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Presidente do Ibama flexibiliza lei para legalizar cativeiro de papagaio de ministro do STJ

A medida proíbe o resgate de animais como papagaios que tenham sido mantidos em cativeiro há pelo menos oito anos e que não apresentem sinais de maus-tratos


Um despacho publicado pelo presidente do Ibama, Eduardo Bim, nesta quarta-feira (20), cria um precedente para a legalização do cativeiro de psitacídeos – animais da família dos papagaios, araras-azuis, calopsitas e periquitos. A medida, que beneficia o ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ) Geraldo Og Fernandes, pode dificultar a fiscalização de crimes ambientais.

Reprodução/Pixabay/Schwoaze/Imagem Ilustrativa

O caso teve início em 2008, segundo o jornal Folha de S. Paulo. Na época, a esposa do ministro, Roberta Marques, pediu que a tutela de um papagaio fosse legalizada para que a ave fosse levada para Brasília.

O despacho do presidente do órgão ambiental dá direito à guarda provisória do animal por 180 dias e orienta a Diretoria de Proteção Animal (Dipro) a não resgatar psitacídeos mantidos em cativeiro há pelo menos oito anos e que não apresentem sinais de maus-tratos. A legislação ambiental, no entanto, permite que animais sejam mantidos em cativeiro apenas sob autorização do Ibama e prevê detenção de até um ano aos infratores.

Para justificar seu ato, Bim alega que a reabilitação é mais difícil quando o animal está há muito tempo em cativeiro e cita dados do Ibama que indicam que quase a metade dos espécimes resgatados não volta ao habitat.

Sobre a extensão da tutela de animais para outros casos, o presidente do Ibama afirma que é “anti-isonômico assegurar direitos apenas à parcela da população que logra acesso ao Judiciário, deixando à deriva todos os demais cidadãos que compartilham a mesma situação jurídica por não acessar a via judicial”.

O encaminhamento, após resgate, de psitacídeos para os Centros de Triagem de Animais Silvestres também foi proibido pelo despacho caso o animal esteja a mais de oito anos em cativeiro e não tenha sofrido maus-tratos.


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Galo vivo é retirado de despacho, em Rio Grande (RS)

Animal teve as patas e as asas quebradas e passou cerca de 12 horas jogado sobre o cruzamento de duas ruas. Foto: Divulgação

Na manhã de sábado, 22, quem passou pelo cruzamento das ruas Casemiro de Abreu e Augusto Duprat deparou-se com uma cena horrível:

Um galo vivo foi utilizado para um despacho e colocado certamente após a meia noite no local, tendo passado a noite inteira e boa parte da manhã sofrendo. Ele estava com as patas e as asas quebradas.

Pessoas que passaram pelo local avisaram as professoras do Colégio Getúlio Vargas, Alessandra e Jane, que o retiraram do cruzamento levando-o ao veterinário. Logo após, registraram ocorrência na delegacia por maus-tratos a animais. O galo se encontra hoje sob os cuidados de uma senhora que se sensibilizou com a situação.

Fonte: Jornal Agora

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Você é o Repórter

Galo que seria usado em despacho é salvo por protetora do RS

Silvana Sita
animaisilvestres@gmail.com

Despacho onde o Zé estava para ser morto. Foto: arquivo pessoal

Já estava de ponta cabeça a espera da dolorosa morte. O seu amigo já estava morto. Agora, um homem com bafo de cachaça cortava os seus restos mortais. Estava tudo pronto para o despacho: as velas, o milho, as garrafas de cachaça, as latinhas de cerveja e o sangue de seu amigo, só faltava ele. Eis que uma cena inusitada acontece. Uma menina em uma moto para ao seu lado. A menina então insiste para que não o matem. Depois de alguns minutos de uma conversa estranha o galo está livre da morte.

Ainda não se sabe ao certo o que é feito com os galos e galinhas antes do despacho. O Zé ficou muito feliz ao encontrar um pátio onde pudesse ciscar e procurar o lugar mais adequado para se deitar.

Zé que foi salvo da morte, agora busca alguém para adotá-lo. Foto: arquivo pessoal

No entanto, ainda está mal pelo que fizeram com ele. Está sendo medicado e acreditamos que ele vá se recuperar, no entanto, precisa de uma casa urgente que o acolha e que o permita ter uma vida feliz e longa.

Interessados em adotá-lo,  entrar em contato pelo e-mail: animaisilvestres@gmail.com

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Você é o Repórter

Cadela que foi torturada durante ritual “religioso” não resiste e morre

Luana
luanamichels@hotmail.com


Quebraram a mandíbula, arrancaram os dentes, furaram os olhos, extraíram sangue, queimaram viva uma cadelinha para fazer despacho em nome de Deus!! Isso é pura maldade, maus-tratos. Religião não serve para torturar os peludos de Deus. Espero que exista inferno para essa gente ir direto para lá pagar sua dívida. As maiores atrocidades na história do ser humano foram feitas em nome de Deus! Mas, o que é isso?? Só pessoas extremamente más são capazes de fazer uma barbaridade dessas!

A cadelinha resgatada de um “despacho” macabro não resistiu a todas as atrocidades a que foi submetida e morreu hoje. Que esse fato ajude ao menos a banir da política de nosso Estado candidatos que defendem a tortura de animais em nome da “liberdade de cultos” (leia-se Edson Portilho, candidato a deputado estadual, autor da lei que legitima a tortura de animais). Para a Andreia restou a dor e a conta da cadelinha pra pagar.

Repasso o relato abaixo, enviado pela protetora Andreia, enquanto ainda tentava salvar a cadelinha:

Florida: menos de 1 ano de idade, porte médio, vítima da crueldade humana, usada na magia negra em Guaíba, RS. Sem comentários. 

Ainda estou em estado de choque depois de ter visto tudo que vi ontem, vocês não fazem ideia. A veterinária do plantão da noite já nos passou notícias nessa manhã. Ela tem a mandíbula quebrada e mais da metade dos dentes foram arrancados, muito triste! Isso além do olho esquerdo furado, porque retiram sangue da testa, o foi focinho queimado com vela e a língua retalhada.

Dei um passo de fé hoje, pois sem condições de assumir mais nenhum animal de rua, não pude fechar os olhos e fingir que não tinha visto nada.

Amigos, alguém já viu despacho feito com cadela VIVA??? Se não, espero que vocês nunca vejam, é doloroso, triste, sem palavras para explicar.

Bem, resgatamos mais uma pobre vítima da crueldade e ignorância humana numa encruzilhada em Guaíba, e a levamos para o Hospital da Ulbra em Canoas. Ela foi internada hoje, 28/08, sem previsão de alta. Está com marcas de vela queimadas na testa e focinho, LÍNGUA RETALHADA, esquelética, anêmica, COM 1 OLHO FURADO, POIS FOI RETIRADO SANGUE.

Andreia
animaisderua@sinos.net
(51) 8488-5003

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Destaques, Notícias

Despacho repleto de aves mutiladas surpreende pesquisadores em reserva dos EUA

Por Marcela Couto (da Redação)

Um estudante voluntário que pesquisava sobre tubarões na reserva de Elkhorn Slough encontrou algo medonho, um espaço repleto de despachos sangrentos.

Despacho com garrafas, velas e partes de animais mutilados
Foto cortesia por Mercury News

“Havia várias galinhas mutiladas e velas,” disse Matt Metzger, 17. “Sou da Carolina do Norte, não costumo ver essas coisas.”

Metzger, um estudante do ensino médio, está passando 10 dias na Califórnia, trabalhando com o pesquisador Sean Van Sommeran na Pelagic Shark Research Foundation. A equipe estava pesquisando tubarões quando Metzger subiu em uma elevação para tirar algumas fotos.

“Comecei a sentir cheiro de cadáver, e fui seguindo o fedor até encontrar as galinhas,” ele disse.

Sommeran relatou que a equipe encontrou diversos despachos, alguns mais recentes e outros antigos, repletos de velas com imagens religiosas de esqueletos, pés e cabeças de aves e garrafas de vinho e uísque.

“Foi uma cena grotesca, isso é crueldade animal,” disse Sommeran.

Ken Collins, integrante da fundação, disse que só havia visto coisas parecidas em fotos. “Nós nunca encontramos nada tão violento e com apelo religioso em nossa propriedade”, disse Collins, demonstrando dúvida ao usar a palavra “religioso”.

O pesquisador complementou que além da questão óbvia de direitos animais, havia ainda todo o lixo deixado nos despachos. A equipe terá que limpar tudo e esperar que os responsáveis pelo ato desistam de continuar, já que seus “trabalhos” foram descobertos.

Nota da Redação: É com enorme estranhamento e repugnância que os americanos reagem aos despachos com animais sacrificados. Nós, brasileiros, por outro lado, nos deparamos diariamente com estas cenas de horror nas encruzilhadas de nossas ruas, claras demonstrações do descaso com os direitos animais e conivência com práticas de crueldade em nome da religião.

Com informações de Mercury News

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Você é o Repórter

Galo que sobreviveu a um despacho de macumba precisa de um lar

Silvana Sita
animaisilvestres@gmail.com

Foto: divulgação
Foto: divulgação

Esse é o Chico. Foi encontrado no dia 26 de junho de 2009 num cruzamento entre a Avenida Alberto Pasqualine e a Rua 24 de agosto. Ao seu lado tinha duas velas vermelhas acesas, milho e alguns papéis decorativos. Ele estava imóvel e, para os desatentos, parecia apenas mais um galo morto em despacho. Acontece que estava vivo, mais morto do que vivo é verdade, mas ainda sentia a dor de sua existência e o peso de ter nascido em uma espécie desfavorecida. Óleo pingava de suas penas e sua tontura e sofrimento impediam-lhe de alguma reação.

Passou uma semana a base de antibióticos e comendo pouco. As barbáries que fizeram com seu pequenino e frágil corpo deixaram marcas profundas. Mas, depois de toda vida de sofrimento, nascido entre muitos, jogado em uma gaiola, forçado a ingerir porcarias e banhado em óleo, encontrou ele, hoje, seus dias de paz e sossego. Seu canto, feliz, ainda leva a marca dos dias ruins, é rouco. Mas isso não faz dele um galo menos completo; com sua curiosidade, investiga cada canto do seu jardim provisório.

Infelizmente, ele não poderá permanecer comigo. Moro numa casa que não me pertence e, por isso, tenho de ceder às regras dos donos. Ele agora procura um novo lar, onde possa ter uma área grande para investigar, um lugar abrigado para dormir, atenção e pessoas que gostam dele, para não deixar que lhe falte nada.

Se chamar pelo seu nome, ele pode não vir, mas responderá.

Interessado em adotá-lo? Entre em contato:

Silvana – (51) 93450935 ou e-mail: animaisilvestres@gmail.com

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