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Estudo revela que a população subestima a ameaça da crise do clima e da poluição por plásticos

Especialistas afirmam que apenas fornecer fatos não é suficiente para que as pessoas “ouçam e ajam”, segundo o estudo, são necessárias ações de conscientização da população sobre a escala dos problemas


 

Foto: Getty Images
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Embora não faltem evidências, notícias, pesquisas, depoimentos de especialistas e alertas no mundo todo, um novo estudo descobriu que o impacto do aquecimento global é subestimado pelo público em geral.

Em uma pesquisa realizada pela empresa de análise de mercado Ipsos Mori para o estudo do Instituto de Política do King’s College London foi descoberto que apenas um quarto das pessoas questionadas identificou corretamente que todos os 20 anos mais quentes registrados no mundo ocorreram nos últimos 22 anos.

As pessoas entrevistadas também subestimaram a quantidade de resíduos plásticos que terminam no meio ambiente, sugerindo, em média, que menos da metade (49%) das 6,3 bilhões de toneladas do material criado globalmente acabaram em aterros sanitários ou como lixo.

O número real é de 79%

Apenas 9% do lixo é reciclado, muito abaixo da estimativa média de 26% sugerida pelas pessoas pesquisadas.

Apenas um terço do público respondeu corretamente que o tamanho da população de mamíferos, aves, peixes e répteis no mundo caiu 60% desde 1970, que é a estimativa feita pelas organizações de conservação WWF e ZSL.

Metade das pessoas achava que as populações de animais silvestres haviam caído 25% no mesmo período.

Conceitos errados sobre a origem dos gases do efeito estufa, também foram apontados pelos os entrevistados, que acreditavam que 20% da poluição (gases de efeito estufa) vinha do voos e de aviões – em comparação com o número real de 2%.

Em suas respostas as pessoas entrevistadas também superestimaram o papel da reciclagem na redução de sua pegada de carbono e subestimaram o impacto de evitar um voo transatlântico.

Apenas 21% escolheram ter menos um filho como a principal maneira de reduzir as emissões de gases de efeito estufa de um indivíduo, embora seja a coisa mais significativa que pode ser feita, disse a pesquisa.

Bobby Duffy, diretor do Instituto de Políticas do King’s College London e autor de “Os Perigos da Percepção: Por que estamos errados sobre quase tudo o que está sendo publicado”, disse ao Indepedent: “É vital entender as percepções errôneas do público sobre as mudanças climáticas e o meio ambiente – mas a solução não é bombardear as pessoas com mais informações”.

Ele disse que seu livro mostra “não podemos apenas fornecer fatos e esperar que as pessoas os ouçam e ajam, independentemente de quão extraordinários sejam esses fatos”.

O professor Duffy também alertou que não havia entendimento suficiente sobre como o medo, a esperança e um senso da eficácia das ações interagiam na motivação das pessoas.

“É ingênuo acreditar que sabemos os botões emocionais certos a serem pressionados: não entendemos o suficiente sobre como o medo, a esperança e o senso de eficácia interagem na motivação de ações em diferentes indivíduos”, disse ele.

“Um pouco mais de compreensão da escala dos problemas, as ações mais eficazes que podemos tomar e o quão normal e generalizada a preocupação se tornou são medidas essenciais”, concluiu o professor.

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Golfinhos voltam a rios alemães após programa de despoluição

Foto: Divulgação/ DW
Foto: Divulgação/ DW

Na Alemanha de hoje, os rios e lagos são considerados fonte de lazer para banhistas e golfinhos, que voltaram ao Elba, antigamente considerado morto. Ecossistemas foram salvos por leis rígidas e limpeza contínua.

Lixo plástico que flutua sobre a água e peixes mais mortos que vivos, que nadam na superfície dos rios em busca de ar, em vez de viver no fundo das águas. Há alguns anos, esta era a situação de muitas paisagens fluviais na Alemanha. Especialmente o rio Elba, que deságua no Mar do Norte nas proximidades de Hamburgo, depois de percorrer cerca de mil quilômetros a partir na nascente na fronteira com a República Tcheca, valia como mau exemplo para a preservação do meio ambiente. Até a reunificação alemã, em 1990, a Alemanha ocidental capitalista eliminava todo o seu esgoto no rio – sem nenhum tipo de tratamento.

Em 1988, pesquisadores detectaram um coquetel de poluentes nas águas do Elba composto de cerca de 16 mil toneladas de nitrogênio, 10 mil toneladas de fósforo, 23 toneladas de mercúrio e três toneladas do composto químico pentaclorofenol, altamente tóxico. Esses componentes químicos eram transportados diretamente para o mar.

Segundo Veit Hennig, biólogo da Universidade de Hamburgo, as condições do Elba na década de 80 eram críticas. “Os peixes tinham feridas graves na boca e os linguados apresentavam pústulas nas escamas”, declarou.

Atualmente, porém, golfinhos estão voltando tanto ao Elba quanto a outros rios alemães e são considerados uma visão comum. “Com o fechamento de muitas fábricas da antiga Alemanha Oriental comunista, a limpeza de águas residuais e a imposição de normas ambientais mais rigorosas, os rios praticamente mortos puderam ser salvos”, diz Hennig. Banhistas e até mesmo os golfinhos agora podem utilizar o Elba e os outros rios alemães sem preocupações.

Nas margens do rio, em Hamburgo, Hennig explica por que os golfinhos agora nadam do Mar do Norte para o Elba. Eles seguem os peixes de que se alimentam quando estes vão desovar no rio, de acordo com o especialista. São cada vez mais golfinhos, uma prova de que as águas estão saudáveis, afirma.

“As taxas de observação dos animais subiram nos últimos quatro anos. Mas, nos últimos dois anos, vimos muito mais cetáceos de forma aleatória, sem programar uma fiscalização”, afirma o pesquisador. Essas visões “acidentais” de golfinhos somaram duzentas no ano passado, segundo Hennig.

Pecados do passado
Ao contrário de outras águas como as de um lago, por exemplo, um rio pode transportar poluentes para o mar rapidamente. Assim, ele faz uma autolimpeza, mas as substâncias tóxicas e nocivas se mantêm no oceano.

Os resíduos não ficaram no rio, mas também se depositaram nos sedimentos das águas fluviais e permaneceram ali até hoje. Durante enchentes como as que assolaram especialmente o leste e o sul da Alemanha este ano, os poluentes podem voltar à tona.

“As pessoas começaram a perceber que era possível depositar qualquer material nas águas e eles fluíam rapidamente para o mar – o que os olhos não veem, o coração não sente”, afirma Stephan Köster, professor do Instituto de Gestão de Água e Proteção de Águas Residuais da Universidade Técnica de Hamburgo. “Não faz muito tempo que a proteção do meio ambiente nem era presente na Alemanha e que simplesmente se abusava da natureza”, acrescenta.

A mentalidade mudou, constata Köster: “Cada vez mais, houve investimentos no tratamento de águas residuais. Não foi só num tratamento mecânico, mas também biológico e químico das águas. Agora, já existe um padrão de extrair substâncias poluentes e eliminar o fósforo.”

Tratamento passo a passo
Em uma estação de tratamento de água, vale o princípio “do maior para o menor”. Primeiro, itens maiores são retirados com limpeza mecânica. Em seguida, os resíduos menores são peneirados. Um filtro retém materiais como a areia, que poderia danificar a bomba. Um tanque de decantação assegura que apenas substâncias solúveis permaneçam na água, até que bactérias possam degradar resíduos restantes, como o carbono.

Na opinião de Köster, as medidas de limpeza deram resultados. A partir do momento em que elementos tóxicos deixaram de ser derramados nos rios, além de um sistema de tratamento e muita fiscalização, a Alemanha conseguiu virar o jogo, opina o especialista.

Já Veit Hennig aponta para o exemplo do Elba para lembrar que ainda é preciso fazer muito pelos rios alemães para que eles voltem a estar em completas condições naturais. “A qualidade da água no seu sentido químico melhorou, mas a estrutura do rio como habitat natural piorou”, constata.

Ao dizer isto, o biólogo se refere ao crescente estreitamento do rio e aos edifícios construídos ao longo de suas margens. No fim das contas, afirma, não há muito a ser feito por parte dos ambientalistas alemães para que os rios voltem a estar completamente fora de perigo.

Fonte: Terra

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Botos voltam a rios alemães após programa de despoluição

Foto: Reuters
Foto: Reuters

Lixo plástico que flutua sobre a água e peixes mais mortos que vivos, que flutuam na superfície dos rios em busca de ar. Há alguns anos, esta era a situação das paisagens fluviais na Alemanha. Especialmente o rio Elba, que desagua no Mar do Norte nas proximidades de Hamburgo depois de percorrer cerca de mil quilômetros a partir na nascente, na fronteira com a República Checa, valia como mau exemplo para a preservação do meio ambiente. Até a reunificação alemã, em 1990, a Alemanha ocidental, capitalista, eliminava todo o seu esgoto no rio – sem nenhum tipo de tratamento.

Em 1988, pesquisadores detectaram um coquetel de poluentes nas águas do Elba, composto de cerca de 16 mil toneladas de nitrogênio, 10 mil toneladas de fósforo, 23 toneladas de mercúrio e três toneladas do composto químico pentaclorofenol, altamente tóxico. Esses componentes químicos eram transportados diretamente para o mar.

Segundo Veit Hennig, biólogo da Universidade de Hamburgo, as condições do Elba na década de 80 eram críticas: “Os peixes tinham feridas graves na boca e os linguados apresentavam pústulas nas escamas.”

Atualmente, porém, botos estão voltando tanto ao Elba quanto a outros rios alemães e são considerados uma visão comum. Com o fechamento de muitas fábricas da antiga Alemanha Oriental comunista, a limpeza de águas residuais e a imposição de normas ambientais mais rigorosas, os rios praticamente mortos puderam ser salvos, diz Hennig. Banhistas agora podem utilizar o Elba e os outros rios alemães sem preocupações.

Nas margens do rio Elba, em Hamburgo, Hennig explica por que os botos agora nadam do Mar do Norte para o Elba. Eles seguem os peixes de que se alimentam quando estes vão desovar no rio, de acordo com o especialista. São cada vez mais botos, uma prova de que as águas estão saudáveis, afirma.

“As taxas de observação dos animais subiram nos últimos quatro anos. Mas, nos últimos dois anos, vimos muito mais botos de forma aleatória, sem programar uma fiscalização”, afirma o pesquisador. Essas visões “acidentais” somaram duzentas no ano passado, segundo Hennig.

Pecados do passado

Ao contrário de outras águas como as de um lago, por exemplo, um rio pode transportar poluentes para o mar rapidamente. Assim, ele faz uma autolimpeza, mas as substâncias tóxicas e nocivas se mantêm no oceano.

Os resíduos não ficaram no rio, mas também se depositaram nos sedimentos das águas fluviais e permaneceram ali até hoje. Durante enchentes como as que assolaram especialmente o leste e o sul da Alemanha este ano, os poluentes podem voltar à tona.

“As pessoas começaram a perceber que era possível depositar qualquer material nas águas e eles fluíam rapidamente para o mar – o que os olhos não veem, o coração não sente”, afirma Stephan Köster, professor do Instituto de Gestão de Água e Proteção de Águas Residuais da Universidade Técnica de Hamburgo. “Não faz muito tempo que a proteção do meio ambiente nem era presente na Alemanha e que simplesmente se abusava da natureza”, acrescenta.

A mentalidade mudou, constata Köster: “Cada vez mais, houve investimentos no tratamento de águas residuais. Não foi só num tratamento mecânico, mas também biológico e químico das águas. Agora, já existe um padrão de eliminar nutrientes, extrair substâncias poluentes e eliminar o fósforo.”

Tratamento passo a passo

Em uma estação tratamento de água, vale o princípio “do maior para o menor”. Primeiro, itens maiores são retirados com limpeza mecânica. Em seguida, os resíduos menores são peneirados. Um filtro retém materiais como a areia, que poderia danificar a bomba. Um tanque de decantação assegura que apenas as substâncias dissolvidas permaneçam na água, até que bactérias possam degradar resíduos restantes, como o carbono.

Na opinião de Köster, as medidas de limpeza deram resultados. A partir do momento em que elementos tóxicos deixaram de ser derramados nos rios, além de um sistema de tratamento e muita fiscalização, a Alemanha conseguiu virar o jogo, opina o especialista.

Já Veit Hennig aponta para o exemplo do Elba para lembrar que ainda é preciso fazer muito pelos rios alemães para que eles voltem a estar em completas condições naturais. “A qualidade da água no seu sentido químico melhorou, mas a estrutura do rio como habitat natural piorou”.

Ao dizer isto, o biólogo se refere ao crescente estreitamento do rio e aos edifícios construídos ao longo de suas margens. No fim das contas, afirma, há muito a ser feito por parte dos ambientalistas alemães para que os rios voltem a esta completamente fora de perigo.

Fonte: Terra

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Despoluição do Tejo traz golfinhos de volta ao rio


Foto: Reprodução/DN Ciência

A despoluição está trazendo de volta uma espécie de mamífero marinho há muito desaparecida do Tejo. Um grupo de golfinhos foi avistado subindo o rio, na semana passada. Um fenômeno que tem se repetido com mais frequência nos últimos meses e que pode estar ligado à melhoria da qualidade da água.

“Há cerca de dez anos, vivia uma colônia de golfinhos no Tejo. Agora, com a despoluição das águas –  resultado da construção de uma Estação de Tratamento de Águas Residuais e da saída de algumas fábricas – os animais estão voltando, atrás dos peixes que procuram o rio para desovar”, explicam os biólogos.

“A poluição do Tejo tem diminuído muito, o que pode ser constatado pela presença de espécies sensíveis, como caranguejos, bivalves e alguns peixes. O estuário do rio poderá voltar a ter colônias de golfinhos nos próximos 30 anos”, prevê Maria José Costa, do Instituto de Oceanografia.

Os golfinhos que aparecem no Tejo são da espécie roaz-corvineiro (Tursiops truncatu), um mamífero marinho que se alimenta de peixe, moluscos e crustáceos.



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