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Tutora salva vida de cachorrinha usando técnicas de ressuscitação cardiopulmonar

Foto: Samantha Hamilton Stent
Foto: Samantha Hamilton Stent

Imagens de uma câmera de segurança filmaram uma tutora usando técnicas de ressuscitação cardiopulmonar em sua cachorra para salvá-la, após o cão ficar com a cabeça presa em um saco plástico enquanto procurava comida.

Samantha Hamilton Stent, de Reigate, Surrey (Inglaterra), deixou sua cachorrinha da raça wippet, Carla, sair pra dar uma volta por volta das 5 da tarde de 7 de junho. Embora tenha tudo o que deseja em casa, a cachorrinha tem o hábito de cheirar, abrir e remexer as lixeiras atrás de comida.

Carla, de nove anos, pegou alguns sacos plásticos de tempero grandes que sua tutora Samantha, acupunturista de 49 anos, usou para marinar as costeletas de porco e colocou a cabeça dentro das embalagens para lamber o conteúdo delas, ficando presa e começando a sufocar.

As imagens do circuito interno de câmeras do quintal de Samanta mostram a cachorrinha lutando desesperadamente para remover a sacola plástica de sua cabeça antes de desmaiar.

Por puro acaso, Samantha viu o animal caído e correu para fora, usando seu conhecimento de técnicas de ressuscitação cardiopulmonar aprendidas em seu treinamento de acupunturista para salvar a cachorrinha.

Embora inicialmente a tutora tivesse achado que Carla estava morta quando seus olhos ficaram vidrados e sua língua ficou roxa, Samantha continuou soprando ar em sua boca e começou uma massagem cardíaca vigorosa.

Ela disse ao Daily Mail: “Todo o tempo o que passava pela minha cabeça era: ‘eu não posso perdê-la assim’”.

Foto: Samantha Hamilton Stent
Foto: Samantha Hamilton Stent

“Todo mundo que me conhece sabe o quanto eu amo Carla e quão incrivelmente devastada eu ficaria se ela tivesse morrido, particularmente de uma forma tão horrível como esta e praticamente bem debaixo de nossos narizes. Eu não ia desistir dela”.

O vídeo também mostra a filha de Samantha, Betty, nove anos, oferecendo seu apoio, antes que sua irmã mais nova, Olive, de seis anos, se juntasse a ela.

Agora Samantha corta os invólucros de plásticos antes de guardá-los para garantir que a cachorra não sofra outro acidente.

Foto: Samantha Hamilton Stent
Foto: Samantha Hamilton Stent

Ela acrescentou: “Quando você está no momento da aflição você esta tão concentrado que se mantém focado no trabalho a ser feito, mas depois eu fiquei muito abalada”.

“Mas Carla está viva e bem e absolutamente nada de mal aconteceu a ela, sem sequelas. Estou incrivelmente aliviada e agradecida”.

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Saiba o que pode explicar caso do cão que desmaiou ao rever tutora

Ao reencontrar sua tutora após dois anos de separação, um cachorro da raça Schnauzer chegou a desmaiar de emoção e se transformou em fenômeno da internet. Até a noite de domingo, o vídeo do reencontro já somava mais de 14 milhões de visualizações no YouTube. Mas, além de comover os espectadores, a cena desperta dúvidas: é comum um cão desmaiar de emoção? Dois anos não é muito tempo para um animal lembrar de alguém?

Animal ficou bastante agitado ao reencontrar sua dona, que estava fora de casa havia dois anos. (Foto: Youtube / Reprodução)
Animal ficou bastante agitado ao reencontrar sua dona, que estava fora de casa havia dois anos. (Foto: Youtube / Reprodução)

Especialistas consultados afirmam que é incomum um cachorro desmaiar de emoção, e isso costuma ser sintoma de um problema de saúde — ainda que a tutora do animal tenha garantido que ele foi a um veterinário e nada foi detectado. De maneira geral, ao se excitar, o animal aumenta a frequência dos batimentos cardíacos, da respiração e sofre uma descarga de substâncias como adrenalina. Isso, normalmente, não leva a um desmaio.

“Crio Schnauzers há 50 anos e nunca vi um desmaiar daquele jeito. Mas posso garantir que são muito inteligentes e apegados aos tutores. São capazes de morrer para defendê-los” afirma a criadora de cães Schnauzer Irene Degenhardt, 68 anos, de São Paulo.

A veterinária especialista em comportamento de cães e gatos Ceres Faraco sustenta que o desmaio pode estar relacionado a uma série de possíveis problemas, como desordens circulatórias, neurológicas, hipoglicemia, entre vários outros de difícil diagnóstico. Mas ela não descarta que, pelo estresse muito elevado, o choque emocional tenha reduzido o fornecimento de oxigênio para o cérebro e provocado o raro desmaio.

“Pode ter acontecido algo semelhante ao que ocorre com uma pessoa que sofre uma emoção muito forte e desmaia. É mais uma evidência de como características emocionais estão presentes nos animais e devemos reconhecer e respeitar isso”, avalia Ceres.

Especialista em comportamento animal, o veterinário Mauro Lantzman afirma que é muito comum um animal doméstico lembrar de pessoas de quem gosta após vários anos de ausência, independentemente da raça. No caso do vídeo, a tutora Rebecca Ehalt ficou dois anos longe dos Estados Unidos, onde reside o cão, para morar na Eslovênia.

Lantzman chama a atenção para a cor avermelhada das patas do cãozinho. Segundo ele, isso costuma refletir um comportamento compulsivo de se lamber (a saliva altera a coloração). Essa característica pode indicar algum estresse provocado por fatores como períodos em que se fica sem companhia, por exemplo. Isso também poderia amplificar a emoção do animal ao reencontrar um rosto querido.

Fonte: Diário Catarinense

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