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Restaurante explora animais para entretenimento no interior de São Paulo

Foto: Vlademir Valério
Foto: Vlademir Valério

Fotos e vídeos mostrando um búfalo amarrado por uma corda curta em uma árvore, exposto ao sol durante todo o dia e explorado para entretenimento por um restaurante no interior de São Paulo, localizado em Piracicaba, foram enviados à redação da ANDA.

O material foi registrado por Vlademir Valério, oficial de justiça, que passava pelo local e se comoveu com a situação do animal, exposto de uma forma cruel, preso, sem poder se movimentar ou se abrigar do sol escaldante. O búfalo tinha ainda uma argola afixada em seu nariz por onde era puxado.

Vladimir registrou sua indignação em depoimento exclusivo para a ANDA: “Estávamos no Angatú e ficamos revoltados em ver o touro sendo tratado daquela forma. Ele estava muito ofegante, chamou nossa atenção. Havia um rapaz que o conduzia através de uma corda amarrada numa argola em seu focinho. Em cima dele havia uma criança. O touro não aguentou e deitou de tanto cansaço. O pai precisou segurar a criança as pressas para ela não cair”.

Exausto, o touro desaba no chão após passar horas carregando visitantes nas costas | Foto: Vlademir Valério
Exausto, o touro desaba no chão após passar horas carregando visitantes nas costas | Foto: Vlademir Valério

O oficial de justiça conta ainda que o rapaz que puxava o touro, funcionário do local disse: “Ele não aguenta mais de tão cansado. Muito triste isso.”

Segundo o ele, o restaurante cobra um valor para transportar as crianças: “O restaurante estava lotado e tinha até fila de pessoas por ser Dia dos Pais. Eu acho um crime o que fazem com o animal”, conclui ele.

Burros passam o dia no sol quente carregando carroças | Foto: Vlademir Valério
Burros passam o dia no sol quente carregando carroças | Foto: Vlademir Valério

O animal pode ser visto deitado no chão, visivelmente abatido, em contraste com os frequentadores do restaurante chamado Angatu, que se divertem no local, ignorando o sofrimento do búfalo enquanto andam em charretes puxadas por burrinhos ou tiram fotos ao lado de cabras, também explorados por turismo pelo estabelecimento.

Posts contendo imagens dos animais explorados foram divulgadas no Facebook, onde causaram revolta e indignação. O restaurante recebeu diversas críticas dos usuários da rede social.

Cabras mantidas em cativeiro tiram selfies com os turistas | Foto: Vlademir Valério
Cabras mantidas em cativeiro tiram selfies com os turistas | Foto: Vlademir Valério

Um dos comentários chamava o restaurante de “palco da barbárie”, enquanto outro incentivava as pessoas a boicotarem o local por crueldade contra os animais e um terceiro divulgou o endereço da página do Angatu pedindo a todos que registrassem seu protesto lá.

Ativistas locais já tomaram medidas legais para que o estabelecimento seja multado com base no artigo 32 e os animais sejam resgatados e enviados a um santuário.

Foto: Vlademir Valério
Foto: Vlademir Valério

Seres sencientes

Animais são capazes de sentir, amar, criar vínculos, sofrer e compreender o mundo ao seu redor. A senciência animal foi atestada e comprovada por especialistas de diversas áreas do conhecimento pela Declaração de Cambridge em 2012.

Vistos de forma ignorante como seres inferiores pela sociedade e por isso submetidos à vontade humana, esses seres indefesos tem sido vítimas silenciosas dos mais cruéis abusos.

Foto: Dream Humanity/Reprodução
Foto: Dream Humanity/Reprodução

Seja pela indústria do turismo que acorrenta animais como elefantes e os espanca até reduzi-los a escravos sem vontade, pela indústria alimentícia que abusa de vacas, porcos, bois, galinhas e tantos outros, para comercializar sua carne, leite, ovos, pele e demais produtos feitos com base em sua exploração.

Seja ainda por entretenimento, prendendo animais selvagens em cativeiros pela vida inteira, nos aquários ou nos zoológicos, onde eles padecem lentamente, atrás de grades que os privam da liberdade, desenvolvendo doenças comportais em função do sofrimento mental a que são submetidos.

Foto: Barn Sanctuary
Foto: Barn Sanctuary

O ser humano permanece colocando-se acima dos animais e tratando seus companheiros de planeta como objetos inanimados, produtos a serem comercializados, ou fantoches para entreter visitantes entediados.

O ser humano permanece colocando-se acima dos animais e tratando seus companheiros de planeta como objetos inanimados, produtos a serem comercializados, ou fantoches para entreter visitantes entediados.

Gratidão por estar conosco! Você acabou de ler uma matéria em defesa dos animais. São matérias como esta que formam consciência e novas atitudes. O jornalismo profissional e comprometido da ANDA é livre, autônomo, independente, gratuito e acessível a todos. Mas precisamos da contribuição, independentemente do valor, dos nossos leitores para dar continuidade a este imenso trabalho pelos animais e pelo planeta. DOE AGORA.


 

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Foto de cãozinho em situação de rua se agarrando a um ursinho de pelúcia se torna viral

Foto: Yvette Holzbach
Foto: Yvette Holzbach

Tudo começou com uma foto que só pode chamada de “ a mais triste imagem do mundo”. Um cão em situação de rua deita-se na calçada, aparentemente esquecido e sem amor. Sua única fonte de conforto é um ursinho de pelúcia similarmente descartado e esquecido que ele segura tão firmemente quanto pode.

A fotógrafa, Yvette Holzbach, escreveu: “Aqui está um cão abandonado consolando-se em um brinquedo gasto e descartado. Quantos dos cães que vemos também são jogados na rua depois de terem cumprido o seu propósito?”

A imagem foi compartilhada massivamente e se tornou viral, pessoas de toda a internet escreveram para expressar sua preocupação com o cachorro e descobrir o que havia acontecido.

Mas enquanto muitas pessoas agradeceram Holzbach por chamar a atenção para o pobre filhote, outras criticaram-na por não levar o cachorro para casa com ela no local. Como uma resgatadora de cães, Holzbach trabalha com uma organização chamada Forgotten Dogs da 5ª Ala, que ajuda cães sem-teto em um dos bairros mais pobres de Houston, Texas no EUA.

Ela regularmente tira e publica fotos de cães abandonados em suas patrulhas pela vizinhança. Ela e seus companheiros de resgate tentam encontrar os tutores de cães perdidos, obter cuidados veterinários, esterilizá-los ou castrá-los e, em muitos casos, conseguir lares temporários para eles e lares definitivos.

Mas a seriedade e abrangência do problema muitas vezes escapa às pessoas que não enxergam o que Holzbach faz. Depois que sua foto rodou a internet, muitos comentários negativos fizeram uma pergunta simples mas brutal: “Por que você não resgatou o cachorro?”. Então Holzbach sou o Facebook para explicar exatamente o que acontece todos os dias com as equipes de resgate que trabalham como ela e ajudar os críticos de plantão a entender a situação.

Como Holzbach escreveu na página da ONG Forgotten Dogs of the 5th Ward, “em uma rota de alimentação podemos alimentar até 50 cães em situação de rua. Desses 50 cães, temos sorte se conseguirmos salvar um, porque a triste verdade é que não há lares adotivos suficientes para colocar todos esses cães”. Se ela e seus colegas resgatassem todos esses cães, não teriam tem onde levá-los.

Em vez de tentar levar todos eles, eles tentam dar assistência médica a tantos quantos podem e, para aqueles que não podem mais ficar nas ruas, tentam resgatá-los e colocá-los em lares temporários.

Holzbach destacou como o problema é sério e como é triste fazer com que ela e seus colegas deixem os cães sem-teto nas ruas. Ela também convidou todos os críticos a virem e verem por si mesmos. “Se houver alguém que não entenda bem o que estamos enfrentando, damos as boas vindas a você para fazer um passeio conosco. Você ficará surpreso com o número de cachorros desabrigados que existem”.

Como se viu depois, o cachorro, que Holzbach chamou de Teddy por causa de seu amigo de pelúcia, tinha pelo menos um humano em sua vida que se importava. Quando Holzbach e seus colegas da ONG Forgotten Dogs voltaram para descobrir o que havia acontecido com o cãozinho em situação de rua, encontraram um homem de 87 anos chamado Calvin, que reconheceu o cachorro da foto e disse que era um dos muitos que ele estava se alimentando.

Como escreveu Holzbach, “esse era seu cachorro, junto com muitos outros que ele havia resgatado das ruas ao longo dos anos. Ao mesmo tempo, ele tinha até 20 em seu quintal”. Ela sabia que ele amava o cachorro e sua organização se ofereceu para esterilizar e castrar os três cachorros restantes em sua casa, de graça.

Este foi um episódio que ilustrou exatamente o que Holzbach estava falando. “Espero que, ao publicar a foto, a conscientização tenha sido levantada para a situação dos cachorros em situação de rua. Estamos enfrentando uma batalha difícil e só podemos esperar que chegue um momento em que nenhum cão terá que lutar para sobreviver nas ruas”.

Foto: Yvette Holzbach
Foto: Yvette Holzbach

Infelizmente, o Sr. Calvin faleceu em 2018, mas sua bondade para com os cães de Houston nunca será esquecida graças a Yvette Holzbach e aos esforços contínuos de sua organização para ajudar aqueles que foram deixados para trás.

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Você é o Repórter

Cachorro deitado na rua sem conseguir se levantar precisa ser resgatado em SP

Guida Arisa
guidaarisa@gmail.com

Agora que todo mundo sabe que trabalho com animais, vivem me enviando fotos de animais que precisam de ajuda. Estou sem carro hoje, porque está sendo vistoriado no detran, e não tenho como fazer o táxi-dog de graça.

A D. rose, a servente da escola onde estudei pediu socorro. Ela disse que esse cachorrinho está caído no chão e não se levanta. Está tremendo muito e não quer nem comer.

Por favor, gente, alguém pode resgatá-lo? Ele está na rua Olga de Souza Queiroz, do outro lado da rua, em frente ao mercadinho J. Z. Furlanetto

Acesse aqui o mapa do local.

Contato: Guida (11)  3923-625411/ 8213-5783

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