Notícias

Coalas estão morrendo de fome na Austrália devido à derrubada de árvores

Coalas estão morrendo de fome em uma ilha na costa sul da Austrália à medida que moradores derrubam árvores para impedir incêndios florestais, destruindo o habitat natural e fonte de alimento da espécie nativa, disseram socorristas de animais.

Coalas estão morrendo de fome na costa sul da Austrália pois moradores estão derrubando árvores para impedir incêndios florestais.
Foto: SOCIAL MEDIA / REUTERS

Wendy Hendriksen, funcionária de um abrigo de animais na ilha Raymond, na costa do Estado de Victoria, disse que a instituição onde trabalha está recebendo ao menos um coala faminto por semana.

“Isso está afetando coalas em todo Estado, não só aqui na ilha Raymond”, disse Wendy, que trabalha na ilha de 770 hectares que abriga cerca de 250 coalas e tem 470 moradores.

“É muito mais óbvio aqui porque nós só temos um abrigo que fica com todos os coalas, então somos capazes de ver o problema em um grau mais profundo”.

A Austrália está, atualmente, sofrendo com clima extremamente seco, embora as condições mais intensas estejam sendo sentidas ao norte do país, no Estado de Nova Gales do Sul.

Entretanto, ao tentar prevenir incêndios, a derrubada de árvores ameaça os coalas, que se alimentam quase exclusivamente de folhas de eucalipto.

Fonte: Extra

​Read More
Home [Destaque N2], Notícias

Orangotango explorado como animal doméstico em gaiola insalubre é levado para santuário

Um orangotango bebê foi resgatado na ilha de Bornéu, na parte pertencente à Indonésia, onde era mantido em cativeiro por um homem chamado Jalim, que alegou ter encontrado o animal sozinho na plantação industrial onde trabalhava. Para ajudar o órfão, ele o levou para sua casa e lá ele deixava o pobre filhote trancado em uma gaiola de madeira muito pequena e insalubre.

Reprodução | One Green Planet

O homem nomeou o bebê Uka e, sem entender nada sobre alimentação de orangotangos, lhe deu frutas e leite condensado para comer. Por ser mantido sob essas péssimas condições, o filhote lentamente desenvolveu uma infecção severa e precisava urgentemente de cuidados veterinários.

Quando a equipe da organização International Animal Rescue (IAR) ficou sabendo sobre a situação do animal, ela viajou até a vila de Ketapang Regency, juntamente com funcionários do Departamento Florestal local (BKSDA), para resgatá-lo. Com sorte, eles descobriram o paradeiro do bebê a tempo e puderam intervir para oferecer a ajuda de que ele precisava imediatamente.

Reprodução | One Green Planet

Os socorristas encontraram Uka dentro de um pequeno caixote escuro, entre frutas podres e suas próprias fezes. Ele provavelmente estava doente, já que seu nariz escorria e os olhos lacrimejavam. Além disso, ele estava lutando para respirar devido a uma condição respiratória. O mais intrigante é que, apesar da movimentação ao seu redor, ele parecia indiferente. Era uma imagem comovente.

Depois de um exame médico, o bebê foi acomodado na caixa de transporte e levado para o Centro de Reabilitação de Orangotangos da IAR em Ketapang. Ao chegar lá, Uka se alimentou de produtos nutritivos e adequados a ele, e recebeu tratamento veterinário para aliviar seus sintomas. Ele foi então colocado na unidade de quarentena com um grande urso de pelúcia para confortá-lo, já que ele não pode mais se aconchegar à mãe.

Reprodução | One Green Planet

O pequeno orangotango, que agora tem cerca de dois anos de idade, provavelmente permanecerá em quarentena por várias semanas. Ele só entrará em contato com os outros animais de sua espécie depois que passar por mais uma série de exames que comprovarem que ele está livre de doenças contagiosas.

“A condição da pequena Uka ilustra apenas uma das muitas razões pelas quais as pessoas não devem manter os orangotangos como animais domésticos. Os primatas jovens são extremamente suscetíveis a doenças humanas”, explica Alan Knight, diretor-presidente da IAR, em entrevista ao portal One Green Planet. “Primeiro eles sofrem o trauma de perder suas mães e serem retirados de seu ambiente natural que já é muito estressante para eles. Então eles são alimentados com uma dieta inadequada, sem todos os nutrientes vitais que um orangotango precisa e expostos a germes e doenças que podem ser fatais se não forem tratados”.

Reprodução | One Green Planet

Infelizmente, a situação de Uka não é única. Devido à expansão das plantações comerciais de óleo de palma em toda a Indonésia, a casa dos orangotangos está sendo dizimada e substituída por essas usinas de óleo barato. A diferença é que são raros os casos em que orangotangos vítimas da destruição do habitat natural conseguem ser resgatados a tempo de viverem uma vida confortável, em um santuário.

É provável que a mãe de Uka tenha sido morta e ele não teve outra opção senão vagar por plantações à procura de comida e abrigo. E isso ocorre com muitos outros orangotangos, que também são vítimas da destruição do habitat natural. Eles geralmente acabam sendo capturados ou mortos.

Reprodução | One Green Planet

O que muitas pessoas não percebem é que os orangotangos jovens são muito parecidos com os humanos. Eles precisam das suas mães para se alimentar e também para receber carinho e cuidados básicos. Apesar de parecer uma boa ação levá-los para casa, manter esses pequenos em cativeiro como animais doméstico pode causar vários traumas e danos à saúde deles. Além de ser uma prática ilegal.

Os orangotangos estão à beira da extinção, e se não diminuirmos o consumo de óleo de palma e protegermos as florestas nativas, poderemos perder essa espécie nas próximas décadas.

​Read More
Notícias

Espécie de cobra venenosa recém descoberta por biólogos já está ameaçada de extinção

Uma recente descoberta na Austrália chamou a atenção de cientistas ao redor do mundo: uma espécie de cobra venenosa, subespécie de “bandy-bandy” – família de cobras que vivem enterradas e são endêmicas no país. Ativistas e organizações pelos direitos animais também foram impactados pela notícia, dado que os profissionais alertaram que ela já corre risco de extinção.

Reprodução | The Guardian

A nova espécie foi encontrada por acaso por biólogos da Universidade de Queensland, enquanto pesquisavam serpentes marinhas perto de Weipa, uma cidade mineira na costa oeste da península do Cabo York. Assim que encontraram e catalogaram o animal, eles rapidamente colocaram a cobra em proteção e eram a ela status de ameaçada de extinção.

“Bandy-bandy é uma cobra escavadora, então Freek Vonk, do Museu Naturalis, e eu ficamos surpresos ao encontrá-lo em um bloco de concreto junto ao mar”, explicou o professor Bryan Fry, que liderava a pesquisa, em entrevista ao jornal The Guardian.

“Mais tarde, descobrimos que a cobra havia escorregado de uma pilha de pedregulhos de bauxita esperando para ser carregada em um navio”, ele continua. “Ao ser examinada pela minha aluna, Chantelle Derez, a bandy-bandy acabou se tornando uma nova espécie, visualmente e geneticamente distinta das encontradas na costa leste australiana e em partes do interior”.

Os biólogos já conheciam cinco subespécies de bandy-bandy – também conhecidas como cobra hoop, de veneno suave, que podem crescer até cerca de um metro de comprimento e se alimentam quase exclusivamente de cobras cegas. Análises posteriores de DNA confirmaram que a cobra encontrada era, de fato, uma nova espécie. Ela foi chamada cientificamente de “vermicela parscauda”.

Reprodução | Express

O professor Fry alertou que as novas espécies podem estar em perigo devido à atividade de mineração em seu habitat. “A mineração de bauxita é uma atividade econômica importante na região e pode estar remodelando o meio ambiente em detrimento de plantas e animais nativos”, explica.

Nesta semana, os biólogos pediram formalmente para que o Departamento de Meio Ambiente e Ciência do governo de Queensland declarasse a cobra como uma espécie ameaçada. Caso o status seja concedido, as empresas de mineração serão obrigadas a considerar o bem-estar das espécies e parar com a destruição de seu habitat.

“A importância de tais descobertas vai além de simplesmente documentar o que está lá fora, já que os venenos são fontes ricas de compostos que podem ser usados para desenvolver novos medicamentos”, conta Fry. “Todas as espécies são preciosas e precisamos protegê-las, já que não podemos prever de onde virá a próxima droga milagrosa”.

Casos como esse apenas jogam luz sobre um problema real e pouco debatido: o quanto conhecemos sobre o mundo em que vivemos? Se uma espécie já está em situação de ameaça de extinção e só agora foi descoberta, é possível que tenham existido e continuem a existir muitas outras que serão perdidas antes mesmo de termos a chance de descobri-las.

​Read More
Notícias

Despejo de entulho ameaça aves em Mogi das Cruzes (SP)

Área às margens da Avenida Castelo Branco, em César de Souza, recebe grande volume de entulho / Foto: Edson Martins
Área às margens da Avenida Castelo Branco, em César de Souza, recebe grande volume de entulho (Foto: Edson Martins)

Espécie muito visada por caçadores no mercado de venda de animais silvestres, o pássaro Caboclinho Paulista, nome popular do Sporophila bouvreuil, pode estar em risco em um de seus habitats no Distrito de César de Souza, em Mogi das Cruzes (SP). A área em que há diversas aves está recebendo entulhos de diversos tipos, o que pode afastá-las. Especialistas pedem ação da Prefeitura para evitar mais dano ao local.

A constatação foi feita pelo médico veterinário Jefferson Leite. O local fica às margens da Avenida Castelo Branco. De acordo com o profissional, o animal não está em extinção, mas é vulnerável. “Ele não corre risco de extinção, mas o lugar em que fica é suscetível à degradação por parte do homem. É muito valioso no mercado negro. Pode custar de R$ 3 mil a R$ 10 mil”, observou.

O observador de pássaros José Robson dos Santos explica em quais locais as aves costumam ficar. “São áreas de várzea, brejinhos que estão constantemente sendo assoreados, contaminados e invadidos. Esses são da classe papa capim, ou seja, queimadas também ameaçam suas ninhadas e seu alimento”, disse.

Fonte: O Diário de Mogi

​Read More
Notícias

Tatu gigante é fotografado na área central do Brasil

Por Patricia Herman

Foto: Reprodução/BBC

Um tatu gigante raro foi visto por pesquisadores na área central do Brasil. Pouco se sabe sobre esses mamíferos misteriosos, que podem atingir cerca de 1,5 metros de comprimento e pesar até 50 quilos.

Já há algum tempo, a espécie noturna, de vida solitária, é um desafio considerável para os cientistas que desejam estudá-la.

Conservacionistas agora esperam aprender mais sobre esses animais utilizando armadilhas fotográficas automáticas. Até duas vezes o tamanho das espécies mais familiares, os tatus gigantes (Priodontes maximus) são conhecidos por viver na floresta intacta perto de fontes de água na América do Sul.

Mas a espécie tem uma distribuição desigual e passa o dia em tocas subterrâneas, por isso raramente é vista.

Pesquisadores passaram 10 semanas intensivamente buscando os mamíferos em uma região do Pantanal, uma das maiores áreas úmidas do mundo abrangendo o Brasil, Bolívia e Paraguai.

Usando câmeras especiais, a equipe foi capaz de captar imagens raras dos animais, que podem ajudar nos novos estudos.

As fotos permitem visualizar melhor a compreensão da história natural da espécie e, talvez, compreender as razões ecológicas de por que os tatus gigantes são tão raros.

A União Internacional para Conservação da Natureza lista o mamífero como vulnerável, com ameaças de caça e destruição do habitat, causando declínio da população.

As informações são da BBC.

Fonte: Hype Science

​Read More
Home [Destaque N2], Notícias

Organizações em defesa dos animais lutam contra extinção do tetraz cantábrico

Por Danielle Bohnen  (da Redação)

As organizações de defesa dos animais das Astúrias estão unidas em luta a fim de dar voz ante os dados preocupantes sobre o tetraz cantábrico, espécie em perigo de extinção, da Cordilheira Cantábrica, Espanha.

As associações ambientalistas consideram que os atuais dados do censo do tetraz mostram o fracasso do Governo do Principado de Astúrias, já que a espécie está quase desaparecida na zona Centro-Oeste (Conselhos de Somiedo, Taverga, Quirós, Lena, Aller, Caso, Ponga, Amieva).

Casal de tetraz cantábrico em litografia antiga de domínio público. (Foto: Astúrias Verde/ Reprodução)

O número de indivíduos machos em 1983 era de 229, já no censo de 2000 foi apontada uma redução para 50 machos. O censo atual aponta para a redução em 90%, com apenas três machos avistados e possivelmente pode haver mais dois.

Está claro que o Principado levou a cabo uma política de gestão contrária ao que sugerem os conhecimentos internacionais disponíveis em relação ao meio ambiente, já que se resume em continuar facilitando e permitindo a construção de rodovias, estradas, além de mineração a céu aberto, desmatamento, exploração desenfreada de madeira, descuido com a introdução de espécies estrangeiras e incêndios.

Paralelo a toda essa negligência, grande parte do capital está sendo destinado à construção de locais de criadeiros em cativeiro e adoções de políticas que colocam entraves ao desenvolvimento de projetos de investigação ambiental. Nem em última instância a situação do tetraz toma importância nas decisões na administração pública, ao passo que seu papel deveria levar a cabo a gestão mais adequada para corrigir essa situação.

Apesar das mudanças significativas na população desse animal, a espécie somente foi incluída na lista de Espécies Ameaçadas de Extinção em 2005. Torna-se evidente que a finalidade do plano de conservação, que era assunto prioritário da política pública, em especial conter o declive populacional do tetraz, não está em vigor. E nenhum dos objetivos está sendo cumprido:

– Recolonização das áreas abandonadas e contenção do processo de fregmentação do estado de conservação da espécie.

– A eliminação progressiva das ameaças mediante melhora do habitat.

– Pesquisas sobre formas que incentivem a união dos interesses de diversos setores produtivos com os requerimentos ecológicos da espécie.

Tetraz em litografia antiga de Gustav Muetzel, Auerhahn de domínio público. Foto: Astúrias Verde/ Reprodução

Estamos diante de um dos fatos mais graves, que tem várias causas, mas que, evidentemente, precisam de uma leitura crítica da gestão do Principado de Astúrias, que teve como consequência:

A redução do habitat natural

É a situação mais evidente de Astúrias, devido à tolerância por parte do governo para o desenvolvimento de atividades agressivas ao meio ambiente, como estradas, rodovias, estações de ski, mineração, etc.

Incêndios florestais

Astúrias é a segunda região com maior número de incêndios e superfície queimada da Espanha, apesar de ser a menor comunidade do país. Não se vê nenhuma iniciativa para controlar e pôr fim a esse quadro, como exige a lei. Não se vê tampouco um esforço para a prevenção das queimadas.

A caça

É uma prática desenfreada que continua de forma preocupante. Foram encontradas duas armadilhas  na região, muito perigosas até mesmo para as pessoas.

Competição por alimentos com outras espécies

Os ungulados domésticos e silvestres consomem o mesmo alimento do tetraz; a situação se agrava muito com a eliminação do predador desses animais, o lobo, que é caçado sem escrúpulos. Além da grande criação de gado que há na região.

Conclusões

Devido a todos os problemas citados, faz-se necessário um plano eficiente que envolva todos os setores. Dessa forma, a espécie poderá ser recuperada gradativamente. Caso contrário, o mundo assistirá ao desaparecimento do tetraz cantábrico das florestas asturianas.

Com informações de Astúrias Verde

​Read More
Notícias, ÚLTIMAS NOTÍCIAS

Incêndio pela baixa umidade do ar ameaça animais no Pantanal

A baixa umidade do ar tem favorecido o alastramento de incêndios em Corumbá (MS). Há dois dias, o fogo destrói áreas de mata nativa e pastagens.

A fumaça que sai do incêndio já encobre os morros do Pantanal sul-mato-grossense. As chamas se alastraram a ponto de ameaçar os animais. A queimada já destruiu parte da vegetação local e já é possível encontrar animais mortos.

Com o fogo se alastrando rapidamente pelos campos, mamíferos, aves e anfíbios acabam procurando as lagoas e dividindo o mesmo espaço.

O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) de Mato Grosso do Sul está na região para tentar definir a dimensão da área devastada.

Fonte: G1

​Read More
Notícias, ÚLTIMAS NOTÍCIAS

Leões do Quênia podem desaparecer em 20 anos

Restam apenas cerca de dois mil leões no Quênia / Crédito: Divulgação
Restam apenas cerca de dois mil leões no Quênia / Crédito: Divulgação

Um estudo divulgado hoje (17) pelas autoridades do Quênia revelou que a população de leões do país pode desaparecer completamente nos próximos 20 anos, como consequência das alterações climáticas, destruição do seu habitat, doenças e dos conflitos com o homem.

O Quênia vem perdendo uma centena de leões anualmente ao longo dos últimos sete anos. Dos 2.749 leões registados em 2002, restam agora apenas cerca de dois mil animais da espécie.

Fonte: Correio da Manhã

​Read More