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Cão é adotado após tutor abandoná-lo por considerar o animal “burro”

Foto: Reprodução Facebook / Muttville Senior Dog Rescue

“Ele é burro”, esta foi a frase usada por um norte-americano para abandonar um poodle de 18 anos em um abrigo. Idoso, o cachorro foi descartado quando mais precisava de proteção e cuidados. Seus antigos tutores não imaginavam, porém, que o amor negado por eles seria entregue ao animal em dobro não só pelos voluntários do abrigo, mas pela nova família do cão, que logo foi adotado.

Figgy superou a expectativa de vida de cães da raça poodle, que costumam viver, em média, entre 12 e 15 anos. E se para seus antigos tutores os 18 anos do cachorro não eram motivos para comemorar, para Eileen, sua nova tutora, não faltaram razões para celebrar o presente que era ter um novo membro em sua família.

Abandonado no Muttville Senior Dog Rescue, em San Francisco, no estado norte-americano da Califórnia, Figgy comoveu os voluntários do abrigo, que sabiam o quão difícil seria encontrar alguém disposto a adotar um animal de idade tão avançada.

Eles ficaram ainda mais abalados quando souberam dos argumentos que o antigo tutor do poodle usou para justificar o abandono. Sua esposa não gostava do cachorro, que tem artrite e é muito “burro”. Foram essas as duras palavras do homem, que tratou Figgy como um objeto descartável.

O problema, no entanto, não era o poodle, mas sim a forma distorcida como ele era visto por sua antiga família – o que foi resolvido pela ONG, que providenciou uma nova tutora para o cachorro capaz de enxergá-lo com os olhos do coração e, assim, ver apenas qualidades no animal.

Foto: Reprodução Facebook/ Muttville Senior Dog Rescue

A entidade sabia que, na verdade, o abandono de Figgy tinha sido motivado por sua idade avançada. Idoso, ele precisa de cuidados especiais, tem menos resistência a doenças e demanda mais recursos financeiros. Nada disso, entretanto, era um problema para Eileen, que o levou para casa.

Para impedir que o poodle terminasse sua vida em uma baia solitária do abrigo, os voluntários da instituição entraram em contato com Eileen. Membro da equipe de voluntariado do Muttville Senior Dog Rescue, ela é conhecida por dar abrigo a cachorros idosos para lhes oferecer um fim de vida digno e repleto de amor.

Ao ser contatada pela ONG, a norte-americana não pensou duas vezes. E para sua surpresa, ao chegar no abrigo Eileen percebeu que Figgy parecia esperar por ela. Isso porque os dois experimentaram um vínculo de afeto imediato no momento em que se conheceram.


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Foto de cãozinho em situação de rua se agarrando a um ursinho de pelúcia se torna viral

Foto: Yvette Holzbach
Foto: Yvette Holzbach

Tudo começou com uma foto que só pode chamada de “ a mais triste imagem do mundo”. Um cão em situação de rua deita-se na calçada, aparentemente esquecido e sem amor. Sua única fonte de conforto é um ursinho de pelúcia similarmente descartado e esquecido que ele segura tão firmemente quanto pode.

A fotógrafa, Yvette Holzbach, escreveu: “Aqui está um cão abandonado consolando-se em um brinquedo gasto e descartado. Quantos dos cães que vemos também são jogados na rua depois de terem cumprido o seu propósito?”

A imagem foi compartilhada massivamente e se tornou viral, pessoas de toda a internet escreveram para expressar sua preocupação com o cachorro e descobrir o que havia acontecido.

Mas enquanto muitas pessoas agradeceram Holzbach por chamar a atenção para o pobre filhote, outras criticaram-na por não levar o cachorro para casa com ela no local. Como uma resgatadora de cães, Holzbach trabalha com uma organização chamada Forgotten Dogs da 5ª Ala, que ajuda cães sem-teto em um dos bairros mais pobres de Houston, Texas no EUA.

Ela regularmente tira e publica fotos de cães abandonados em suas patrulhas pela vizinhança. Ela e seus companheiros de resgate tentam encontrar os tutores de cães perdidos, obter cuidados veterinários, esterilizá-los ou castrá-los e, em muitos casos, conseguir lares temporários para eles e lares definitivos.

Mas a seriedade e abrangência do problema muitas vezes escapa às pessoas que não enxergam o que Holzbach faz. Depois que sua foto rodou a internet, muitos comentários negativos fizeram uma pergunta simples mas brutal: “Por que você não resgatou o cachorro?”. Então Holzbach sou o Facebook para explicar exatamente o que acontece todos os dias com as equipes de resgate que trabalham como ela e ajudar os críticos de plantão a entender a situação.

Como Holzbach escreveu na página da ONG Forgotten Dogs of the 5th Ward, “em uma rota de alimentação podemos alimentar até 50 cães em situação de rua. Desses 50 cães, temos sorte se conseguirmos salvar um, porque a triste verdade é que não há lares adotivos suficientes para colocar todos esses cães”. Se ela e seus colegas resgatassem todos esses cães, não teriam tem onde levá-los.

Em vez de tentar levar todos eles, eles tentam dar assistência médica a tantos quantos podem e, para aqueles que não podem mais ficar nas ruas, tentam resgatá-los e colocá-los em lares temporários.

Holzbach destacou como o problema é sério e como é triste fazer com que ela e seus colegas deixem os cães sem-teto nas ruas. Ela também convidou todos os críticos a virem e verem por si mesmos. “Se houver alguém que não entenda bem o que estamos enfrentando, damos as boas vindas a você para fazer um passeio conosco. Você ficará surpreso com o número de cachorros desabrigados que existem”.

Como se viu depois, o cachorro, que Holzbach chamou de Teddy por causa de seu amigo de pelúcia, tinha pelo menos um humano em sua vida que se importava. Quando Holzbach e seus colegas da ONG Forgotten Dogs voltaram para descobrir o que havia acontecido com o cãozinho em situação de rua, encontraram um homem de 87 anos chamado Calvin, que reconheceu o cachorro da foto e disse que era um dos muitos que ele estava se alimentando.

Como escreveu Holzbach, “esse era seu cachorro, junto com muitos outros que ele havia resgatado das ruas ao longo dos anos. Ao mesmo tempo, ele tinha até 20 em seu quintal”. Ela sabia que ele amava o cachorro e sua organização se ofereceu para esterilizar e castrar os três cachorros restantes em sua casa, de graça.

Este foi um episódio que ilustrou exatamente o que Holzbach estava falando. “Espero que, ao publicar a foto, a conscientização tenha sido levantada para a situação dos cachorros em situação de rua. Estamos enfrentando uma batalha difícil e só podemos esperar que chegue um momento em que nenhum cão terá que lutar para sobreviver nas ruas”.

Foto: Yvette Holzbach
Foto: Yvette Holzbach

Infelizmente, o Sr. Calvin faleceu em 2018, mas sua bondade para com os cães de Houston nunca será esquecida graças a Yvette Holzbach e aos esforços contínuos de sua organização para ajudar aqueles que foram deixados para trás.

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Você é o Repórter

Tutora abandona cão em avenida de Santo André (SP)

Margarete Calef
fadalivia@gmail.com

Cão foi cruelmente descartado pela tutora (Foto: Divulgação)

Temos mais um “desovado” na Av. Firestone, em Santo André, SP. Dei-lhe o nome de Oliver.

Alguns dias antes do carnaval, esse lindo menino foi levado ate ali por sua “tutora” e entregue na mão dos carroceiros com as seguintes palavras: “estou jogando fora, se quiserem podem ficar com ele, do contrário JOGUEM NO LIXO!!!  e feito isso, ela simplesmente largou a coleira dele e foi embora.

Até para os  carroceiros que ficam ali essas palavras foram pesadas demais, eles ficaram atônitos olhando a mulher sem conseguir esboçar nenhuma reação.

Enfim, Oliver está ali com eles e estamos aguardando um lugar pra tirá-lo de lá. Enquanto isso estou batalhando uma casa pra ele também.

Gente, ele é lindo! Brincalhão, tem no máximo 2 anos de idade, já está vacinado, vermifugado e também será agendada sua castração, não podemos fazer ainda por ele estar na rua junto com os carroceiros – mas será castrado com certeza.

Já foram tantos tirados de lá, que a alma da gente fica calejada.

Por favor, divulguem esse menino. Ele merece uma chance! Foi jogado como lixo, ou até pior.

Contato comigo: (11) 8477-0486 / Margarete.

Estou em Santo André/SP.

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Você é o Repórter

Indignado com a crueldade humana, curitibano salva animais das ruas

Siegmar Metzner

metzner@curitiba.goethe.org

Todos nós recebemos o dom de realizar milagres, quer sejam eles pequenos ou grandes. Tenho realizado os meus nestes últimos anos e continuarei a fazê-los.

Foto: Siegmar Metzner
Foto: Siegmar Metzner

Essa é Gleisie, tirei a foto no dia em que a encontrei. Foi em outubro de 2008. Segundo a veterinária ela deveria estar com uns 50 dias de vida, talvez no máximo dois meses. Gleisie foi abandonada numa pracinha perto de onde moro, estava com sarna, tiramos dela alguns carrapatos, suas patinhas estavam bastante machucadas, sua cauda havia sido cortada, provavelmente com uma tesoura e alguém, talvez crianças da redondeza haviam perfurado seu abdômen com um pedaço de madeira ou galho. Abaixo, Gleisie seis meses depois.

Foto: Siegmar Metzner
Foto: Siegmar Metzner
Foto: Siegmar Metzner
Foto: Siegmar Metzner

Essa menina aí de cima é Pitchulina, abandonada em dezembro de 2008. Assim como Gleisie, ela tinha sarna, estava machucada e com enormes tumores de mama. Eis a menina aí, alguns meses depois.

Foto: Siegmar Metzner
Foto: Siegmar Metzner

A crueldade para com os animais é enorme. Basta um pequeno animal ficar doente para ser descartado como se fosse lixo, abandonado para morrer sozinho em algum canto. Poucos recebem ajuda e poucas pessoas se dignam a dar uma segunda olhada. Algo está muito errado.

Foto: Siegmar Metzner
Foto: Siegmar Metzner

Essa turma da pesada aí de cima é toda minha: Felipão, Dingo,Ceci, Kika, Tigrinha, Panda, Karol, Pitchulinha,Gleisie, Ophra e Tikinha. Cada um deles poderia contar uma história triste, mas creio que nenhum deles se lembra mais do terrível destino que seres humanos ‘’desumanos’’ quiseram lhes impor.  Além destes onze, tenho mais quatro cães que não aparecem na foto: Tuffi, Espeto, Xikita, Pelé e Pingüim, além de dois gatos muito especiais.

Todos estavam doentes, abandonados e machucados de alguma forma. Não considero nada de especial o que fiz e faço, sei de pessoas que fazem milagres ainda maiores. Mas uma coisa é certa: faz um bem enorme pra alma da gente, poder ao menos fazer um pouquinho.

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