Animais estão morrendo de fome na reserva natural localizada próxima a Amsterdã (Foto: Utrecht Robin/Action Press/Rex Shutterstock)
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‘Reserva natural’ promove a morte de milhares de animais de fome

Uma ideia de ‘reserva natural’ que tinha como objetivo a reconstrução de um pântano a leste de Amsterdã se mostrou completamente falha, e provocou protestos após cervos, cavalos e bois terem morrido durante o último inverno na Holanda.

Um comitê especial criticou as autoridades por permitirem que populações de grandes herbívoros aumentassem sem controle em Oostvaardersplassen (OVP), fazendo com que as árvores morressem e as populações de aves selvagens diminuíssem. Cada pequena mudança em um espaço limitado como a reserva OVP causaria um enorme desequilíbrio ecológico.

Animais estão morrendo de fome na reserva natural localizada próxima a Amsterdã (Foto: Utrecht Robin/Action Press/Rex Shutterstock)
Animais estão morrendo de fome na reserva natural localizada próxima a Amsterdã (Foto: Utrecht Robin/Action Press/Rex Shutterstock)

A morte de mais de metade dos cervos vermelhos de Oostvaardersplassen, cavalos Konik e bois e vacas Heck também, gerou revolta na Holanda, já que os animais morreram de fome devido a incapacidade de gestão do ambiente pela organização florestal da Holanda.

Manifestantes contra a situação crítica da reserva chegaram a jogar fardos de feno sobre cercas, para alimentar animais sobreviventes. Uma petição foi criada para evitar o desastre ecológico e a crueldade que estão ocorrendo no local. Também, ecologistas e guardas foram criticados nas mídias sociais, e defensores animais compararam ‘OVP’ a Auschwitz.

A reserva ‘OVP’ foi criada em 1968, quando um mar interior foi drenado para duas novas cidades. Uma zona industrial transformou-se em um refúgio pantanoso. O ecologista holandês Frans Vera inseriu no local bois, vacas e cavalos selvagens para imitar o pastoreio de alguns desses herbívoros, e Oostvaardersplassen se tornou uma reserva de renome, internacionalmente reconhecida na época.

“Este experimento fracassou”, disse Patrick van Veen, um biólogo de animais, ao The Guardian.

“Você esperaria que 20 ou 30% morressem de causas naturais, incluindo fome, mas a população cresce no verão, e não há mecanismo de controle. Normalmente você teria predadores como lobos, mas é uma área pequena demais para ter predadores”, contou van Veen, explicando as razões do fracasso do experimento.

Carcaças de animais e árvores mortas são o ambiente torturante em que vivem os animais da reserva natural na Holanda (Foto: Utrecht Robin/Action Press/Rex Shutterstock)
Carcaças de animais e árvores mortas são parte do ambiente torturante em que vivem os animais da reserva natural na Holanda (Foto: Utrecht Robin/Action Press/Rex Shutterstock)

Oostvaardersplassen, no final de abril, parece uma paisagem de horror: árvores mortas desabaram sobre a grama e cavalos e veados estão visivelmente magros, definhando de fome. Os guardas florestais estão sendo obrigados a mover carcaças de animais que foram vítimas desse experimento cruel.

Uma comissão especial convocada pelo governo da Holanda pediu, nesta semana, a suspensão do princípio de permitir que ‘processos naturais’ determinem a existência desses animais.

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Desequilíbrio ecológico faz aves do alto sertão migrarem para o agreste paraibano

Aves que não são nativas do agreste da paraibano, área de transição caatinga mata atlântica, estão aparecendo e adotando-o como seu novo habitat. Entre essas aves estão a graúna nordestina, casaca de couro grande, lavadeira de cara branca, noivinha, guriatã, entre outras.

A constatação é do ambientalista Aramy Fablcio, que conhece muito bem a fauna e flora da região. “Isto é legal, mas significa que algo está errado, ou seja, o habitat natural destas criaturas certamente está sendo desmatado. Algumas das espécies eu conheço desde criança em gaiola, como exemplo a guriatã, ave que se alimenta de frutas e que é nativa da região da zona da mata nordestina e começou aparecer por aqui com o desmatamento da mata atlântica”.

Noivinha

“A noivinha, uma espécie de lavadeira toda branca, um pouco maior que a lavadeira mascarada nativa da região. Ela é nativa do alto sertão nordestino e agora é cada vez mais comum aqui na região de Fagundes, principalmente no Sítio Várzea do Arroz de propriedade do senhor José Alves e Dona Tereza Alves, que lutam para protegê-las. Ela tem o mesmo comportamento que a nativa daqui, gosta de ficar nos arbustos, alimenta-se de mosquitos e vive nas margens das lagoas, rios e açudes. Temos também a lavadeira de cara branca, uma espécie de lavadeira originária do alto sertão que agora habita a região de Fagundes. Antes não existiam esses pássaros por aqui”, observa Aramy Fablicio.

Casaca de couro

O ambientalista também observa que “outra ave que também está habitando a região de Fagundes é a casaca de couro gigante, ave endêmica do nordeste brasileiro que habita o alto sertão. Ela é parecida com a nossa casaca de couro pequena. Além do tamanho, a casaca de couro gigante tem um canto muito alto e faz ninho parecido com o da casaca daqui, porém de formato arredondado de gravetos e espinhos”.

Graúna

“Outra ave que adotou como habitat a região de Fagundes é a graúna nordestina, uma das aves mais cobiçada pelos criadores de aves e traficantes, pelo seu canto alto e bonito. Desde criança eu observava quando esta ave passava voando alto e cantando ao migrar de um habitat para outro, mas não era nativa desta parte da Paraíba. Eu só a conhecia aprisionada em gaiolas trazidas por traficantes de outras regiões, mas hoje eles estão protegidos e se reproduzindo na Fazenda Matias que faz parte do Projeto Biqueira Velha e Natureza Livre. Essas aves são o xodó dos moradores, principalmente do proprietário da fazenda Matias, o senhor Nivaldo Peixoto, 68 anos, que aprecia o seu canto e faz de tudo para protegê-las dos predadores”

Para o ambientalista, “o desequilíbrio ambiental é preocupante, pois aqui na região já vi espécie ser extinta como a ave engraxadeira, ave que sequer foi catalogada, pois nunca vi foto nem em livros nem em internet. Outra ave que foi extinta era o sabiá branco, ave migratória que só aparecia aqui no período das chuvas para se alimentar de insetos, principalmente o mané magro; esta foi alvo dos caçadores e criadores aqui e nas outras regiões que ela predominava. Outra foi a ave chorona, uma ave parecida com o golado, porém bem maior. Esta ave era muito cobiçada por criadores e tantas outras. Existem também as que estão em alto processo de extinção como as nativas pinta silva, alma de gato e inúmeras espécies de outras aves, e as migratórias como o bigodinho, papa capim, caboclinho lindo, gaturão, entre outras”.

Lavadeira de cara branca

“A ave que eu considero como a ave condenada à extinção é o famoso azulão nordestino, hoje a ave símbolo da extinção no Nordeste. Quanto a mamífero, répteis, roedores e outros, a situação já esteve pior, mas com os projetos Biqueira Velha,  que usa plaquinhas feitas de zinco reaproveitado com os dizeres: “Proibido Caçar e Capturar Animais”, que são afixadas nas propriedades, Natureza Livre, área de soltura formada por todas as propriedades que aderiram ao projeto Biqueira Velha e atitudes de conscientização e sensibilização, muitos animais já começaram a aparecer como o quase extinto gato maracajá pintado e o pardo, furão, guaxinim, entre tantos outros”, explica o ambientalista Aramy.

Guriatã

“O lado bom dessa migração de aves não nativas para a região de Fagundes é que elas estão se reproduzindo e, como aqui a maioria das propriedades não permite a caça e a captura de animais, a tendência é cada vez mais elas se proliferarem, preservando a espécie. Por outro lado, podemos perceber que o desequilíbrio ecológico, principalmente o desmatamento, é o principal responsável por essa migração”, alega o ambientalista Aramy Fablicio.

Mais informações pelo site www.aramyfablicio.org, e-mail: aramy.fablicio@gmail.com, telefone 83 9955-5534/8868-7218.

Fonte: Paraíba.com.br

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Pacífico mais quente pode ter matado 200 leões-marinhos

Foto: Reprodução/Jornal DIA DIA
Foto: Reprodução/Jornal DIA DIA

Mais de 200 leões-marinhos apareceram mortos neste fim de semana na região de Punta Patache, a 1.700 quilômetros do norte de Santiago, Chile. A área fica nas cercanias do porto de Iquique.

Segundo o governo chileno, o fenômeno El Niño – aquecimento cíclico natural das águas superficiais do oceano Pacífico – pode ser o responsável pelo desequilíbrio ecológico no país. Grande parte dos animais mortos são filhotes.

Provavelmente, por causa das águas mais quentes, as mães das crias tiveram que ficar mais tempo no mar atrás de comida. A vida marinha costuma fugir do calor. Os jovens leões-marinhos, portanto, podem ter morrido de fome.

Grupos ambientalistas regionais apontam uma outra possível causa para o desequilíbrio: a poluição. No local, existe uma indústria de molibdênio, uma termoelétrica e algumas mineradoras.

No ano passado, por causa também do aumento anormal da temperatura das águas do Atlântico, ocorreu uma migração inédita de pinguins pela costa do Brasil. Os cientistas associaram o fenômeno diretamente ao aquecimento global.

Fonte: Jornal DIA DIA

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Parque Ecológico do Tietê devolve aves silvestres à natureza

O Centro de Recuperação de Animais Silvestres “Orlando Villas-Boas”, do Parque Ecológico do Tietê, encaminhou nesta semana mais 139 aves silvestres para o município de Tremedal, no centro-sul do Estado da Bahia, para serem devolvidas à natureza. As aves são oriundas de apreensões dos órgãos fiscalizadores no combate ao Tráfico Ilegal de Animais Silvestres.

A soltura de animais silvestres é realizada nos critérios definidos por legislação e com técnicos especializados; a introdução aleatória de uma espécie pode levar ao desequilíbrio ecológico de toda uma região.

O conjunto inclui Galos de campina (Paroaria dominicana), Brejal (Sporophila albogularis), Sabiá pardo (Turdus fumigatus), Gralha cancã (Cyanocorax cyanopogon), Corrupíão (Icterus jamacaii), Periquito da caatinga (Aratinga cactorum). Antes fadados ao cativeiro vivendo em pequenas gaiolas, hoje podem viver e voar em liberdade no seu local de origem.

Fonte: ABN

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