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Território de porcos selvagens diminui e espécie entra em declínio

A extinção dos queixadas colocaria não só fim à espécie, como ameaçaria a existência de outros animais e causaria desequilíbrio ambiental


O território dos queixadas, um tipo de porco selvagem, está ameaçado, assim como a espécie. Segundo um estudo publicado no periódico Biological Conservation, o habitat desses animais no México e na América Central diminuiu em até 90%.

Foto: Apolinar Basor

“É chocante a rapidez com que essa população está declinando”, disse Harald Beck, chefe do grupo de especialistas em queixadas da União Internacional para Conservação da Natureza, organização sem fins lucrativos. As informações são do jornal The New York Times.

Apesar de não ter integrado a equipe de pesquisadores que realizou o novo estudo, Beck conduziu uma pesquisa em 2012 que revelou, na época, uma redução de habitat de 21%.

O número de queixadas sobreviventes, no entanto, é um mistério. Vulneráveis à ação humana, eles precisam de extensa faixa territorial para viver. De acordo com Rony García-Anleu, pesquisador da Guatemala que participou do estudo, a exploração de terras, que antes eram reflorestadas, para criar bois e plantar óleo de palma e cana-de-açúcar limitou o habitat desses porcos.

A espécie também sofre com a caça. Os animais são mortos para que sua carne seja comercializada para consumo humano. E ao menos que a caça e o desmatamento sejam freados, acontecerá uma degradação substancial nas florestas que ainda restam entre México e Panamá.

Mas não são apenas os queixadas que correm risco. Isso porque esses porcos criam depressões no solo, que se achem de água, para que tomem banhos de lama. Sem que façam isso, espécies de sapos que vivem nesses locais criados pelos porcos podem morrer.

Beck lembrou ainda que os queixadas estão entre os únicos animais com mandíbula forte o suficiente para comer a maior parte das espécies de palmeiras, impedindo um crescimento descontrolado. Eles também dispersam sementes e são essenciais para a cadeia alimentar da floresta.

O porco selvagem é a espécie mais forte a habitar as cinco grandes florestas remanescentes da Mesoamérica: as florestas maias no México, Guatemala e Belize; a Mosquitia na Nicarágua e Honduras; a Indio Maíz-Tortuguero na Nicarágua e Costa Rica; a região de Talamanca na Costa Rica e Panamá; e a Darién no Panamá e Colômbia.

“Estamos no momento preciso para impedir tudo isso, porque sabemos que eles estão em perigo e ainda temos essas cinco grandes florestas”, concluiu García-Anleu.


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Alimentação à base de vegetais diminui declínio cognitivo nos idosos em 33%

Foto: Harvard Health Publishing
Foto: Harvard Health Publishing

A ingestão de uma dieta à base de vegetais, rica em frutas, vegetais e grãos integrais, e com menor ou nenhuma quantidade de produtos de origem animal reduz o risco de declínio cognitivo na velhice, sugere um novo estudo.

Liderado por Koh Woon Puay, professor da Faculdade de Saúde Pública Saw Swee Hock da Universidade Nacional de Cingapura (NUS) e da Faculdade de Medicina Duke-NUS, o estudo examinou dados disponíveis no Singapore Chinese Health Study, um estudo de coorte populacional de 63.257 chineses quem vive em Singapura.

Puay e seus colegas entrevistaram adultos de 45 a 74 anos sobre dieta e estilo de vida entre abril de 1993 e dezembro de 1998, com três visitas de acompanhamento até 2016. Para o estudo, Puay usou os dados para selecionar informações sobre 16.948 indivíduos (53 anos, em média) como linha de base.

Esses participantes apenas concluíram as avaliações da função cognitiva durante a consulta de acompanhamento, de 2014 a 2016, e destes, 14,4% apresentaram comprometimento cognitivo. Os pesquisadores descobriram que as pessoas que aderiram fortemente aos padrões alimentares baseados em vegetais durante a meia-idade tinham menos probabilidade de desenvolver comprometimento cognitivo mais tarde.

Foto: Harvard Health Publishing
Foto: Harvard Health Publishing

Especificamente, aqueles cujas dietas eram baseadas em vegetais tinham 18 a 33% menos chances de desenvolver comprometimento cognitivo do que aqueles que não seguem uma dieta rica em vegetais.

“Estudos anteriores mostraram resultados variados quando se trata de dieta e risco de comprometimento cognitivo, com poucos estudos realizados em populações asiáticas”, disse Puay à revista médica News Today.

“Nosso estudo sugere que a manutenção de um padrão alimentar saudável, e rico em vegetais em detrimento de produtos de origem animal, é importante para a prevenção do aparecimento assim como para o atraso do comprometimento cognitivo em idade avançada”, concluiu o professor.


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Consumo de carne e laticínios entra em declínio na Finlândia

Foto: Livekindly/Reprodução
Foto: Livekindly/Reprodução

O consumo de carne está caindo na Finlândia, à medida que mais e mais finlandeses mudam seus hábitos de consumo para alimentos veganos e vegetarianos. O consumo de laticínios também tem previsão de queda no país do norte da Europa.

Um novo relatório do Pellervo Economic Research PTT, um instituto independente de pesquisa em economia aplicada, revelou a mudança nos hábitos alimentares dos finlandeses.

Prevê-se que o consumo de carne bovina caia em 2019, somando-se aos demais derivados de animais como carne de porco que estão em declínio há anos. Embora o consumo de aves tenha aumentado há algum tempo, esse crescimento também deve parar. O relatório revela que o declínio do consumo de alimentos de origem animal está “abalando o mercado de carne”.

O instituto de pesquisa identificou a crescente popularidade dos produtos à base de vegetais como a razão principal para a diminuição do consumo de carne: “O aumento da conscientização sobre saúde e meio ambiente na tomada de decisões dos consumidores impactou no mercado de produtos à base de vegetais”, acrescentou o estudo.

Essa mudança de pensamento também resultará no declínio do consumo de laticínios em quase todos os grupos de produtos, revela a pesquisa, “A produção de leite está caindo excepcionalmente rápido este ano, e mesmo o aumento dos preços não aumentará a receita das empresas de laticínios”, afirmou o PTT.

A queda do consumo de produtos de origem animal só será realmente abalada por um “aumento significativo” dos preços ao consumidor de carne. “Ao mesmo tempo, enquanto os preços ao consumidor de vegetais estão caindo, a evolução da relação de preços entre carne e legumes confirma a mudança projetada no consumo”, explicou o relatório.

Veganismo na Finlândia

A comida vegana está se tornando mais procurada na Finlândia. A capital do sul do país, Helsinque, lançou um site e um aplicativo em agosto para ajudar seus cidadãos a comer mais comida vegana e viver de forma mais sustentável.

Até as redes de fast-food da Finlândia estão pulando a bordo. Os restaurantes McDonald’s no país receberam seu segundo hambúrguer vegano no ano passado. O hambúrguer El Veggo é feito com carne à base de soja, salada, molho de salsa picante e molho vegano McFeast. O novo produto se juntou ao hambúrguer McVegan já servido no menu do país, lançado em 2017.

Quando a loja de hambúrgueres finlandesa Bun2Bun tornou-se vegana, substituindo seus rissóis de carne por carne à base de vegetais da Beyond Meat, suas vendas “dispararam imediatamente”, subindo desde o primeiro dia e chegando a um aumento de 400%.

A tendência também chegou às cantinas do exército finlandês, que agora são abastecidas com alimentos à base de vegetais. O major Eija Pulkki, das Forças de Defesa, revelou no ano passado que as Forças Armadas adicionarão duas refeições totalmente vegetarianas ao cardápio semanal. Os pratos sem carne são feitos com batatas, massas e carne vegana.

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Dois rinocerontes ameaçados de extinção são mortos por caçadores em Botsuana

Caçados por seus chifres, valiosos no mercado negro devido a demanda criada pela medicina tradicional chinesa, os animais enfrentam risco de extinção enquanto sua população declina


 

Foto: Mirror/Reprodução
Foto: Mirror/Reprodução

Dois rinocerontes foram brutalmente mortos e mutilados por caçadores em Botsuana. Os criminosos usaram uma serra elétrica para cortar e roubar os chifres dos animais.

As fotos da cena foram tiradas no Delta do Okavango, norte de Botswana, e ilustram de forma real e cruel, o comércio ilegal abastecido pela caça furtiva e caça aos troféus.

Os corpos dos animais foram encontradas em Mombo, um santuário particular dentro da Reserva de Caça Moremi.

Eduardo Gonçalves da Campaign to Ban Trophy Hunting (Campanha para Proibir Caça aos Troféus) disse: “O chifre de rinoceronte vale mais que ouro e heroína no mercado negro”.

Foto: Mirror/Reprodução
Foto: Mirror/Reprodução

“Toda caça, tanto furtiva e como a caça aos troféus precisa ser interrompida se quisermos ter alguma chance de salvar esses magníficos animais”.

“Isso significa uma proibição global apoiada por punições duras”. Botsuana está passando pela pior crise de caça furtiva em anos, de acordo com o Mirror.

“O último presidente do país, Ian Khama, proibiu toda a caça a troféus em 2014 e adotou uma política de atirar para matar em caçadores ilegais”, diz Eduardo Gonçalves.

Mas o atual presidente, Mokgweetsi Masisi, eleito no ano passado, anulou a proibição de seu antecessor além de desarmar e desmantelar unidades de combate à caça furtiva.

Foto: Getty Images
Foto: Getty Images

Relatos de caça furtiva de rinocerontes na África do Sul ressurgiram no mês passado, com a morte de um rinoceronte fora de uma parte protegida do Delta do Okavango.

Na semana passada, foram encontrados os corpos mostrados na foto acima, elevando o total de rinocerontes caçados recentemente para sete. Os incidentes acontecem apenas alguns dias após Botsuana ter permitido oficialmente o início (retorno) da caça aos troféus de elefantes, depois da atividade ter sido banida em 2014.

A Interpol classificou Botsuana como o “principal país de origem” de chifres de rinoceronte contrabandeados para a Europa, Oriente Médio e Ásia.

Um relatório enviado ao governo de Botsuana afirma que 25 elefantes foram caçados só nas últimas semanas.

Foto: Mirror/Reprodução
Foto: Mirror/Reprodução

Gonçalves disse: “Botsuana deu efetivamente luz verde para matar animais selvagens ameaçados, reiniciando a caça aos troféus de elefantes”.

No mês passado, a conferência internacional da CITES sobre comércio de animais silvestres aprovou a duplicação de licenças para caçar troféus de rinocerontes negros criticamente ameaçados.

Gonçalves respondeu à medida: “Os caçadores furtivos costumam usar licenças de caça de troféus para adquirir chifres de rinoceronte para vender no mercado negro”.

Kevin Pietersen, ativista e defensor dos rinocerontes sul-africano, disse: “Isso é assassinato, puro e simples. Essas fotos mostram mais uma vez que os rinocerontes são vítimas inocentes da brutalidade terrível desses caçadores”.

Foto: LightRocket via Getty Images
Foto: LightRocket via Getty Images

“Os rinocerontes estão com sérios problemas, suas populações estão vulneráveis ou criticamente ameaçadas. Fazer isso com um animal tão belo e perigosamente ameaçado é uma violência irracional do pior tipo”.

“Precisamos de uma ação imediata para proteger os rinocerontes e garantir que eles sobrevivam. Precisamos conscientizar, mudar o comportamento e reprimir as pessoas que fazem isso.

“Este é um alerta dramático”, concluiu ele.

Em 2018, Pietersen fundou a SORAI – Save our Rhinos Africa and India – para proteger a espécie cuidando de rinocerontes infantis abandonados, feridos e órfãos e liberando-os de volta à natureza.

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AAA Northeast, empresa de turismo dos Estados Unidos, corta parceria com SeaWorld

Por Rafaela Damasceno

AAA Northeast, empresa de turismo, anunciou que irá deixar de vender ingressos para o SeaWorld. A ação foi tomada sob influência de protestos organizados pela PETA e a Protest SeaWorld NY.

Duas baleias pulando do mar em uma atração do parque
Foto: Plant Based News

“Nenhum negócio decente deve querer estar ligado a um parque que cria golfinhos e os monta como se fossem pranchas de surf em shows estilo circo”, afirmou a vice-presidente da PETA, Tracy Reiman.

Ela ainda disse que a agência fez a coisa certa ao se desvincular do SeaWorld, e a PETA está incentivando outras empresas a fazerem o mesmo.

A AAA Northeast agora faz parte de uma lista crescente de empresas de turismo que pararam de vender ingressos para o SeaWorld – incluindo a AAA Arizona, AAA Washington e Virgin Holidays, assim como as companhias aéreas United, Alaska, Delta, JetBlue, Southwest, Spirit, Sunwing e WestJet.

Mudança

A organização PETA afirma que, na natureza, as orcas nadam cerca de 140 milhas (mais de 225 quilômetros) por dia, e os golfinhos-nariz-de-garrafa costumam nadar até 60 milhas (96,5 quilômetros). No SeaWorld, tudo o que podem fazer é nadar em círculos por um espaço pequeno, e 140 golfinhos são distribuídos em apenas 7 pequenos tanques.

No mês passado, dois ex-treinadores do parque denunciaram diversos casos de maus-tratos, inclusive o uso de drogas para acalmar os animais, o que causava úlceras em seus estômagos e outros ferimentos ocasionados por autoagressão.

Apesar de o SeaWorld negar todas as acusações, é fato que manter as orcas e golfinhos em espaços pequenos, forçar os animais a realizar truques e afastá-los da liberdade não é correto. Além de estressados e sob intensa pressão psicológica, eles ainda vivem assustados e depressivos.

As atitudes tomadas pelas empresas demonstram um avanço no pensamento do público, que enxerga cada vez mais os impactos da exploração animal e não compactua mais com a crueldade.


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População de girafas sofre declínio acentuado

Foto: Nature Picture Library
Foto: Nature Picture Library

Uma das espécies de girafas que sempre teve uma população saudável e numerosa foi oficialmente declarada ameaçada de extinção, o que significa que os números de indivíduos da espécie estão extremamente baixos. A girafa Masai foi listada como ameaçada de extinção fato que agora lança uma luz sobre a gravidade da situação desses animais e a urgência de medidas para proteção das girafas.

Esta raça específica de girafa que vive no Quênia e na Tanzânia sempre teve uma população saudável, apesar de outras raças de girafas lutarem para sobreviver na natureza, graças a ameaças como caça, comércio ilegal de animais selvagens e caçadas de troféus.

A listagem da espécie como ameaçada é um apelo imediato para que sejam tomadas medidas de regulamentação do comércio de girafas, bem como, uma razão forte para proibir imediatamente a caça de girafas por troféus.

Estudo apontam que, das nove espécies de girafa, duas delas foram listadas como ameaçadas de extinção e duas como criticamente ameaçadas, o que significa que as girafas precisam ser protegidas com urgência ou a situação pode ficar perigosamente difícil de ser revertida.

Os animais selvagens da África são algumas das espécies mais ameaçadas do planeta, com diversas variedades de espécies enfrentando futuros incertos, principalmente devido a questões relacionadas a humanos.

Elefantes, leões, tigres, leopardos, girafas, rinocerontes, etc., esses animais estão todos correndo o risco de serem extintos do planeta como resultado das ações humanas. As autoridades responsáveis caminham de forma muito lenta quando se trata de resolver os problemas que levaram a essa ameaça tão presente.

A caça para a venda de partes do corpo desses animais e a caça particular de troféus representam ameaças diretas aos animais selvagens, ambas movimentadas por indústrias criminosas que visam apenas o lucro e ambição. Outra medida de impacto seria a proibição da exportação de produtos feitos de derivados de girafa. O comércio de partes de animais selvagens possui uma demanda alta que estimula os caçadores a matarem

A África está a caminho de perder alguns dos animais mais reconhecidos e icônicos do planeta porque, como comunidade global, simplesmente não está fazendo o suficiente para protegê-los.

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Canadá esta prestes a aprovar duas leis históricas sobre direitos animais

Foto: Jim Abernethy/University of Miami Rosenstiel School of Marine & Atmospheric Science
Foto: Jim Abernethy/University of Miami Rosenstiel School of Marine & Atmospheric Science

A luta em prol dos animais tem sido difícil, às vezes até mesmo desanimadora, para os incansáveis ativistas pelos direitos animais canadenses, mas eles estão prestes a ter uma notícia muito boa.

E melhor ainda para os animais que os ativistas há muito procuram proteger e nutrir.

Duas leis históricas estão prestes a passar no Parlamento do Canadá.

Foto: Associated Press/Micronesian Shark Foundation
Foto: Associated Press/Micronesian Shark Foundation

Um proíbe a importação de barbatanas de tubarão para o país; e a outra proíbe baleias e golfinhos de serem mantidos em cativeiro.

Foi a proibição da barbatana de tubarão que veio na calada da noite.

O Canadá proibiu o a prática do finning (prática cruel de arrancar as barbatanas de tubarões) em águas territoriais em 1994, mas nunca proibiu sua importação.

Foto: Beawiharta/Reuters
Foto: Beawiharta/Reuters

Atualmente o país é o terceiro maior importador de barbatanas de tubarão fora da Ásia, perdendo apenas para a China e Hong Kong.

No ano passado, o Canadá importou mais de 148 mil quilos de barbatanas de tubarão, no valor estimado de 3,2 milhões de dólares.

Em 2018 em todo o mundo, 73 milhões de tubarões foram mortos.

Sopa de barbatana de tubarão, uma iguaria considerada símbolo de status nas comunidades asiáticas Foto: Kin Cheung/The Associated Press
Sopa de barbatana de tubarão, uma iguaria considerada símbolo de status nas comunidades asiáticas Foto: Kin Cheung/The Associated Press

A população global de tubarões está agora devastada em cerca de 90%.

Mas uma vitória suada para aqueles que amam animais parece estar no horizonte.

A política tem sido dura e os ativistas tiveram mais do que sua parcela de decepções, mas Camille Labchuk, diretora executiva da ONG Animal Justice, tem sorrido muito nos dias de hoje.

Ela deu a declaração por telefone na quarta-feira em seu escritório em Ottawa.

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Fazendeiros de laticínios se tornam cultivadores de amêndoas para escapar da crise

A Banyan Hill, uma fonte on-line de informações sobre ações e investimentos, comentou sobre o contínuo e muito comentado declínio da indústria de laticínios, apontando que o mercado de bebidas à base de amêndoas (leite) vem crescendo na mesma medida e citando especificamente o leite de amêndoas como a “tendência número 1 em alternativas ao produto de origem animal”.

O artigo de Banyan Hill dá o exemplo de um vídeo postado nas mídias sociais na semana passada, mostrando um produtor de leite de Minnesota (EUA), falando de forma honesta sobre as dificuldades financeiras enfrentadas em uma fazenda leiteira moderna.

O vídeo recebeu mais de 400 mil visualizações até agora, a publicação vem de encontro ao declínio acentuado que o site de investimentos descreve como o “desmantelamento” da indústria de laticínios. Em 2017, a renda média de um produtor de leite era de 43 mil dólares e agora esse produtor ganha menos de 15 mil dólares.

A indústria de laticínios está em declínio constante há anos; de acordo com a Dairy Farmers of America (DFA), as vendas de leite caíram cerca de 1,1 bilhão de dólares no ano passado. Ao mesmo tempo, estima-se que o mercado de alternativas lácteas ultrapasse 37,5 bilhões de dólares até 2025, de acordo com um novo relatório de pesquisa da Global Market Insights.

Vários produtores de leite no estado da Califórnia (EUA), por exemplo, estão aparentemente se adaptando a esse “desmantelamento” do setor, ao fazer uma transição para a produção de amêndoas, de acordo com o artigo.

O Presidente e CEO da Almond Board of California, diz que os produtores de leite estão agora “diversificando-se e investido em amêndoas” como o caminho mais lucrativo.

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Queda drástica no consumo de carne na China comprova mudança de hábitos

Um declínio maciço no consumo de carne na China tem comprovado um fenômeno de conscientização no país asiático. Restaurantes vegetarianos dobraram de quantidade em 5 anos em Xangai, demonstrando a aderência do público consumidor a uma alimentação livre de carnes e mais adeptas aos vegetais.

Milhares de chineses estão migrando para comida vegetariana, o que é fenômeno notável, já que a China lidera o mercado mundial de carne de boi, porco e de aves. Aproveitando a onda do veganismo e vegetarianismo, os restaurantes estão se tornando veganos para encobrir esse novo hábito de consumo popular.

Consumo de carne tem diminuído drasticamente na China, o que simboliza novos hábitos alimentares mais saudáveis (Foto: Pixabay)
Consumo de carne tem diminuído drasticamente na China, o que simboliza novos hábitos alimentares mais saudáveis (Foto: Pixabay)

O aumento de adeptos a uma dieta sem carne mostra também um aumento da consciência de saúde entre as pessoas na China. Os hábitos alimentares chineses estão testemunhando uma mudança de paradigma. De acordo com o Financial Express, um relatório sugere que a população da China está mudando de fato para a comida vegetariana.

Além disso, o relatório sugere que as pessoas relacionam alimentos não vegetarianos com pressão alta e obesidade. Isso tornou os restaurantes veganos mais competitivos no mercado do que nunca, variando esse tipo de negócio e dando mais opções aos consumidores.

Han Lili, um artista de Xangai, disse à PTI que o número de restaurantes veganos se multiplicou de 49, em 2012, para mais de 100 no ano passado na maior cidade da China, Xangai. Outro relatório da empresa de pesquisa Euromonitor apontou que a demanda por carne no país asiático sofreu um declínio nos últimos anos.

Um consumo de mais vegetais na alimentação simboliza mais saúde e refeições mais ecologicamente corretas (Foto: Pixabay)
Um consumo de mais vegetais na alimentação simboliza mais saúde e refeições mais ecologicamente corretas (Foto: Pixabay)

Consumo mais responsável e sustentável

Como consequência da substituição da carne nas refeições, o consumo de vegetais aumenta significantemente. Por isso, as importações de hortaliças e frutas registraram um pico desde a crescente tendência do vegetarianismo.

De acordo com dados do comércio das Nações Unidas, as importações de abacates cresceram sozinhas e registraram um aumento de 13 mil vezes entre 2010 e 2016.

O relatório sugere que a mudança também é um impacto de muitas orientações dietéticas na China aconselhando a comida vegetariana saudável e ecologicamente correta.

A natureza agradece os novos hábitos, já que cerca de 150 milhões de toneladas de dióxido de carbono são liberadas na atmosfera todos os anos somente pela indústria de carne chinesa.

Alternativas

Várias empresas estão apostando na criação de alimentos que possam substituir de forma responsável e deliciosa o consumo de carne. Recentemente, a marca vegana Right Treat anunciou o lançamento da Omnipork, alternativa vegana de carne de porco.

Ominpork é o hambúrguer vegano que imita carne de porco (Foto: Divulgação)
Ominpork é o hambúrguer vegano que imita carne de porco (Foto: Divulgação)

O Omnipork é um hambúrguer vegano feito com proteína de ervilha, soja não transgênica, cogumelos shiitake e arroz, e é 233% maior em cálcio e 53% maior em ferro do que carne de porco à base de animais. A nova carne vegana vai estrear em Hong Kong a partir de junho.

Várias empresas estão se concentrando na Ásia, à medida que o veganismo no continente tem aumentado. A startup de tecnologia de alimentos acabou de anunciar este ano que construiria sua primeira instalação com base na Ásia para desenvolver alternativas vegetais culturalmente viáveis para alimentos de origem animal, enquanto a Impossible Foods fez sua primeira incursão no mercado asiático na semana passada com a estréia de seu Impossible Burger em três restaurantes com sede em Hong Kong, onde os chefs usam o hambúrguer vegetal em pratos como Impossible Bao, Impossible Thai Burgers e Impossible XinJiang Hot Pockets.

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O pássaro Laverca é uma das espécies que sofre com o uso excessivo de pesticidas na França (Foto: Divulgação)
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Pesticidas causam declínio em populações de aves na França

Estudos recentes mostram que a pulverização excessiva de pesticidas em regiões da Europa é a principal causa do devastador declínio de população de aves. Os pesquisadores acreditam que o uso pesado de pesticidas no interior da França é a razão de uma queda maciça no número de pássaros, e embora a diminuição varie de acordo com a espécie e, em alguns casos, seja tão alta quanto dois terços, o número total de aves caiu em cerca de um terço nos últimos 15 anos.

O biólogo de conservação Benoit Fontaine descreve a situação como “catastrófica”. Em entrevista ao The Guardian, o biólogo disse: “Nosso campo está no processo de se tornar um verdadeiro deserto”. A pesquisa é do Centro Nacional de Pesquisa Científica (CNRS), na França.

O pássaro Laverca é uma das espécies que sofre com o uso excessivo de pesticidas na França (Foto: Divulgação)
O pássaro Laverca é uma das espécies que sofre com o uso excessivo de pesticidas na França (Foto: Divulgação)

Algumas espécies de aves sofreram um declínio significativo. Entre elas, incluem-se aves como o Papa-amoras-comum, a ave sombria e a laverca. Além disso, os pesquisadores determinaram que a razão para a diminuição da população de aves é um declínio no número de insetos- a principal fonte de alimento para as aves – que é, consequência do uso intenso de pesticidas.

A pulverização excessiva ocorre em maior quantidade na monocultura agrícola, principalmente entre grãos básicos, como trigo e milho. E embora o governo da França tenha um plano para reduzir o uso de pesticidas nos próximos anos, a demanda por alimentos básicos continua a crescer, o que gera uma incoerência na luta contra o aumento do uso de pesticidas.

Ainda, o ecologista Vincent Bretagnolle disse ao The Guardian que mesmo populações de pássaros que não são específicas dos ambientes onde a agricultura ocorre estão diminuindo em número, o que pode simbolizar um verdadeiro holocausto na vida de várias espécies de pássaros. “Isso mostra que a qualidade geral do ecossistema agrícola está se deteriorando”, acrescentou o ecologista.

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Coalas estão morrendo por terem seu habitat destruído, afirmam especialistas. (Foto: Clare Grover, WWF)
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Coalas estão morrendo por terem seu habitat destruído

Especialistas estimam que a derrubada de árvores na região e na zona rural de Queensland é 15 vezes mais destrutiva para as populações de coalas do que a expansão urbana propriamente dita.

A derrubada de árvores na região de Queensland, na Austrália, afeta mais diretamente as populações de coalas do que a expansão das cidades. Especialistas constataram que o desenvolvimento urbano e a perda do habitat do coala para a infra-estrutura das cidades foram consideradas as principais razões pelas quais o coala foi adicionado à lista de espécies “vulneráveis”, em 2012.

Porém, a análise do cientista de conservação do World Wide Fund for Nature (WWF) (Fundo Mundial para a Natureza, em tradução literal), Martin Taylor, desafia a ideia de que as populações desses mamíferos marsupiais estão mais ameaçadas pelo crescimento de cidades. Em entrevista ao The Guardian, Taylor concluiu que aconteceram mais de 5 mil mortes de coalas devido à perda de habitat em Queensland de 2012 a 2016, e quase 94% ocorreram fora do sudeste australiano, urbanamente desenvolvido.

Coalas estão morrendo por terem seu habitat destruído, afirmam especialistas.
Coalas estão morrendo por terem seu habitat destruído, afirmam especialistas. (Foto: Clare Grover, WWF)

A análise surge em meio a um debate sobre o tema em Queensland, onde se discutem novas leis de remoção de árvores. Taylor disse que as populações de coalas enfrentam agora uma nova ameaça.

“Existe essa ilusão de que, de alguma forma, os coalas só habitam o sudeste de Queensland, o que não é o caso”, disse Taylor. “Os fatos são bem claros, os coalas ocorrem amplamente em todo o estado e, se você destruir o habitat desses mamíferos, estará empurrando-os para perto da extinção”.

A salvadora de coalas Clare Grover disse, em entrevista ao WWF, que a maioria das pessoas não sabe que outros animais podem confundir os marsupiais com uma ameaça – o que pode gerar consequências terríveis e levar à morte dos coalas.

A maioria das mortes de coalas, quando forçados ao solo pela destruição das árvores, seu habitat, são causadas por atropelamentos por veículos e ataques de cães. Clare reforça que se os animais tivessem espaços de floresta suficientes para viver, eles não seriam forçados a ocupar habitats alheios em busca de um novo habitat.

Outros animais podem confundir os coalas com uma ameaça - o que pode gerar consequências terríveis e levar à morte dos coalas.
Outros animais podem confundir os coalas com uma ameaça – o que pode gerar consequências terríveis e levar à morte dos coalas. (Foto: Clare Grover, WWF)

“As leis atuais permitem a destruição de árvores a um ritmo sem precedentes. Até mesmo a retirada em pequena escala de árvores de beira de estrada pode ter consequências devastadoras”, enfatiza Clare.

Um comitê que examina as leis de desmatamento do estado australiano deve apresentar um relatório em 23 de abril de 2018.

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O número de aves em toda a França diminuiu em ao menos um terço nos últimos 15 anos devido ao uso de pesticidas, revelam pesquisadores. (Foto: Divulgação)
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Pesticida causa declínio em populações de aves na Europa

O número de aves em toda a França diminuiu cerca de um terço nos últimos 15 anos, conforme apontam novos números divulgados por pesquisadores. Práticas agrícolas como o uso excessivo de pesticidas é a principal causa deste desequilíbrio ecológico, com tendências observadas também em outras partes da Europa.

Números mais recentes chocaram cientistas que acreditavam que a população de aves da França era relativamente estável. “Tivemos uma ideia da situação porque, trabalhando no campo, você encontra lugares onde as aves estão desaparecidas”, disse o professor Romain Julliard, biólogo de conservação do Museu Nacional de História Natural da França em entrevista ao The Independent.

Em algumas áreas, os pesquisadores relataram que certas espécies haviam desaparecido completamente e observaram que o declínio geral parecia estar se acelerando. “Todos nós tínhamos a sensação de que algo estava acontecendo, mas ver os números foi um choque”, reforçou Romain.

Dois estudos, um realizado em escala nacional e outro com foco em uma região agrícola específica, deram resultado a esses novos dados. Ambos foram conduzidos ao longo de 20 anos e revelaram um declínio nas aves terrestres em um “nível que se aproxima de uma catástrofe ecológica”, de acordo com um comunicado divulgado pelo museu.

Cientistas acreditam que o declínio no número de aves na Europa seja consequência da falta de insetos voadores devido ao uso excessivo de pesticidas na agricultura.
Cientistas acreditam que o declínio no número de aves na Europa seja consequência da falta de insetos voadores devido ao uso excessivo de pesticidas na agricultura.
(Foto: Danita Delimont/Alamy)

“Nós temos esse número médio de cerca de um terço da população de espécies de aves agrícolas, mas isso esconde muita variabilidade”, disse o professor Julliard, que trabalhou em um dos estudos.

O Centro Nacional de Pesquisa Científica (CNRS) decidiu divulgar os dados antes mesmo da publicação em uma revista científica, caracterizando-os como uma ‘chamada alarmante’.

Os cientistas dizem que há um declínio no número de aves na Europa em geral, e isso é provavelmente consequência da falta de insetos voadores – importante fonte de alimento para aves – que, por sua vez, é resultado do uso inconsequente e excessivo de pesticidas por agricultores.

“Muitas dessas aves agrícolas estão em declínio, comem invertebrados e alimentam seus filhotes em invertebrados, e essas são as coisas que são atingidas pelos pesticidas em geral no campo”, disse o professor Richard Gregory, chefe de pesquisa de espécies da Sociedade Royal para a Proteção de Aves (RSPB) disse, em entrevista ao The Independent.

Além do uso de pesticidas, outras práticas agrícolas também interferem para o desequilíbrio da ecologia. A expansão das monoculturas na agricultura é outra prática que contribuiu para a queda no número de insetos, já que impacta diretamente na biodiversidade.

Os cientistas alegam que as ações para tornar a agricultura mais ambientalmente correta até agora foram insuficientes, e é necessário cortar os pesticidas e recompensar os agricultores pelo apoio à biodiversidade para que diferenças notáveis sejam vistas.

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