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Amapá registra aumento de casos de animais acorrentados sob chuva e sol

A maior parte das denúncias de maus-tratos é de negligência, com animais sem alimento e água, e também sem tratamento veterinário

Foto Gabriele Gabi/Pixabay

As denúncias formais de abandono e maus-tratos a animais vem aumentando desde 2018 no Amapá, segundo a Delegacia do Meio Ambiente (Dema), sendo a maioria dos crimes  contra cães e gatos. Em 2018 foram registrados 21 casos, em 2019 o número pulou para 58 e, este ano, em pouco mais de 2 meses, já são 24 contabilizados.

Os casos mais comuns são de animais presos em correntes curtas sob o sol e a chuva, falta de alimento e de assistência veterinária quando o animal adoece. As negligências no Amapá são consideradas crime e podem resultar em prisão e pagamento de multa.

A titular da Dema, delegada Lívia Pontes, contou ao G1 que esse aumento de registros se deve às ações de conscientização realizadas pela própria delegacia em conjunto com as ONGs, fazendo com que as pessoas se sintam mais impelidas a denunciar. Mas, para ela, o “saldo” está longe de representar o número concreto de casos de maus-tratos e abandonos.

“Em conversa com as ONGs, elas dizem que esse número de ocorrência anual representa quase o mesmo número de denúncias que eles recebem em um mês. Nós temos muitos sub-registros, que é quando os denunciantes nos avisam, mas não comparecem para registrar a ocorrência de fato. Nós precisamos do mínimo de informações para dar continuidade ao inquérito”, explicou.

A delegada disse ainda que esses crimes são tratados como de baixo potencial ofensivo e, caso o tutor seja condenado, pode responder em liberdade. “Apenas em casos muito graves, que envolvem muitas mortes de animais, nós abrimos um inquérito policial e encaminhamos o caso para a Justiça. Quando vemos que o animal não pode mais ficar com os tutores, por meio de parcerias, encaminhamos para que as ONGs possam cuidar deles”, frisou.

Na reportagem do G1 ela conta o caso do cão Ben Hur que foi encontrado deitado embaixo de uma pia e acorrentado no meio de fezes e água de fossa, agravando a doença de sarna que ele já sofria. Ele foi resgatado pela ONG Anjos Protetores em um estado muito delicado, desnutrido e ferido, mas após duas semanas melhorou com a alimentação e remédios. A ONG conseguiu um lar para Bem Hur que ainda segue em recuperação.

A Dema recomenda que em caso de maus-tratos, as pessoas denunciem a situação pelo número (96) 98148-7378. Para mais informações e denúncias a ONG Anjos Protetores disponibiliza o número (96) 98100-8148.

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Manaus registra 320 casos de maus-tratos a animais em apenas um ano

Só em janeiro de 2020 já foram 38 ocorrências e há casos de zoofilia

Manaus registra 320 casos de maus-tratos a animais em um ano. Foto Gerhard Gellinger/Pixabay

Os protetores de Manaus (AM) estão preocupados com o número alto de casos de maus-tratos registrados dentro do período de um ano pela Secretaria de Segurança Pública. Foram 320 ocorrências sendo 38 registradas apenas em janeiro deste ano – mais de uma por dia.

Segundo Carla Biaggi, delegada da DEMA – Delegacia Especializada em Crimes contra o Meio Ambiente, qualquer conduta que cause sofrimento aos animais, domésticos ou silvestres, pode ser enquadrada no crime de maus-tratos e a denúncia é primordial para salvar os animais.

“Agressão, deixar de dar alimento, água, deixar o animal em espaço pequeno por muito tempo, deixar de dar o atendimento veterinário quando o animal estiver doente, todas essas situações se caracterizam como crime de maus-tratos, inclusive o abandono”, disse a delegada à Rede Diário de Comunicação do Amazonas.

Segundo ela, os casos de envenenamento de animais têm ocorrido com frequência. Quem comete crime contra animais no Amazonas responde a um inquérito policial e pode pegar pena de três meses a um ano de detenção, além de pagar multas.

A delegada salienta que estão sendo registrados também casos de estupro de animais: “Já ouvi depoimento de pessoas que trouxeram vídeos comprovando o crime. A zoofilia também é considerada crime, e existe o aumento da pena em caso de morte do animal”.

A Dema cuida do procedimento criminal e conta com voluntários de ONGs para casos mais graves de resgate e para ajudar na divulgação de lares temporários e atendimento veterinário.

“É importante que a população venha até a especializada trazendo denúncias, junto com provas, que podem ser fotos, vídeos ou testemunhas. Com isso, teremos condições de investigar melhor. Se a pessoa teme por sua vida, temos o canal 181, da Secretaria de Segurança Pública, que está recebendo denúncias de crimes ambientais e de maus-tratos”, explica.

A Dema está localizada em seu novo endereço, Rua 27 de Novembro, nº 26, bairro Compensa, zona oeste. Os telefones para contato são o (92) 3239-3840 e o 99962-2340.

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Homens chutam e matam cutia em Macapá (AP)

Reprodução

Um vídeo registrado por uma câmera de segurança eletrônica chocou os moradores de Macapá (AP). As imagens mostram dois homens maltratando uma pequena e indefesa cutia.

Uma moradora do local onde foi realizada a filmagem registrou uma ocorrência na Delegacia de Meio Ambiente (Dema). Ela identificou os homens.

“Ao ver o vídeo, me deparei com uma cena absurda de alguns trabalhadores que foram contratados por um vizinho para fazer reparos na casa dele. Porém, eles aproveitaram para cometer um crime ambiental e isso nos revoltou”, disse em entrevista ao G1.

Nas imagens é possível ver dois homens encurralando a cutia, a agredido com chutes e depois a matando com golpes de tijolo.

A moradora explicou ainda que cutias são comuns no local e vivem em paz com os moradores. Ela afirma que nunca ouviu nenhum morador reclamar da presença dos animais ou se queixar de qualquer infortúnio por parte deles.

O delegado Sávio Pinto, da Dema, afirma que a pena em casos de maus-tratos contra animais pode chegar até 1 ano e 4 meses de detenção. Ele disse ainda que os homens ainda não foram identificados, mas que a investigação segue em andamento.

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Operação resgata animais vítimas de maus-tratos em Manaus (AM)

Neste fim de semana a equipe de investigação da Delegacia Especializada em Crimes contra o Meio Ambiente e Urbanismo (Dema), identificou quatro situações de maus-tratos a animais domésticos durante a sexta fase da operação “Beethoven”, deflagrada em zonas distintas de Manaus, no Amazonas.

Cão resgatado após constatação de maus-tratos
Sexta fase da operação “Beethoven” foi deflagrada em regiões diferentes da capital (Foto: Divulgação)

De acordo com o delegado adjunto da unidade policial, Ricardo Homero, a equipe de investigação deu início à operação após receber delações indicando sete endereços, situados em áreas distintas da cidade, onde animais estariam sendo maltratados e vivendo em condições precárias.

“Recebemos algumas denúncias e decidimos deflagrar essa operação. Tínhamos sete alvos e conseguimos constatar irregularidades em quatro deles. Encontramos precariedade nas condições de moradia e maus-tratos a animais domésticos”, explicou Homero.

Segundo o delegado, em uma residência localizada na Rua Maceió, bairro Adrianópolis, Zona Centro-Sul, foi encontrado um cão, da raça pit bull, vivendo em condições precárias. Durante a operação, um caso envolvendo uma aluna do curso de medicina veterinária, que teria extraído o coração de uma cadela para estudos, também foi averiguado.

O adjunto da Dema ressaltou, ainda, que durante as fiscalizações são observadas as condições físicas dos animais, local de criação, alimentação, água, vacinação e cuidados veterinários. Também é levada em conta a quantidade de animais, estabelecida na Lei Municipal nº 1530, de 26 de setembro de 2011. O Artigo 17 da referida lei prevê, ainda, que não são permitidos a criação, o alojamento e a manutenção de mais de dez cães ou gatos, no total, com idade superior a 90 dias, em residência particular.

Os responsáveis pelos animais assinaram Termos Circunstanciados de Ocorrência (TCOs) pelo crime de maus-tratos, previsto no Artigo 32 da Lei nº 9605/98. Em seguida os infratores receberam orientações e foram liberados para responder pelo delito em liberdade.

Etapas

A primeira fase da operação “Beethoven” ocorreu no dia 10 de março deste ano, quando foram identificadas duas situações de maus-tratos a animais domésticos na capital. Já na segunda operação, realizada no dia 24 daquele mesmo mês, foram encontrados quatro animais em moradias precárias e situações de maus-tratos.

A terceira etapa da operação ocorreu no dia 12 de abril. Na ocasião foram identificadas quatro situações de negligência a animais domésticos na capital. Na quarta etapa da operação, deflagrada no dia 25 de abril, foram constatados sete casos de descuidos com animais. Durante a quinta etapa, deflagrada no dia 11 de maio, seis situações de maus-tratos foram identificadas.

Fonte: Em Tempo

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Polícia deflagra operação para identificar casos de maus-tratos a animais em Manaus (AM)

Seis casos de maus-tratos a animais domésticos foram identificados pela Delegacia Especializada em Crimes contra o Meio Ambiente e Urbanismo (Dema) nesta quinta-feira (11). A ação faz parte da operação “Beethoven” que aconteceu em diversas áreas de Manaus, Amazonas.

Três cães vítimas de maus-tratos aparecem subnutridos
Tutores responsáveis por maus-tratos de animais prestaram depoimento e irão responder em liberdade (Foto: Divulgação / PC)

O delegado responsável pelo caso Samir Freire, contou que a operação foi criada após denúncias indicarem oito endereços, onde estariam animais estariam sendo maltratados e submetido a condições precárias.

“Tínhamos oito alvos, visitamos nove imóveis e conseguimos constatar irregularidades em seis deles. Em alguns casos encontramos precariedade nas condições de moradia e maus-tratos desses animais. Na Rua Uirapuru, no bairro Cidade de Deus, zona Norte, verificamos três cães da raça pit bull em situação de vulnerabilidade, pois estavam desnutridos”, explicou Freire.

Ainda de acordo com o delegado, a equipe do Dema encontrou em uma das vistorias aos endereços denunciados, um cão que havia sido agredido com pedradas e pauladas por um vizinho embriagado. O agressor foi notificado para ir até a delegacia do Dema para prestar esclarecimento sobre o caso.

“Durante as fiscalizações são observadas as condições físicas dos animais, local de criação, alimentação, água, vacinação e cuidados veterinários. Também é levada em conta a quantidade de animais, estabelecida na Lei Municipal nº 1530, de 26 de setembro de 2011. O Artigo 17 da referida lei prevê, ainda, que não são permitidos a criação, o alojamento e a manutenção de mais de dez cães ou gatos, no total, com idade superior a 90 dias, em residência particular”, explicou Samir Freire.

Os tutores dos animais maltratados e negligenciados assinaram um Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO) pelo crime de maus-tratos a animais. Eles receberam orientações e logo, em seguida, foram liberados, pois poderão responder pelo crime em liberdade.

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Polícia investiga caso de cão que teve as patas cortadas por vizinho em Bela Vista (RR)

Por Sophia Portes / Redação ANDA (Agência de Notícias de Direitos Animais)

Foto: Valdeir Pires/Arquivo pessoal

Um cão chamado Shaze, sem raça definida, teve suas duas patas traseiras cortadas pelo vizinho de seu tutor, Valdei Pires, em Boa Vista, Roraima. Na tentativa de fazer com que o cão volte a andar, Valdei conta de que ele terá de passar por cirurgia. O animal teve o tendão de uma das patas cortado brutalmente e está internado em uma clínica veterinária.

Neste domingo (02), a Polícia Civil informou que o caso será investigado pela Delegacia de Meio Ambiente (Dema).

Segundo o responsável pelo animal, o cachorro havia supostamente mordido a mulher do vizinho, que o feriu com arma branca. Ele disse ao G1 que não viu o agressor desde a ocorrência do crime. “Meu cachorro fica na casinha atrás do nosso quintal. Por algum motivo ele saiu, começou uma briga com o cachorro do vizinho, a esposa dele foi apartar e o meu acabou mordendo ela. O vizinho, então, fez essa crueldade”, disse Pires.

Pires explica que havia saído com sua esposa para trabalhar e por isso não havia ninguém em casa quando o cão foi ferido. Ele recebeu uma ligação telefônica do vizinho contando que havia machucado o animal. “O vizinho ligou falando para irmos buscar nosso cachorro, pois ele estava machucado. Ele disse ainda que iria matá-lo. Fomos para casa e quando chegamos o Shaze estava ferido e o vizinho não estava mais na casa dele”, relatou.

Os tutores imediatamente levaram Shaze para receber atendimento veterinário. O tratamento do cão está sendo custeado com o auxílio de doações e de uma associação de proteção a animais.

 

 

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Maus-tratos: pena pode ser de até um ano de prisão

Foto: Divulgação
Foto: Divulgação

A violência contra animais é um crime federal. Dentre os casos mais comuns na Região Metropolitana de Belém (RMB) estão os maus-tratos contra os animais domésticos (cães e gatos) e em seguida contra os animais explorados em veículos de tração.

Somente no primeiro semestre de 2015, já foram autuadas 25 pessoas acusadas deste tipo de crime. A Delegacia de Repressão a Crimes Contra a Fauna e Flora, da Divisão Especializada em Meio Ambiente (Dema) alerta os tutores ou futuros tutores de um animal doméstico, a respeito das responsabilidades para garantir a qualidade de vida do seu cão ou gato.

O animal não precisa apenas da comida e água diariamente. Ele também precisa da vacinação, vermifugação, atenção constante, um ambiente saudável e limpo.

De acordo com o delegado Marcos Lemos, um dos problemas mais comuns são as pessoas, ou mesmo famílias, que adotam os animais de estimação por impulso, por achar bonito quando são filhotes, mas quando o animal cresce, eles o abandonam por não ter mais os mesmo atrativos de quando eram filhotes.

“Enquanto ele é novo, a família acha o animal interessante, engraçado, atraindo a atenção das crianças principalmente. Depois quando este animal envelhece e aparecem algumas doenças características da idade e da raça, as pessoas descartam este animal como se fosse lixo”, diz o delegado.

Em julho, um cão da raça pastor alemão com uma idade aproximada de 12 anos foi jogado vivo, amarrado em um saco plástico, em um entulho de lixo no canal de Visconde de Inhaúma, no bairro da Pedreira.

O animal, que também era tetraplégico foi resgatado por uma ONG, mas estava muito debilitado e não sobreviveu.

O responsável por este crime já foi localizado e responderá por maus-tratos contra animais domésticos, previsto na Lei de Crimes Ambientais, e pode receber a pena de três meses a um ano de prisão.

As denúncias podem ser feitas direto a Dema pelo número 190. Vídeos e fotos que mostrem situações de maus tratos serão avaliados durante a investigação, mas é necessário que uma equipe especializada da delegacia, acompanhada de um veterinário, verifique as condições de higiene do local e as condições de saúde do animal.

Animais exploração para tração

Basta andar pelas ruas da capital paraense para reconhecer uma cena comum: animais de tração magros puxando carroças sobrecarregadas.

Geralmente exaustos, cavalos, burros e jegues ficam amarrados ao sol, com pouca água e comida.

O resultado são animais doentes, abandonados nas ruas, vítimas do trabalho abusivo e acabam oferecendo risco de contaminação para outros equinos.

Uma das doenças que afetam estes animais é a anemia infecciosa equina, que pode ser comparada a Aids nos seres humanos.

Os animais ficam sem defesas no organismo e enfraquecem até morrer. É uma doença que pode ser transmitida de um animal para outro, mas não passa para os seres humanos.

Os animais que são apreendidos após as denúncias são encaminhados para a Universidade Federal Rural da Amazônia (Ufra), que mantém um projeto para cuidar dos animais e orientar os novos carroceiros para a utilização correta dos animais no trabalho de tração.

Legislação

A Lei Nº 9.605, de 12 de fevereiro de 1998 prevê os crimes contra fauna e flora, sendo aplicada também para os animais domésticos.

Denúncia

As denúncias de maus-tratos devem ser relatadas no número 190. Todas as provas (imagens ou vídeos) podem ser apresentadas à Delegacia de Meio Ambiente para averiguação. Telefones: (91) 3238-3132 e 1225

Fonte: Diário Online

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Maus-tratos já provocam 43 investigações no Mato Grosso

Foto: Divulgação
Foto: Divulgação

Delegacia Especializada do Meio Ambiente (Dema) instaurou, só esse ano, 43 procedimentos para apurar maus-tratos contra animais. Caminhando junto ao alto número de casos de violência, está a impunidade dos agressores. Em junho, pela primeira vez no país uma mulher foi condenada à prisão por matar, em 2012, 37 animais, em São Paulo. Normalmente para crimes dessa natureza as penas aplicadas são leves, como prestação de serviços comunitários e pagamento de multas.

Segundo o delegado da Dema, Vítor Hugo Bruzulato Teixeira, muitas vezes o acusado nem aparece no dia do julgamento e a denúncia é arquivada. “Com certeza a legislação é muito branda, na maioria das vezes a pessoa compra uma cesta básica e é liberada”.

Neste ano, a Câmara dos Deputados aprovou um projeto de lei que torna crime atentar contra a “integridade física ou mental” de cães e gatos, aumentando a pena, que hoje é de três meses a um ano, para um a três anos de prisão sendo acrescido um terço da pena se o crime for cometido por meio cruel.

Para o delegado, a aprovação do projeto é muito importante frente à realidade e crueldade dos crimes cometidos diariamente contra esses seres vivos. “Desde abandono sem alimentação e água, até envenenamento, as denúncias são frequentes. Me lembro de uma ocorrência que um estabelecimento comercial mantinha um cão obeso para fins de entretenimento”.

Frente a essa realidade existem pessoas que se sensibilizam com a causa e trabalham para promover a recuperação e a adoção de cães e gatos vítimas de violência. Utilizam das redes sociais como ferramenta de sensibilização e divulgação das atividades, uma vez que trabalham de forma autônoma, sem nenhum tipo de ajuda financeira do município ou do estado, vivendo de doações.

A médica Maria das Dores Gonçalves da Silva, a “Dora”, é fundadora da Associação Voz Animal (AVA), uma ONG criada em 2003 eem Cuiabá, que se dedica à conscientização e proteção aos animais, ao meio ambiente e ao amparo de animais abandonados ou vítimas de maus-tratos. A entidade conta hoje com 150 cães e 120 gatos em sua sede, porém esse número é superior à capacidade.

Dora afirma que o desrespeito ao meio ambiente é uma realidade em Mato Grosso. “Em termos de cuidados com os animais nosso Estado deve estar entre os últimos. Todos dias recebemos denúncias e notícias de abandonos e maus-tratos”.

Ela atribui essa realidade à falta de políticas públicas de conscientização e a legislação ultrapassada que não protege efetivamente os animais.

Deficiências

Coordenadora do Centro de Controle de Zoonoses de Cuiabá (CCZ), Alessandra da Costa Carvalho reconhece a deficiência do município na questão de conscientização e cuidado aos animais vítimas de maus-tratos, mas afirma estar otimista quando ao panorama futuro. “O município já está conversando, mas vemos alguma fragilidade em relação a isso. Estivemos, no mês de maio, em reunião com o Ministério da Saúde, onde foi discutido e apresentado as mudanças no controle de zoonoses, paralelo a isso temos conversado com o Ministério Público e, desde o final do ano passado, estamos trabalhando com a Dema, levando veterinários junto aos fiscais. Portanto, existem atividades sendo realizadas, mas não com um desenho característico ou uma projeção que gostaríamos que tivesse. Um Hospital Veterinário, trabalhar com propaganda pesada sobre posse responsável e a importância da população nesse combate é o que consideramos ideal, mas está tudo engatinhando”.

O CCZ trabalha desde 2010 com a adoção dos animais que são levados para a instituição, uma vez que estão sem veículo próprio desde 2013. “Fazemos uma avaliação para verificar a saúde do animal e disponibilizamos eles para a adoção. Tudo através do contato informal. Não trabalhamos com redes sociais, mas estamos vendo a viabilidade de divulgar de uma forma mais ampla, ainda sem previsão”.

Mobilização digital

Ferramentas digitais são formas cada vez mais frequente de conscientização e mobilização em prol dos animais. A exemplo da advogada Pâmela Ferreti, ou Pampet como é conhecida nas redes sociais, que conta com 11 mil seguidores em sua página pessoal e desde 2010 utiliza desse meio para promover a adoção consciente em todo o Brasil. “Eu sempre falo para as pessoas, quando você adota você dá esperança para aquele animal que não tem nenhuma perspectiva de vida, então você muda a vida daquele animalzinho”.

Segundo ela, é necessário tomar uma série de cuidados antes de entregar os animais para os futuros tutores, pois existem pessoas mal intencionadas até no ato de adotar. “Primeiro eu peço sempre foto da casa das pessoas. Às vezes, eu vou pessoalmente entregar ou peço para alguém ir e conferir se é a mesma casa.

Sempre falo que tem que pagar o vermífugo e a vacina, porque quem vai maltratar ou não tem condição de criar não vai querer pagar a taxa. Às vezes, peço para pagar a castração dai já dá uma peneirada”.

Através da página da Pampet, a professora Manuela Toniazzo Braga conheceu seu cachorrinho, Tico, que estava abandonado no bairro do Porto. “Ele estava todo mordido de animal, larvinhas que estavam comendo ele. Também estava desidratado, anêmico e morrendo de inanição sozinho”.

Nem mesmo a cegueira e a hidrocefalia impediram que Manuela desistisse da adoção. “Ele brinca como os outros cachorros, ele é um filhotinho normal a única coisa que atrapalha o Tico é a hidrocefalia”.

Ela recomenda a adoção responsável e faz um alerta. “É preciso pensar que aquilo não é um animal bonitinho que vai ser um filhotinho fofinho para sempre, é um animal que vai ficar com você entre 10 e 15 anos, que vai precisar de veterinário, vai precisar de atenção”.

Fonte: Cenário MT

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Polícia Civil prende três advogados acusados de maus-tratos a cachorro

Foto: Reprodução/O Documento

Três advogados foram presos em flagrante acusados de dificultar as investigações da Delegacia do Meio Ambiente (Dema). O caso teve início após uma denúncia anônima feita à Dema sobre um cachorro pit bull que estaria sofrendo maus-tratos. O titular da unidade, delegado Carlos Fernando Cunha, enviou uma equipe de policiais, junto com uma veterinária, ao local, para averiguar a situação.

Chegando no endereço indicado, um escritório de advocacia no bairro Paiaguás, em Cuiabá (MT), eles foram impedidos de entrar pelos filhos do tutor, os advogados Luiz Carlo de Oliveira Assupção Júnior e Augusto César Fontes Assupção.

Segundo o delegado, os policiais lhe informaram a situação e relatavam que o animal realmente tinha aparência de maus-tratos, mas que não foram autorizados a entrar. O delegado orientou que os policiais levassem o animal e os advogados para a Dema, mas eles se recusaram. Foi quando o titular da Dema foi até o escritório e afirma que também foi desrespeitado. “Eles afirmavam que a autoridade ali eram eles”.

O delegado deu voz de prisão para os filhos e o pai, Luiz Carlo Assupção, todos advogados, e arbitrou fiança de 5 salários mínimos para cada um. O cachorro foi levado pela veterinária para a Associação Voz Animal (AVA).

Segundo o delegado, o animal está muito magro, tem sinais de inanição e estava quase morrendo. Ele afirmou ainda que casos como o de ontem não são comuns e que as pessoas costumam colaborar com a Polícia.

Os advogados foram autuados pela lei específica do Meio Ambiente, por crime de dificultar as investigações e a pena pode variar de 1 a 3 anos de prisão.

Outro lado – A reportagem não conseguiu manter contato com os acusados na noite de ontem.

Fonte: O Documento

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Mortandade de peixes é constatada no interior do RS

Proprietário de empresa de dedetizações
que atuava sem licença foi preso em flagrante

Uma mortandade de peixes foi constatada na tarde desta quarta-feira (09) no Arroio Koetz, um dos afluentes do Rio Paranhana, em Igrejinha. Os animais foram encontrados mortos pela população entre as Ruas Pedro Kehl e Érico Veríssimo, nos bairros Viaduto e Centro. Entre as espécies estavam jundiás, lambaris e cascudos.

Representantes da Delegacia de Defesa Ambiental (DEMA), Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic), Patrulha Ambiental da Brigada Militar (Patram), Fundação Estadual de Proteção Ambiental (Fepam), foram ao local e verificaram a presença de herbicidas e inseticidas na água.

Os fiscais chegaram até uma empresa de dedetizações que não tinha licença de funcionamento. Foram encontrados no local embalagens vazias de inseticidas. O proprietário informou que utilizava o arroio para lavar os recipientes e acabou sendo preso em flagrante e levado ao Deic na Capital.

Fonte: Diário de Canoas

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Policiais encontram objetos artesanais feitos com animais silvestres no Distrito Federal

Nesta segunda-feira (26), por volta das 15h, policiais militares da Companhia de Polícia Militar Ambiental (CPMA) apreenderam vários objetos artesanais, que têm como matéria-prima animais silvestres da fauna nativa.

Por meio de solicitação do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais (Ibama) a polícia chegou até seis homens: Maurício Farias dos Santos de 30 anos, Roberto da Conceição Santos de 29 anos, Frederico dos Santos Eufrásio de 28 anos, João Paulo de Almeida Costa de 28 anos, José Jefferson do Nascimento de 27 anos e Rizovaldo Trito dos Santos de 25 anos.

De acordo com os policiais, os artesãos, que seriam andarilhos, declararam que toda a matéria-prima era coletada de animais já mortos que eles encontravam pelo caminho enquanto viajavam. O detalhe é que eles tinham em mãos penas de papagaio, flamingo e outras aves, dentes de javali, couro de jacaré, cobra e até a pele da cabeça de uma onça-pintada.

Todos foram autuados e encaminhados à Delegacia Especial do Meio Ambiente (DEMA), onde prestaram depoimento e serão liberados. O crime ambiental prevê pena de 6 meses a 1 ano de detenção e multa aplicada pelo Ibama.

Os seis assinaram um termo de compromisso que garante comparecimento quando forem convocados a depor. Ao juiz cabe a decisão da pena, que pode ser cumprida em serviços comunitários, e a fixação do valor da multa.

Fonte: Correio Braziliense

Nota da Redação: Estes crimes só deixarão de acontecer quando as punições forem mais severas, quando tratarem o assunto com mais seriedade, como deve ser, e quando as pessoas pararem de comprar esses produtos.

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Garça ferida fica sem resgate no Jurunas (PA)

O auxiliar administrativo Neto Rendeiro saiu ontem, às 9h, para comprar pão e se deparou com uma garça ferida em uma movimentada rua do bairro do Jurunas, no Pará. Preocupado, levou o animal para casa e iniciou exaustivas ligações para o Corpo de Bombeiros e Delegacia do Meio Ambiente (Dema). Mas nenhum dos dois órgãos enviou alguém para resgatar o animal.

A Dema informou que não tinha decidido se a ocorrência seria atendida ou não. Envolvido com outras ocorrências, o Corpo de Bombeiros apareceu às 13h34, depois que a garça já havia batido asas.

Fonte: Diário do Pará

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