De olho na saúde

Saiba tudo sobre dermatite em cães

Divulgação

Dermatite em cachorro é um dos distúrbios mais comuns no mundo canino, além de um dos mais incômodos para os animais. Acometendo cerca de 70% dos cães com idade entre um e três anos, o problema só é menos comum, no mundo dos cachorros, que as alergias caninas causadas por picadas de pulgas.

Tendo algumas raças que podem ser consideradas mais predispostas à doença – incluindo nomes como Lhasa Apso, Shih Tzu, Shar Pei, West Highland White Terrier, Scoth Terrier, Pug, Dálmata, Boston Terrier, Boxer, Labrador, Schnauzer Miniatura, Golden Retriever, Pastor Belga, Bulldog Inglês e Fox Terrier – a dermatite em cachorro pode ser notada em alguns casos raros até antes dos seis meses de vida do animal.

Podendo vir de diferentes origens, a doença tem os fungos e bactérias como principais causadores, sendo que outros fatores como o estresse, distúrbios emocionais, umidade e genética também podem desencadear o problema. Doenças, como o hipertiroidismo canino, hiperadrenocorticismo, problemas de origem endócrina, também podem ser considerados fatores que facilitam o aparecimento de dermatites.

A umidade e a falta de ventilação em animais com pelagem comprida e vasta está entre os principais fatores para o aparecimento de dermatites, portanto, ter certeza de que seu pet foi devidamente seco e a escovação frequente no animal são atitudes importantes para garantir a prevenção da doença em cachorros.

Lambidas constantes do cão em uma determinada região do corpo também podem ser responsáveis pela dermatite canina, e ainda indicar um sintoma da doença, já que, além de causar a alergia, as lambidas são um sinal característico em animais portadores de alergias. As lambidas excessivas, inclusive, causam uma dermatite secundária a qualquer alteração de pele, que são as dermatites por lambedura. Além disso, fique atento; lambidas também podem ser sinal de sarna canina.

Para tratar os animais com dermatite, o primeiro passo é identificar com clareza a origem do problema, pois, os fatores que desencadeiam o problema – sendo eles de origem bacteriana, genética ou emocional – devem ser os primeiros a serem combatidos.

Uma consulta do animal com um médico veterinário é de extrema importância para tratar o problema do animal, tendo em vista que somente um profissional pode determinar com propriedade as causas e o tratamento para a dermatite em cachorro. A aplicação de produtos anti-sépticos nos cães, como xampus terapêuticos, está entre os métodos de cura da dermatite nos animais, sendo que, em casos mais graves, até mesmo medicação oral antibiótica pode ser usada para erradicar o problema.

Fonte: Cachorro Gato

​Read More
Notícias

Dermatite canina se desenvolve em 70% dos cães entre 1 e 3 anos de vida

Divulgação

Cerca de 70% dos cães com idade entre 1 e 3 anos desenvolvem algum tipo de dermatite canina: qualquer agente ou afecção que causa a inflamação da pele do animal. “Quando o animal começa a apresentar queda de pelos, prurido (coceira), áreas de vermelhidão, lambedura excessiva e crostas ou feridas na pele, é sinal de que ele está com alguma dermatite e precisa ser levado ao veterinário”, alerta Amanda Cologneze, veterinária responsável técnica do laboratório Mundo Animal.

A profissional explica que existem vários tipos de infecções de pele que podem afetar os cães. “Podemos citar a dermatite alérgica por picada de insetos/ectoparasitas, a atópica (hereditária), a alimentar, a dermatite por contato com produtos ou substâncias que irritam a pele e a dermatite psicogênica, geralmente causada por estresse”, explica Amanda, que lembra ainda que a dermatite causada por fungos, por exemplo, pode ser transmitida aos humanos.

Prevenção e tratamento

Para prevenir o animal de dermatites, é necessário que os tutores mantenham periodicamente os banhos e as consultas ao veterinário devem ser constantes. “A higiene é fundamental para enfraquecer ou repelir os agentes causadores de dermatites”, explica a veterinária.

Quando o animal já foi acometido, o tratamento dependerá muito do tipo de dermatite que ele possui, mas pode ser realizado com antibióticos, antifúngicos, corticoides e, no caso da dermatite alérgica por picada, pela aplicação de antiparasitários. “Em casos de dermatite de origem alimentar, é necessário realizar uma dieta por exclusão de alimentos para saber o que o animal pode comer. Geralmente eles precisam ter uma alimentação natural”, afirma.

O tratamento também pode ser realizado por meio de suplementação ou manejo e condicionamento do animal quando a dermatite for psicogênica. “O causador desta dermatite é o estresse que ocorre por diversos motivos, como a inserção de um novo animal na casa ou até mesmo mudança de ambiente e rotina. Nesses casos, o condicionamento do mesmo poderia prevenir de alguma forma”, finaliza Amanda.

Fonte: Jornal Dia a dia

​Read More
Notícias

Verão aumenta incidência de dermatite em animais

Foto: Divulgação
Foto: Divulgação

A chegada do verão faz aumentar a incidência de dermatites entre os animais domésticos. Os motivos são variados: a exposição à grama de praças e parques, o tempo mais seco, o sol, entre outros. A dermatite atópica, um dos principais problemas de pele que acomete animais domésticos, é genética e pode causar desconforto ao animal. O assunto será o tema da palestra da Dra. Rita Carmona, veterinária e mestre em dermatologia pela USP, no próximo dia 30, no Park Hotel, em Jundiaí.

A dermatite atópica é causada por elementos presentes no ambiente como pólen e fungo, que acabam sendo absorvidos pela pele do animal. “Cães jovens com até 2 anos de idade são os que mais sofrem com dermatite atópica, que gera coceira, vermelhidão e lesões cutâneas. Os sintomas podem ser controlados com hidratantes e emolientes com ação anti-inflamatória na pele”, explica Carmona.

De acordo com a especialista, o problema é o mais comum na área de dermatologia e pode provocar doenças secundárias como infecções, que podem ser geradas nas feridas que o próprio animal faz ao se coçar. “A dermatite afeta o bem-estar do cão, que acaba coçando e lambendo a pele a todo momento”, diz a veterinária.

Voltado para veterinários e estudantes da área, o evento é uma breve atualização sobre o que foi apresentado no 8º Congresso Mundial de Dermatologia Veterinária, maior evento do setor, que foi realizado em Bordeaux, na França.

Fonte: Diário de Campo Grande

​Read More
Notícias

Estresse é o principal fator de dermatite por lambedura em cães

(Foto: Arquivo Notícia Animal)
(Foto: Arquivo Notícia Animal)

Segundo clínicos veterinários, problemas dermatológicos em cães e gatos configuram-se em uma das principais razões para que os tutores de animais busquem auxílio de especialistas. O diagnóstico de patologias relacionadas a pele, porém, são mais complexos do que parecem, podendo variar entre doenças parasitológicas, bacterianas, virais, intoxicações cutâneas, tumores, traumas, infecções, entre outras causas. O fator de estresse, por exemplo, pode estar intimamente relacionado com a dermatite por lambedura em cães, caracterizada por lesão provocada pelo próprio animal através da mastigação e lambedura da pele.

A médica veterinária Silvia Parisi, que administra o portal www.webanimal.com.br, explica com mais detalhes as causas deste tipo de dermatite. “Descartados problemas de pele, podemos pensar na dermatite psicogênica, ou seja, ferimento causado pela lambedura do animal exposto a condições de estresse. Ele lambe porque está sozinho, estressado por mudanças no ambiente ou porque não tem o que fazer”, diz.

A veterinária conclui que, além de instituir o tratamento para curar a ferida que pode se manifestar ulcerada, é necessário mudar a rotina do animal para cessar o problema. “É preciso dar atividade ao animal como longos passeios diários e brinquedos para ele se entreter”, opina.

Em um trabalho de conclusão de curso de pós-graduação em acupuntura veterinária, publicado em 2009, a autora Maria Silvia Nogueira Affonso propôs uma abordagem terapêutica complementar para a dermatite por lambedura. Segundo sua pesquisa, alguns pontos, quando estimulados, podem restabelecer o equilíbrio mental de animais acometidos por essa patologia. “A acupuntura só vem a somar ao tratamento das dermatoses psicogênicas. Quando o diagnóstico é feito na Medicina Tradicional Chinesa, os pontos escolhidos irão acalmar o aspecto mental, além de tratar o canal afetado”, argumenta.

Para mais informações sobre dermatite por lambedura, consulte o médico veterinário de sua confiança. Nunca medique seu animal sem a recomendação de um profissional. O risco pode custar a vida do seu melhor amigo.

 Fonte: Notícia Animal

​Read More
Você é o Repórter

Cocker jovem abandonado na chuva precisa de um novo lar em Curitiba (PR)

Thais
cordeirothais@ymail.com

O “Pepe” (um cocker ou misturinha de cocker de uns 4 ou 5 anos) foi encontrado ontem a noite (19/01/2011)umas 19h perto de casa, debaixo de chuva, seguindo uma senhora e seu neto, em Curitiba (PR). Ele estava perambulado desde cedo e sempre indo atrás de alguém, principalmente crianças.

Ele é muito dócil, não late nem morde. Algumas vezes choraminga e só. Provavelmente por conta das dores que sente. Sua pele está tomada de sarna e uma espécie de dermatite. Também apresenta otite, assim como diversos parasitas. Depois de algumas horas de bastante angústia alguns vizinhos/amigos se enterneceram por Pepe e nos juntamos para ajuda-lo. Depois de comer e beber água ele passou a noite na garagem da única vizinha que podia e se propôs a abriga-lo até a manhã seguinte.

Pela manhã levei Pepe ao petshop Aconchego Animal e fomos muito bem atendidos pela Ana e pela Dra. Luciana Neuwirth. Porém Pepe não tem um lar ainda e não tínhamos mais para onde leva-lo, todos por aqui moram em apartamentos pequenos e já com um, dois ou três animais. A Claudia que o a brigou tem 8 gatos em casa! Dra Luciana nos ofereceu hospedagem até encontrarmos um lar para o fofo.

Estamos fazendo vaquinha, mas Pepe ainda precisa de muita ajuda. A diária na clínica ficou por 25,00 incluindo a medicação e um banho semanal com shampoo especial para o banho. Temos o dinheiro por uns 3 dias, depois não sabemos como ficará. Temos uma conta para depósito se alguém quiser colaborar para o Pepe permanecer na clínica, assistido pela veterinária até se recuperar e encontrar um lar. Ficaremos todos, muito agradecidos.

Banco do Brasil
Ag.:3262-x
Cc: 11065-5
Thais Cristina Cordeiro

Ele precisa muito ser adotado por alguém que o cuide, o ame e proteja para que nunca mais ele passe por sofrimento.

Contato: Thais (41) 35281012 / 92155756

​Read More
Notícias

Determinar causa de alergia em cães pode ser trabalhoso

Atualmente elas correspondem a cerca de 70% dos casos dermatológicos e, muitas vezes, o diagnóstico é trabalhoso. Não é possível diagnosticar alergia de forma confiável através de um exame laboratorial, como os veterinários fazem com tantas outras doenças dermatológicas, tais como as dermatites parasitárias (sarnas), as dermatites fúngicas (micoses), as neoplasias, as doenças autoimunes e tantas outras.

O que ocorre, na maioria das vezes é, que, muitos tutores saem frustrados da consulta com o especialista em dermatologia, comentando: “Mais um que não sabe o que meu cachorro tem”.

Um diagnóstico confiável é baseado na exclusão de demais dermatopatias pruriginosas – doenças que causam coceira – e, uma vez confirmado a alergia, deverá ser excluídas as diversas causas alérgicas. Isto, na maioria das vezes, gera frustração tanto ao tutor do cão quanto ao médico veterinário. Às vezes o tutor já consultou inúmeros profissionais da medicina veterinária antes de chegar a um especialista e quer uma resposta simples e objetiva que resolva o problema do seu amigo de 4 patas. Por outro lado, os especialistas, também se frustram ao perceber o semblante desanimador do responsável pelo animal, pois o mesmo terá que passar por várias etapas antes de descobrir o tipo de alergia que se desenvolve em seu cachorro e, em certos casos, ele terá que lidar com algo incurável por toda a vida.

A primeira etapa consiste na eliminação de pulgas, ectoparasitas, piolhos e carrapatos. Uma vez feito isso, deverá ser eliminado – em teste – os alimentos possivelmente envolvidos na alergia do cachorro e, isto, exige muita paciência e dedicação por parte dos tutores, pois terão que oferecer alimentos caseiros ao cão por um longo período, que varia entre 60 e 90 dias, e remover todos os alimentos industrializados da sua dieta, chamada de eliminação. Esta dieta é uma etapa fundamental para se excluir alergia alimentar, e não pode ser negligenciada. Os ingredientes são escolhidos pelo profissional veterinário com base naquilo que o animal nunca tenha ingerido anteriormente. A adesão a este protocolo é fundamental para ser concluída a  alergia que o ‘fiel amigo’ tem de fato.

Uma vez feito isto e não havendo melhora clínica terá a conclusão que se trata de uma dermatite atópica, também chamada de alergia a inalantes ambientais, pelo qual é incurável, exigindo um tratamento permanente no cachorro.

Fonte: Portal da Cinofilia

​Read More
Notícias

Carência de zinco favorece o surgimento de dermatite em cachorros

A necessidade de zinco para cães é de cerca de 120 mg por quilo de ração. O zinco é fundamental para o funcionamento de mais de 200 enzimas envolvidas no metabolismo de carboidratos, gorduras e proteínas. Atua também no funcionamento do sistema imunológico, para estrutura e funcionamento da pele e para que o animal mantenha os sentidos do olfato e do paladar.

Além da quantidade de zinco na dieta, é importante considerar outros elementos que interferem em sua absorção. Altos níveis de fitato (ácido fítico) ou rações com excesso de cálcio podem prejudicar a absorção de zinco pelo animal.

Assim, a carência de zinco, a presença de farinha de soja na alimentação dos cães, a presença de hormônios na carne e a química da ração (conservantes, flavorizantes e corantes) são os transtornos da era moderna.

Com informações do Portal da Cinofilia

​Read More
Notícias

Saiba como proteger seus animais das doenças causadas pelo sol

A semana foi de muito sol e calor em Uberlândia (MG). Os termômetros chegaram a registrar 32ºC na cidade. Nessa época do ano, assim como os humanos, os cães e gatos devem proteger a pele usando protetor solar. Segundo a médica veterinária Christina Resende Martins, o produto previne o aparecimento de dermatites solares que quando não tratadas podem evoluir para câncer de pele.

O uso do filtro solar em animais de estimação pode ser considerado luxo, no entanto, a veterinária afirma que o produto é importante para proteger a pele do animal, principalmente os que têm a pele clara e desprovida de pelos.

A veterinária explica que o produto deve ser aplicado 30 minutos antes de o animal se expor ao sol. “O filtro solar deve ser passado em áreas onde há maior risco de aparecer as dermatites, como focinho, abdômen, parte interna das coxas, ao redor dos olhos e pontas das orelhas”, disse.


Cassiano e o gato Mingau, que não toma sol sem protetor
Cassiano e o gato Mingau, que não toma sol sem protetor (Foto: Reprodução/Correio de Uberlândia)


Para prevenir o aparecimento da doença no gato Mingau, 5 anos, seus tutores, o tatuador Cassiano Pereira Arantes e a veterinária Fernanda Genaro, não abrem mão de aplicar protetor solar no bichano. Eles contam que há um ano e meio conheceram o produto para pet e que desde então aplicam o protetor no focinho e nas pontas das orelhas do gato de pele clara. “O Mingau adora tomar sol no fim da manhã, que é um horário arriscado, por isso o uso do produto é indispensável. Há três anos começaram a aparecer pintas na pele dele, um indício de que ele tem prédisposição para adquirir câncer de pele se não tomarmos esses cuidados”, afirmou Cassiano Arantes.

Atenção aos horários

O uso do protetor solar em animais é apenas um dos cuidados que é preciso ter com os animais nos dias mais quentes. Christina Martins afirma que para evitar doenças de pele causadas pelo sol, cães e gatos não devem passear ou ficar expostos aos raios solares nos períodos mais quentes do dia. “Os animais devem caminhar nas primeiras horas da manhã ou nos fins de tarde e de preferência com o protetor solar”, afirmou a veterinária.

Cuidados que o estudante de veterinária Maxwell Santana segue rigorosamente com seus cães da raça maltês. Mega, 9 meses, Fony, 2 anos e Ornela, 3 anos, só tomam sol até as 10h. “Apesar de terem o pelo longo, o maltês é uma raça que tem a pele sensível”, afirmou Maxwell Santana. O estudante afirma que só não utiliza protetor solar em seus cães porque ainda não encontrou o produto à venda na cidade.

Segundo a médica veterinária Christina Resende Martins, protetores de humanos não devem ser aplicados em animais de estimação, pois podem causar alergias. “O filtro solar para animais foi desenvolvido para pele deles e protege conta os efeitos nocivos dos raios UVA e UVB. O produto é encontrado no fator 30 e resistente à água”, disse.

Manchas alertam tutor

Segundo a médica veterinária Christina Resende Martins, o risco de câncer de pele em animais que ficam expostos ao sol nas horas mais quentes do dia é grande. “Uma dermatite solar quando não tratada pode se tornar uma doença maligna”, afirmou. Os tutores devem ficar atentos às lesões na pele do animal. Segundo a veterinária, pontos avermelhados são os primeiros sintomas de dermatites solares. Esses podem evoluir para placas e nódulos. “Quanto mais cedo o tutor do animal procurar um veterinário, mais fácil será o tratamento e maiores serão as chances de cura.”

Fonte: Correio de Uberlândia

​Read More
Notícias

Veterinária alerta que dermatites alérgicas são comuns em cães

Um dos problemas de saúde mais comuns entre os pets são as doenças de pele. Coceira, vermelhidão, ferida e queda de pelo são os principais sintomas de que o animal está com algum problema dermatológico. O mais comum deles é a dermatite alérgica.

Segundo a médica veterinária Sirlei Manzan, as alergias cutâneas representam 15% das consultas em sua clínica e a mais comum entre os pets é a atopia, causada pelo contato com ácaros, bolores, pólen e poeira.

Há também a alergia causada pela picada de pulga. Atualmente existem vários produtos no mercado que combatem de forma eficaz o inseto deixando o animal livre desse tipo de alergia.

Outra forma de dermatite alérgica é a alimentar. Segundo Sirlei, uma das formas de evitar o mal é dar aos pets apenas produtos destinados a eles. “Doces, pães, queijo e outros alimentos que comemos devem ser evitados”, afirmou a veterinária.

Esse é o caso da poodle Meg, a cadela de 12 anos, que, além de alergia alimentar, possui atopia. A estudante Janaína Fernandes conta que Meg sempre sofreu com coceiras pelo corpo e, com a idade, o quadro clínico piorou.

No ano passado, Janaína Fernandes decidiu fazer teste alérgico em Meg. O resultado mostrou que a poodle é alérgica a perfume, cigarro, poeira, grama, milho, cenoura e tomate. “Ela toma medicamentos à base de corticoide e come uma ração hipoalergênica. Fico agoniada quando a Meg começa a se coçar e por isso nem penso, faço qualquer coisa para que ela fique bem”, disse.

Além das alergias como a de Meg, há dermatites provocadas por tristeza, estresse, depressão e outras causas emocionais. “Todo animal que lambe a pata possui alguma doença psicológica. Nesse caso é preciso entrar com tratamentos antidepressivos e ansiolíticos”, disse a veterinária.

Micoses e piodermites são outros tipos de doenças de pele que exigem atenção. As micoses são causadas por fungos e são transmissíveis, inclusive ao homem. E as piodermites são infecções mais profundas, causadas por bactérias.

Outro tipo de doença de pele está ligado a problemas nas glândulas tireoides e na glândula supra-renal. Segundo a veterinária, as dermatites hormonais estão sempre ligadas a outros problemas de saúde como hipotireoidismo, a obesidade e problemas renais.

Doença possui dois tipos e é transmissível

Popularmente conhecida, a sarna é outro problema comum dos pets. Existem dois tipos delas, a escabiose, transmissível a outros animais e ao homem, e a demodécica, considerada mais grave e transmitida nas primeiras horas de vida da mãe para o filhote, que é amamentado.

A dona de casa Cristiane Silva descobriu que seu cachorro Fred tinha sarna demodécica na primeira semana que chegou à sua residência. O shitzu de 3 anos apresenta os sintomas da doença sempre que está com a imunidade baixa.

Cristiane já chegou a gastar R$ 700 reais por mês em tratamentos para Fred. A dona de casa conta que, quando descobriu a doença, foi muito difícil. “Tinha acabado de perder meu marido e tive que cuidar do Fred. Ele apresentava sangramento e cerca de 90% de sua pele estava com ferida”, disse.

Uma amiga da dona de casa até sugeriu que o cachorro fosse sacrificado, mas, mesmo diante das dificuldades, Cristiane não desistiu de Fred. “Acho que, por conta das perdas que tive na vida, criei um envolvimento maior com meu cachorro, é um amor incondicional”, afirmou a dona de casa.

Depois de muita luta, a doença de Fred está controlada. Cristiane segue rigorosamente as orientações da veterinária e o shitzu visita a clínica semanalmente para tomar antibióticos e remédios para aumentar a imunidade.

“Pela primeira vez, o Fred está há três meses sem ter a doença e mesmo ainda gastando cerca R$ 300 por mês, vejo que valeu a pena não sacrificá-lo. A companhia de Fred me faz muito bem. Ele é muito carinhoso.”

Formas de tratamento e prevenção das doenças de pele

De acordo com a médica veterinária Sirlei Manzan, cada doença tem uma forma de tratamento. “De uma forma geral, todas precisam de tratamento tópico com xampu. Algumas de medicação oral como antifúngicos e antibióticos, outras de reposição hormonal. E algumas alergias podem necessitar até de vacinas ou mudança drástica na dieta e no ambiente do animal”, afirmou.

Com exceção das dermatites que são de origem genética, muitas doenças de pele podem ser evitadas com cuidados simples. “É preciso manter o animal sempre limpo e em um ambiente adequado”, disse Sirlei.

Os banhos devem ser frequentes com produtos apropriados ao tipo de pelo e pele do animal. Pelos com nós ou molhados formam um ambiente propício para o aparecimento das dermatites.

A veterinária deixa uma alerta aos proprietários de cães. “Nem sempre feridas pelo corpo é sinal de dermatite. Uma doença grave e fatal para cães e humanos é a leishmaniose que tem como sintoma justamente o aparecimento de feridas pelo corpo. Por isso, o ideal é que, ao encontrar alguma ferida no animal, procure um médico veterinário o mais rápido possível”, disse Sirlei Manzan.

Fonte: Correio de Uberlândia

​Read More