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Gato de Danilo Gentili morre e apresentador publica depoimento emocionado

Gentili e seu gato que morreu: parceria de vários anos (Fotos: Arquivo pessoal)
Gentili e seu gato que morreu: parceria de vários anos (Fotos: Arquivo pessoal)

Há algum tempo, Danilo Gentili concedeu uma entrevista falando sobre sua relação com os animais. Ele contou que junto com sua mãe cuidava de vinte animais resgatados das ruas. Na ocasião, ele disse: “Para mim, a ordem natural das coisas é que o maior cuide do menor.”

Ontem, o apresentador postou um emocionado depoimento no Facebook contando que seu gato preferido havia morrido. Só quem já perdeu um animal sabe o quanto esse processo pode ser doloroso. Confira:

 

(Fotos: Arquivo pessoal)
(Fotos: Arquivo pessoal)

O último da rua Sevilha

Quando a tutora dele morreu, a filha dela o colocou para fora de casa. Na época eu ainda morava na mesma casa que nasci em Santo André. E ele foi lá no meu quintal buscar abrigo. Meu pai e irmã eram vivos ainda. Nós o adotamos. Tínhamos outros animais em casa (incluindo eu) mas esse era muito especial para mim. Ele era caolho. Mas me via chegar de longe. Sempre que eu chegava ele ia no portão me esperar. Quando eu ia na padaria ele ia junto. Os vizinhos diziam que ele até parecia um cachorro. Mas ele tinha preguiça de miar – imagina de latir. Ele parecia um macaco também. Pulava no meu ombro sempre que eu entrava em casa e não se importava se eu andava ou corria. Ele ficava muito à vontade em volta do meu pescoço. Era um echarpe de pele – vivo!

(Fotos: Arquivo pessoal)
(Fotos: Arquivo pessoal)

O tempo passou. Meu pai e irmã se foram. Os outros animais do meu quintal também. E ele ia dormir comigo sempre que eu acordava com um a menos em casa. Ele continou firme e forte ao meu lado – apesar da idade avançada. Me arrisquei. Fui pra São Paulo apresentar meus textos em bares, conheci uma porção de pessoas, fiz novos amigos e encontrei muitas oportunidades que jamais imaginei que se apresentariam para um cara como eu. As coisas mudaram. Mudei de casa. De cidade. Minha vida inteira mudou. Mais de uma vez. E ele me esperou no portão durante toda essa caminhada. Ele estava lá quando tudo deu errado. E continuou lá quando tudo começou a dar certo. Ele ia todo dia no portão me fazer lembrar como as coisas no final podem dar certo mesmo que antes tenham dado muito muito muito errado. Ele era um elo vivo entre a época que perdi algo insubstituível e essa outra que construo algo novo. Ele permaneceu vivo e forte comigo durante todo esse período.

Só até hoje.

Meu gato morreu.

Fonte: Veja SP

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Danilo Gentili fala sobre sua paixão pelos animais em entrevista

Danilo Gentili apresenta seu gato John (Foto Arquivo Pessoal)
Danilo Gentili apresenta seu gato John (Foto Arquivo Pessoal)

Pouca gente sabe que o apresentador Danilo Gentili é um grande defensor dos animais. Desde criança, viu a mãe Guiomar resgatar bichos em “estado deplorável” e aprendeu a conviver com a casa cheia. Hoje, além de cuidar de cinco cães e dez gatos, ele pede leis mais rigorosas contra os maus-tratos, defende a adoção dos abandonados e questiona o comportamento de alguns tutores. “O que eu não gosto é de gente”, conta.

Seu próximo trabalho é o personagem “Leléo” no fime “Mato sem Cachorro”. A estreia está prevista para o próximo dia 04 de outubro, Dia Mundial dos Animais. Em entrevista exclusiva ao Procura-se Cachorro, o apresentador relembra seus bichinhos de estimação e revela paixão pela causa. Veja:

Procura-se: Qual foi seu primeiro animal?
Gentili: Foi um gato que achei na rua. É muito comum em casa, desde criança, pegar animal na rua e cuidar, nunca compramos bichos em pet shop. Só comprei um animal até hoje, que foi um papagaio. Mas foi por dó e me arrependi. Geralmente pegamos os que cruzam nosso caminho e chamam atenção por algum problema.

Procura-se: Entre papagaio, cachorro e gato, quantos já passaram pela sua vida? Como era o convívio com eles?
Gentili: Este papagaio era o bicho que eu mais odiava ter. O cara estava vendendo o filhote num péssimo estado, dentro de uma sacola. Eu era criança, tinha oito anos, fiquei com dó quando vi e chorei. Minha mãe comprou, acreditávamos que era melhor ele na nossa mão do que na mão do vendedor. Só que ele ficava sozinho na gaiola, odiava ver aquilo. Era patética aquela situação. Não podia soltá-lo porque acostumou com o cativeiro, também não podia deixar livre porque tinha gato em casa. Anos depois, descobrimos um vizinho com papagaio fêmea e levamos o pássaro lá. Pode parecer ridículo o que vou dizer, mas ele virou outra criatura. Era nítida a alegria dele, foi bem cuidado e vivia livre. Na real, tenho vontade de encher de tapa todo mundo que faz isso. Prender passarinho é a coisa mais cretina que existe, não tem propósito. Simplesmente, não tem propósito. Deveria ser permitido por lei dar uma surra de tapa, de mão aberta, em cada ‘tiozão’ que captura passarinho e deixa na gaiola. Eu poderia ser esse agente da lei sem precisar receber salário. Adoraria fazer isso.

Procura-se: Qual deles foi o mais marcante? Por quê?
Gentili: Meu gato preferido é este da foto. Ele é o último resquício da minha vida em Santo André (SP) e da época que minha família era viva. Depois que a antiga dona morreu, a filha o jogou na rua e ele foi parar em casa. Ele gosta de mim e eu dele. Ele é caolho. Aliás, eu gosto muito dele. Está velhinho já, muito… e eu vou ficar triste quando ele morrer.

Procura-se: Quantos animais tem hoje? Como eles se chamam?
Gentili: O último que entrou em casa foi um gato que não tem uma pata. Hoje deve ter em casa uns cinco cachorros e uns dez gatos, todos da rua e encontrados em estado ruim. Minha casa recebe animais em estado deplorável desde o dia que eu nasci. Todos animais pra mim se chamam: Gatos e Cachorros.

Procura-se: Você acha que sua paixão por bichos teve influência da sua mãe?
Gentili: Sim. Não só da mãe, como do pai também. Quando tinha cinco anos, lembro que vi meu pai apanhando de um cara gordo e forte da carrocinha. Ele laçou um cachorro na rua de forma muito violenta. Meu pai foi pra cima e abriu a carrocinha (sério). E, claro, tomou um pau.

Procura-se: O número de animais desaparecidos aumenta muito no período das férias. Algum dos seus já se perdeu?
Gentili: Tem gato que morava em casa e sumiu. Mas gato é assim, acha outro gato ou gata, ou outra casa. E é por isso que são meus animais preferidos. Ele vai onde quer, a hora que quer, e gosta da sua companhia. Diferente dos cachorros, os gatos não lambem o saco de quem não quer. O gato olha as pessoas de igual para igual. Ah sim, não estou dizendo que odeio cachorro, eu adoro cachorro também. O que eu não gosto é de gente

Procura-se: Você é daqueles que para o carro e recolhe o cachorro que está na rua?
Gentili: Se ele tiver precisando, incapaz, correndo risco, é provavel que eu pare, sim. A grande maioria das vezes que encontrei um cachorro ou outro animal nessas circunstâncias, eu parei

Procura-se: Você acompanhou os casos de maus-tratos divulgados na imprensa recentemente?
Gentili: Eu não acompanho caso de maus-tratos e nem divulgo por um simples motivo: me faz sentir coisas que eu não gosto e não adianta nada. Adianta? “Mulher matou cachorro a martelada”. O cachorro morreu e essa mulher é uma “f**** da p***”. O que adianta eu divulgar isso? Eu prefiro acompanhar e ficar atento em notas onde sei que animal precisa de adoção. Sei que se divulgar, posso ajudar.

Procura-se: Seus bichos são todos adotados. Você nota que ainda existe preconceito com os cachorros sem raça definida?
Gentili: Acho que todos os bichos são adotados, mesmo os comprados. Mas eu acho bem ‘pé no saco’ gente que compra bicho em loja. Eu simplesmente detesto e abomino esse comércio. Tem uma cena de “Planeta dos Macacos”, do Tim Burton, em que um macaco vai comprar um humano e o comerciante tira uma criança da mãe. Essa cena é muito divertida. Sempre me lembro dela quando alguém toca no assunto. Ai você vai me dizer: “Que idiota você é, esses cachorros são bem tratados, etc etc etc”. Ou “bicho não é gente, etc etc”. E daí? Eu penso assim. Permita-me, por favor, que eu ache quem faz isso cretino, ok?

Procura-se: Mudança, gravidez, falta de tempo e malcriação do cachorro estão entre as principais justificativas para o abandono. Que recado você mandaria para as pessoas que descartam seus bichos?
Gentili: Aquela lei de tapa na cara, de mão aberta, para ‘tiozão’que prende passarinho poderia servir aqui tamém. Eu adoraria fazer isso com qualquer pessoa que abandona animal, com o maior prazer do mundo.

Fonte: Procura-se Cachorro

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Danilo Gentili adota filhote de cachorro

“Essa é a nova integrante da família Gentili”, disse Danilo Gentili, segurando uma cadela nos braços. Foi assim que o apresentador anunciou na tarde desta quarta-feira, dia 07, que vai adotar um cão.

O Projeto Cel colaborou com a produção do programa ao trazer à sede da Band, no bairro do Morumbi, em São Paulo, um filhote de cachorro para uma gravação. “Foi muito legal a reação do Danilo, realmente espontânea. Eu falei que estava disponível para doação e ele disse: ‘Ah, então eu vou adotar’”, contou Marco Aurélio, funcionário da ONG.

Para quem quiser conhecer a pequena, é só assistir o programa “Agora é Tarde” desta quarta, dia 07, que tem como convidado o novo CQC Maurício Meirelles. Nos bastidores da emissora, ela fez muito sucesso. A cadela passou pelo colo de pelo menos vinte funcionários e foi muito mimada.

“Eu gosto de pegar animais abandonados”, contou o apresentador. Foto: Vanessa Lorenzini/Band

Esse não é o primeiro animal de Danilo. Ele tem mais oito gatos e um cachorro. “Eu amo animal. Lá em casa não tem essa de a gente querer mais um, eles aparecem”, contou o apresentador, que mora sozinho em um apartamento, mas conta com o espaço da casa da mãe.

Ele também contou como adotou o seu cão, que ficou paraplégico após apanhar na rua. “Eu estava andando de carro com a minha mãe na Avenida do Estado [na capital paulista] e ela o viu jogado em um canteiro. Lá onde estava não tinha mato e ele só estava mexendo o pescoço. Então acho que ele estava se alimentando das plantas em volta”, detalhou.

A pequena se aninhou no colo do apresentador. Foto: Vanessa Lorenzini/Band

“Nós o levamos pra casa, cuidamos dele e então ele recuperou o movimento das patas dianteiras, mas das traseiras não. Hoje ele anda de cadeira de rodas”, disse.

Para entregar um cão à doação, as instituições são obrigadas por lei a vermifugar, vacinar e castrar o animal. Como a filhote ainda não está castrada, Danilo terá que esperar mais cerca uma semana até leva-la pra casa. “Eu não concordo com pessoas que criam animais para vender. Eu gosto de pegar animais abandonados”, concluiu. Fica a dica!

Veja o vídeo do novo membro da família de Danilo Gentili

 

Fonte: Band

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Exposição da ANDA "Informar para Transformar" está no Aeroporto Afonso Pena, em Curitiba/PR

Por Van Maia (da Redação)

A ANDA (Agência de Notícias de Direitos Animais), está com a exposição itinerante “Informar para Transformar”, no Aeroporto Afonso Pena, em Curitiba/PR. A exposição ficará até o dia 30/11 e seguirá depois para São Paulo/SP.

São 13 painéis (frente e verso) de 1,10 x 1,85m que mostram a história e ações da ANDA em defesa dos direitos animais, com depoimentos e fotos de Danilo Gentili, Zélia Duncan, Arnaldo Baptista (ex-Mutantes), Lúcia Veríssimo, Ricardo Japinha (CPM22), Marcelo Médici, Cynthia Howlett (apresentadora e jornalista) e Patrícia Marx.

Amigos da ANDA – Ricardo Laurindo (SVB), Rosana e Valdir (Ecoforça) e Emerson (ONCA) -, ajudaram a montá-la no espaço cedido pela Infraero.

A exposição, realizada a convite da Infraero, é aberta ao público e está localizada no 2º piso do aeroporto de Curitiba.


(Fotos por Van Maia)

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ANDA inaugura exposição "Informar para Transformar", no Aeroporto de Porto Alegre/RS

Por Van Maia (da Redação)

A ANDA (Agência de Notícias de Direitos Animais), inaugurou a exposição itinerante “Informar para Transformar”, no Aeroporto Internacional Salgado Filho, em Porto Alegre (RS). A exposição (que já esteve presente em Recife/PE) ficará no aeroporto até o dia 31/10. Depois, ela seguirá para Curitiba/PR.

São 13 painéis (frente e verso) de 1,10 x 1,85m que mostram a história e ações da ANDA em defesa dos direitos animais, com depoimentos e fotos de Danilo Gentili, Zélia Duncan, Arnaldo Baptista (ex-Mutantes), Lúcia Veríssimo, Ricardo Japinha (CPM22), Marcelo Médici, Cynthia Howlett (apresentadora e jornalista) e Patrícia Marx.

Para a montagem dos painéis no local, a ANDA contou com a ajuda de integrantes da Vanguarda Abolicionista e amigos.

A exposição, realizada a convite da Infraero de Porto Alegre, é aberta ao público e está localizada no piso térreo do aeroporto, ao lado da pista de autorama.

São parceiros dessa exposição que fará uma turnê por algumas cidades e aeroportos brasileiros:  Governo de São Paulo, Secretaria do Meio Ambiente do Estado de São Paulo, Fundação Florestal, Prefeitura do Recife, Gol, Eucatex, Blue Tree Porto Alegre, Atelier de Criação e Protoag.

Para visualização das fotos em tamanho maior, clique sobre elas.



(Fotos: Van Maia)

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Danilo Gentili conta como resgatou um cão da tristeza e do abandono

Por Vanessa Lima

O humorista Danilo Gentili faz piada de tudo, mas tem um assunto que o deixa sério e preocupado: os maus-tratos aos animais. “Quando falo isso, todo mundo me xinga, mas tenho uma escala de coisas que mais mexem comigo: animais, crianças e velhinhos”, diz Danilo.

Foto: Reprodução/Casa e Jardim

No início de julho, ele estava andando de carro com a sua mãe, quando se deparou com um cachorrinho jogado na rua, todo machucado (foto abaixo). Depois de muito esforço, os dois conseguiram colocar o cãozinho no carro para levar ao veterinário. Em uma cadeira de rodas para animais, Dentinho, como o cachorro foi batizado pela mãe de Danilo – que insistia em dar ao bichinho o nome de Professor Xavier (em referência ao personagem das HQs de X-Man, que anda de cadeira de rodas) –, foi adotado pela família e vive em Santo André (SP). Conversei com o humorista, que me contou os detalhes da história. Veja:

Bicho em casa – Como foi a história do cachorrinho que você pegou na rua?
Danilo – Minha mãe e eu estávamos no carro e vimos um cachorro paralisado, todo espancado, machucado. Ele não mexia nada, só a cabeça. Aí, a gente parou, mas não dava para pegá-lo, porque ele estava muito arisco, queria morder e tal. Ele devia estar há semanas ali e só mexia o pescoço. Então, tinha um monte de mato ao redor, mas onde estava a cabeça, que era a única parte que ele conseguia mexer um pouco, só ficou terra. Ou seja, ele ficou semanas ali, só comendo mato, até onde o pescoço alcançava. Conseguimos pegá-lo, colocamos no carro e o levamos para o veterinário. Depois de alguns dias, ele começou a mexer as patas da frente. O cachorro ficou paralítico da cintura pra baixo e agora a gente está com ele. Já mandamos fazer aquela cadeirinha de rodas de animais.

 

Cão foi resgatado e adotado por Danilo (Reprodução/Casa e Jardim)

BC – Ele deve ter ficado todo traumatizado…
Danilo – É, ele ficou traumatizado, mas vai perdendo aos poucos. Ele deve ter apanhado muito porque, quando a gente pega, ele quer morder. Ele é bravo. Só a minha mãe que ele não morde, porque ela cuida dele e tal. Mas esse não é o primeiro cachorro paralítico que a gente pega. Tem uma história, que foi, mais ou menos, há uns 15 anos. Achamos um cachorro paralítico na rua e pegamos pra cuidar. Na época, meu pai e minha irmã eram vivos e a gente morava em um cômodo sem quintal: eu, meu pai, minha mãe e minha irmã. Tinha um terreno baldio perto de lá, então começamos a cuidar dele ali. Depois de um tempo, passou um cara na rua, que viu e disse que o cachorro era dele. Ele levou o bichinho embora, e depois de um tempo, voltou com o cachorro andando.

BC – E você sempre gostou de cachorro?
Danilo – Sim, sempre gostei de animais.

BC – Esse caso foi um, entre muitos outros de animais abandonados e muitas vezes maltratados. Você acha que há algum tipo de política que poderia, se não resolver, amenizar a questão?
Danilo – O que mais mexe comigo é a covardia de ter um animal maltratado. Para mim, a escala é: animal, criança e velhinho. Quando falo isso, todo mundo me xinga. Mas, não sei. No Brasil, tem tanta coisa para ser feita. As pessoas não cuidam nem do ser humano. Não é dos animais que vão cuidar. Tem algumas coisas que as pessoas precisam aprender a olhar e ver: um ser menor depende de você e é covardia fazer o que se faz.

Fonte: Casa e Jardim

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