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Veículo é flagrado em área de desova de tartaruga em praia de Maceió

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Biólogos do Instituto Biota de Conservação denunciaram, no último sábado (3), prática de crime ambiental na área costeira da praia do Mirante da Sereia, no Litoral Norte de Alagoas. Condutores foram flagrados trafegando com veículos na areia, justamente na região onde acontece a desova de tartarugas.

Imagens mostram claramente o automóvel Jeep, de cor branca e placa QLB 6860, de Maceió-AL, transitando pela área. As imagens revelam que pessoas estão próximas se divertindo em um dia ensolarado e fazendo uma espécie de piquenique.

A assessoria de imprensa da Secretaria Municipal de Proteção ao Meio Ambiente (Sempma) confirmou que as equipes de fiscalização estavam em deslocamento, na manhã deste sábado, para tentar flagrar a irregularidade e autuar os possíveis condutores. Eles podem responder por crime ambiental.

Uma equipe de fiscais do Instituto do Meio Ambiente (IMA) também foi ao local e já identificou o carro e o responsável. Próximo à costa, há uma placa do órgão ambiental indicando que ali é proibido o tráfego de veículos motorizados.

O fiscal do IMA, Genival Pulcino da Silva, explicou que as equipes não conseguiram identificar o proprietário do veículo, mas vai aplicar uma multa de R$ 1.300 por desrespeito à norma de transitar em faixa de praia. O Departamento Estadual de Trânsito (Detran) também será notificado e deve expedir outra multa a este automóvel.

A Resolução do Conselho Estadual de Proteção Ambiental (Cepram), nº 31, de 2016, dispõe sobre a proibição do tráfego de veículos motorizados nas áreas de praia na zona costeira alagoana. A medida serve para proteger a fauna e flora marinhas.

Fonte: Gazeta Web

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Crescem as desovas de tartarugas na Costa do Descobrimento (BA)

Foi registrado um aumento de 33% nas desovas de tartarugas, em relação ao mesmo período do ano passado, de acordo com os resultados de monitoramentos de tartarugas marinhas na região de Belmonte, realizado pela ONG PAT Ecosmar. De acordo com Paolo Botticelli, coordenador da organização não governamental, as desovas vêm aumentando nos últimos anos, inclusive com comemorados registros das raras tartaruga-de-couro (Dermochelys coriácea) e tartatuga-de-pente (Eretmochelys imbricata).

Esse ano, nasceram mais de 42 mil filhotes de tartaruga marinha nos 35 km de praia próximos ao Terminal Marítimo de Belmonte (TMB). O relatório elaborado pela PAT Ecosmar revela que o aumento das desovas em relação à temporada passada se deve a dois fatores: a oscilação natural do número de matrizes e aos trabalhos de manejo e de proteção que possibilitaram a redução da predação humana das fêmeas de tartarugas marinhas. O monitoramento de quelônios marinhos é realizado nessa região desde 1997. Foram registradas 413 desovas, superando a temporada 2007/2008, quando ocorreram 312 desovas.

No período de 2007/2008, registrou-se ainda 296 ocorrências reprodutivas no entorno do TMB. Segundo o coordenador da PAT Ecosmar, essa região é área de reprodução da tartaruga-de-pente (Eretmochelys imbricata), da tartaruga-de-papo-amarelo (Caretta caretta) e da tartaruga-oliva (Lepidochelys olivacea). Também foram registradas nove desovas da raríssima tartaruga gigante (Dermochelys coriacea). Em toda a costa brasileira, desovam a cada ano, de três a seis fêmeas dessa espécie. Os ninhos encontrados na área de influência direta do terminal são transferidos, para garantir a segurança das tartaruguinhas.

Na temporada 2006/2007, foram registradas pela primeira vez duas ocorrências reprodutivas de tartaruga-verde (Chelonia mydas). Como resultado do trabalho de preservação e para a alegria dos ambientalistas envolvidos no projeto, na temporada 2007/2008, foram registradas mais ocorrências dessa espécie. Portanto, na área em questão, já foram monitorados ninhos de todas as cinco espécies de tartarugas marinhas encontradas no Brasil. Esse é um importante indicador de eficiência das metodologias preservacionistas adotadas.

O programa tem por objetivo monitorar as ocorrências reprodutivas e não-reprodutivas de quelônios marinhos nas áreas de influência do TMB, com atenção especial para ações que minimizem o efeito da iluminação artificial, da erosão costeira e das atividades industriais na área, conforme as condicionantes ambientais para funcionamento do terminal marítimo.

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