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Chefe de órgão ambiental é afastado do cargo após manter tartaruga em cativeiro

A tartaruga foi encontrada dentro de uma pequena porção de água, presa por uma corda atada a um buraco feito em seu casco


O chefe regional do Instituto de Meio Ambiente do Acre (Imac), Mario Correia de Sena, foi afastado do cargo após ser flagrado, por uma fiscal do próprio órgão, mantendo uma tartaruga-da-amazônia aprisionada em cativeiro.

O animal estava nos jardins da sede do Imac em Feijó (AC), dentro de uma pequena porção de água, preso por uma corda atada a um buraco feito em seu casco.

Reprodução

O caso foi descoberto no dia 18 de fevereiro e, segundo o portal AC24Horas, a chefe do setor de fauna, Paula Joseanny da Silva, encontrou o animal ao passar pelos jardins do escritório do órgão.

O Imac abriu uma sindicância e, na última segunda-feira (02), afastou o funcionário, que se apresenta como jornalista, é filiado ao Solidariedade e já foi vereador.

O presidente do Imac, André Hassem, assumiu a responsabilidade pela nomeação através da assessoria do órgão.

Apesar do órgão receber animais silvestres doados e resgatados, Sena cometeu um delito ao impedir que a tartaruga fosse encaminhada ao Centro de Triagem de Animais Silvestres, do Ibama. No entanto, após discussão entre os dois, Sena cedeu e permitiu o encaminhamento do animal. O Ibama avalia, agora, se irá multar o ex-funcionário.

A atitude do ex-chefe do Imac fere o artigo 24 do decreto 6.514 e o artigo 25 da Lei de Crimes Ambientais. Ambos proíbem a manutenção de animais silvestres em cativeiro sem licença.


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Destaques, Notícias

Projeto de lei visa considerar crueldade com animais como crime nos Estados Unidos

Por Rachel Siqueira (da Redação – EUA)

Uma audiência foi realizada na terça-feira, dia 16 de março, por legisladores do Estado do Tennessee, nos Estados Unidos, sobre o projeto de lei que visa considerar o abuso de animais como crime.

A democrata representante de Estado, Janis Sontany, escreveu o projeto de lei, que tornaria  crime o comportamento sádico ou forçar animais a passarem fome.

O impulso para o projeto se deu pela averiguação de vários casos de maus-tratos a animais no ano passado, incluindo a suposta inanição de cavalos no Condado de Cannon.



Cavalos maltratados no Condado de Cannon (Imagem: WSMV)



Fazendeiros lotaram o local onde aconteceu a audiência para ouvir a proposta. O projeto de lei enfrentará dificuldades, pois provavelmente precisará contar com o apoio do “Tennessee Farm Bureau”, que busca dinheiro, não ética.

Atualmente, os tutores de animais só podem ser acusados de delito por abuso a animais, o que inclui uma multa de 2.500 dólares e 11 meses e 29 dias na cadeia.

Defensores do projeto de lei disseram, na terça-feira, que o reforço das sanções é a única maneira de juízes e procuradores agirem seriamente contra os maus-tratos a animais e não concordarem com um desvio pré-julgamento.

Embora ambos os lados concordem que os tribunais não estejam punindo os responsáveis por maus-tratos a animais devidamente, defensores do projeto dizem que uma mudança na lei é a solução.

A votação sobre a questão foi adiada e será feita em data posterior.


Com informações de WSMV


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