúde ligados a uma dieta vegetariana. Essa pode ajudar a reduzir o risco de doenças cardíacas, diabete, pressão alta, AVCs e prevenir algumas formas de câncer. Os vegetarianos têm menos tendência à obesidade, que se tornou uma epidemia mundial por causa do excesso de proteína animal sendo promovido continuamente por décadas. Fora do Brasil, algumas empresas de seguro já oferecem desconto para vegetarianos.

O vegetarianismo é também uma forma de mostras solidariedade com as pessoas que passam fome pelo mundo. Grande parte da produção de grãos vai para animais em fazendas em países ricos, animais esses que não existiriam se as pessoas não comessem carne – elas poderiam comer aqueles mesmos grãos. Assim perpetua-se um ciclo de produção e distribuição de comida que é injusto e que gera desperdício.

As Nações Unidas recomendam uma dieta vegetariana, filósofos de destaque também o fazem e o fizeram ao longo dos séculos. O número cada vez maior de pessoas que adotam o vegetarianismo por razões éticas, de saúde e ambientais mandam uma mensagem forte para aqueles que vivem de uma dieta onívora.

Primeiro de outubro é o dia de fazer a mudança e adotar o estilo de vida vegetariano.

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Semana Vegetariana começa hoje

A Semana Vegetariana agrega organizações que promovem um estilo de vida mais saudável, mais humano e ambientalmente sustentável. Ao longo de sete dias e em 17 cidades de Portugal haverá atividades como degustações, workshops de cozinha vegetariana, promoções em restaurantes do gênero, projeção de vídeos, palestras e debates sobre o tema.

Esta semana inclui o Dia Mundial do Vegetarianismo (hoje), o Dia Mundial dos Animais de Criação Intensiva (2 de outubro) e o Dia dos Animais (4 de outubro).

Segundo uma pesquisa do Centro Vegetariano sobre hábitos alimentares, a maior parte das pessoas que decidem tornar-se vegetarianas o faz por motivos éticos, como o respeito pelos animais.

No entanto, este estilo de vida motiva “um forte interesse por parte dos não vegetarianos”, de “pessoas que apostam na diversificação da sua dieta alimentar e reconhecem os benefícios de não comer tanta carne”, reconhece Tiago Sousa, diretor comercial da Provida, a mais antiga empresa a comercializar produtos vegetarianos em Portugal.

“Depois há os convictos, os verdadeiros vegetarianos, mas este é um nicho de mercado muito menor”, especifica.

Segundo um estudo da Nielsen, realizado a pedido do Centro Vegetariano em 2007, cerca de 30 mil portugueses não consomem carne nem peixe e 5% da população exclui uma das categorias alimentares tradicionais (carne, peixe, laticínios ou ovos).

Ireneu Vicente, da Associação Portuguesa de Vegetarianismo, considera que a tendência por este tipo de alimentação é crescente e que a escolha deste regime resulta de uma conjugação de fatores.

A pesquisa online do Centro Vegetariano, baseada em 589 respostas, conclui que a maioria dos entrevistados optou pelo vegetarianismo por motivos de ordem ética (68%), ecológica (51%), saúde (44%), espiritual (26%), econômica (6%) e religiosa (2%).

Fonte: Destak

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