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Adaptação à poluição pode ter levado tartarugas a desenvolverem ‘ossos mutantes’

Arquivo Pessoal

Tartarugas-verdes sofreram mutações ósseas que podem estar relacionadas à poluição marinha causada pelos seres humanos. Os animais foram encontrados em Peruíbe, no litoral de São Paulo.

As hipóteses iniciais sobre a motivação do surgimento dos ossos “mutantes” são: transformação da espécie, mudança de hábitos alimentares e adaptação à poluição. A descoberta é do professor e biólogo Edriz Queiroz Lopes, que decidiu estudar o tema após encontrar muitas tartarugas encalhadas nas praias. A pesquisa é resultado de sua tese de doutorado aliada ao seu trabalho na coordenação do projeto SOS Tartarugas Marinhas.

“Estudamos os animais que encontramos encalhados e mortos nas praias e, destes, 80% dos indivíduos tinham consumido lixo”, explicou o pesquisador ao G1.

“Recolhemos algumas para estudo em laboratório e, sempre que tentava montar a ossada, acaba sobrando um osso que eu não sabia encaixar com o restante. Decidi fazer uma tomografia computadorizada mais detalhada e acabei me surpreendendo com o que eu vi”, disse.

Dois ossos foram identificados na parte inferior das bocas das tartarugas. Nenhum deles havia sido registrado pela literatura científica, segundo o biólogo, que fez sua pesquisa nos laboratórios de biologia da Universidade de São Paulo (USP).

“Esses ossos ficam em uma região do crânio das tartarugas chamada hióide, que dá sustentação para a língua delas. São ossos que tem uma estrutura separada do crânio, que ajuda na musculatura e nunca tinham sido percebidos. De 10 tartarugas que estudamos, seis tinham essa formação e, para a Ciência, quando o resultado supera 50% dos indivíduos estudados, pode ser considerado um achado”, afirmou.

O surgimento dos ossos pode estar relacionado a vários fatores. “Pode ser uma adaptação por conta da poluição marinha, pela mudança de hábitos alimentares ou até mesmo uma transformação da espécie”, revelou.

Reprodução

“Ainda não sabemos o motivo disso ocorrer, mas posso afirmar que tem a ver com os hábitos alimentares. Vamos encontrar a função desse osso nas tartarugas e expandir a pesquisa para entender se acontece só nos animais do litoral de Peruíbe ou se em outras regiões do Brasil essa mudança também acontece”, completou.

Publicada em um artigo internacional, a pesquisa pode auxiliar outros pesquisadores do tema, segundo o professor. “O primeiro passo é citar a existência e isso nós fizemos. Agora, quem correr, vai poder descobrir qual a função. É algo novo e que vai contribuir muito para a preservação das tartarugas”, disse.

“É uma felicidade muito grande poder compartilhar esse estudo, resultado de um trabalho feito com muito amor e carinho. Descobrir algo que vai poder ajudar as tartarugas, que são animais criticamente ameaçados. É muito importante”, concluiu.


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Poluição dos oceanos por microplásticos foi subestimada, revela estudo

Foto: Luciano Candisani

A poluição oceânica causada pelos microplásticos pode ter sido subestimada. Números de um estudo publicado no jornal Environmental Pollution revelam que a quantidade de microplástico nos oceanos é bastante superior ao que se acreditava existir.

Para o estudo, foram usadas redes de malha de 100 microns (0.1mm), 333 mícrons e 500 mícrons. Os pesquisadores encontraram 2,5 vezes mais plásticos nas redes de 100 microns do que nas de 333 e 10 vezes mais do que na de 500 mícrons. As malhas de 333 mícrons são as comumente usadas para filtrar os microplásticos.

Líder da pesquisa, a professora Pennie Lindeque, do Laboratório Marítimo de Plymouth, no Reino Unido, afirmou ao portal Earth.org que “a estimativa da concentração de microplásticos marinhos atualmente pode ser muito subestimada”. E, segundo ela, os números podem ser ainda maiores do que os identificados por sua pesquisa, isso porque podem existir partículas ainda menores do que as capturadas pela malha fina.

Segundo o estudo, estimativas anteriores apontavam a existência de 5 trilhões a 50 trilhões de partículas de plástico nos oceanos. Com a atualização, o número subiu para 12 trilhões a 125 trilhões. A pesquisa foi realizada nas águas que banham a Inglaterra e os Estados Unidos. As partículas mais comuns dentre as encontradas pelos cientistas são de fibras de cordas, redes e roupas.

Os pesquisadores descobriram também que em algumas regiões existe mais microplástico do que zooplâncton (espécie essencial na cadeia alimentar marinha e responsável por regular o clima global).

“Usando uma extrapolação, sugerimos que as concentrações microplásticas podem exceder 3.700 partículas por metro cúbico – muito mais do que o número de zooplâncton que você encontraria”, disse Lindeque.

“Compreender mais sobre os microplásticos menores é importante, pois essas partículas menores são mais suscetíveis de serem ingeridas pelo zooplâncton que forma a base das redes alimentares marinhas”, explicou o Dr. Ceri Lewis, biólogo marinho da Universidade de Exeter que também integra a pesquisa.


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Cavalos e cães usam expressões faciais para se comunicar durante brincadeiras

Foto: Sercan Kucuksahin/Anadolu Agency via AFP/Arquivo

Um estudo da Universidade de Pisa, na Itália, publicado na revista “Behavioral Processes”, concluiu que cachorros e cavalos imitam as expressões faciais uns dos outros para se comunicarem durante brincadeiras.

Estudos já fizeram descobertas semelhantes sobre primatas, cães domesticados, suricatos e ursos-malaios. O novo estudo, porém, pode indicar que existem padrões estabelecidos para uma “linguagem universal da diversão”.

“Brincadeiras são uma atividade recorrente para mamíferos e aves, e representam um campo em que é possível desenvolver um caminho comum para comunicação”, afirmou uma das autoras do estudo, a pesquisadora Elisabetta Palagi, sociobiologista da Universidade de Pisa. As informações são do G1.

Foram usados 20 vídeos de cavalos e cães brincando por no mínimo 30 segundos, sem interação humana, para avaliar o comportamento dos animais.

Os pesquisadores também descobriram que cães e cavalos mantêm suas bocas abertas e relaxadas constantemente, uma reação considerada comum entre mamíferos durante brincadeiras. Se colocar em posições vulneráveis, rolando e expondo a barriga e o pescoço, também foi uma atitude verificada pelo estudo.

A suspeita dos cientistas é de que as brincadeiras estejam relacionadas com o desenvolvimento de habilidades sociais e de caça, além de servirem para aliviar o estresse dos animais.


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Estudo associa ingestão de leite ao câncer de mama

Pixabay

Um novo estudo realizado por pesquisadores da Loma Linda University Health, na Califórnia, aponta que o consumo de leite de origem animal tem uma forte associação com o câncer de mama em mulheres, aumento risco em até 80%. Os resultados da pesquisa foram publicados no International Journal of Epidemiology e sugerem até que quantidades mínimas da bebida podem ser extremamente prejudiciais.

A pesquisa foi realizada com 53 mil mulheres saudáveis durante um período de oito anos. Antes do início do estudo, as participantes responderam questionários sobre dados demográficos, histórico familiar de câncer de mama, atividade física, consumo de álcool, uso de medicamentos hormonais e outros, triagem de câncer de mama e histórico reprodutivo e ginecológico. Após o estudo, 1.057 mulheres desenvolveram a neoplasia.

O artigo, assinado pelo Doutor Gary E. Fraser, professor da Loma Linda University Health, afirma que o estudo indica fortemente que a ingestão de leite de origem está associada à incidência do câncer de mama em mulheres e salienta que as atuais diretrizes alimentares norte-americanas, que sugerem como ideal o consumo de três xícaras diárias de leite, precisam ser revistas ou virem acompanhadas de alertas de conscientização sobre os riscos.

O pesquisador afirma que “consumir de 1/4 a 1/3 de xícara de leite por dia está associado a um risco aumentado de câncer de mama de 30%. Ao beber até uma xícara por dia, o risco associado sobe para 50% por cento e, para aqueles que bebem de duas a três xícaras por dia, o risco aumentou ainda mais para 70 a 80%”, salienta.

Gary desmentiu ainda que o consumo de soja como substituto ao leite animal ofereça riscos de câncer. “Nenhuma associação clara foi encontrada entre produtos de soja e câncer de mama, independentemente do leite. Mas, quando comparada ao baixo ou nenhum consumo de leite, a maior ingestão de calorias e leite foi associada a um maior risco de câncer de mama, independente da ingestão de soja”, apontou.

O pesquisador afirma que uma explicação possível é que, além do produto não ser indicado para seres humanos, o leite de origem animal é produzido enquanto as fêmeas estão lactando e alimentando seus bebês e esse estímulo é feito com hormônios próprios e naturais à espécie que são danosos para consumo humano. Em resumo, o leite de origem animal é saudável apenas para nutrir a própria espécie.

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Mulher adota filhote de gato e descobre que o animal é um puma

O animal silvestre foi entregue à Fundação Argentina de Resgate de Animais (FARA), que irá devolvê-lo à natureza após tratamento veterinário


Uma mulher adotou o que imaginou ser um filhote de gato abandonado em uma rua na Argentina. Tempos depois ela descobriu que, na verdade, o animal era um puma.

Reprodução/Facebook/FARA

Florencia Lobo começou a notar que Tito, como foi batizado o animal, andava de maneira diferente. Decidiu, então, levá-lo ao veterinário. Após consultas com vários profissionais, nenhum diagnóstico foi fechado. E apesar dos veterinários suspeitarem que o animal não fosse um gato, eles não sabiam exatamente a qual espécie ele poderia pertencer.

A descoberta veio após o filhote ser examinado por um especialista na reserva de Horco Molle. Na ocasião, Florencia foi informada que o animal era um puma e que precisava ser devolvido à natureza. As informações são do Jornal de Brasília.

Reprodução/Facebook/FARA

Para que o animal silvestre tivesse a oportunidade de ser solto em seu habitat, Florencia o entregou à Fundação Argentina de Resgate de Animais (FARA).

A entidade informou, após receber o filhote, que Tito tem três meses de vida e será submetido a um tratamento médico para reverter uma lesão em sua pata e, posteriormente, solto na reserva de Horco Molle.


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Poluição sonora gerada por humanos ameaça a sobrevivência de animais

Os ruídos prejudicam anfíbios, pássaros, peixes, mamíferos e répteis


Um estudo publicado na revista Biology Letters concluiu que a poluição sonora gerada pelos seres humanos prejudica os animais marinhos e terrestres.

Reprodução/Pixabay/thomasgitarre

Os animais se comunicam para compartilhar informações sobre diversas questões, como escolher um parceiro ou avisar a família sobre ameaças de predadores. Quando essa comunicação é prejudicada por barulhos externos, a sobrevivência desses animais fica ameaçada.

De acordo com a pesquisa, a poluição sonora prejudica anfíbios, pássaros, peixes, mamíferos e répteis. Além de impedir que os animais fujam de predadores, os ruídos atrapalham a busca por presas. As informações são da revista Galileu.

Para encontrar abrigos, as larvas de peixes se guiam pelo sons emitidos pelos recifes. Com a poluição sonora, provocada no mar especialmente por navios, essas larvas têm dificuldade de encontrar recifes adequados e muitas acabam escolhendo ambientes ruins, o que reduz seu tempo de vida.

Morcegos e corujas encontram problemas para caçar devido aos ruídos, já que se guiam pelo som das presas para buscar alimento. Isso leva as espécies a demorar mais tempo para conseguir comer, o que pode levá-las à morte.

As aves, que evitam regiões com ruídos na hora de escolher locais para se abrigar e criar seus filhotes, têm a migração prejudicada pela poluição sonora. Com a mudança na distribuição das espécies, a saúde do meio ambiente pode ser afetada, já que um animal depende do outro para equilibrar a natureza.

“O estudo fornece evidências significativas de que a poluição sonora deve ser considerada uma forma séria de mudança e poluição ambiental provocada pelo homem, ilustrando como isso afeta espécies aquáticas e terrestres”, afirmou em comunicado Hansjoerg Kunc, da Escola de Ciências Biológicas da Universidade de Queen’s Belfast, que é autor da pesquisa.


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Estudo aponta escassez de água no pantanal mato-grossense

Após a constatação de que a oferta de água no Pantanal do Mato Grosso diminuiu, um projeto de restauração ecológica foi criado


Um estudo feito pela Universidade do Estado de Mato Grosso (Unemat) em parceria com trabalhadores assentados da cidade de Cáceres, descobriu que o Pantanal mato-grossense está sofrendo uma escassez de água, especialmente na época da estiagem, o que afeta os animais, as plantas e também os seres humanos.

Pantanal – Foto: Marcos Vergueiro

Considerado uma das maiores extensões úmidas contínuas do planeta, o Pantanal de Mato Grosso se tornou foco de um projeto de restauração ecológica, financiado pelo Ministério do Meio Ambiente, elaborado por pesquisadores da Unemat e integrantes da comunidade local e coordenado pela professora Solange Ikeda Castrillon, segundo informações do portal oficial do governo de Mato Grosso.

O projeto, denominado “Recuperação das nascentes e fragmentos de mata ciliar do córrego do Assentamento Laranjeira I e mobilização para conservação dos recursos hídricos no Pantanal mato-grossense”, foi idealizado após a constatação da diminuição de chuva e da escassez de água na região.

Um dos objetivos principais do projeto é restaurar a vegetação dos entornos das nascentes, da mata ciliar e dos córregos. A ação é resultado da articulação de integrantes do Assentamento Laranjeira I.

A vivência de moradores locais levou à constatação de que a água do Pantanal está diminuindo e começando a faltar. O motivo são as atividades humanas, como o desmatamento de encostas e matas ciliares de córregos, lagos e rios, extinguindo a vegetação próxima às nascentes e olhos d’água e deixando-os expostos ao pisoteio de animais e ao assoreamento por erosão.

Além de ter sido observada pelos moradores, a escassez de água foi confirmada por pesquisadores. “A supressão da vegetação e a mudança de usos da terra desencadeiam uma série de alterações no meio físico, no ciclo hidrológico e no clima. Sem fazer estudos e pesquisas acadêmicas, alguns moradores, por experiência empírica, obtiveram os mesmos conhecimentos a que chegaram os cientistas e ecólogos. Sabiamente afirmou a moradora: a mata chama a chuva”, avalia a professora da Unemat Solange Ikeda, bióloga e doutora em Ecologia e Recursos Naturais.

Com o desmatamento do Cerrado e do Pantanal, as condições climática são alteradas, causando mudanças no regime de chuvas que regulam a umidade do ar e a temperatura.

“O desmatamento para a agricultura ou a implantação de pastagens para a pecuária retira um tipo de vegetação natural, expondo os solos aos impactos diretos das águas das chuvas e aos raios solares, incidindo na estrutura física (compactação) e química (nutrientes) do solo, assim como na microfauna (que são os decompositores) para introduzir cultivos diversos ou monoculturas”, explicou a pesquisadora.

A maior parte da área desmatada pela agricultura, no entanto, também está relacionada à pecuária, já que o desmate é feito para o plantio de grãos que, depois, irão alimentar os animais explorados para consumo humano.

Além do desmatamento, as áreas transformadas em pasto recebem animais como bois, porcos, ovelhas, cabritos, galinhas e patos, que pisoteiam o solo, impactando a superfície da terra, afetam a hidrografia por conta do uso excessivo de água ou pela poluição gerada por seus dejetos.

O estudo resultou no livro “Escassez hídrica e restauração ecológica do Pantanal: Recuperação das nascentes e fragmentos de mata ciliar do córrego no Assentamento Laranjeira I e mobilização para conservação dos recursos hídricos no Pantanal mato-grossense”, organizado por Solange Ikeda Castrillon, Alessandra Aparecida Elizania Morini Lopes (mestre em Ecologia) e João Ivo Puhl (doutor em História da América), da Universidade do Estado de Mato Grosso (Unemat), e pelo professor Fernando Ferreira de Morais (doutor em Biologia Vegetal), da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia.

A obra, disponível no Laboratório de Educação e Restauração Ecológica/ Celbe da Unemat, foi financiada pelo Ministério do Meio Ambiente e pelo Instituto Nacional de Pesquisa do Pantanal/Museu Goeld (INPP).


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Ação humana leva à redução de água na Amazônia, revelam estudos

Rios e lagos estão perdendo volume e áreas úmidas estão desaparecendo na floresta amazônica


Um estudo do WWF-Brasil e do Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon), publicado na revista científica Water/MDPI, revelou que 350 km² de área coberta por ambientes aquáticos foram perdidos por ano desde a década de 1980.

“Essa perda significa que a cada ano temos menos água do que o esperado na Amazônia. Pequenos rios, lagos, estão perdendo área e volume e as áreas úmidas estão desaparecendo”, afirma Bernardo Caldas, analista de conservação do WWF-Brasil.

Rio Negro (WWF / Michel ROGGO)

As causas dessa redução de água, segundo o estudo, são alterações no regime de chuvas, desmatamento, uso do solo e obras de infraestrutura – como barragens. Grandes obras alteram a dinâmica natural do ecossistema e modificam os corpos hídricos e fluxos de água, que impactam todo o sistema.

As intervenções humanas estão mais presentes no arco do desmatamento, na região sul da floresta amazônica. As informações são do portal oficial do WWF.

“É necessário um planejamento ambiental estratégico que considere o impacto das grandes infraestruturas, mais o causado por um conjunto de milhares de pequenas obras que cumulativamente afetam uma bacia hidrográfica”, finaliza Bernardo Caldas.

A descoberta do levantamento é corroborada por outro estudo, feito pela NASA e publicado no final de outubro. Segundo a pesquisa, a atmosfera acima da Amazônia está secando nos últimos 20 anos, o que aumentou a demanda por água e deixou os ecossistemas vulneráveis a incêndios e secas. De acordo com os pesquisadores, o aumento da seca é, principalmente, consequência da ação humana.

“A mudança na aridez atmosférica está muito além do que seria esperado da variabilidade natural do clima”, diz Armineh Barkhordarian, principal autor do estudo.

“É uma questão de oferta e demanda. Com o aumento da temperatura e o ar seco, as árvores precisam de mais água do solo para transpirar. Mas o solo não tem água extra para as árvores”, explica Sassan Saatchi, co-autor do estudo. “A demanda está aumentando, a oferta está diminuindo e, se isso continuar, a floresta poderá não ser mais capaz de se sustentar”, completa.

Para o pesquisador do Imazon, Carlos Souza Jr., o estudo da NASA reforça a hipótese de que o clima também contribui nesse processo. “A hipótese do nosso estudo é que há dois vetores que estão contribuindo para a perda de superfície de água na Amazônia: uso da terra e mudanças climáticas. As alterações do uso da terra foram evidenciadas no nosso estudo, com o desmatamento causando a ruptura da rede drenagem impactando pequenos rios e lagos”, assegura Souza.

Diante deste cenário, o Imazon pretende continuar investigando as consequências da redução de água na Amazônia.

“Nossa próxima investigação será analisar como esses impactos na redução da água vão afetar as populações tradicionais e indígenas, a produção de alimentos e de energia, e a biodiversidade. A redução da água pode ser um dos primeiros sinais mais claros de tipping point na Amazônia. Precisamos entender como o efeito combinando do clima e uso da terra podem acelerar esse processo e atingir outros ecossistemas. Estamos num momento crucial em que a ciência precisa ser entendida pela sociedade e ser considerada seriamente nas políticas públicas da região”, diz Carlos Souza Jr.

Consequências

As árvores e plantas retiram água do solo e, por meio dos poros das folhas, liberam vapor de água na atmosfera, resfriando o ar. Esse vapor eventualmente sobe e forma nuvens, dando origem à chuva. As florestas tropicais geram até 80% da própria chuva, especialmente durante a seca.

Com a diminuição de água, além do Brasil, países como Bolívia, Paraguai, Argentina e Uruguai são atingidos, já que todos eles recebem vapor de água da floresta amazônica, que é levado pelo ar. Com isso, menos chuvas são registradas.

Técnicas utilizadas

O WWF Brasil e o Imazon usaram imagens de satélite Landsat coletadas durante 33 anos – de 1985 a 2017. Para a realização do estudo, foram usadas tecnologias de processamento de dados em nuvens de computadores e uma análise dedicada com parceiros do Imazon.

Denominado “Um recente aumento sistemático do déficit de pressão de vapor na América do Sul tropical”, o estudo da NASA, que foi publicado em outubro na Scientific Reports, usou dados do instrumento Atmosfer Infrared Sounder (AIRS) da NASA a bordo do satélite Terra.


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Histórias Felizes, Notícias

Gatinha filhote se encanta ao ver a chuva pela primeira vez

Foto: Morgan Smith
Foto: Morgan Smith

A família de Betty a adotou há seis meses em uma clínica veterinária local, então ela ainda está aprendendo tudo sobre sua nova casa. Betty é uma gata de Interior, mas adora ver o mundo através de suas janelas e, às vezes, sua tutora a leva para fora e a deixa brincar lá supervisionada por alguém como um tratamento especial.

Como Betty estava olhando pela janela recentemente, aconteceu algo que ela nunca tinha visto antes – começou a chover.

“Eu a vi espiando pela porta da tela totalmente confusa”, disse Morgan Smith, mãe de Betty, ao The Dodo.

Foto: Morgan Smith
Foto: Morgan Smith

Smith decidiu levar Betty para fora e deixá-la experimentar a chuva em primeira mão e sua reação foi absolutamente inestimável.

“Ela estava muito confusa”, disse Smith.

Betty tentou freneticamente pegar as gotas de chuva, impressionada e ao mesmo tempo chocada com a água que caía do céu.

Eventualmente, Smith levou Betty de volta para dentro – mas isso não a impediu de continuar tentando descobrir toda a situação da chuva.

Foto: Morgan Smith
Foto: Morgan Smith

“Quando eu a levei de volta para dentro, ela correu direto para a porta novamente para tentar pegar a chuva”, disse Smith.

Eventualmente, Betty se acalmou e seguiu em frente com seu dia, mas sua família mal pode esperar para ver o que acontecerá na próxima vez que chover.

Para assistir o vídeo de Betty descobrindo a chuva clique aqui.

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Espécie de beija-flor descoberta esse ano está em extinção

A exploração do solo e devastação de florestas prejudicam o planeta e ameaçam a vida de inúmeros animais. A produção de óleo de palma, por exemplo, está destruindo a população de orangotangos. 

Um beija-flor em frente ao sol, com o céu alaranjado
Foto: Ramona Edwards/Shutterstock

Quando os seres humanos destroem o habitat natural de uma espécie, os animais ficam com espaços limitados para viver e encontrar alimento. A espécie Oreotrochilus cyanolaemus, conhecida como estrela-de-garganta-azul, é um beija-flor que foi descoberto no início deste ano. E está em extinção.

A espécie vivem nos cumes das montanhas da Cordilheira dos Andes, na América do Sul. Esta mesma região também abriga outros animais raros e especialistas acreditam que possa existir espécies ainda não descobertas.

Infelizmente, a ambição ameaça o beija-flor. A área é rica em ouro, cobre e chumbo, e se a mineração for permitida, os 75 quilômetros quadrados que constituem o habitat natural da espécie serão devastados. A exploração poderá causar a extinção completa desse beija-flor.

A organização Naturaleza y Cultura Ecuador (Natureza e Cultura do Equador) pretende tornar uma grande parte da área protegida, mas uma proteção governamental é extremamente necessária para a região. Uma petição foi criada para que o governo do Equador se comprometa a proteger a área e as espécies que a habitam.


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Nova espécie de baleia é descoberta na costa do Japão

A descoberta foi baseada no exame de várias amostras de baleias mortas, incluindo testes de DNA, que levaram os cetáceos a serem oficialmente nomeados de Berardius minimus


 

Baleia Berardius minimus | Foto: The Telegraph/Reprodução
Baleia Berardius minimus | Foto: The Telegraph/Reprodução

Uma pequena baleia negra encontrada nas águas do Oceano Pacífico, na costa norte do Japão, foi identificada por cientistas como uma nova espécie.

Acredita-se que os baleeiros (caçadores de baleias) que vivem na ilha mais ao norte do Japão, Hokkaido, já sabiam da existência dessas “baleias bicudas”, referindo-se a elas pelo nome local karasu, que significa “corvo”.

Cientistas do Museu Nacional de Natureza e Ciência da Universidade Hokkaido confirmaram que as baleias raras são uma espécie que nunca foi formalmente identificada.

Suas descobertas foram baseadas no exame de várias amostras mortas, incluindo testes de DNA, que levaram os cetáceos a serem oficialmente nomeados de Berardius minimus (B. minimus).

O professor Takashi Matsuishi, da faculdade de Ciências da Pesca da Universidade Hokkaido, disse ao Science Daily: “Ainda há muitas coisas que não sabemos sobre o B. minimus. Ainda não sabemos como são as fêmeas adultas, e ainda existem muitas questões relacionadas à distribuição das espécies, por exemplo. Esperamos continuar expandindo o que sabemos sobre B. minimus”.

Foto: Hal Sato/Science Reports
Foto: Hal Sato/Science Reports

As baleias-de-bico são conhecidas por serem tímidas e arredias, com capacidade de mergulhar por longos períodos e preferência por águas profundas, o que significa que seu comportamento não foi tão bem documentado quanto o de muitos outros cetáceos.

Pesquisadores teriam acessado as redes de mamíferos marinhos, que compartilham informações entre cientistas sobre mamíferos marinhos encalhados ou falecidos. Posteriormente, eles coletaram seis baleias-de-bico encalhadas ao longo da costa norte do Japão, no mar de Okhost, antes de realizar análises aprofundadas de sua composição.

“Só de olhar para eles, podemos dizer que eles têm um tamanho corporal notavelmente menor, corpo em forma de eixo, bico mais curto e cor mais escura em comparação com as espécies conhecidas de Berardius”, acrescentou Tadasu Yamada, membro da equipe de pesquisa e curador do Museu Nacional de Natureza e Ciência.

A descoberta das novas espécies de baleias, suspeitas de serem as mesmas do tipo “karasu”, identificadas há muito tempo pelos baleeiros locais, ocorre logo após o Japão retomar suas controversas práticas de caça às baleias após um hiato de 33 anos, segundo o Telegraph.

Hokkaido é conhecido há muito tempo como um dos centros de caça às baleias do Japão, com muitos baleeiros baseados no porto de Kushiro.

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Estudo revela que esquilos “escutam” a comunicação de pássaros para se proteger

Pesquisas mostram que a técnica de prestar atenção às informações trocadas entre outras espécies é mais difundida e ampla do que se pensava entre os animais


Por Nicola Davis*

Pesquisas mostram que a técnica de prestar atenção às informações trocadas entre outras espécies é mais difundida e ampla do que se pensava entre os animais

Uma recente pesquisa descobriu que os esquilos escutam as conversas dos pássaros canoros para descobrir se a aparência de um predador é motivo de alarme.

O estudo aponta que animais, incluindo esquilos, sintonizam “gritos” de alarme de outras criaturas, enquanto alguns observam sinais específicos de outra espécie com a qual eles coexistem para avaliar o perigo.

Mas os pesquisadores sugerem também prestar atenção na conversa cotidiana entre outras espécies, como uma maneira de avaliar se há problemas em andamento.

“Este estudo sugere que a ‘espionagem’ de informações públicas sobre segurança entre as espécies é mais difundida e mais ampla do que se pensava originalmente”, disse o professor Keith Tarvin, co-autor do estudo do Oberlin College, Ohio.

Escrevendo na revista Plos One, Tarvin e os colegas relataram como fizeram sua descoberta observando 67 esquilos cinzentos enquanto pesquisavam áreas diferentes nos parques e regiões residenciais de Oberlin.

Após 30 segundos de observação de um esquilo, os pesquisadores reproduziram uma gravação da vocalização de um falcão de cauda vermelha, que durou alguns segundos – e seu comportamento nos próximos 30 segundos foi monitorado.

Os resultados revelaram que, nos 30 segundos após ouvir o barulho do falcão, os esquilos aumentaram a porcentagem de seu tempo “vigilante” – mostrando comportamentos como congelamento, fuga ou em pé – em comparação com antes da vocalização, enquanto também procuravam com mais frequência vigiar o ambiente, segundo o The Gaurdian.

Os pesquisadores reproduziram então uma gravação de três minutos de várias espécies diferentes de pássaros cantando e tagarelando para os esquilos ouvirem.

A equipe observou que esses pássaros canoros costumavam desconfiar de falcões de cauda vermelha e eram conhecidos por enviar alarmes uns aos outros em resposta a esses falcões, bem como a predadores que os atacavam, além de esquilos. No entanto, eles conversam quando havia pouco sinal de ameaça.

Foram analisados os resultados de 28 esquilos que ouviram a tagarelice dos pássaros e 26 esquilos que ouviram barulho ambiente – os primeiros tinham escapado antes que os dados pudessem ser coletados.

Levando em conta as respostas dos animais ao barulho do falcão e se eles estavam em uma árvore ou no chão, a equipe descobriu que os esquilos que foram ouviram os pássaros “conversando” erguiam a cabeça com menos frequência durante a gravação do que aqueles que ouviam o ruído ambiente e o número dessas “olhadas pra cima” diminuíram mais rapidamente ao longo do tempo.

Os esquilos mostraram níveis semelhantes de comportamento vigilante durante os dois tipos de gravação, mas aqueles expostos à conversa de pássaros pareciam reduzir esse comportamento mais rapidamente do que aqueles expostos ao ruído ambiente.

“O reconhecimento da ‘conversa dos pássaros’ como um sinal de segurança provavelmente é adaptável, pois os esquilos que podem reduzir com segurança seu nível de vigilância na presença da ‘conversa de pássaros’ também podem, presumivelmente, aumentar o sucesso da busca por alimentação”, escreveram os autores.

Dr. Jakob Bro-Jorgensen, ecologista da Universidade de Liverpool que não participou do estudo, disse que a pesquisa mostra que os animais podem avaliar o risco de predação não apenas de ‘chamadas de alarme’, mas também de sinais sem alarme, mesmo de espécies que eles não costumo sair com.

“O estudo chama atenção para a forma como os animais podem coletar informações de seu ambiente, usando pistas que, à primeira vista, podem parecer irrelevantes”, disse ele. “E isso faz você se perguntar como o impacto cada vez mais difundido das atividades humanas nas paisagens sonoras naturais pode comprometer a sobrevivência da vida selvagem de maneiras que sequer imaginamos”.

*Traduzido por Eliane Arakaki

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