Fotos mostram como o lixo nos rios da Inglaterra tem sido prejudicial aos animais em seus habitats (Foto: BPM Media)
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Cisne luta para criar filhotes em meio a ilha de poluição

Imagens chocantes registraram a luta de aves tentando sobreviver em habitats completamente devastados por lixo, sujeiras e plásticos causados por humanos. A devastação da natureza está em estado crítico e os animais estão sofrendo com isso.

Fotos mostram como o lixo nos rios da Inglaterra tem sido prejudicial aos animais em seus habitats (Foto: BPM Media)
Fotos mostram como o lixo nos rios da Inglaterra tem sido prejudicial aos animais em seus habitats (Foto: BPM Media)

Fotos desoladoras de uma mãe cisne lutando para levar seus sete bebês através de pilhas de lixo no rio Freshney, na Inglaterra, são reflexo da situação triste em que estão vivendo os animais.

O rio estava poluído com latas e garrafas de plástico por todos os lados, e há algumas semanas atrás os cisnes aparentemente foram vistos aninhados próximos a um carrinho de compras.

(Foto: BPM Media)

As aves estão lutando para sobreviver nos rios poluídos com lixo. O público foi instruído a administrar melhor os resíduos, não jogar lixos na rua e eliminá-los adequadamente após vários incidentes no Reino Unido que foram registrados de aves vivendo em meio a pilhas de resíduos e plásticos.

Organizações estão tentando desesperadamente ajudar, mas afirmam que o lixo continua se acumulando assim que é limpo. O grupo recentemente removeu três quartos de uma tonelada de lixos, incluindo bicicletas, carrinhos de compras e uma placa de trânsito.

(Foto: BPM Media)

Elaine Atkinson, presidente da Grimsby in Bloom, organização voluntária que auxilia na coleta de lixo, disse ao Metro: “É horrendo que tenhamos esta maravilhosa vida selvagem vivendo bem no meio do centro da cidade e eles são forçados a nadar em meio a lixos”.

“Se não começarmos a cuidar mais do rio, então perderemos essa vida selvagem para sempre, eles serão animais inteligentes, logo perceberão que há lugares melhores para eles morarem e sairão”, lamentou Elaine.

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Dados da UNEP mostram que 89% dos lixos plásticos no mar são itens de plástico de uso único, escancarando a irresponsabilidade da utilização dessas embalagens (Foto: Pixabay)
De olho no planeta

Lixos plásticos de uso único são 89% dos resíduos que degradam os oceanos

Segundo o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente, 89% dos plásticos no oceano são itens descartáveis como sacolas plásticas, canudos e descartáveis

Dados da UNEP mostram que 89% dos lixos plásticos no mar são itens de plástico de uso único, escancarando a irresponsabilidade da utilização dessas embalagens (Foto: Pixabay)
Dados da UNEP mostram que 89% dos lixos plásticos no mar são itens de plástico de uso único, escancarando a irresponsabilidade da utilização dessas embalagens (Foto: Pixabay)

Dados do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (UNEP) mostram que 89% do plástico existente nos oceanos são itens de uso único descartáveis ​​de plástico, como sacolas plásticas, canudos e utensílios descartáveis. A informação foi coletada por meio de mais de 5 mil mergulhos que coletaram 3 mil exemplares para averiguação.

Um novo comunicado de imprensa fez o anúncio da descoberta do programa, e destacou a ameaça da poluição por plásticos nos oceanos do mundo, que está se espalhando por locais oceânicos mais profundos do que nunca.

A UNEP afirmou que sacos de plástico foram encontrados na Marina Trench, a trincheira oceânica mais profunda do mundo. A região se estende por mais de 10 mil metros abaixo da superfície da água. “Encontrar plástico no fundo do oceano revela a ligação devastadora entre a atividade humana na terra e as conseqüências da vida marinha abaixo da água”, observou o programa das Nações Unidas no comunicado.

Preocupação internacional

A devastação dos lixos plásticos nos mares é uma preocupação crescente para os órgãos públicos e governamentais, já que seu impacto no meio ambiente e na vida marinha tem causados inúmeros problemas à vida marinha e à natureza. O UNEP ainda salientou que o plástico pode durar milhares de anos na Terra e causar a morte de mais de 100 mil animais marinhos por ano.

Animais confundem plásticos com comida, e acabam digerindo ou se enroscando em embalagens, que levam a morte de tartarugas marinhas, baleias, golfinhos, aves e muitos outros animais.

“Limpar nossos oceanos é mais importante do que nunca, com mais e mais plásticos sendo despejados no oceano todos os dias. Nossa única esperança para reverter esse problema é reduzir nosso uso de plástico em terra, diminuindo a quantidade de plástico que chega aos oceanos”, concluiu o UNEP.

Recentemente, o Reino Unido criou uma aliança internacional para tratar do problema, e alavancou um investimento de mais de 61 milhões de libras para lidar melhor com a gestão de resíduos, campanhas contra plástico e estudos sobre o tema, para descobrir como diminui o impacto dos resíduos plásticos jogados nos oceanos e a devastação que causam.

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Notícias

Casal de brasileiros desenvolve embalagens veganas

Casal criou embalagens veganas reutilizáveis
Embalagens substituem plástico e papel alumínio (Foto: Divulgação)

Com o objetivo de não despejar o plástico e o alumínio na natureza após o uso, já que são feitos de materiais raramente reciclados, um casal de brasileiros veganos desenvolveu uma solução criativa e sustentável para este problema.

A ideia partiu de Lucas Bastos e Carla Enero, moradores de Joinville (SC). Segundo o Ciclo Vivo, os dois haviam vivido na Austrália em 2015, onde conheceram uma embalagem sustentável para alimentos.

Depois de algumas tentativas, o casal criou o Keep, um produto impermeável fabricado apenas com matérias-primas biodegradáveis, que começou a ser comercializado em julho deste ano. Quando a vida útil do produto termina, ele pode ser descartado normalmente no lixo orgânico ou destinado à compostagem.

Ele é confeccionado com tecido 100% algodão, resina de árvore e mel (na versão normal) ou cera de carnaúba (em versão vegana). Diferentemente de papel alumínio e do plástico filme que costumamos usar na cozinha, o Keep é reutilizável e pode durar até um ano. Depois do uso, basta limpá-lo com um pano úmido e deixar o material secar à sombra.

Além da possibilidade de ser utilizado para a conservação e transporte de alimentos, o Keep pode ser usado até para embalar barras de sabonetes usadas em viagens, pois possui uma película de cera que envolve o algodão que é respirável e assim o alimento se mantém hidratado dentro da embalagem.

O produto está disponível nos tamanhos P (18x20cm), M (25×28 cm) e G (33x35cm). A embalagem pode ser adquirida através da página do Facebook da marca, com preços a partir de R$ 14,90 + frete.

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Poluindo vidas

A produção e utilização de energia é responsável por mais de 80% das emissões gás poluentes que agravam o aquecimento global e a vida animal.

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Tartaruga morre após ingerir bexigas em Caraguatatuba (SP)

Tartaruga teve sistema digestivo prejudicado
Animal foi encontrado morto com várias bexigas no estômago (Foto: Divulgação/Instituto Argonauta)

Em Caraguatatuba (SP), na praia de Flecheiras, uma tartaruga foi encontrada morta após ter ingerido partes de uma bexiga. Canal digestivo foi obstruído segundo biólogo.

Integrantes do Instituto Argonauta, que resgataram o animal, fizeram exames e atestaram que a tartaruga havia ingerido bexigas antes de morrer.

O diretor da instituição, Hugo Gallo, afirmou que casos como esse são comuns na praia. “É muito comum a ingestão de lixo por tartarugas, mas o diferencial dessa é que foram bexigas. Provavelmente pessoas fizeram alguma festa e o vento levou algumas destas bexigas até o mar. A ingestão acaba obstruindo o canal digestivo do animal, levando à morte”.

Segundo dados do Argonauta, em 2016 foram encontradas mais de 900 tartarugas mortas nas quatro cidades do Litoral Norte. Já em 2017, até o momento, foram mais de 300.

A poluição, segundo instituto, é umas das principais causas de mortalidade entre os animais aquáticos no Brasil, atrás apenas da pesca. Para fazer denúncias ou avisar sobre animais em situações de risco no litoral norte, moradores e turistas podem acionar o Instituto Argonauta pelo aplicativo ‘Seja um Argonauta’, disponível para Android e IOS.

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Assassinato em dose dupla

Ao mesmo tempo em que a ação do homem desequilibra o meio ambiente e o habitat de animais, também é responsável pela extinção de diversas espécies, que são mortas para cultivo da caça.

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Lixo mortal

“Se você não recolher, eles recolherão”. Campanha chama a atenção para degradação ambiental que polui o ambiente e afeta desenvolvimento de inúmeras espécies que acabam se alimentando do lixo humano.

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Tartarugas resgatadas no litoral se recuperam em centro de Curitiba (PR)

Tartarugas estão sendo tratadas em centro de Curitiba após ingerirem lixo
Animais serão submetidos a exames de raios X em clínica

Duas tartarugas que possivelmente ingeriram lixo deixado no litoral de Curitiba (PR), estão sendo tratadas pela equipe do Laboratório de Ecologia e Conservação da Universidade Federal do Paraná (UFPR), no Centro de Reabilitação Temporário do Centro de Estudos do Mar.

Os animais que provavelmente resíduos sólidos deixados por pessoas na praia, serão submetidas a exames de raios-X em uma clínica de Curitiba. Depois que estiverem totalmente reabilitadas, serão devolvidas ao mar. Os exames serão realizados na Clinica Veterinária Bionostic.

A tartaruga da espécie Chelonia mydas, conhecida popularmente como tartaruga verde, aruanã ou uruanã, é herbívora e habita pastagens tropicais e subtropicais das bacias oceânicas do planeta.

Enquanto filhote, a espécie é onívora com tendências a carnívora; torna-se completamente herbívora a partir dos 25-35 cm de casco. Elas se alimentam de algas e monocotiledôneas marinhas, havendo uma predominância de um dos itens quando são mais abundantes do ambiente em que se encontram; podem também apresentar hábitos oportunistas em relação ao alimento.

As principais ameaças para a espécie estão ligadas à captura incidental na pesca, redução da principal fonte alimentar, caça, ocupação desordenada dos ambientes de desova e a poluição marinha.

Devolução ao mar

Recentemente, um grupo de cinco tartarugas verdes (Chelonia mydas) foram tratadas e devolvidas ao mar no município de Pontal do Paraná, no Litoral do Estado pela equipe do LEC que encaminhou os animais até o Centro de Reabilitação Temporário do CEM. As tartarugas com idade entre dois e sete anos foram encontradas na Ilha do Mel.

Com os cuidados da equipe técnica, formada por veterinários oceanógrafos e biólogos, os animais puderam descansar e, em 24h, estavam prontos para retornar à natureza. Segundo Liana Rosa, gerente do Projeto de Monitoramento de Praias da Bacia de Santos (uma das organizações das quais o LEC faz parte), adultas, os espécies deste gênero de tartaruga medem até 1,2 metro (apenas de carapaça) e chegam a pesar cerca de 150 kg.

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Após ingerir material de pesca, tartaruga é reabilitada e devolvida ao mar em SP

Após tratamento, tartaruga cabeçuda é devolvida ao mar no litoral de São Paulo (Foto: Divulgação/Gremar)

Após cinco meses em tratamento, a tartaruga cabeçuda (Caretta caretta) encontrada em Itanhaém, no litoral de São Paulo, depois de ter ingerido quase um metro de material de pesca, foi devolvida ao mar. O vídeo que mostra veterinários e biólogos retirando o petrecho da boca do animal repercutiu na internet, e chamou a atenção para o impacto das pessoas na natureza.

Em novembro de 2016, a tartaruga foi resgatada ao ser localizada debilitada por banhistas em uma praia de Itanhaém. Pesando aproximadamente 100 kg, as equipes tiveram dificuldades para transportá-la até a base de apoio na cidade e, posteriormente, ao Guarujá, onde localiza-se o Instituto Gremar.

Tartaruga pesando 100 kg foi devolvida ao mar no Parque da Laje de Santos (Foto: Divulgação/Gremar)

“Antes de retirar o petrecho de pesca, realizamos exames para verificar a existência de anzol, que poderia machucá-la. Como não havia, passamos óleo mineral e fizemos a retirada”, explica a bióloga da organização, Rosane Fernanda Farah. O material tinha, aproximadamente, um metro de comprimento. Veja o vídeo em que a equipe retira o petrecho de pesca:

A bióloga explica que a recuperação foi gradativa, uma vez que a tartaruga não estava se alimentando sozinha, por ter ficado com parte do petrecho na boca. Em paralelo, a equipe também realizou fisioterapia em uma das nadadeiras, de onde foi retirado outro material, que impedia a circulação sanguínea.

“Aos poucos, ela começou a se alimentar sozinha e fomos elevando o nível da água no tanque. Quando vimos que ela estava clinicamente bem, decidimos devolvê-la à natureza”. O local escolhido foi o Parque Estadual Marinho da Laje de Santos (PEMLS), a aproximadamente 40 quilômetros da costa da Baixada Santista.

Segundo Rosane, a tartaruga, uma fêmea que tem entre 20 e 30 anos, voltou ao mar pesando pouco mais de 100 kg – quase o mesmo peso de quando foi encontrada. “Mas ela estava em outras condições, super bem. Totalmente recuperada e sem nenhum ferimento”, conta.

Filhote

Junto com a fêmea adulta, um animal filhote, de cerca de dois anos de idade e da mesma espécie, também foi solto na área da Laje de Santos. Ela foi encontrada em julho de 2016 na orla de Mongaguá, também no litoral paulista. “No resgate, ela estava com dificuldade de respiração. Tinha somente 12 centímetros”, conta a bióloga.

Filhote de tartaruga cabeçuda também foi devolvida ao mar no litoral de São Paulo (Foto: Divulgação/Gremar)

Foram 11 meses de tratamento até que a tartaruga, de sexo ainda indeterminado, pudesse ser devolvida ao mar. “Ela precisava ter 30 centímetros para ser anilhada (marcação) e receber um registro. As duas receberam as anilhas antes de voltarem ao mar, para quando forem encontradas novamente, possamos saber o histórico delas”.

Segundo a bióloga, a soltura ocorreu distante da costa, uma vez que a espécie, que está ameaçada de extinção, é oceânica. “São raras de serem encontradas nas praias por causa disso. Esses casos reafirmam a importância de mostrar o impacto das ações do homem. Mais de 90% dos casos que recebemos são decorrência disso”.

Filhote de tartaruga precisou atingir 30 cm antes de ser devolvido ao mar (Foto: Divulgação/Gremar)

As tartarugas da espécie Caretta caretta vivem em média 100 anos. Segundo o Projeto Tamar, quando adultas, elas podem medir mais de um metro e pesar mais de 140 kg. São animais carnívoros e alimentam-se de caranguejos, moluscos, mexilhões e, eventualmente, de peixes. São comuns na costa Nordeste e Sudeste do país.

O resgate dos dois animais nas praias do litoral de São Paulo ocorreu durante o Projeto de Monitoramento de Praias da Bacia de Santos. A iniciativa é desenvolvida como condicionante do licenciamento ambiental federal para a exploração da área do pré-sal da Bacia de Santos, e é conduzido pelo Ibama.

Fonte: G1

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Fêmea de orangotango albina de olhos azuis é socorrida na Indonésia

Redação ANDA – Agência de Notícias de Direitos Animais

Animal foi preso por habitantes em jaula

Uma fêmea de orangotango albina de olhos azuis foi resgatada por defensores de animais e autoridades na ilha de Bornéu, na Indonésia. O animal havia sido trancado em uma jaula por habitantes da ilha. A orangotango de cinco anos, foi levada para uma ONG de proteção animal.

A fêmea foi encontrada na província de Kalimantan, em uma área isolada do distrito de Kapaus Huli. O animal de pelagem amarela é uma espécie rara de acordo com Nico Hermanu, integrante da comunicação da Fundação para a sobrevivência dos orangotangos de Bornéu: “Um orangotango é raro, e um orangotango albino é ainda mais raro”.

Segundo a fundação, o animal pode ter sido vítima de agressões ao tentar escapar dos habitantes, que a prenderam por dois dias, pois apresentava manchas de sangue secas no nariz em fotografias. Nico revelou que em 25 anos é a primeira vez que resgatam um orangotango albino: “Desde a criação da fundação, há 25 anos, nunca acolhemos um orangotango albino em nosso centro de reeducação”. A orangotango de cinco anos foi levada ao centro de reeducação de Nyaru Menteng, onde a ONG acolhe 500 macacos.

Os orangotangos, únicos macacos grandes da Ásia, são uma espécie ameaçada de “extinção iminente”, segundo a ONU. Este primata arborícola (que vive nas árvores), vive em liberdade nas florestas tropicais úmidas (das ilhas) de Sumatra e Bornéu, que diminuem cada vez mais pelo desmatamento legal e ilegal com o qual se busca ampliar as zonas de plantação de palma para a produção de óleo.

Em Bornéu, a população de orangotangos seria de 100.000 indivíduos, considerada a quarta maior ilha do mundo repartida entre três países – Indonésia, Malásia e Brunei. Em 2025 este número cairia para 47.000, segundo algumas estimativas. Em 1973, a população de orangotangos em Bornéu alcançava 288.500 indivíduos.

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