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Estudo revela que avós orcas aumentam a chance de sobrevivência dos filhotes

Foto: Centro de Pesquisa de Baleias KENNETH BALCOMB
Foto: Centro de Pesquisa de Baleias KENNETH BALCOMB

Um novo estudo revela que avós baleias orcas aumentam as taxas de sobrevivência de seus netos.

A pesquisa descobriu que as taxas de sobrevivência são ainda maiores se a avó já tiver passado pela menopausa.

As descobertas trazem revelações valiosas sobre o mistério da menopausa, ou por que as fêmeas de algumas espécies vivem muito depois de perderem a capacidade de se reproduzir.

Apenas cinco animais conhecidos experimentam o fenômeno: baleias orcas, baleias-piloto de barbatana curta, belugas, narvais e humanos.

Nos seres humanos, existem evidências de que as avós humanas ajudam na sobrevivência de seus filhos e netos, uma hipótese chamada “efeito avó”.

Foto: Centro de Pesquisa de Baleias KENNETH BALCOMB
Foto: Centro de Pesquisa de Baleias KENNETH BALCOMB

Essas descobertas sugerem que o mesmo efeito ocorre nas orcas.

“Se uma avó morre, nos anos seguintes a sua morte, seus netos têm muito mais chances de morrer”, disse o principal autor Dan Franks, da Universidade de York, localizada em Toronto, no Canadá.

O cientista disse que o efeito foi ainda maior quando uma avó pós-reprodutiva (que já tenha passado pela menopausa) morreu.

“Isso pode explicar os benefícios das fêmeas que vivem muito tempo após a reprodução”, disse ele. “Do ponto de vista evolutivo, eles ainda podem transmitir seus genes e legado genético, ajudando seus netos”.

Em outras palavras, ao não continuar se reproduzindo, as avós baleias podem realmente estar fazendo mais para garantir que seus genes sejam transmitidos do que se estivessem se reproduzindo.

Os pesquisadores analisaram 36 anos de dados do censo fotográfico de duas populações de baleias assassinas na costa do Pacífico Norte do Canadá e nos Estados Unidos. Cada população era composta de várias vagens com vários grupos familiares.

O estudo foi publicado na revista Proceedings da National Academy of Sciences USA.

Liderando o grupo

Ao explicar por que as avós podem ter um impacto tão grande nas taxas de sobrevivência dos filhotes, Franks disse que pesquisas anteriores mostraram o importante papel de liderança que as baleias orcas desempenham.

Foto: Centro de Pesquisa de Baleias KENNETH BALCOMB
Foto: Centro de Pesquisa de Baleias KENNETH BALCOMB

Elas tendem a estar na frente do grupo quando procuram comida, confiando em seu vasto conhecimento, ecológico e ambiental. Ele disse que por não conseguir se reproduzir, “elas podem estar em uma posição melhor para liderar o grupo”.

Ele observou que o impacto das avós em seus netos era especialmente forte em momentos de necessidade, como a escassez de salmão (alimento).

As orcas fêmeas mais velhas foram observadas alimentando diretamente seus filhos e netos com peixes.

Os pesquisadores também suspeitam que as avós estão desempenhando um papel que é familiar aos seres humanos – o de babá.

“Quando uma mãe mergulha para pescar, a avó pode ficar com seus netos”, disse Franks.

Ele disse que os pesquisadores vão capturar imagens de drones para observar o comportamento das orcas e entender melhor as interações entre diferentes membros da família.

Falta de concorrência

Outra razão pela qual a menopausa pode tornar as avós mais úteis para a sobrevivência de suas famílias é a diminuição da competição.

Se as avós e as filhas tivessem filhos ao mesmo tempo, elas competiriam por recursos, incluindo a atenção da avó.

Franks disse que isso pode explicar por que as avós não continuam a se reproduzir ao longo da vida e também ajudam a cuidar dos netos. As informações são da BBC.

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Lista traz espécies de animais descobertas em 2013

Cientistas do mundo todo catalogaram apenas uma parte de todas as formas de vida do planeta.

Novas espécies de insetos, bactérias e vírus são descobertas com frequência. No entanto, novos mamíferos são raros. Surpreendendo a comunidade científica, este ano um novo mamífero foi descoberto na América do Sul. Os pesquisadores também catalogaram novas espécies no Brasil, Argentina e Austrália. E até uma nova ave foi encontra em na capital do Camboja.

Cientistas do Instituto Smithsonian, nos EUA, descobriram no ano de 2013 uma nova espécie vivendo nas florestas da Colômbia e do Equador. Batizado de olinguito, é a primeira nova espécie carnívora descoberta no Hemisfério Ocidental em 35 anos. Foi necessária mais de uma década para identificar o mamífero, uma descoberta que, segundo os cientistas, é muito rara em pleno século 21.

(Foto: Olinguito/Bassaricyon haze).
(Foto: Olinguito/Bassaricyon haze).

Pesquisadores descobriram outra espécie, esta anta da região da Amazônia, a Tapirus kabomani. A descoberta foi apresentada na revista especializada ‘Journal of Mammalogy’. Mas, esta pequena anta já era conhecida pelas tribos indígenas locais. Ela vive na bacia do rio Amazonas no Brasil e na Colômbia.

 (Foto: Tapirus kabomani).
(Foto: Tapirus kabomani).

Este novo roedor foi descoberto na província de Chubut, na Argentina. Ele foi batizado de T. kircherorum, em homenagem aos presidentes Nestor Kirchner e Cristina Fernandez de Kirchner.

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(Foto: T. kircherorum).

Uma expedição às montanhas do Cabo Melville, uma região remota do norte da Austrália, resultou na descoberta de três novas espécies de vertebrados. A mais surpreendente é o pequeno lagarto com a cauda achatada, em forma de folha, batizado de Saltuarius eximius.

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(Foto: Saltuarius eximius).

Também descoberta na região de Cabo Melville, esta rã, a Cophixalus petrophilus, coloca os ovos em fendas úmidas das rochas da região.

(Foto: Cophixalus petrophilus).
(Foto: Cophixalus petrophilus).

Ainda na mesma área da Austrália, este lagarto dourado de membros longos, o Saproscincus saltus, foi descoberto.

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(Foto: Saprocincus saltus).

Mas, outra espécie foi descoberta também na movimentada capital do Camboja, Phnom Penh, o costureiro-do-Camboja, ou Orthotomus Chaktomuk.

(Foto: Orthotomus Chaktomuk).
(Foto: Orthotomus Chaktomuk).

O Zospeum tholussum é um caracol terrestre com uma concha transparente. A espécie é mais uma da família dos Ellobidae, descoberta em Lukina Jama-Trojama, um complexo de cavernas profundas na Croácia, uma das 20 mais profundas do mundo.

(Foto: Zospeum tholussum).
(Foto: Zospeum tholussum).

Acima, o Austromerope brasiliensis, uma nova espécie de inseto descoberta no Brasil, membro da família Meropeidae.

(Foto: Austromerope brasiliensis).
(Foto: Austromerope brasiliensis).

Na costa da ilha de Halmahera, na Indonésia, foi descoberta esta nova espécie de tubarão, o Hemiscyllium Halmahera. O animal se move no leito do mar usando as barbatanas para tomar impulso.

(Foto: Hemiscyllium Halmahera).
(Foto: Hemiscyllium Halmahera).

Apesar de ter sido descoberto em 1939, pesquisadores sudaneses apenas recentemente conseguiram identificar e descrever este morcego, que tem manchas e listras brancas pelo corpo, que lembram um urso panda. Ele foi batizado de Niumbaha superba.

 (Foto: Niumbaha superba).
(Foto: Niumbaha superba).

Fonte: BBC.

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Brasileiros descobrem três espécies ‘minúsculas’ de caranguejeiras

Exemplar da aranha Fufius minusculus, que pode medir até um centímetro de comprimento, descrita por pesquisadores brasileiros (Foto: Divulgação/Rogerio Bertani)
Exemplar da aranha Fufius minusculus, que pode medir até um centímetro de comprimento, descrita por pesquisadores brasileiros (Foto: Divulgação/Rogerio Bertani)

Uma equipe de pesquisadores do Brasil descobriu três novas espécies de aranhas caranguejeiras com hábitos noturnos e tamanhos que não ultrapassam três centímetros de comprimento. A descrição dos aracnídeos foi feita na revista científica “ZooKeys”.

O trabalho é do biólogo Rogerio Bertani, do Laboratório de Ecologia e Evolução do Instituto Butantan, em São Paulo, e Paulo Motta, da Universidade de Brasília (UNB), além de dois estudantes.

As espécies pertencem ao gênero Fufius, existente na região que vai desde a Guatemala até parte do estado de São Paulo. No novo estudo foram descritas a F. minusculus, F. jalapensis e a F. candango.

Os animais foram capturados com a ajuda de armadilhas montadas no meio da mata. São espécies raras de serem vistas, vivem em túneis abaixo do solo construídos por elas e revestidos com teias – uma característica única e ainda pouco estudada.

De hábito noturno, costumam comer insetos e até outras aranhas, desde que tenham tamanhos menores aos seus. Ainda não se sabe se possuem venenos que apresentem perigo aos homens.

A F. minusculus pode medir até um centímetro. A F. jalapensis, encontrada na região do Parque Estadual do Jalapão, no Tocantins, pode alcançar até três centímetros de comprimento. Já a F. candango, capturada na região de Brasília (por isso o nome candango, apelido dos que ajudaram a construir a capital federal), pode medir até dois centímetros.

Para se ter uma ideia de quão pequenas elas são, uma caranguejeira theraphosa blondi (espécie que ganhou o nome popular, e assustador, de aranha-golias-comedora-de-pássaros), chega a medir até 26 centímetros, o que a fez ser considerada a maior aranha do mundo.

Já as caranguejeiras mais comuns, aquelas que podem ser vistas em filmes (de cor preta e com pelo), têm, em média, 20 centímetros de comprimento.

Caçador de aranhas

Bertani trabalha com pesquisa de aracnídeos há 20 anos. Ele conta que desde criança teve paixão por esses bichos, quando ainda morava na Vila Carrão, Zona Leste de São Paulo.

Na época, ele e alguns amigos coletavam pequenas aranhas que viviam nos resquícios de matas encontrados naquela região e seguiam, de ônibus, até o Instituto Butantan, na Zona Oeste, onde pediam ajuda aos pesquisadores para entender o comportamento dos bichos.

“Primeiro eu tinha medo delas, mas depois comecei a procurar informação justamente porque eu tinha medo. Naquela época eu já tinha uma coleçãozinha de animais, tanto que aos 16 comecei a dar palestras sobre o assunto”, explica Bertani.

O biólogo já descreveu 50 espécies de aranhas ao longo de sua carreira. Em outubro de 2012, foi responsável por apresentar nove espécies novas de aranhas caranguejeiras brasileiras, naturais de vegetações de Mata Atlântica, Cerrado e Caatinga.

Fonte: G1

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Descobertas 15 novas espécies de aves na Amazônia

Foto: Divulgação
Foto: Divulgação

A Amazônia abriga mais espécies de aves do que qualquer outro bioma. São mais de 1.300, e a floresta também ostenta a maior quantidade de espécies por unidade de área. Então não seria assim tão surpreendente que descobrissem 15 novas espécies de aves por lá, certo? Nem tanto: desde 1871 não havia tantas descrições originais apresentadas assim, numa só tacada.

Diversos graduandos e pós-graduandos brasileiros estão entre os mais de 30 autores que assinam as descrições. As nacionalidades dos ornitologistas incluem a Colômbia, a Argentina e o Reino Unido, sendo que a maior parte das espécies foi identificada pelo americano Bret Whitney (Museu de Ciências Naturais da Universidade de Louisiana) e pelo brasileiro Mario Cohn-Haft (Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia) por meio da detecção de sutilezas no canto dos pássaros.

Preocupados com o futuro da fauna amazônica, Whitney e Cohn-Haft alertam que as paisagens e os cursos fluviais da região têm sofrido “o seu período mais sério de alteração desde que a orogenia andina começou a defini-los 25 milhões de anos atrás. Autoestradas internacionais e enormes barragens para hidrelétricas (mais de 20 somente no Brasil) têm obviamente causado mudanças catastróficas e acionado ‘efeitos dominós’ invisíveis realmente além da nossa imaginação”.

Os pesquisadores veem com ironia o fato de que, por um lado, a destruição de grandes porções da Amazônia contribui para a extinção de organismos, e, por outro, isola certos habitats, levando ao fechamento de “pools” genéticos e a um surto artificial na dinâmica da especiação.

– Mostramos a “ponta do iceberg” da documentação emergente sobre a biodiversidade amazônica. O que achamos animador sobre o iceberg, entretanto, não é apenas nossa habilidade aprimorada de reconhecer níveis sutis de divergência [entre as espécies], mas também o início da construção de mapas de introgressão genética [fluxo de genes de uma espécie para outra] que vão revelar de modo sem precedentes as dinâmicas da especiação – afirmam os ornitologistas.

Doze das 15 novas espécies foram descritas conforme a tradição de honrar certas personalidades, de Chico Mendes (conservacionista brasileiro assassinado em 1988) a Barack Obama, atual presidente dos Estados Unidos, homenageado em função de seu fomento ao uso da energia solar.

O feito, publicado neste mês em edição especial do Handbook of the Birds of the World (Manual das Aves do Mundo), chama atenção para o fato de que a era das descobertas de novas espécies está longe do fim. Segundo comunicado dos pesquisadores, as descobertas devem “avançar ainda mais com o progresso tecnológico, que já permite o mapeamento de características da paisagem via satélite, gravadores digitais e microfones ultrassensíveis; análise genética para revelar a diversificação histórica das linhagens; e computadores potentes para processar todos os dados”.

Fonte: Zero Hora/ Portal Vitrine

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Pesquisadores do Brasil fazem maior descoberta de pássaros em 140 anos

O canto forte chamou a atenção dos cientistas. Logo eles perceberam que estavam diante de um novo tipo de gralha que recebeu o nome de “canção-da-campina”.

O pássaro, que adora sementes de açaí, mede 35 centímetros de comprimento. É a maior ave recém descoberta. As outras são passarinhos menores, como o que foi batizado de “poiabeiro de Chico Mendes”, em homenagem ao líder seringueiro que deu a vida pela Floresta Amazônica.

O motivo do nome de outra ave descoberta está na cara: ”arapaçu-de-bico-torto”. Já o alvinegro com cara de bravo foi batizado de ”chorozinho-do-aripuanã”.

“É uma coisa tão rara, uma espécie nova ou duas de vez, que 15 de uma vez é meio chocante na verdade. É um passo muito grande para a ornitologia brasileira”, afirma Bret Whitney, pesquisador do Museu de Louisiana/EUA.

Com essas descobertas, o Brasil passou a ter 1.840 espécies de aves. Em matéria de diversidade, só perde para a Colômbia, que tem cerca de 1.900.

“Há muitas novas espécies, que tanto nós aqui em Belém, quanto os outros das outras instituições envolvidas, já temos conhecimento de que estamos trabalhando nisso”, revela Alexandre Aleixo, pesquisador do Museu Emílio Goeldi – PA.

A última vez que o mundo conheceu tantas aves brasileiras foi há 142 anos, quando um naturalista austríaco anunciou a descoberta de 40 espécies coletadas na Amazônia. Desta vez, pesquisadores americanos, europeus e brasileiros trabalharam juntos durante cinco anos, antes de divulgar os resultados.

Eles fizeram dez expedições no Pará, Amazonas, Acre, Rondônia e Mato Grosso. Apesar da euforia pelas descobertas, os cientistas estão preocupados. Eles explicam que esses estados são hoje conhecidos como o arco do desmatamento: a região onde mais se destrói a floresta, em toda a Amazônia.

“O fato desses estudos estarem revelando a existência de espécies endêmicas dessa região mostra que há necessidade de em esforço, de uma priorização para conservação nessas áreas, que são justamente as mais impactadas”, acredita o pesquisador.

Fonte: G1

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Duas novas espécies de aranhas minúsculas são descobertas na China

 Fêmea da espécie de aranha 'Mysmena wawuensis' (Foto: Divulgação/ZooKeys)

Fêmea da espécie de aranha ‘Mysmena wawuensis’ (Foto: Divulgação/ZooKeys)

Cientistas descobriram duas novas espécies de aranhas muito pequenas, com tamanho aproximado de um grão de areia, debaixo de folhas em uma região de floresta na China.

Estruturas de um macho da espécie de aranha 'Trogloneta yuensis' (Foto: Divulgação/ZooKeys)
Estruturas de um macho da espécie de aranha
‘Trogloneta yuensis’ (Foto: Divulgação/ZooKeys)

Os animais, das espécies Trogloneta yuensis e Mysmena wawuensis, foram descritos no periódico científico “Zookeys” no final de maio.

A descoberta foi feita por pesquisadores da Universidade de Sichuan e da Academia Chinesa de Ciências em Pequim, ambas as instituições localizadas na China.

Entre as características das aranhas destaca-se o abdômen arredondado e grande em comparação com o cefalotórax (junção do tórax e cabeça), principalmente nas fêmeas, de acordo com os cientistas.

A espécie Mysmena wawuensis tem o corpo escuro, com pequenas pintas amarelas e patas douradas. O corpo do macho é menor que o da fêmea – ele mede, em média, 0,6 milímetros.

Já a outra espécie, Trogloneta yuensis, possui um padrão de cor que é quase o inverso: seu corpo é amarelado, com um grande abdômen, coberto com manchas e pintas pretas.

Os animais foram descobertos graças à suas pequenas teias, de acordo com os pesquisadores.

Fonte: G1

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Descobertas da vida marinha

Ao contrário do que parece, esse animal não é um golfinho. Esse, na verdade, é uma beluga, uma espécie de baleia que vive nas águas geladas do ártico. Elas são muito sociáveis e viajam em bando. (Fonte: Hypescience)

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Descobertas novas espécies de peixes no Brasil

Estudiosos da ictiofauna brasileira descobrem novas espécies de peixes em Mato Grosso, indicando uma relação biogeográfica entre as bacias dos rios Paraguai e Tapajós. Durante uma expedição organizada pela Conservation International (CI), em 2002, através da porção norte das cabeceiras da bacia do rio Paraguai, os pesquisadores Flavio Lima e Heraldo Britski, do Museu de Zoologia da Universidade de São Paulo (USP), e o ictiólogo e professor do Departamento de Botânica e Ecologia da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), Francisco Machado, descobriram no rio Juba, afluente do rio Sepotuba, uma nova espécie pertencente ao gênero Moenkhausia, relacionada ao grupo de espécies Moenkhausia oligolepis. A descoberta foi anunciada em artigo na revista italiana Aqua, especializada em ictiofauna.

A espécie foi imediatamente considerada como desconhecida da ciência devido a seu padrão de colorido único em vida que combina pigmentação vermelha no lábio superior, olho com metade superior verde brilhante e metade inferior azul brilhante e pela transparência do opérculo, que permite a visão da cor vermelho-rosada dos filamentos branquiais. A ocorrência de Moenkhausia cosmops, ou lambari-maquiado, nas cabeceiras das bacias dos rios Tapajós e Paraguai é o primeiro caso documentado de uma espécie presente exclusivamente nessas duas bacias hidrográficas.

O extenso divisor de águas entre o sistema do alto rio Paraguai e do alto rio Tapajós situa-se na Chapada dos Parecis, um planalto na margem oeste do escudo Brasileiro. Eventos de captura de rios num passado relativamente recente, provavelmente, explicam a ocorrência de uma ictiofauna compartilhada por ambos os sistemas hidrográficos. Esse aparente intercâmbio ictiofaunístico recente é outro exemplo da complexidade da evolução dos atuais padrões de distribuição observados na ictiofauna de água doce da América do Sul.

Do Médio-norte para o Noroeste de Mato Grosso está situado o encontro de duas bacias hidrográficas: Paraguai e Amazônica. O lambari-maquiado foi capturado nas cabeceiras do rio Juba (bacia do Alto Paraguai) e localizado também no complexo do Alto Tapajós/Juruena. Sobrevive em ambientes de igarapés perenes e pequenos ribeirões de águas cristalinas.

Na mesma situação também foi descoberto pelo grupo de pesquisadores o pacu-borracha, capturado no alto rio Juba (bacia do Alto Rio Paraguai) e no complexo Alto Tapajós/Juruena.

“Por coincidência o lambari-maquiado é um bicho novo, mas vários outros peixes foram capturados no Alto Tapajós e também no rio Juruena. No passado todos estavam juntos. Com o rebaixamento dos Andes houve um parte da bacia que foi para a Amazônia e outra para o Paraguai. O Pantanal é uma zona de sedimentação jovem e nas cabeceiras foi onde ocorreram as duas capturas. Você não encontra o lambari-maquiado na parte baixa devido às condições ecológicas em que ele sobrevive, águas claras e corredeiras”, explica o professor doutor em ecologia Francisco Machado.

Fonte: Gazeta Digital


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Múltiplas e raras espécies habitam a profundidade marinha

As obscuras e frias profundidades marinhas estão longe de ser desérticas: milhares de espécies animais, algumas delas fora do comum, vivem entre os 200 e os 5 mil metros de profundidade, revela uma equipe internacional de cientistas, depois de 10 anos de trabalho e mais de 200 expedições.

Mais de 2 mil estudiosos de 80 países participam do primeiro “Censo da Vida Marinha”, um catálogo da fauna das profundidades oceânicas, que teve as primeiras conclusões divulgadas domingo em Washington. Sua publicação está prevista para 4 de outubro de 2010, em Londres.

Desde o lançamento deste projeto, em 2000, foram indexadas 17.650 espécies, entre elas vários tipos de caranguejos, camarões e outras muitas criaturas raras que vivem 200 metros abaixo da superfície do mar – profundidade limite alcançada pelos raios de sol.

A maioria se alimenta sobretudo de excrementos de animais.

Outros se nutrem de bactérias que decompõem hidrocarbonetos, enxofre e metano, assim como de esqueletos de baleia que jazem no fundo dos oceanos.

Para a investigação, os cientistas recorreram a câmaras, sonares e à tecnologia de ponta como minissubmarinos robotizados ou controlados por especialistas, capazes de descer a até 5 mil metros de profundidade.

Edward Vanden Berghe, que dirige o Sistema de Informação Biogeográfica dos Oceanos (OBIS), do “Censo de Vida Marinha”, assinalou que, como é de esperar, o número de espécies registradas diminui consideravelmente ao aumentar a profundidade.

No entanto, os biólogos do OBIS puderam catalogar até agora 5.722 espécies que se desenvolvem a mais de 1.000 metros de profundidade, precisou.

Os cientistas – entre eles 344 de 34 países que estão diretamente envolvidos no inventário de espécies – destacaram que seus trabalhos deixaram em evidência a abundância, a diversidade e a distribuição da fauna marinha dos fundos oceânicos, considerados até então vazios.

“A abundância de vida existe em função, principalmente, dos nutrientes disponíveis e diminui rapidamente com a profundidade”, observou Robert Carney da Universidade de Louisiana (sul).

“É nas margens extremas da plataforma continental onde encontramos a transição entre a abundância de nutrientes resultantes da fotossíntese e a pobreza das profundidades sem luz do oceano”, explicou.

Ele destacou que tal diversidade animal é difícil de se compreender, uma vez que o lodo que reveste as grandes profundidades parece uniforme e pobre em nutrientes.

“Esta grande diversidade reflete, pois, as intrigantes adaptações e as surpreendentes estratégias de sobrevivência das espécies”, acrescentou.

Entre as criaturas mais estranhas observadas, citam um peixe “raro e alongado de cor laranja”, definido como um “neocyema” capturado em profundidades entre 2.000 e 2.500 metros sobre a dorsal de metade do Oceano Atlântico. Até agora, só cinco espécimens foram capturados.

Outro encontrado na mesma zona, a uma profundidade de 1.000 a 3.000 metros, recorda o elefante voador “Dumbo”, de Disney, pelo enorme par de orelhas que lhe servem de asas.

O espécimen capturado media cerca de dos metros de comprimento e pesava seis quilos.

O site do projeto na internet é o www.coml.org.

Fonte: Terra

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Paleontólogos descobrem ossos de dinossauro vegetariano

Palentólogos descobriram ossos de um dinossauro, batizado como Zac, que estimam ter vivido há uns 97 milhões de anos no mesmo local do noroeste australiano onde foram descobertos fósseis desses répteis, informou hoje a rádio ABC.

O paleontólogo Scott Hocknull, do museu de Queensland, disse que é ainda necessário proceder a exames minuciosos, apesar de estar convito de se tratar de um dinossauro vegetariano ou de um tiranosaurio, uma das novas espécies descobertas e dos maiores animais que jamais pisaram a terra.

Hocknull referiu terem baptizado o dinossauro como Zac e acrescentou que a ossatura descoberta está mais completa dos que as encontradas anteriormente.

A descoberta de Zac e seus congéneres terá ocorrido num local pré-histórico junto à povoação de Winton, no estado de Queensland.

«As descobertas deste ano confirmam a importância do local, não apenas para a Austrália, mas também para que se compreenda melhor a Idade dos Dinossauros do ponto de vista científico», disse o palentólogo.

As novas espécies encontradas nessa zona serão um terópode (australovenator eintonensis) e dois tipos de titanosaurios.

Fonte: Diário Digital

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