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Campanha vegana tem Leonardo da Vinci como tema

Foto: PETA
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Chapéu: Inspiração

Título: Campanha vegana tem Leonardo da Vinci como tema

Olha: No 500º aniversário da morte do gênio e artista a PETA pede aos admiradores da personalidade histórica que deixam de comer carne como ele

A organização que atua pelos direitos animais PETA lançou uma campanha que pede aos admiradores do influente artista, matemático, arquiteto, pensador, inventor entre outras habilidades, Leonardo da Vinci, que deixem de comer carne como ele.

“Leonardo da Veggie: coma como um gênio”, é o tema da nova campanha da ONG que foi lançada seguindo as celebrações do 500º aniversário da morte de Leonardo da Vinci.

A campanha inclui uma apresentação pública do novo anúncio de Leonardo da Veggie em Milão, Itália – onde o artista passou a maior parte de sua vida e onde muitas de suas criações famosas podem ser vistas ainda hoje.

Da Vinci foi a primeira grande figura histórica que discutiu a ideia do especismo, o conceito de que ser humano seria razão suficiente para ter maiores direitos morais do que os animais não-humanos. Ele enfatizou que os humanos também são animais e, portanto, não têm o direito de negar os direitos de outros seres de viver.

Ele também parou de consumir carne e produtos derivados de animais, afirmando: “Se realmente somos, como nós mesmos nos descrevemos, os reis dos animais, por que criamos outros animais apenas para que eles possam nos dar seus filhotes a fim de agradar nosso paladar?”.

Da Vinci também falou sobre os pintinhos que “nunca chegarão a nascer” porque os humanos roubam e comem os ovos de galinhas e era conhecido por usar roupas de linho em vez de pele ou couro. Ele também costumava comprar pássaros engaiolados que eram vendidos como animais de estimação, e libertava-os

Além de defender os animais em terra, Da Vinci era conhecido por falar de animais marinhos, como lagostas e caranguejos, dizendo: “Que ironia cruel para aqueles cujo habitat natural é a água serem mortos em água fervente”.

“Leonardo da Vinci expressou ideais veganos centenas de anos antes que a palavra “vegana” fosse inventada”, disse o vice-presidente sênior da PETA, Dan Mathews, em um comunicado.

“Enquanto o mundo marca o 500º aniversário do falecimento de Da Vinci, a PETA está honrando seu legado encorajando seus admiradores a respeitar os animais e parar de comê-los”.

Anteriormente, a Da Vinci foi homenageado pela PETA em sua coleção limitada de selos postais “Vegetarian Icons” dos EUA, que celebra famosos defensores dos direitos animais ao longo da história.

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Palestra de Rynn Berry apresenta os motivos que levaram Da Vinci a adotar o vegetarianismo

Por Carol Dargel    (da Redação)

Na última quinta-feira (21), o historiador norte-americano Rynn Berry apresentou a palestra “A vida vegetariana de Leonardo Da Vinci”, no restaurante vegetariano Vegethus, na Consolação, em São Paulo (SP).

Rynn Berry é autor de diversos livros sobre vegetarianismo, entre eles o famoso The Vegan Guide to New York City (Guia Vegano de Nova York), no qual ele avalia mais de 100 estabelecimentos vegetarianos na cidade. Algumas de suas obras já foram traduzidas para oito línguas.

O evento teve início com uma dramatização de autoria do próprio historiador, que representou Leonardo Da Vinci no momento em que pintava uma de suas obras mais conhecidas – A Mona Lisa. Ao ser questionado por sua musa quanto aos seus “hábitos excêntricos”, Da Vinci abordava muitas das questões acerca do que o levou a se tornar vegetariano.

Foto: Carol Dargel/Arquivo ANDA
Foto: Carol Dargel/Arquivo ANDA

Tendo como principais influências o vegano mais antigo que se tem registro – o filósofo Pitágoras, assim como o amigo de infância do pintor, que também era vegano – as razões de Da Vinci para a prática da dieta também eram éticas. Além de não comer carne e de não usar produtos de origem animal – inclusive em suas ferramentas de trabalho -, Da Vinci também ficou conhecido por comprar aves que haviam sido capturadas para depois libertá-las.
Outro motivo apontado para a prática do respeito para com os animais de Da Vinci seria o fato de ele pertencer a uma seita chamada Gnosticismo, na qual o comportamento ético era fortemente defendido.

Em suas pesquisas, ele estuda grandes nomes da história antiga e moderna que foram e são defensores do vegetarianismo, desde Pitágoras até personalidades do esporte como Carl Lewis. Essa pesquisa deu origem ao livro Famous Vegetarians and their Favorite Recipes, no qual Ryn Berry, inclusive, cita o gênio Leonardo Da Vinci. As receitas preferidas do pintor publicadas neste livro foram retiradas de um de seus livros de receita preferidos de autoria de um antigo bibliotecário do Vaticano chamado Bernardo Platina. Rynn Berry traduziu as receitas diretamente dos originais em latim medieval e testou todas elas pelo menos três vezes antes de publicar o livro.

Outras de suas publicações mais conhecidas são Food for the Gods e Hitler: Neither Vegetarian Nor Animal Lover. Confira abaixo a lista completa de livros publicados pelo autor.

Livros do autor:

The New Vegetarians (Novos Vegetarianos)
Famous Vegetarians and Their Favorite Recipes (Vegetarianos famosos e suas receitas favoritas)

The Vegan Guide to the New York City (Guia Vegan da Cidade de Nova York)

Hitler: Neither Vegetarian Nor Animal Lover (Hitler: Nem Vegetariano, tampouco Amante dos Animais)

Food for the Gods: Vegetarianism and the World’s Religions (Alimento Para os Deuses: Vegetarianismo e as Religiões do Mundo)

Fruits of Tantalus: A History of Vegan Rawfoodism and Fruitarianism and the Origins of Cooking – with Recipes (Frutos de Tantalus: A História do Crudivorismo e do Frugivorismo e as Origens do Hábito de Cozinhar – com Receitas)

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