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Campanha revela o sofrimento de animais explorados pela indústria do turismo

Foto: Caters News Agency
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Diversas fotos capturadas pelo mundo todo mostram imagens comoventes que expõem o sofrimento de animais selvagens em destinos turísticos em todo o sul da Ásia.

Fotografias mostram macacos, tigres e elefantes acorrentados em cativeiro e obrigados a se apresentar para turistas pagantes.

Tiradas pels fotojornalista Aaron Gekosi, essas imagens chocantes marcam o lançamento da campanha “Raise the Red Flag”(Levante a Bandeira Vermelha, na tradução livre), da organização Born Free’s.

Foto: Caters News Agency
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A campanha permitirá que os turistas relatem casos de sofrimento de animais em cativeiro em todo o mundo.

Em uma sequência, um orangotango pode ser visto olhando pelas grades de sua gaiola enquanto macacos vestidos de coletes andam de bicicleta.

Dr. Chris Draper, chefe do departamento de Bem-Estar Animal e Cativeiro da Born Free, disse: “O cativeiro nunca poderá recriar o ambiente complexo que os animais encontram na natureza. Muitos animais sofrem imensamente em cativeiro como resultado disso”.

Foto: Caters News Agency
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“Inúmeros animais selvagens são mantidos em situações de cativeiro para entretenimento humano – em espetáculos circenses com animais, como adereços fotográficos para turistas, encontros com animais, filmes e programas de TV, ou até como animais domésticos.

“Há dezenas de milhares de zoológicos em todo o mundo, mantendo milhões de animais selvagens em cativeiro. Todas essas atividades podem ter sérias implicações para o bem-estar animal e representam riscos reais tanto para a segurança quanto para a saúde pública e animal”.

Foto: Caters News Agency
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Muitas pessoas podem ter visto um animal selvagem em cativeiro em perigo. Eles podem ter visitado um zoológico, uma atração turística ou se deparado com o sofrimento de animais selvagens em cativeiro e se sentirem desconfortáveis ou preocupados com o que testemunharam.

Quando as pessoas se deparam com situações como essas, podem achar difícil ou desanimador falar, ou simplesmente não sabem com quem entrar em contato.

Foto: Caters News Agency
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“Nosso novo sistema da campanha Raise the Red Flag, que é apoiado pela British Airways Holidays, e liderado pelo mais novo patrocinador da Born Free, Mollie King, permitirá que apoiadores em todo o mundo relatem incidentes de sofrimento de animais selvagens, oferecendo conselhos sobre qual orgão procurar e que ação tomar depois de relatar suas preocupações? “

Mollie King acrescentou: “Estou realmente honrado por me juntar ao Born Free como patrono, todo o time lá faz um trabalho que vale a pena, tudo com o objetivo final de manter a vida selvagem onde ela pertence: na natureza”.

Foto: Caters News Agency
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Há alguns anos, tive a sorte de poder me juntar a Born Free ao transferir ursos cativos da Geórgia em um santuário grego.

“Vendo o quão mal os ursos foram tratados antes de serem resgatados – alguns deles sendo forçados a ‘dançar’ em pedras quentes para entreter os turistas – me assustou muito, a viagem também me fez perceber que há muito trabalho a fazer para acabar com essas atividades horríveis.

Foto: Caters News Agency
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“Estou muito contente pela Born Free existir e fazer tudo o que pode para acabar com a exploração de animais selvagens. Estou animado com muitas coisas que planejamos para o meu patrocínio, em particular o lançamento do Raise the Red Flag”.

“Eu quero fazer tudo o que puder para ajudar a Born Free a lançar luz sobre a realidade do cativeiro de animais selvagens e Raise the Red Flag é um projeto tão importante para que todos possam fazer isso”.

Foto: Caters News Agency
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Draper concluiu: “Infelizmente, não podemos ajudar todos os animais selvagens em cativeiro, mas, quando possível, podemos investigar, entrar em contato com os estabelecimentos, empresas de viagem ou autoridades envolvidas e destacar esse sofrimento para o resto do mundo”.

“Quando as pessoas nos informarem sobre o sofrimento dos animais selvagens através da campanha, nós os capacitaremos a agir e fazer tudo o que pudermos para ajudar o maior número de animais possível”.

Foto: Caters News Agency
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Ursos fantasiados são forçados a dançar e pular corda em circo norte-coreano

Foto: Mark Woodman
Foto: Mark Woodman

Imagens perturbadoras mostram ursos covardemente explorados, obrigados a dançar e fazer truques antinaturais, como pular corda e saltar sobre obstáculos, em um circo norte-coreano.

O australiano Mark Woodman, de 42 anos, foi levado ao circo em Pyongyang, na Coreia do Norte, como parte de uma excursão de cinco dias pelo país.

Enquanto ele assistia ao “show”, os ursos eram cruelmente ordenados a saltar sobre seus treinadores, dançar, dar piruetas, e pular corda antes de se curvar agradecendo a platéia pelos aplausos. Woodman disse que ninguém se atreveu a reclamar ou sair durante o show.

“Foi apresentada uma série de performances clássicas de circo, realizadas por artistas excepcionalmente talentosos e bem treinados – trapezistas, malabares e equilibristas – intercalados com atos cômicos”, disse ele.

“Os ursos dançarinos eram a única apresentação com animais. Eu fiquei inicialmente chocado e paralisado, o que me fez filmar essa performance em particular. Era diferente de tudo que eu tinha visto, absolutamente assustador”.

Woodman conta que embora eu tenha ouvido dizer que os ursos ainda eram usados em apresentações na Ásia Central e na Rússia, ele confessa que nunca pensou que veria uma coisa dessas.

“Tudo o que podíamos fazer era observar e absorver a cena tétrica. Não havia espaço para reclamações ou para deixar a apresentação”

Woodman, que é Perth, na Austrália Ocidental, disse que o comportamento dos ursos era tão antinatural que alguns espectadores pensaram que eram pessoas fantasiadas de animais.

Foto: Mark Woodman
Foto: Mark Woodman

“Depois de assistirmos ao espetáculo no circo, enquanto esperávamos pelo nosso ônibus, eu estava conversando com nosso guia turístico e outro companheiro de turnê”, lembrou ele.

“Uma mulher que fazia parte da excursão de turismo disse que pensou o todo que os animais vistos no show eram pessoas vestidas de ursos! O guia turístico e eu tivemos que dizer a verdade a ela”.

Fotografias de outros espetáculos recentes usando macacos provam que eles também foram submetidos ao mesmo tratamento cruel.

O grupo que atua em defesa dos direitos animais, Animal Defenders International (ADI), disse que animais de circo como estes foram treinados a este ponto vindos de uma vida inteira de sofrimento.

Foto: Mark Woodman
Foto: Mark Woodman

O presidente da ADI, Jan Creamer, disse: “Forçados a se apresentar em shows de circo, esses pobres animais sofrem uma vida inteira de tortura e privações”.

“Sem o estímulo normal, social e mental que eles desfrutariam com suas famílias na natureza, a resignação desses animais inteligentes e sensíveis é conseguida através de violência, ameaças e privação de comida, água e afeto durante o treinamento.

O público pode ajudar a acabar com o sofrimento desses animais, evitando shows desse tipo e deixando que os circos saibam porque eles estão indo se divertir em outro lugar.

Woodman disse não ter se arrependido de sua viagem à Coreia do Norte.

“Desde uma viagem que fiz ao Oriente Médio, a partir de 2009, passei a visitar países que são cultural e religiosamente distintos do que eu estava acostumado”, disse ele.

Woodman se define como um ateu gay que se concentra em viajar para países que “amam a Deus e odeiam os gays”. “É um estilo de viagem desafiador, mas infinitamente gratificante, que me levou a conhecer pessoas LGBT e outros locais em todo o mundo”, disse ele.

“Isso ajuda a superar os estereótipos e as narrativas divulgadas pela mídia e/ou pelo governo e distinguir as pessoas dos regimes”.

Exemplos pelo mundo

Segundo informações da PETA esses 26 países já proibiram circos que usam animais selvagens: Áustria, Bolívia, Bósnia Herzegovina, Colômbia, Costa Rica, Croácia, Chipre, El Salvador, Estônia, Grécia, Guatemala, Irlanda, Israel, Itália, Luxemburgo, Macedônia, Malta, México, Nova Zelândia, Paraguai, Peru, Romênia, Escócia, Singapura, Eslováquia e Eslovênia

Mais e mais pessoas estão boicotando qualquer entretenimento que envolva exploração animal, e essa mudança na opinião pública tem motivado muitos governos a agir.

No final do ano passado, o Havaí proibiu o uso de animais selvagens em circos, tornando-se o segundo estado americano a fazê-lo depois de Nova Jersey.

Em novembro, Portugal aprovou uma proibição semelhante. A lei aprovada pelo parlamento português impede que mais de mil animais diferentes, incluindo leões, avestruzes, camelos, pinguins, elefantes e rinocerontes sejam forçados a se apresentar.

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Filhote de elefante é forçado a se apresentar e dançar para turistas em zoo

Foto: Moving Animals
Foto: Moving Animals

A decadente e cruel indústria do turismo e entretenimento humano faz mais uma vítima, dessa vez o alvo não passa de um bebê elefante, que antes de aprender a ser um animal selvagem na selva com seus iguais é forçado a aprender truques sem sentido sob a ameaça de ser espancado.

E a filhote não é a única vítima da exploração do parque, os demais elefantes cativos que vivem no zoológico na Tailândia são obrigados a fazer poses antinaturais com suas patas dianteiras, pedalar uma bicicleta feita com pneus de carro e pintar quadros, tudo isso em um palco para entretenimento de uma plateia de turistas.

Foto: Moving Animals
Foto: Moving Animals

Um vídeo pungente mostra como uma bebê elefante, apelidada de Dumbo, é forçada a fazer truques para os visitantes em um show no zoológico de Phuket na Tailândia.

Ativistas afirmam que o jovem animal realiza apresentações por até três vezes ao dia “sob ameaça de um imenso gancho”, nos shows que chegam a ter 20 minutos de duração.

Milhares de pessoas assinaram uma petição online pedindo ao zoológico de Phuket que liberte Dumbo, e permita que ela vá viver em um santuário.

O grupo responsável pela campanha, Moving Animals, afirmou que o animal apresenta um “corpo esquelético” e sugere que ele pode estar sofrendo de desnutrição e exaustão.

Eles também relataram que o animal fica preso por correntes quando não está se apresentando.

Um porta-voz do grupo disse: “Nós assistimos os turistas rindo e tirando fotos e selfies da cena, enquanto o pobre bebê elefante estava com os olhos fechados, silenciosamente sugando o ar por sua o tromba”.

Foto: Moving Animals
Foto: Moving Animals

“A vida cruel que aguarda por Dumbo, o bebê elefante, será de torturas e abusos a serem suportados sem prazo de duração, e então nós começamos uma petição pedindo a sua libertação imediata e envio para um santuário”, disse o representante da ONG.

“Esperamos que em breve ela possa viver em um lugar onde possa ser livre, conviver com seus iguais e sentir paz e tranquilidade, sem qualquer ameaça de dor ou sofrimento ou ser forçada a se apresentar”.

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Estudo sugere que pássaros são capazes de dançar no ritmo da música que cantam

Foto: Divulgação
Foto: Divulgação

Lembre-se disso quando seus pés começarem a bater em função de uma melodia cativante: cantar e dançar são tão interligados que os pássaros sentem o ritmo quando cantam. Um novo estudo relata que os surpreendentes machos de pássaros-lira cantam e dançam ao mesmo tempo, sendo parte de um ritual de acasalamento que inclui quatro músicas diferentes, com danças exclusivas para cada uma.

A bióloga da Universidade James Cook, Austrália, Anastasia Dalziell, trabalhou no estudo. Segundo ela, os machos de pássaros-lira têm grandes caudas que se dispersam em uma exibição espetacular ao cortejar as fêmeas. Durante as seis semanas de inverno que essas aves se acasalam, os machos “permanecem cantando e dançando quase constantemente”, disse ela. Como e quando os machos de pássaros-lira aprenderam suas canções e os movimentos de dança não está claro. Mas suas performances sugerem que as fêmeas de pássaros-lira preferem os machos coordenados, disse Dalziell. “Se é importante para aves, pode ser importante para nós”, acrescentou.

O estudo foi publicado no periódico “Current Biology”.

Fonte: O Tempo

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