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Coalas não vão se recuperar da devastação causada pelos incêndios, anunciam especialistas

Foto: Getty Images
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Especialistas anunciam que a população de coalas selvagens da Austrália não se recuperará dos danos causados pelos incêndios devastadores que mataram mais de 2 mil indivíduos da espécie e destruíram milhões de hectares de habitat nativo desses animais.

Um ecologista disse na segunda-feira (16) que incêndios em torno de Nova Gales do Sul ou NSW (Austrália) destruíram habitats de coala tão extensivamente que “provavelmente os corpos de muitos animais nunca serão encontrados”.

O inquérito da câmara de NSW realizou uma audiência urgente sobre a população e o habitat de coalas do estado após os incêndios florestais “sem precedentes” desta temporada de seca no país.

Cerca de 90 incêndios continuam a arder em todo o estado, metade dos quais não contidos.

Mark Graham, ecologista do Conselho de Conservação da Natureza, disse na segunda-feira (16) no inquérito sobre a situação, que os coalas na maioria dos casos “realmente não têm capacidade de se mover rápido o suficiente para se afastar dos incêndios” que se difundem pela copa das árvores.

“Perdemos uma faixa tão grande de habitat conhecido de coalas que acho que podemos dizer sem dúvida que haverá declínios irreversíveis em curso nas populações de coalas a partir deste momento”, disse Graham.

Foto: Paul Sudmals via Reuters
Foto: Paul Sudmals via Reuters

“Os incêndios queimaram tão quente e tão rápido que houve uma mortalidade significativa de animais nas árvores, mas agora há uma área tão grande que ainda está pegando fogo e ainda sendo destruída que provavelmente nunca encontraremos os corpos de muitos animais”, afirmou Graham.

Os incêndios que atingiram grandes extensões da floresta da costa norte de NSW, um conhecido ponto de biodiversidade, não tiveram precedentes.

O presidente e ecologista da Aliança Florestal do Nordeste, Dailan Pugh, ressaltou mais tarde no mesmo dia, que mais de 2 mil coalas podem ter morrido nos incêndios, com até um terço do habitat de coalas na costa norte do estado perdido.

Foto: Wires
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A presidente do Hospital Port Macquarie Koala, Sue Ashton, estimou em outubro que pelo menos 350 coalas teriam morrido em um incêndio em Crestwood, na costa norte do estado, com base em uma taxa de mortalidade prevista de 60%.

O parlamentar do partido australiano Greens (Verdes), Cate Faehrmann, presidente do inquérito, disse no domingo que a perda de coalas em NSW deve se tornar um catalisador pelos esforços de conservação mais fortes possíveis.

“Ouvir que perdemos até um terço do habitat de coalas e mais de 2 mil coalas na costa norte é totalmente devastador e deve ser um alerta para este governo”, disse Faehrmann em um comunicado.

Foto: Wires
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O diretor clínico do Hospital Port Macquarie Koala, Cheyne Flanagan, e os indígenas praticantes de incêndios também devem dar depoimento no inquérito, além de representantes do Serviço Nacional de Parques e Vida Selvagem e do Departamento de Planejamento, Indústria e Meio Ambiente de NSW.

Como as mudanças climáticas afetam as populações de coalas?

As populações de coalas em Queensland e NSW caíram 42% entre 1990 e 2010, de acordo com o comitê científico federal de espécies ameaçadas do país.

Foto: Getty Images
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James Tremain, porta-voz do Conselho de Conservação da Natureza de Nova Gales do Sul ou NSW, diz que o declínio da espécie está ocorrendo “lenta e silenciosamente” há tempos.

“Os números de coalas caíram nos últimos 20 anos e, se não mudarmos a tendência, eles não serão funcionalmente extintos, eles serão extintos defintivamente”, diz ele.

“Estamos destruindo diretamente milhares de hectares de suas florestas por meio da derrubada de florestas para agricultura e extração de madeira. Mas também estamos diminuindo indiretamente o habitat disponível, como resultado das mudanças climáticas”.

“A floresta de Pilliga, perto de Narrabri, no noroeste do estado, é um bom exemplo. O local costumava ter uma das maiores populações de coalas do estado. Agora essa população quase desapareceu porque algumas grandes ondas de calor mataram a maioria deles”.

Foto: Getty Images
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Esse é um dos impactos “insidiosos” do aquecimento global que muitas pessoas não têm conhecimento.

“Os coalas, como todos os animais, só podem sobreviver dentro de uma faixa de temperatura e precipitação bastante estreita. Os coalas simplesmente não podem tolerar mais de três ou quatro dias extremamente quentes seguidos. Essas longas ondas de calor estão se tornando mais comuns no oeste do estado, o que significa que as populações de coalas estão encolhendo ao leste ao longo da costa”.

“Esses processos não se tornam notícias na televisão ou nos jornais porque acontecem lenta e silenciosamente. Essa é a natureza da extinção: acontece silenciosamente enquanto ninguém está assistindo”.

Como podemos reconstruir populações de coalas?

Blanch diz que existem muitos exemplos de populações de coalas se recuperando graças ao reflorestamento.

Foto: Port Macquarie Koala Hospital
Foto: Port Macquarie Koala Hospital

“A regra geral é que você precisa de 500 animais da espécie em uma população se reproduzindo para ter integridade genética e evitar a endogamia”, diz ele. “Existem várias populações nessa escala”.

“O outro requisito é que exista um habitat conectado extenso, que é uma questão que envolve a limpeza de terras (para criação de animais). Você pode trazer mais coalas de volta se parar de demolir árvores e começar a deixar as árvores voltarem a crescer”.

Ele cita Armidale no norte de NSW e Campbelltown no sudoeste de Sydney como áreas onde as populações de coalas cresceram além de 500.

“Esses são dois exemplos de onde os coalas não precisam ser extintos. Eles só serão extintos se os levarmos a isso”, conclui o especialista. As informações são do Daily Mail e The Guardian.

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Recifes de corais estão sendo prejudicados por substâncias presentes nos protetores solares, e estado do Havaí implanta nova lei que proíbe a utilização de certas marcas de filtros solares. (Foto: Pixabay)
De olho no planeta

Protetores solares são proibidos no Havaí por prejudicar recifes de corais

O estado do Havaí, nos Estados Unidos, aprovou recentemente uma lei que proíbe o uso de filtros solares que contenham substâncias químicas conhecidas por terem um efeito destrutivo nos recifes de corais.

O projeto de lei SB2571, quando assinado pelo governador do Havaí David Ige, se tornará a primeira lei do gênero no mundo, e deve entrar em vigor até 2021.

Recifes de corais estão sendo prejudicados por substâncias presentes nos protetores solares, e estado do Havaí implanta nova lei que proíbe a utilização de certas marcas de filtros solares. (Foto: Pixabay)
Recifes de corais estão sendo prejudicados por substâncias presentes nos protetores solares, e estado do Havaí implanta nova lei que proíbe a utilização de certas marcas de filtros solares. (Foto: Pixabay)

A necessidade da aplicação dessa legislação existe porque pesquisadores descobriram que cerca de 14 mil toneladas de protetor solar acabam nos recifes de corais do mundo todos os anos, causando efeitos destrutivos e consequência devastadoras à biodiversidade marítima.

Duas substâncias químicas nocivas provenientes dos protetores e filtros solares, quando nas águas dos mares, acabam por branquear os corais, lixiviar seus nutrientes e reduzir sua resiliência quando se trata de mudanças climáticas. Para peixes, as substâncias são conhecidas por serem desreguladores endócrinos, capazes de causar doenças reprodutivas, deformação embrionária e feminização de peixes machos.

Mais de 3,5 mil marcas de protetores solares disponíveis no mercado contêm substâncias químicas que foram comprovadas por cientistas na contribuição para o branqueamento de corais quando  no oceano, de acordo com o TreeHugger.

Oxibenzona e octinoxato são produtos químicos que são ingredientes comuns em protetores solares, de marcas como Coppertone, Banana Boat, entre outros. Esses elementos filtram e absorvem raios ultravioleta, bloqueando a radiação solar na pele humana. Porém, ao entrar em contato com a água dos mares, como inevitavelmente fazem, a oxibenzona e o octinoxato causam graves danos aos corais e aos peixes.

O Guia do EWG para filtros solares mostra quais marcas de protetores contém ou não ingredientes como a oxibenzona e o octinoxato.

Praia Hanauma Bay no Havaí apresenta grande extensão da beleza dos recifes de corais (Foto: Daniel Ramirez)
Praia Hanauma Bay no Havaí apresenta grande extensão da beleza dos recifes de corais (Foto: Daniel Ramirez)

De acordo com o Laboratório Ambiental Haereticus, os produtos químicos são até prejudiciais para os mamíferos marinhos e “especialmente os humanos”, sendo que “a oxibenzona demonstrou induzir dermatite em 16% a 25% da população”. Além disso, a oxibenzona causa toxicidade ao desenvolvimento do esperma humano e à viabilidade espermática, reduz o peso da próstata em homens e reduz o peso uterino em mulheres.

A decisão do estado do Havaí de proibir os produtos químicos dos filtros solares ajudará muito o meio ambiente, permitindo que os recifes de corais sejam capazes de recuperar-se dos danos sofridos e permanecerem vivos. Consequentemente, a decisão também acabará por preservar as famosas praias havaianas.

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Zoo quer mascarar danos causados por cativeiro forçando vida sexual entre pandas

Meng Meng, uma panda de 4 anos covardemente explorada pelo principal Zoológico de Berlim, passou a dar sinais de que a vida no cativeiro traz consequências terríveis a qualquer animal. A panda, possivelmente motivada pelo estresse, adotou o hábito de andar para trás. O diretor do zoológico, Andreas Knieriem, disse ao jornal alemão “Berliner Zeitung”, que “andar para trás é um protesto contra coisas de que ela não gosta, seja a comida ou os cuidadores”.

Meng Meng completou 4 anos no cárcere (Foto: Divulgação/Zoo de Berlim)

Para tentar resolver o problema, os responsáveis pelo local decidiram que irão introduzir hábitos sexuais na vida de Meng Meng, colocando junto dela Jiao Qing, um panda três anos mais velho. A proposta, obviamente, não é correta, já que as frustrações da panda advém do aprisionamento e, como ela permanecerá presa, as consequências negativas da vida em cativeiro continuarão existindo.

Knieriem disse ainda que “Meng Meng está na puberdade” e que como o período de cruzamento dos pandas é apenas entre fevereiro e maio, colocar Jiao Qing junto dela agora fará com que ela foque sua energia em seduzi-lo até que ela atinja a maturidade sexual. O diretor do zoológico, entretanto, ignora o fato de que o acasalamento em cativeiro não é algo a ser comemorado, já que por meio dele mais pandas são condenados à vida em cativeiro desde o nascimento.

Meng Meng e Jiao Quinq vieram da China. Eles foram privados da liberdade, perderam o direito de viver em seu habitat, junto de sua família. Ao invés de estarem na natureza, vivendo de acordo com seus hábitos e instintos, foram covardemente condenados a viverem presos, sendo explorados para entretenimento humano.

Os dois pandas são, lamentavelmente, considerados as principais atrações do pavilhão chinês do Zoológico de Berlim, já que são vistos como meros objetos passíveis de exibição ao público e fontes de renda para o local, quando, na verdade, deveriam ser respeitados enquanto sujeitos de direito.

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Pesquisa da USP aponta que plantação de cana causa danos às aves

Foto: Cláudio Oliveira/EPTV
Foto: Cláudio Oliveira/EPTV

Uma pesquisa da USP Piracicaba (SP) mostra que a monocultura canavieira causa impacto danoso à biodiversidade de aves. De acordo com o estudo do biólogo Eduardo Roberto Alexandrino, onde há o predomínio de grandes plantações de cana de açúcar há uma ocorrência menor de espécies de aves em comparação a locais onde há pequenas propriedades agrícolas.

Durante um ano, Alexandrino colheu informações mensalmente sobrea aves ocorrentes em oito áreas localizadas no interior de pastagens e canaviais, e também em oito áreas florestais inseridas em cinco paisagens agrícolas (cada paisagem com 16 km², ocupado predominantemente por pasto ou cana-de-açúcar e com algumas áreas florestais) da Bacia do Rio Corumbataí, no estado de São Paulo.

Foto: Terra da Gente
Foto: Terra da Gente

Foram registradas 132 espécies no meio das pastagens enquanto que apenas 72 nos canaviais, sendo que tanto a riqueza geral quanto a abundância relativa de alguns grupos de aves foram explicadas pela variação na heterogeneidade da paisagem, avalia o pesquisador.

“Muitas pastagens existentes na parte norte desta bacia hidrográfica estão localizadas dentro de pequenas propriedades familiares, e lá existem diferentes elementos estruturais, como árvores isoladas, construções rurais, pequenos jardins. Tudo isso ajuda a criar uma paisagem agrícola mais heterogênea e diversa, favorecendo a presença de uma grande quantidade de aves. Essa situação não é facilmente encontrada na paisagem agrícola dominada por grandes canaviais”, comenta Alexandrino.

Risco ambiental
Com este resultado, o biólogo alerta que se uma expansão canavieira ocorrer, substituindo demais culturas, o impacto à biodiversidade de aves poderá ser elevado, por conta do atual manejo e ordenação territorial do setor canavieiro. “Este é um risco potencial já que existem clamores em esfera mundial pelo o uso de biocombustíveis”,diz.

A pesquisa também constatou que dois métodos obtidos por meio dos dados de aves, como a riqueza de espécies e índice de diversidade, não funcionavam como parâmetros para avaliações de impacto ambiental em áreas florestais.

“Todos estes resultados são chocantes, já que as atuais legislações ambientais, paulista e nacional, solicitam que estes métodos analíticos sejam empregados em estudos de impactos ambientais de empreendimentos que visam obter as licenças ambientais necessárias para seu funcionamento. Ou seja, é bem provável que vários empreendimentos já instalados, tenham avaliado erradamente os fragmentos florestais que tiveram que sofrer intervenções ou corte por conta da chegada do empreendimento”, alerta o pesquisador.

Fonte: G1

 

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Orcas exploradas pelo SeaWorld quebram os dentes devido ao estresse e tédio

Redação ANDA – Agência de Notícias de Direitos Animais

Reprodução/FreeMorgan
Reprodução/FreeMorgan

Imagens recentes revelam mais evidências do extremo sofrimento das orcas exploradas pelo SeaWorld.

As imagens foram registradas no Loro Parque, um parque marinho nas Ilhas Canárias da Espanha, onde várias orcas do SeaWorld estão localizadas , mostram danos profundos nos dentes de muitos animais, informou o The Dodo.

Alguns dentes foram tão desgastados que aparece a polpa dentária, enquanto outros foram perfurados ou quebrados quase inteiramente.

Já se sabe que as orcas do SeaWorld – tanto nos Estados Unidos como no exterior – quebram os dentes de tanto mastigar as paredes de concreto e metal de seus tanques, um sinal de extrema frustração e tédio causados pelo cativeiro.

Porém, as novas fotos mostram a intensa gravidade desses danos e com que rapidez isso pode acontecer.

A pesquisa foi realizada pela Fundação Free Morgan (FMF), um grupo co-fundado pela especialista em orca e bióloga marinha Ingrid Visser.

“As imagens dos dentes no relatório falam por si”, escreveram os pesquisadores.

“Elas são gráficas, indiscutíveis e universalmente reconhecíveis como ‘dolorosas’ para qualquer ser humano que teve uma cavidade, lascada, quebrada ou que perdeu ou teve um dente perfurado por um dentista”, completaram.

De acordo com o relatório, as orcas que vivem no Loro Parque possuem entre 41,66% e cerca de 70% dos seus dentes no maxilar inferior danificados, dependendo do animal.

Reprodução/FreeMorgan
Reprodução/FreeMorgan

Enquanto problemas dentários podem parecer superficiais, eles podem rapidamente se transformar em uma situação que pode causar a morte das orcas. As orcas estressadas roem seus tanques quase compulsivamente até que a polpa dentária fique exposta.
Assim como ocorre com dentes de seres humanos, a polpa exposta pode agir como um portal para a corrente sanguínea, potencialmente permitindo que infecções mortais se enraízem.

Por isso, SeaWorld – ou, neste caso, os prestadores de cuidados do Loro Parque – perfuram os dentes, um procedimento doloroso semelhante a um canal de raiz que é realizado sem anestesia.

Os buracos nos dentes não são preenchidos, e têm que ser lavados diariamente para prevenir doenças. Porém, as orcas não param de roer, e assim os dentes estruturalmente danificados serão gastos até a gengiva, ocorrerão fraturas ou até mesmo o animal perderá toda a arcada.

O resultado é uma vida de dor e desconforto, causada pelo desgaste inicial, pelo cuidado dental diário contínuo, bem como pelo eventual colapso dos dentes.

O caso mais surpreendente é o de Morgan, uma orca fêmea de cerca de nove anos que foi flagrada nadando na costa holandesa em 2010. Ela parecia estar doente, e foi capturada pelo Harderwijk Dolphinarium sob a justificativa de reabilitá-la.

Reprodução/FreeMorgan
Reprodução/FreeMorgan

No entanto, em vez de ser devolvida à natureza, Morgan foi transferida para o Loro Parque.

Em menos de quatro anos sob a supervisão do SeaWorld, os dentes de Morgan foram severamente danificados. Quando ela foi capturada, Morgan tinha um conjunto completo e saudável de dentes pontiagudos, como é normal para orcas selvagens.

A partir de abril, vários de seus dentes da frente estavam quase ausentes devido ao desgaste e aos danos durante o cativeiro.
“Em três anos, 10 meses e 10 dias Morgan passou de 0% de danos severos para 75% de danos em seus dentes inferiores direitos”, escreveram os pesquisadores.

“Em cativeiro, a dentição de orcas é um indicador fundamental que mostra como o bem-estar dos animais está comprometido. Os danos aos dentes são extremamente fáceis de identificar, avaliar e documentar ao longo do tempo”, adicionaram.

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Pesquisa revela que agropecuária causa mais poluição do que se imaginava

Redação ANDA – Agência de Notícias de Direitos Animais

Reprodução/FabianBimmer, Reuters
Reprodução/FabianBimmer, Reuters

Não são apenas as fábricas que liberam poluentes tóxicos na atmosfera, campos de cultivo e pastos são grandes poluidores também.

Uma nova pesquisa do Instituto da Terra da Universidade de Columbia mostra que as fazendas são os maiores contribuintes para a formação de partículas finas que poluem o ar em grande parte dos Estados Unidos, Europa, China e Rússia, informa o Huffington Post.

As fazendas não emitem partículas diretamente, são as fezes dos animais e fertilizantes à base de nitrogênio, do qual muitas fazendas dependem, que geram vapores de amônia que sobem para a atmosfera e se misturam com os óxidos de nitrogênio e sulfatos, muitas vezes emitidos de fábricas e veículos.

Esses gases podem se alojar nos pulmões das pessoas e contribuir para doenças cardíacas e pulmonares.

A maioria destas partículas finas é responsável por 3,3 milhões de mortes todos os anos, de acordo com um estudo de 2015 publicado na revista Nature.

No geral, os custos de saúde gerados pelas emissões de amônia de fazendas norte-americanas são de mais de 30 bilhões de dólares por ano, de acordo com um estudo da NASA.

Embora a agropecuária não seja a única que produz partículas finas, as fazendas contribuem com mais da metade dos ingredientes necessários para formar a poluição causada por partículas finas nas partes orientais e centrais dos Estados Unidos, segundo o estudo.

Uma concentração ainda maior de poluentes agrícolas ocorre na China e em partes da Europa.

“As emissões provenientes da pecuária e do uso de fertilizantes são as maiores contribuintes para a formação dessas partículas nos países estudados”, explica Susanne Bauer, principal autora do relatório e cientista atmosférica no Centro da Universidade de Columbia.

Segundo Bauer, como os fertilizantes são os grandes responsáveis pelas emissões de amônia, uma solução para determinados países pode ser o uso de fertilizantes à base de nitrogênio.

A pecuária não prejudica apenas a poluição do ar. – Ela também emite gases de efeito estufa que aquecem o planeta e os produtos químicos podem ser nocivos quando derramados em águas próximas, além da óbvia exploração e massacre de animais.

Além de vapores de amônia, os resíduos animais liberam metano na atmosfera, os fertilizantes nitrogenados emitem dióxido de nitrogênio, um poderoso gás de efeito estufa, bem como a amônia.

O escoamento de fazendas pode derramar fertilizantes nitrogenados em rios e oceanos, sugando o oxigênio dos mares e matando espécies marinhas.

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Campanha publicitária cria imagens impactantes contra a extinção da vida selvagem

Redação ANDA – Agência de Notícias de Direitos Animais

Reprodução/DesignBoom
Reprodução/IFAW

Como parte de uma campanha para o Fundo Internacional para o Bem-Estar Animal (IFAW), a Young & Rubicam Paris produziu uma série de imagens que retrata as consequências irreversíveis geradas pelo assassinato de animais selvagens.

Reprodução/IFAW
Reprodução/IFAW

De acordo com o Design Boom, os anúncios estabelecem uma comparação entre as tecnologias que podem ser facilmente construídos, como uma impressão em 3D, e a fragilidade da vida animal, que não pode ser restabelecida como um objeto quebrado, por exemplo.

As composições digitais ilustram três animais – um elefante, uma baleia e um orangotango – com partes expostas de seus corpos. Acima de seus corpos, uma impressora 3D parece tentar construir novas camadas de esqueleto, uma alegoria para uma tarefa, na verdade, impossível.

Reprodução/IFAW
Reprodução/IFAW

Nos textos que aparecem junto aos anúncios lê-se a mensagem “Se eles fossem tão fáceis de serem reproduzidos”, um alerta “simples”, mas bastante poderoso e que ressalta como a extinção de animais selvagens é irreversível e provoca danos permanentes ao meio ambiente.

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Falso veterinário é preso no Reino Unido após fazer cirurgias mal feitas para deixar os animais em terrível agonia

Jayson Wells, se passou por veterinário e foi preso por crueldade com animais, após fazê-los sentir dores terríveis por conta de suas operações fracassadas.

Ele administrava medicamentos desconhecidos para poder anestesiar desde pássaros e pequenos roedores, até cães e gatos. Jayson nunca teve formação de veterinário e já havia trabalhado como pastor de uma congregação, mas foi expulso ao enganar seus fieis a pagar por seus serviços inadequados. Ele chegou a ser preso por pouco mais de um ano.

Aparentemente, Jayson sentia prazer ao ver as entranhas de animais e chegou a recomendar tratamentos controversos aos tutores dos animais, como uma seringa de xarope de fígado para melhorar a saúde de cães e gatos, por exemplo.

Jayson admitiu vários crimes: o de causar sofrimento desnecessário aos animais, fraude empresarial, fingir ser um médico veterinário qualificado e praticar essa profissão sem licença adequada.

Entre os crimes contra os animais estão: uma castração inadequada, e que causou danos horríveis, em um pônei; um gato, o qual ele alegou que estava sofrendo de um tumor no estômago, quando na verdade estava sendo cobaia de injeções com substâncias desconhecidas; e um cão, que morreu devido à má recuperação da cirurgia feita por Jayson, que alertou ao tutor que o cachorro havia morrido de insuficiência hepática.

Outros animais que foram tratados com ele tiveram de ser abatidos, pois não tinham mais condições de viverem normalmente, como no caso dos animais nos quais ele injetou os medicamentos em doses abusivas.

Jayson foi preso devido a uma investigação, que se originou de uma campanha no Facebook. Sua última vítima foi um gato que sofreu demasiadamente e, literalmente, tossiu e expeliu suas entranhas, por conta da agulha da injeção ter quebrado e entortado dentro do corpo do animal.

A sentença de Jayson sairá em breve, mas já se sabe que ele não poderá cuidar ou portar qualquer animal por, no mínimo, 7 anos.

Fonte: Olhar Animal

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Centenas de animais continuam morrendo de “causas desconhecidas” no Golfo do México

Golfinhos mortos estavam espalhados em ilhas, pântanos e praias da Lousiana, Mississipi e Alabama (Foto: Patrick Semansky/AP)

Um ano depois do vazamento de óleo e da explosão na plataforma de prospecção da petrolífera BP (British Petroleum) no golfo do México, que ocorreu em 20 de abril, os danos à vida dos animais continuam.

Segundo alguns cientistas,  os chamados “indicadores naturais” preocupam.

As ocorrências registradas recentemente apontam para danos em corais, mortes de golfinhos e tartarugas cuja causa é desconhecida e surgimento de caranguejos com colorações estranhas.

“É prematuro concluir que as coisas estão boas… Há surpresas vindo. Estamos encontrando bebês golfinhos mortos”, comenta a chefe da Noaa (Administração Nacional Oceânica e Atmosférica, dos EUA), Jane Lubchenco. Cerca de 300 carcaças desses animais foram encontradas desde o vazamento.

A BP já recebeu autorização para reiniciar as perfurações em águas profundas no golfo do México.

Com informações da Associated Press

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Animais silvestres em Manaus (AM) sofrem com expansão urbana e desinformação da população

Espécies que são retirados de seu habitat natural acabam sendo prejudicados porque são confinados em cativeiro

O veterinário Laérzio Chiezorin solta na natureza o tamanduaí, menor espécie de tamanduá do mundo. Foto: Márcio James/Divulgação Semcom

Preguiças, jiboias e jacarés encabeçam a lista de animais resgatados pelo Refúgio da Vida Silvestre Sauim-Castanheiras, da prefeitura de Manaus, segundo o veterinário e gestor da unidade, Laérzio Chiezorin.

Mas outras espécies também são resgatadas regularmente, como macacos-pregos, papagaios e até uma espécie rara, o tamanduaí.

Somente este ano, conforme dados divulgados pela assessoria de imprensa da Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semmas), o refúgio já realizou 360 resgates e realizou 222 devoluções à natureza, entre primatas, quelônios e répteis.

Os animais são enviados para áreas protegidas e distantes de aglomerações urbanas.

Os que não são devolvidos à natureza acabam indo parar em zoológicos, criadores comerciais e instituições autorizadas pelo Ibama. Alguns ficam no refúgio para receber tratamento de saúde.

Cativeiro

Os animais com maior dificuldade de se submeter à reabilitação da natureza são os da espécie do psitacídeos (papagaios, araras e assemelhados) porque eles são gregários e geralmente chegam ao refúgio isoladamente, chega por resgate, seja levado pelo próprio “tutor”.

De acordo com Chiezorin, a expansão urbana de Manaus tem causado danos à fauna silvestre que reside na cidade por causa da expansão urbana.

O veterinário explica que em todas as zonas da cidade são encontrados animais silvestres. Muitos são criados, de forma errônea, como animais domésticos e de cativeiro.

É o caso dos primatas das espécies macaco-prego e macaco-barrigudo, que são retirados da natureza ainda recém-nascidos, após o caçador matar sua mãe e outros filhotes da mesma família.

Ocorre que, ao serem adotados como animais domésticos, os tutores do primata, insatisfeito com o comportamento do bicho, tentam se desfazer dele.

“A gente recebe muitos primatas de cativeiro. Pequenos, eles são calmos. Mas quando se tornam juvenis, por volta dos quatro anos de idade, se tornam agressivos porque estão na fase hormonal e querem se reproduzir. Mas dentro de um grupo de primata, um animal para reproduzir tem que disputar com o líder. No caso de uma família de humanos, o líder são os pais, o marido ou a esposa. Uma primata fêmea vai querer atacar a esposa do casal achando que ela é a fêmea alfa do grupo. A mesma coisa acontece com o primata macho, que vai atacar o homem”, explica o veterinário.

Conforme Chiezorin, há uma superpopulação de primatas em cativeiro porque, quando retirados da vida livre, eles não conseguem mais retornar ao seu habital natural. É que, ao serem retirados da vida silvestre, esta espécie não recebeu treinamento dos pais para se adaptarem.

Serpentes

A jiboia, conhecida como “animal de vida livre”, é outra espécie que,  devido à sua má reputação, também é ameaçada.

No entanto, a espécie cumpre um papel que poucos seres humanos conhecem: presta serviço para manutenção da higiene da cidade.

“Esses animais residem em áreas verdes e fragmentos florestais, próximo ao ser humano por causa do acúmulo de entulhos de casas e lixo acumulado. Mas como é predadora natural do rato, ela se responsabiliza para controlar a população deste animal”, explica o veterinário.

Segundo Chiezorin, existe muito “preconceito” contra as serpentes e por conta desse comportamento estes animais são agredidos e chegam machucados e doentes ao refúgio.

Tamanduaí

Somente nesta quinta-feira (14), um jacaré-coroa, um tamanduaí e um bicho-preguiça foram devolvidos à natureza.

Os animais chegaram ao Sauim-Castanheiras após terem sido resgatados pelo batalhão ambiental da Polícia Militar.

O tamanduaí foi solto na própria reserva Sauim-Castanheiras. É a menor espécie de tamanduá do mundo, rara de ser vista por possuir hábitos noturnos.

Já o jacaré-coroa e o bicho-preguiça foram soltos em uma área verde localizada no Tarumã, zona Norte da cidade.

O Refúgio Sauim Castanheiras pode ser acionado para fazer o resgate por meio do telefone da reserva 3618-9345. A linha-verde da Semmas (08000-92-2000) também repassa as informações para o Refúgio.

Fonte: A Crítica

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Organizações de proteção animal fazem campanha contra decisão do governo de sacrificar lobos

Por Danielle Bohnen (da Redação)

Os grupos de proteção animal do Principado de Astúrias, Espanha, exigem a retirado do chamado “Plano de Atuações 2011”, que inclui o controle populacional dos lobos na região, por considerar abuso e ser completamente desnecessário.

Foto: Reprodução

O Comitê Consultivo do Plano de Gestão do Lobo, em Astúrias, realizou reunião na qual optaram pela morte de 47 indivíduos e a retirada de 4 famílias de lobo sem razão. Por outro lado, solicitaram fiscalização por parte do órgão de Meio Ambiente a fim de averiguar a morte de dezenas de lobos por caçadores na zona central de Astúrias.

Os dados sobre a população de lobos faz cair por terra a alegação pelos motivos do sacrifício dados pelos pecuaristas da região. De acordo com dados oficiais, menos de 10% das fazendas sofreram algum prejuízo por causa dos lobos, ou seja, 90% das propriedades não sofreram qualquer dano.

Além disso, a população de lobos não aumentou nos últimos anos, desde 2003 mantém em torno de 30 grupos. De acordo com o jornal Asturias Verde, não há evidências, de cunho científico, que ligue a quantidade de lobos com a quantidade de danos causados. Portanto, os conflitos gerados estão muito mais ligados ao enfoque equivocado por parte da mídia local e os casos recorrentes de desonestidade e corrupção reconhecidos pelo próprio governo.

Organizações envolvidas

Asociación para la Conservación y Estudio del Lobo Ibérico (ASCEL), Asociación Asturiana de Amigos de la Naturaleza (ANA), Coordinadora Ecoloxista d´Asturies, Coordinadora Ornitolóxica d´Asturies (COA), Agrupación de Guardas Rurales del Principado de Asturias, Asociación El Carbayu, , Plataforma para la Defensa de la Cordillera Cantábrica, Asociación para la Defensa Jurídica del Medio Ambiente (ULEX), Asociación Medioambiental la Cirigueña, Colectivo Ecologista de Avilés.

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Efeito do tsunami no Japão provoca diminuição da vida animal

Os prejuízos causados pelo recente tsunami do Japão à vida animal não se restringiram ao país. Milhares de albatrozes, peixes e outras espécies ameaçadas foram mortos após a onda atingir o atol de Midway, no noroeste do Havaí. Mas enquanto operações de resgate se iniciam em santuários remotos, como no caso dos atóis, a situação no Japão é mais grave.

“A maioria dos animais terrestres que viviam nas áreas alagadas morreram afogados devido ao volume e à velocidade com a qual a água invadiu o continente”, diz o professor do Departamento de Biodiversidade e Ecologia da Faculdade de Biociências da PUCRS, Júlio César Bicca-Marques.

O tsunami que devastou o Japão também causou danos no Havaí, onde uma tartaruga marinha encalhou na praia. Foto: AP

O biólogo aponta os detritos e destroços que contaminaram o mar após a destruição de casas, carros e barcos como uma das grandes ameaças às espécies do local. “Os destroços aumentarão a poluição, e desta forma, poderão comprometer a sobrevivência dos seres vivos marinhos, especialmente aqueles que vivem na região próxima à costa”, explica.

Conforme Bicca-Marques, outra séria consequência de eventos nos quais o mar alaga grandes extensões do ambiente terrestre é a salinização de reservatórios de água doce e o transbordo da rede de esgotos. “O transbordo reduz a qualidade e a disponibilidade de água potável ao contaminá-la com agentes patogênicos, aumentando a incidência de doenças em seres humanos e outros animais. Assim, a água que invadiu a terra retorna para o mar contaminada, contribuindo ainda mais com a poluição do ambiente marinho”, diz o especialista.

Especulações dos cientistas

A real extensão dos danos à vida selvagem ainda vai demorar a ser revelada. Com base em estudos sobre as consequências do terremoto ocorrido na costa da Sumatra em 2004, cientistas especulam que sistemas de corais sejam bastante atingidos no ambiente marinho. Nas áreas terrestres, as regiões de serviam de fonte de alimento e que foram soterradas por areia podem nunca se recuperar, enquanto outras podem voltar ao normal conforme o fluxo de chuva.

Mas diferente de 2004, o tsunami do Japão ainda provocou o vazamento da usina nuclear de Fukushima, e frente à radioatividade, os animais estão expostos aos mesmos riscos que os humanos. “Os riscos da radioatividade para os animais são os mesmos que são conhecidos para nós: câncer, doenças hereditárias, comprometimento do funcionamento de órgãos e tecidos, malformação fetal, esterilidade, cataratas e problemas de pele”, aponta o biólogo.

Em documento oficial, a Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO), a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) e a Organização Mundial da Saúde (OMS) afirmam que a radioatividade foi detectada em alimentos que apresentavam nível de iodo radioativo acima dos limites regulamentados no país, e com menores concentrações de césio.

Exames frequentes avaliam a saúde de animais domésticos que estão em abrigos, junto dos seus tutores. Mesmo assim, a diminuição da vida animal, seja ela de aves, peixes ou animais terrestres, é inevitável.”Não há dúvida. Todas as consequências do tsunami e do vazamento de material radioativo provocaram, e continuarão provocando, uma diminuição significativa nas populações da maioria dos animais das áreas atingidas, seja pela morte de indivíduos adultos e jovens, seja pelo comprometimento do processo reprodutivo das espécies, através da destruição de ovos, por exemplo, além da devastação de áreas de procriação e redução da disponibilidade de alimento decorrente da destruição dos habitats e poluição”, diz Bicca-Marques.

Fonte: Terra

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