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Sandra, a orangotango que se transformou em ‘pessoa’

Sandra nasceu em 14 de fevereiro de 1986 no zoológico de Rostock, na então República Democrática Alemã. Não se sabe muito sobre sua infância, exceto que sua mãe a rejeitou. Cresceu na solidão. Enviaram-na para o zoológico de Gelsenkirchen e em setembro de 1995, aos 9 anos, foi vendida para o zoológico de Buenos Aires. Lá encontrou um companheiro temporário com quem engendrou Sheinbira, uma fêmea. Sandra repetiu a história da família: não quis a cria. Como sua própria mãe, não tem instinto maternal. De Sheinbira se perdeu a pista. Foi comprada por um intermediário e acredita-se que esteja em algum lugar da Ásia. Sandra continua sozinha. É o único animal dessa espécie na Argentina.

FOTO: NATACHA PISARENKO (AP)

Até aqui é a história previsível de um animal em cativeiro. O que aconteceu a partir de 2014 é muito menos previsível. A Associação de Funcionários Públicos e Advogados pelos Direitos dos Animais (AFADA), representada pelo advogado constitucionalista Andrés Gil Domínguez, considerou que a situação de Sandra, “encerrada em uma caixa de concreto”, era intolerável e recorreu aos tribunais para exigir que deixasse de ser considerada “coisa” ou “objeto”, conforme estabelece o Código Civil e Comercial da Argentina. Em março de 2015, o assunto chegou ao Tribunal Contencioso, Administrativo e Tributário número 4 da Cidade de Buenos Aires, dirigido pela juíza Elena Liberatori. E aí começou a ser gestada uma sentença sensacional. Começou também a ganhar forma uma peculiar relação afetiva entre uma juíza progressista e acostumada à polêmica e uma orangotango solitária e, segundo seus cuidadores, cronicamente deprimida.

Interrompamos um momento a questão legal e saltemos no tempo até 3 de julho de 2018. Sandra deveria ser submetida a um exame médico completo, que a juíza Liberatori tinha adiado até saber com exatidão que testes seriam necessários e reunir uma equipe profissional de elevada competência. A orangotango bebeu um suco de fruta com um ansiolítico e, em seguida, recebeu um dardo na nádega carregado com Tilazol. Já dormindo, foi possível anestesiá-la completamente. Sandra não é muito grande, pesa 40 quilos, mas é muito forte: pode facilmente quebrar ossos humanos. A equipe médica era composta pelo veterinário-chefe do Ecoparque, Guillermo Wiemeyer; o cardiologista Guillermo Belerenian, do Instituto Pasteur; a ultrassonografista Laura Kocun e a veterinária primatologista Susana Avellaneda. Foram feitos eletrocardiogramas, radiografias, ecocardiogramas, exames de sangue, exame das fossas nasais, amídalas e laringe; foi extraída uma amostra fecal e examinada a arcada dentária.

A juíza quis estar presente. Uma das pessoas que realizaram o check-up (cujos resultados foram bons) diz que a juíza não soltou em nenhum momento a mão da orangotango adormecida. Para Elena Liberatori, Sandra tinha deixado de ser um caso a mais. “Estudei leis para defender inocentes e não há nada mais inocente do que um animal”, explica a juíza. Quando ela fala sobre Sandra, parece falar de uma amiga.

Voltemos ao debate jurídico e científico. Em 25 de agosto de 2014, depois da iniciativa da AFADA, Julio Conte-Grand, procurador-geral da Cidade Autônoma de Buenos Aires, publicou no jornal conservador La Nación um artigo intitulado Darwin morreu, no qual afirmava: “A ideia de outorgar personalidade jurídica aos animais, além de configurar uma ruptura com a visão clássica e uma aberta rejeição de pautas distintivas básicas de natureza metafísica e antropológica, representa a literal e fatal desqualificação da teoria darwiniana, já que parte importante dessa corrente de pensamento, ao mesmo tempo que reivindica o reconhecimento da personalidade dos animais não humanos, a rejeita para os embriões humanos”.

A conclusão de Conte-Grand era a seguinte: “Postula-se, em consequência, que o ser humano, em uma das etapas de sua vida, constitui uma instância evolutiva inferior à dos macacos. Então, o macaco descende do homem?”.

FOTO: MARIANA ELIANA

O artigo de Conte-Grand provocou críticas de numerosos cientistas argentinos e, na Espanha, da entidade Projeto Grande Símio. O jornal esquerdista Pagina 12 publicou a resposta ao procurador de 253 profissionais de biologia, intitulada Darwin Continua Vivo, e Também as más Interpretações da Teoria da Evolução.

O caso de Sandra já havia aberto uma grande polêmica. Enquanto isso, a juíza Liberatori preparava sua sentença. Ela leu, por exemplo, Gli Animali Non Umani. Per una Sociologia dei Diritti (Os animais não humanos. Por uma sociologia dos direitos) do jurista e sociólogo italiano Valerio Pocar, e Na Língua dos Bichos, da etologista norte-americana Temple Grandin. Falou longamente com Lucía Guaimas, antropóloga e funcionária de sua própria corte. Não chegou a descobrir, antes de emitir a sentença, a Declaração de Cambridge sobre a Consciência (2012), na qual um grupo de neurocientistas, na presença do astrônomo Stephen Hawking, proclamou que “os animais não-humanos possuem substratos neuroanatômicos, neuroquímicos e neurofisiológicos dos estados de consciência, junto com a capacidade de exibir comportamentos intencionais”. Liberatori ficou sabendo dessa declaração alguns meses depois, mas sua decisão já estava tomada.

Em 21 de outubro de 2015 a sentença foi emitida: Sandra foi reconhecida como “sujeito de direito” (não “objeto”) e o Governo da cidade de Buenos Aires, dono do zoológico e, portanto, tutor da orangotango, recebeu a ordem de garantir ao animal “as condições naturais de seu habitat e as atividades necessárias para preservar suas habilidades cognitivas”.

O Ministério Público recorreu e o titular do Tribunal número 15 da área penal, Gustavo Letner, considerou “extinta” a reivindicação em favor de Sandra. Mas a Terceira Sala do Penal, integrada por três magistrados, decidiu em 12 de dezembro de 2016, que Letner não tinha respeitado os direitos dos demandantes (Associação dos Funcionários Públicos e Advogados pelos Direitos dos Animais) e considerou que “nada impede de considerar este tipos de animais como sujeitos de direito não humanos”.

Sandra foi reconhecida como uma pessoa não humana. E lhe foi concedido um habeas corpus, o expediente pelo qual qualquer detido pode exigir comparecer perante um juiz para que este determine sobre a legalidade da sua privação da liberdade.

Ao redor dela, no zoológico de Buenos Aires, as coisas também começaram a mudar. Como em outros lugares, manter os animais trancados e longe de seu ambiente natural não parecia mais educativo nem divertido, mas cruel. Em 23 de junho de 2016, o chefe de Governo da Cidade Autônoma de Buenos Aires, Horacio Rodríguez Larreta, anunciou que o zoológico iria se tornar um ecoparque. As instalações foram fechadas ao público e os animais começaram a ser transferidos — às pressas e de modo estabanado, segundo a Fundação Azara, uma ONG de prestígio dedicada à proteção da natureza. Muitos animais morreram, incluindo um macaco e cinco cervos. “O grau de ignorância e desprezo pela vida animal ultrapassou todos os limites éticos”, disse Adrián Giacchino, presidente da Azara.

Sandra estava ficando sozinha. A juíza Liberatori, transformada na prática em sua tutora, decidiu que a orangotango deveria passar o resto de sua vida em um lugar onde tivesse espaço e toda a liberdade possível. Devolvê-la à natureza era uma possibilidade descartada de antemão. Primeiro, porque ela já nasceu em cativeiro e seria incapaz de sobreviver. Segundo, porque Sandra, além da prisão, padecia de outra condenação: a de ser mestiça. “É uma mistura de orangotango-de-sumatra e orangotango-de-bornéu, e seus congêneres não a aceitariam nem em um lugar nem no outro”, explica Maria Eugenia Dahlah, etóloga e membro da equipe de cuidadores de Sandra.

A decisão de sua transferência, à qual o Governo de Buenos Aires, tutor de Sandra, resistiu quanto pôde, exigiu recursos, audiências e debates. Finalmente, sua liberdade foi obtida.

Para onde enviar Sandra? Inicialmente pensou-se em um parque ecológico brasileiro, mas não atendia às condições. Vários especialistas consultados pelo tribunal propuseram outras instituições e concordaram em que um local apropriado seria o Centro para Grandes Macacos, na Flórida, localizado entre Tampa e Orlando. A juíza Liberatori visitou pessoalmente (pagando de seu bolso) vários dos possíveis centros e enviou o secretário da corte (também em caráter particular) ao Centro de Grandes Macacos para examinar as instalações e averiguar as condições de uma futura transferência.

A preparação da viagem de Sandra para a Flórida está se mostrando longa e cheia de complicações. O tribunal e o Ecoparque mantêm uma estreita cooperação (“somos como um casamento forçado e devemos nos dar bem”, diz a juíza), mas as autoridades norte-americanas impõem condições severas. Sandra tem que chegar em bom estado de saúde (daí os exaustivos exames médicos realizados em julho do ano passado) –porque senão seria automaticamente sacrificada– e passar por uma quarentena com novos exames clínicos. “Não imporiam condições tão rígidas a um animal de circo”, lamentam no tribunal. Animais de circo, por outro lado, não costumam ter reconhecida a condição de “pessoa não humana”.

Nas próximas semanas terá que ser resolvida a licitação para a transferência. Procuram uma empresa que ofereça garantias máximas e esteja disposta a esperar até um ano, caso surjam novos problemas. É uma operação logística complexa, que preocupa toda a família que se formou em torno de Sandra. Especialistas aconselham que ela seja introduzida pouco a pouco no futuro regime de semiliberdade e espaços abertos. Temem que, após uma vida em cativeiro e muito acostumados com os humanos, a mudança possa ser contraproducente.

FOTO: MARIANA ELIANA

A permissão de importação dos Estados Unidos também está em andamento. Em agosto, tudo deve estar pronto. Mas então pode surgir outra dificuldade. Federico Ricciardi, porta-voz do Ecoparque, observa que agosto é pleno inverno em Buenos Aires, enquanto na Flórida as temperaturas no verão são muito altas. Os veterinários recomendam esperar um pouco mais, para que o contraste de temperaturas seja menos extremo. “De qualquer modo, a transferência será feita este ano”, diz Ricciardi. Sandra está esperando há três anos.

O orçamento da viagem já foi aprovado. Para o Governo de Buenos Aires, que não nada em dinheiro, custará três milhões de pesos, cerca de 260.000 reais.

Sandra encara tudo isso com paciência. O fechamento ao público das instalações, em razão da conversão do zoológico em um parque ecológico, deu-lhe tranquilidade. De certa forma, com a transferência dos outros animais, a orangotango está na posição do hierarca nazista Rudolf Hess, o último prisioneiro do presídio de Spandau. Sandra, no entanto, recebe todos os cuidados possíveis. No início de 2016, por exemplo, o tribunal negociou com a companhia de navegação Buquebús a doação de algumas cordas para que a orangotango pudesse brincar com elas: foi complicado transportá-las, mas já estão no “jardim privativo”, onde Sandra passa muitas horas. O advogado Gil Domínguez também pediu que fosse estabelecido um regime de visitas. Não se pode ver Sandra sem autorização judicial prévia. Devemos lembrar que, nas condições legais da orangotango, tanto o cativeiro como a exibição são considerados atos degradantes que violam seus direitos.

Os cuidadores de Sandra procuram fazer com que brinque o maior tempo possível. O confinamento a deprime, o que se reflete no fato de que, se não for estimulada, permanece inativa mais da metade das horas do dia. Além das cordas, tem bolas, cestos, tecidos e até revistas. A comida é servida a cada dia de uma forma diferente, como estímulo, e é incentivada a fazer trocas: ela se diverte em conseguir o que lhe interessa por meio de escambo. E tem preferências: “Um dos cuidadores, muito corpulento, é a pessoa predileta e ela lhe permite uma grande proximidade; gosta dos caras grandes”, sorri o veterinário Luis Mazzola. Ela é geralmente tímida. Quando sai, tende a ficar no fundo, entre pedras, olhando os visitantes com atenção. Mariana, a fotógrafa que a retratou para esta reportagem, teve que fazer várias tentativas e esperar horas para conseguir que Sandra se oferecesse à câmera.

Vale a pena ter paciência para observar os olhos de Sandra. Seu olhar impressiona.

Fonte: El País


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Histórias Felizes

Cadela deprimida e amarrada a poste é acolhida em novo lar

A cadela foi cuidada pelo Stray Rescue of St. Louis, nos EUA, e começou a se recuperar lentamente. Seu peso aumentou e sua vida se transformou.

Foto: Stray Rescue of St. Louis/Facebook

Ela finalmente conseguiu um lar definitivo, uma família amorosa e todos os pequenos luxos que um cachorro pode querer.

Quando foi salva, Dawn estava extremamente magra e aterrorizada, além de completamente cheia de leite. Como seus salvadores observaram, parecia que seus filhotes foram arrancados dela muito cedo.

Foto: Stray Rescue of St. Louis/Facebook

Graças ao cuidado e ao amor que recebeu de seus cuidadores, ela  começou a ganhar mais confiança e a se recuperar fisicamente e emocionalmente, reportou o One Green Planet.

Dawn estava perfeitamente pronta para começar a procurar um lar e encontrou a família ideal.

Foto: Stray Rescue of St. Louis/Facebook

Agora, a vida da doce cadela não se parece com o que deve ter sido no passado. Ela possui todos os confortos com os quais poderia sonhar.

Negligenciado e abandonada em uma triste condição, Dawn é uma nova cadela. Seu corpo se recuperou e ela aprendeu a confiar novamente nas pessoas, deixando para trás seus medos do passado.

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Notícias

Não conseguia dormir: elefanta deprimida encontra conforto em nova amiga

Redação ANDA – Agência de Notícias de Direitos Animais

Foto: Facebook/Lek Chailert
Foto: Facebook/Lek Chailert

Baan Yen, uma elefanta de 50 anos, é obviamente assombrada por seu passado perturbador. Depois de ser resgatada de um acampamento de elefantes, onde foi abusada durante os últimos 20 anos, ela ainda não conseguia dormir.

Ela estava acordada há cerca de uma semana quando ativistas a levaram para sua nova casa, o Phuket Elephant Sanctuary, no sul da Tailândia.

Devido à extrema fraqueza de Yen, ela recebeu fluidos para ajudá-la a recuperar sua força. Seus salvadores acreditam que a fonte de algumas das dores de Baan Yen é a lembrança de ter sido forçada a se reproduzir anos atrás, quando sofreu ferimentos.

Foto: Facebook/Phuket Elephant Sanctuary
Foto: Facebook/Phuket Elephant Sanctuary

Esta poderia ser a razão pela qual ficou tímida com os outros elefantes do santuário no início: ela tem memórias obscuras não só por interagir com as pessoas, mas também com sua própria espécie.

“Disseram-nos que ela tinha parado de deitar-se para dormir e estava muito cansada. Juntamente com os cuidados veterinários, também estamos passando muito tempo conversando com ela e tranquilizando-a, já que ela parece profundamente preocupada, mesmo deprimida”, escreveu o santuário.

Foto: Facebook/Phuket Elephant Sanctuary
Foto: Facebook/Phuket Elephant Sanctuary

Mas logo Baan Yen começou a encontrar os outros elefantes resgatados no santuário. Apesar de seu passado problemático, ela parecia perceber que estava entre amigos.

“Baan Yen tem traumas físicos e mentais e estamos cercando-a com tudo de que precisa para que possa lentamente começar a compreender que terá uma bela vida conosco”, escreveu o santuário.

Dok Gaew, outra elefanta idosa e exausta no santuário, decidiu recentemente se aproximar de Baan Yen, para ajudá-la. Ela colocou seu tronco sobre uma cerca para tocar Baan Yen.

Foto: Facebook/Phuket Elephant Sanctuary
Foto: Facebook/Phuket Elephant Sanctuary

“O que é tão bonito sobre essas fotos é que a nossa mais exausta elefanta Dok Gaew está confortando uma Baan Yen profundamente chateada. Ficamos em silêncio assistindo a este momento muito especial e estamos certos de que Dok Gaew estava dizendo, ‘vai ficar tudo bem”, declarou o santuário. Quando o Natal chegou, Baan Yen parecia se sentir muito mais em casa.

“Não poderíamos ter pedido um presente de Natal melhor do que ver Baan Yen começando a se sentir um pouco melhor. Ela está passando seus dias fora na área superior da floresta junto com Gaew Ta, nossa elefanta cega”, escreveu o local.

Parece que o passado de Baan Yen ficou finalmente para trás, reportou o The Dodo.”Os elefantes experimentam muitas emoções profundamente, incluindo tristeza, depressão e luto, são compassivos e expressam amor, alegria, felicidade e têm um profundo entendimento uns dos outros. Eles são os animais mais incríveis e temos muito a aprender com eles”, concluiu o santuário.

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Você é o Repórter

Cadelinha deprimida precisa de lar temporário para voltar a andar

Flavia
flavia.hallai@gmail.com

Foto: Divulgação
Foto: Divulgação

Estamos precisando de ajuda na divulgação desta cadelinha. Ela esta numa clinica, há quase 60 dias, foi internada, pois estava com um dos olhos necrosados e teve que ser removido, e também com babésia. Porém, já foi curada, contudo, ela parou de andar e não sabemos o porque. Ela já fez exames, RX e tudo o mais, e nada foi diagnosticado.
Estamos achando que pode ser depressão por estar naquela gaiola da clinica, mas não sabemos, precisamos de ajuda, de uma pessoa que ofereça lar temporário pra ela, pois não temos mais condições de mantê-la no hotel e também pra saber se ela vai voltar a andar.

Precisamos de lar temporário, adoção ou ajuda em dinheiro, doações pra poder transferir ela desta clinica pra uma outra clinica que tenha espaço pra ver ela volta a andar.

Contato: Flavia – flavia.hallai@gmail.com

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Você é o Repórter

Cadelinha que perdeu todos os filhotes e ficou deprimida aguarda uma chance de ser feliz

Projeto O Lobo Alfa
crispim@oloboalfa.com.br

 

Fotos: Divulgação
Fotos: Divulgação

As primeiras fotos da Kate foram tiradas para uma matéria que tinha como objetivo incentivar as adoções dos animais esquecidos da SMPA, em Belo Horizonte. Na ocasião, ela estava na maternidade, amamentando nove lobinhos. Naquela ocasião, interpretamos seu olhar como um olhar de dúvida, como se não soubesse o que seriam dos filhotes. Explicamos que ela já havia presenciado muitas baixas ali e que parecia saber que seus filhos não tinham futuro. Queríamos, na verdade, incentivar sua adoção, ou talvez seu resgate, para que, fora do abrigo, os filhotes pudessem viver.

Fotos: Divulgação
Fotos: Divulgação

Mas não deu. São tantos casos e todos são prioridade. É por isso que insistimos tanto na união de protetores. O fato é que o resgate da Kate não aconteceu e a tragédia anunciada apenas se confirmou.  Todos os filhotes morreram. Quando voltamos ao abrigo, encontramos a Kate, sem forças pra se levantar, deitada em um canto, literalmente morrendo. Ela era pele e osso. Parecia um fantasma, um morto vivo. Os olhos fundos e sem brilho, infeccionados, talvez pelo excesso de choro de dias antes. Foi resgatada pelo grupo SOS Bichos, levada para a Clínica Veterinária de Urgência, onde foi atendida pelo Dr. Marcelo Lobão.

Na verdade, ele fez um pouco mais que interná-la. Levou-a para sua casa, para que pudesse acompanhar mais de perto. Ela precisava mesmo de uma UTI. O estado era muito grave e não foi exagero dizer que a Kate estava morrendo. Se ela tivesse permanecido na SMPA, não estaria mais viva. A ONG não tem estrutura para tratar de casos mais graves. Nas fotos abaixo, a pequena Kate ainda lutando pela vida. Ainda está triste, mas, aos poucos, está voltando a abanar o rabinho.

Fotos: Divulgação
Fotos: Divulgação

Ela terá alta em breve, mas não tem para onde ir. Vamos mudar o final desta história? Ela está em Belo Horizonte.

Contato: Maria Helena – helenathayde@uol.com.br

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Você é o Repórter

Cachorra em abrigo está deprimida e precisa de adoção urgente, em S. Bernardo do Campo (SP)

Silvia Quiezzi
silviaquiezzi@hotmail.com

Pepita esta muito triste no abrigo em que vive. Ela precisa de uma família com urgência. Essas fotos são de antes do dia do resgate. Ela sofreu muito nas ruas. Foi jogada de um carro e ficou machucada até ser resgatada. Esta castrada e vacinada e vive em São Bernardo do Campo, SP.

Foto: Divulgação

Contato: Silvia Quiezzi – Cel.: 11-7176-7351 – E-mail. silviaquiezzi@hotmail.com

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Você é o Repórter

Poodle que vive em ferro velho precisa de um lar, em SP

Jade Almeida Prometti
jadeap@hotmail.com

Foto: Divulgação

Este fim de semana me chamaram pra alimentar alguns cães que vivem num ferro velho, sob a custodia de uma senhora.

Aparentemente todos vivem bem, são cerca de 7 cães, entre eles está essa pequenina que não sai do lugar e fica dentro de um quartinho.
Não interage com ninguém e é muito medrosa. Está muito suja e depressiva, não come e só fica sozinha, a quantidade de sujeira lá é enorme.

Se alguém puder dar a ela é uma nova chance, entre em contato.

Consigo ajuda na ração

Contato: (11) 7016-3191

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Você é o Repórter

Poodle pequena abandonada em pet shop pela família aguarda um novo lar em SP

Malu
malupetshop1@hotmail.com

Essa pequena poodle, foi deixada pela tutora deixou no petshop para adoção, pois seu marido não a quer e estão brigando muito. A cachorrinha era da filha que se casou e quando teve bebê, não quis mais a peludinha.

Pessoas sem escrúpulo e sem coração! Precisamos encontrar um lar para ela com urgência, poisela se recusa até se alimentar!  Está muito deprimida mesmo.

Contatos:

Malu (11) 3691-9116/malupetshop1@hotmail.com

Sueli (11) 6686-9426 – /sdsalves@yahoo.com.br

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