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Solta com localizador, tartaruga reabilitada nada mais de 2,5 mil km em um ano

Foto: Andy Newman/Florida Keys News Bureau via AP

Após ser solta, há um ano, com um localizador colocado em seu casco, uma tartaruga-marinha-comum nadou cerca de 2.560 km. Um estudo sobre os machos da espécie está sendo feito a partir dos dados obtidos.

O fato do localizador permanecer preso ao animal é incomum. Isso porque geralmente o objeto se perde após alguns meses.

Resgatado em fevereiro de 2019, Sr. T, como é chamado o animal, foi encontrado com um anzol preso ao seu corpo. Submetido a uma cirurgia no Hospital da Tartaruga em Marathon, na Flórida (EUA) e tratado durante meses, ele foi reabilitado e devolvido à natureza em 7 maio do ano passado, pesando aproximadamente 90 kg. A soltura foi realizada na praia de Sombrero.

Na natureza, a tartaruga percorreu parte do Oceano Atlântico, nas proximidades de Keys, arquipélago na Flórida, e nadou até o Golfo do México, no sudoeste do estado norte-americano.

“Não se sabe muita coisa sobre machos adultos. As fêmeas vêm para a costa botar os ovos, mas os machos nunca voltam, então não temos oportunidade de colocar localizadores neles”, afirmou Bette Zilkerbach, gerente do Hospital de Tartaruga de Florida Keys, segundo informações do G1.

Bette explicou que os transmissores pequenos colocados nas tartarugas não costumam funcionar após 4 ou 6 meses, quando permanecem em seus cascos. O caso de Sr. T, portanto, é raro.

Isso beneficia os pesquisadores, que seguem analisando o deslocamento do animal. O percurso feito por Sr. T na natureza pode ser observado também pelos internautas através do site Conserve Turtles. 


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Elefante-marinho percorre 29 mil km em 11 meses no Pacífico, diz ONG

Ativistas da organização Sociedade de Conservação da Vida Selvagem (WCS, na sigla em inglês) instalaram um transmissor em um elefante-marinho-do-sul (Mirounga leonina) em dezembro de 2010, na Terra do Fogo, no Chile, e verificaram em novembro de 2011 que o animal havia percorrido cerca de 29 mil quilômetros ao longo dos 11 meses.

É como se neste período, o animal fizesse uma viagem de ida e volta desde Nova York, nos Estados Unidos, até Sydney, na Austrália. Porém, ele ficou apenas nas proximidades da costa do Chile. O elefante-marinho foi acompanhado pela equipe para que os estudiosos compreendessem melhor as rotas migratórias da espécie.

O elefante-marinho Jackson, cujas viagens foram acompanhadas por 11 meses (Foto: Divulgação/Wildlife Conservation Society)

De acordo com a organização ambiental, a espécie é indicadora da saúde dos ecossistemas marinhos e pode mostrar como a mudança climática influencia na distribuição de animais na Patagônia.

“Esta informação é vital para melhorar a gestão dos oceanos na região, ajudando a estabelecer as áreas de proteção e a gerir melhor a pesca, sem prejudicar as espécies marinhas vulneráveis”, disse Caleb McClennen, Diretor de Programas Marinhos da WCS.

A linha vermelha no mapa mostra o trajeto percorrido pelo elefante-marinho Jackson entre dezembro de 2010 e novembro de 2011. (Foto: Divulgação/Wildlife Conservation Society)

As informações vão servir para estabelecer um novo modelo de conservação para a região da Patagônia. A organização ambiental monitora 60 elefantes-marinhos por satélite desde 1990.

Fonte: G1 

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Gatos domésticos não são ameaça para ecossistemas equilibrados

Os gatos domésticos "não vivem independentemente dos humanos". Foto: Divulgação/ CH

Os gatos domésticos (Felis silvestris catus) são vistos, muitas vezes, como “incontroláveis”, conseguindo adaptar-se e sobreviver em qualquer meio, sendo mesmo potenciais destruidores de ecossistemas. Um estudo da Universidade de Aveiro, publicado na «PLoS ONE» vem contrariar essas ideias tidas como certas.

Em conversa com o «Ciência Hoje», o autor da investigação Joaquim Ferreira, do Departamento de Biologia da Universidade de Aveiro e do Centro de Estudos do Ambiente e do Mar, explicou que em situações específicas como “ambientes insulares onde foram introduzidos e onde não existiu co-evolução entre predador e presa isso pode acontecer (como já aconteceu em ilhas do Pacífico e na Austrália)”. Noutros ambientes, não.

O estudo insere-se no trabalho de doutorado sobre gatos-bravos  (Felis silvestris) e quis perceber qual o impacto da ação humana na conservação deste animal. Estando o gato doméstico próximo do homem era também importante perceber qual o seu impacto.

“O gato doméstico tem uma grande capacidade de adaptação. O que queríamos saber era se consegue ter ou não sucesso no meio natural, se consegue sobreviver de forma independente do ser humano e qual o seu impacto no meio”, explica.

Foram escolhidas 130 herdades em Barrancos, pois esta, diz o investigador, “é uma das zonas mais bem conservadas do país e tem uma baixa presença humana”.

Depois do acompanhamento destes animais a equipe de investigadores chegou a várias conclusões. “Os gatos domésticos não existem se não houver pessoas. Não vivem independentemente dos humanos, nem longe das casas”, explica.

Apenas os machos, e só quando sentem uma fiemea no cio, se deslocam a maior distância. “Para procurarem fêmeas podem fazer grandes deslocamentos, mas são sempre limitados. Só se dirigem a outro lugar se este ficar a três quilômetros ou menos de distância”.

E mesmo nessa dispersão, param nas casas que encontram ao longo do caminho. “Os deslocamentos são também limitados pela presença de raposas que, apesar de não os comerem, podem matá-los, pois estas os vêem como predadores que podem competir por alimento”. Assim, não se aventuram em áreas mais densas de mato.

O investigador conclui que “em áreas de ecossistemas bem conservados, com a presença de populações de animais saudáveis, os gatos domésticos não são um problema para a preservação do habitat”.

Este estudo ganha importância a nível internacional pois pela “primeira vez foram avaliados todos os mecanismos pelos quais as populações de gatos domésticos podem ou não ter sucesso”.

Fonte: Ciência Hoje

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Navios cargueiros ameaçam espécies marinhas e habitats

A Organização Marítima Internacional, OMI e a Comissão do Mar Negro trabalham em conjunto para evitar o perigo da transferência de criaturas marinhas de diferentes regiões do mundo por navios cargueiros.

– A OMI calcula que, todos os anos, entre 3 e 10 bilhões de toneladas de água sejam transferidos entre diversas regiões do planeta por navios cargueiros.

Foto: Reprodução/Correio do Brasil

A chamada “água de lastro” fica dentro das embarcações e é usada para balancear o peso das cargas, proporcionando uma navegação mais segura.

O problema é que, ao coletar água do mar para usar como contrapeso, os navios também acabam colocando a bordo milhares de criaturas marítimas que se deslocam de um habitat para outro.

Em muitos casos, esse transporte de animais desconhecidos de certas regiões provoca o extermínio de espécies que não estão preparadas para se defender.

O Mar do Norte já sofreu de maneira severa, de acordo com os cientistas que trabalham em conjunto com a OMI. Os ataques às espécies nativas fez diminuir o estoque de peixes do mar.

A organização trabalha em conjunto com seis países banhados pelo Mar do Norte – Rússia, Ucrânia, Bulgária, Romênia, Turquia e Geórgia – para tentar melhorar o controle sobre a água de lastro dos navios.

Um acordo assinado entre a comissão desses países e a OMI também prevê a cooperação para evitar poluição causada por combustíveis e o despejo de lixo nas águas.


Fonte: Correio do Brasil

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34 cavalos selvagens morrem durante operação de deslocamento, nos EUA

Por Giovanna Chinellato (da Redação)

Foto: Reprodução/LA Times

Oficiais federais confirmaram que 34 cavalos selvagens morreram ou foram sacrificados durante um deslocamento de pastagens em Nevada, nos EUA, provacando críticas por parte de protetores e pressionando a administração Obama a suspender tais operações.

A porta-voz do Departamento de Administração de Terras JoLynn Worley, de acordo com o jornal LA Times, disse que 1.224 cavalos foram reunidos em cercados durante o confinamento de Tuscarora, fora da área de atuação da administração da manada Rock Creek (HMA) no nordeste do condado de Elko, Nevada.

Além dos 34 cavalos que morreram, outros dois foram sacrificados depois de um empreiteiro os encontrar machucados enquanto conduzia duas dúzias de cavalos por uma encosta íngreme, disse Worley.

A BLM caracteriza a mobilização de cavalos e burros como operações de emergência devido à superpopulação em terras públicas ou privadas. Por uma semana em meados de julho, a agência levou 46 mil galões de água de água para manadas desidratadas da HMA.

Oponentes dizem que a política quer apenas disponibilizar mais área de pastagem para animais de criação e tem interesses numa região onde manadas muito maiores de mustangues já viveram.

“Quanto tempo até que alguém da administração Obama se manifeste e diga que já basta?”, disse Chris Heyde, diretor de questões governamentais e legais para o Animal Welfare Institute com base em Washington, capital.

“As últimas notícias apenas confirmam a tragédia claramente ignorada, negada e encoberta pela BLM”, ele disse na quarta. “Se o Congresso não agir logo, a BLM talvez tenha sucesso em não apenas remover maior parte dos cavalos do rancho, mas também em matar uma grande parte deles no processo.”

Heyde diz que ativistas tentam redobrar os esforços no congresso para condenar a BLM pelas “mortes pelas quais são sumariamente culpados”.

“É hora de o Congresso parar essa agência, porque a BLM é obviamente incapaz de reformar a si mesma”, acrescentou Suzanne Roy, diretora da American Wild Horse Preservation Campaign.

Na semana passada um grupo de 54 pessoas assinou um carta, que Nick Rahall, membro do House Natural Resources Comittee, enviou ao secretário do interior Ken Salazar, pedindo que ele interrompa os deslocamentos de manadas selvagens, incluindo o de Nevada.

A carta, datada de sexta-feira, 30 de julho, levada ao público na segunda, recomendava que a Academia Nacional de Ciências fosse designada para rever o plano da BLM de deslocar 12 mil dos 38 mil mustangues e burros de manadas de 10 estados do oeste.

A BLM completou o último deslocamento de Tuscarora na segunda, disse Worley. Ela disse que os cavalos confinados foram transportados de navio – 718 para a instalação no vale Palomino ao norte de Reno e 1.064 para a Gunnison Prison Wild Horse Training Facility no Centro Correcional de Utah.

Worley disse que os animais estão recebendo feno, água e cuidados veterinários.

A porta-voz do departamento de interiores Jordan Montoya disse recentemente que os oficias estão revendo o pedido de 54 membros do Congresso acerca de futuros deslocamentos. Segundo ela, a agência permanece fiel à proteção de cavalos selvagens e às terras que eles habitam.

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Após mortandade por seca, Quênia faz megatransporte de animais

Guardas florestais no Parque Nacional Amboseli, no Quênia, começaram nesta semana o que eles dizem ser o maior deslocamento de animais já realizado no mundo.

Cerca de 4 mil zebras e 3 mil gnus estão sendo levados de uma área atingida pela pior seca da história, que deixou dezenas de milhares de animais mortos.

foto de dezenas de zebras se refugiando
Todas as espécies sofrem com a seca (Imagem: Reprodução/BBC Brasil)

O Parque Nacional Amboselli é um dos mais populares do Quênia, mas também um dos que mais sofreram com a seca, que alterou o balanço do ecossistema local.


Com informações do UOL Bichos

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Peixes-bois serão reintroduzidos ao meio ambiente

Dois peixes-bois marinhos serão reintroduzidos ao meio ambiente nesta quinta-feira, dia 20, por volta das 12 horas, na unidade do projeto de preservação da espécie localizada em Barra de Mamanguape, distante 48 quilômetros de João Pessoa, na Paraíba.

Os animais, batizados de Artur e Tico e resgatados quando ainda eram filhotes, deixarão o viveiro construído no rio Mamanguape.Os dois mamíferos aquáticos serão soltos numa operação que vai mobilizar 15 profissionais, entre veterinários, biólogos e tratadores. Antes do portão do viveiro ser aberto, os peixes-bois serão “marcados” com transmissores via satélite, instalados na nadadeira localizada na cauda dos animais. Com isso, os mamíferos marinhos poderão ser monitorados pelos técnicos.

(Imagem: Reprodução/PB Agora)
(Imagem: Reprodução/PB Agora)

Magnus Severo, coordenador do Projeto de Peixe-Boi, explica que “através do monitoramento diário, rastrearemos o deslocamento dos animais, saberemos se estão em áreas onde há alimentação adequada (capim-agulha, algas), ou mesmo se estão interagindo com outros peixes-bois nativos”. Conheça Tico e Artur Tico – O retorno de Tico à natureza merece um capítulo a parte no histórico de 21 reintroduções já realizadas pelo Projeto Peixe-Boi. O animal foi resgatado na Prainha do Canto Verde, no Ceará, em 2001, ainda com o cordão umbilical. Ele foi levado à sede nacional do Projeto Peixe-Boi, em Itamaracá, Pernambuco.

No final de 2004, Tico foi devolvido à natureza, no estado de Alagoas, mas deslocou-se em direção ao mar aberto e, 15 dias após a soltura, precisou ser resgatado a cerca de 100 quilômetros da costa, na divisa entre Sergipe e Bahia.

Tico voltou, então, para Itamaracá, onde foi novamente reabilitado. Em 2007, o animal foi transferido para o recinto de readaptação na Paraíba e, desde então, aguarda pela segunda oportunidade de retomar a vida no habitat natural. Artur – O peixe-boi marinho Artur encalhou na Baía da Traição, na Paraíba, em fevereiro de 2003. Ele apresentava estado de desidratação e magreza, além de ferimentos superficiais.

O animal foi levado para Itamaracá onde foi tratado e passou por um programa de reabilitação. Quando encalhou, possuía apenas 1m27cm de comprimento total e pesava 29,7kg. Hoje, seis anos depois, está com 258 kg e 2m24.

Artur sempre foi um animal ativo e, por isso, foi mantido em um oceanário junto com outros seis animais, entre os quais sempre apresentou maior afinidade com a fêmea Zelinha, reintroduzida este ano na Paraíba.

Fonte: PB Agora

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Baleia e seu filhote são observados em praia no RS

Duas surpresas emergiram no litoral sul na manhã de ontem (11). Uma baleia franca e seu filhote apareceram ontem na praia do Cassino, atraindo dezenas de curiosos. Os mamíferos podiam ser avistados a cerca de 30 metros da orla, passando a arrebentação, quase em frente à Estátua de Iemanjá.

Quem passeava de carro ou bicicleta pela área não resistia e estacionava para acompanhar os animais no mar. Munidos de câmeras, encantavam-se com o espetáculo. Um grupo de operários civis chegou a interromper o trabalho para observar melhor os mamíferos.

– Dali da obra a gente vê bem, mas na areia o show é completo – disse o pedreiro Adão Marques, 46 anos.

De acordo com o Núcleo de Educação e Monitoramento Ambiental (Nema), que monitora a chegada das baleias, a fêmea adulta mede de 15 a 16 metros e o tamanho do filhote é de oito a 10 metros.

De acordo com o oceanólogo Kleber Grübel da Silva, coordenador do projeto Mamíferos Marinhos do Litoral Sul, é comum avistar essa espécie nos meses de agosto e setembro. É quando elas começam o deslocamento para fugir do frio antártico e procuram águas mais quentes durante o período de amamentação dos filhotes.

– Esses animais podem ficar na praia por mais dois ou três dias, e depois ir até Santa Catarina. Além de ser um símbolo da harmonia com o ambiente, é mais um atrativo turístico do balneário nesta época – afirma Silva.

As baleias costumam ficar sempre logo atrás das arrebentações. Essa condição facilita a aproximação de pessoas, mas deixa estressado o animal, que procura um lugar calmo e seguro para amamentar sua cria.

Fonte: Zero Hora

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