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Polícia combate crueldade animal em operação contra o tráfico de marfim

Foto: Divulgação/PF

Uma operação contra o tráfico de partes de animais exóticos, especialmente de marfim, foi realizada pela Polícia Federal nesta terça-feira (15), com a execução de 11 mandados de busca e apreensão. Endereços de São Paulo foram alvo das autoridades.

A PF estima que mais de 50 mil elefantes sejam mortos todos os anos para a retirada do marfim. Os mandados executados pela polícia têm como foco pessoas suspeitas de importar, adquirir ou comercializar obras de arte feitas com o material.

Em um dos endereços, um homem contra o qual a PF tinha um mandado de busca e apreensão foi preso por porte ilegal de armas e munição.

A operação, realizada com a participação do Ibama e da Polícia Ambiental de São Paulo, foi batizada de “Marfim”. As autoridades descobriram que os objetos produzidos com o material eram vendidos aos domingos em barracas no vão livre do Masp, na Avenida Paulista.

A Polícia Federal informou ao G1 que os investigados terão que prestar contas sobre a origem do marfim apreendido e poderão responder por contrabando ou receptação dolosa qualificada. Os objetos serão submetidos à perícia.

Por ser uma das principais causas da redução das populações de elefante, especialmente na África, o comércio de marfim foi proibido por diversos países.


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Polícia flagra matadouro clandestino com corpos de animais enterrados em área de preservação ambiental

Foto: Polícia Civil/Divulgação

A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) fechou um matadouro clandestino em uma fazenda na cidade de Guarani. Corpos de animais estavam enterrados em covas e despejados sobre vegetações e rios, inclusive em áreas de preservação ambiental permanente.

O local foi encontrado na terça-feira (18) graças a investigações de cavalos e bois levados levados de propriedades rurais por criminosos. No matadouro, cavalos, éguas, burros, bois e porcos eram mortos.

Além do descarte dos corpos ter sido realizado em desacordo com a legislação ambiental e sanitária, os responsáveis pelo matadouro comercializavam a carne dos animais em condições impróprias para o consumo, colocando a vida das pessoas em risco.

Os clientes dos açougues abastecidos pelo matadouro também eram enganados. Isso porque a carne de cavalos, éguas e burros era vendida como se fosse de boi.

A operação de fechamento do estabelecimento foi realizada pela Polícia Militar do Meio Ambiente em parceria com o Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA). Três funcionários foram interrogados e os depoimentos serão usados na investigação. O proprietário da fazenda é procurado pela polícia.

O delegado José Luiz Quintão informou que os próximos passos das investigações incluem a identificação dos açougues que recebiam as carnes fornecidas pelo matadouro. A polícia pretende descobrir também de onde vinham os animais para saber se foram sequestrados de seus tutores e flagrar outros matadouros clandestinos.

As pessoas envolvidas no caso poderão responder pelos crimes de maus-tratos a animais, ausência de licenciamento ambiental, poluição ambiental e furto e roubo de animais. Somadas, as penas passam de 15 anos de prisão.


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MPF vai investigar JBS pela compra de bois criados em reservas e terras indígenas

Foto: Editora Globo

A empresa JBS, que atua no seguimento agropecuário, será investigada pelo Ministério Público Federal de Rondônia (MP-RO) após ser denunciada pela Anistia Internacional pela compra de bois criados em áreas protegidas da Amazônia, como terras indígenas e reservas extrativistas de Rondônia.

O anúncio de que uma investigação será realizada foi feito na quarta-feira (15). A JBS divulgou nota negando a acusação apurada pelo MPF.

“Todos os procuradores que atuam na área ambiental participam destas investigações, e propõem as medidas judiciais cabíveis, tanto na área criminal, como na área cível. A invasão e exploração de terras públicas dão origem também a conflitos e disputas por áreas, aumentando a violência no campo e na floresta”, disse a procuradora da República Gisele Bleggi à Rede Amazônica.

Um relatório da Anistia, denominado “Da floresta à fazenda”, aponta indícios de que bois explorados para consumo foram criados de maneira ilegal em áreas de preservação ambiental e, depois, foram comprados e mortos pela JBS para terem sua carne comercializada. O documento foi produzido após seis meses de investigação.

De acordo com a ONG, a empresa comprou bois criados dentro da Reserva Extrativista Rio Ouro Preto, em Rondônia. O local é uma unidade de conservação federal. Outros animais criados na Reserva Rio Jacy-Paraná e na Terra Indígena Uru-Eu-Wau-Wau também teriam sido comprados pela JBS.

A agropecuária está intimamente ligada à devastação ambiental. Além do desmatamento promovido para criação de bois, o meio ambiente é prejudicado também pelas flatulências dos animais, que emitem gases de efeito estufa; pelo desperdício de grandes quantidades de água (são usados 16 mi litros do líquido na cadeia produtiva de apenas 1 kg de carne, por exemplo); e pela poluição gerada pelos dejetos dos animais, que poluem a água e o solo.

De acordo com um relatório da organização internacional Trase, 81% das áreas desmatadas na Amazônia brasileira em 2018 foram ocupadas por pastos para criação de bois explorados para consumo humano.

Por conta da destruição ambiental, da crueldade ao qual os animais são submetidos e dos efeitos nocivos dos produtos de origem animal à saúde humana, a ANDA incentiva aos seus leitores a adoção do veganismo.

 


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Homenagem aos pit bulls resgatados de rinha de Mairiporã (SP)

O caso ocorrido este mês e que repercutiu nacional e internacionalmente, tem gerado manifestações nas ruas e pelas redes sociais

Montagem compartilhada pelo Grupo de Voluntários do Frei Luiz homenageia os pit bulls resgatados na rinha de Mairiporã (SP).

Uma árvore de Natal com fotos de pit bulls foi a maneira que o grupo “Voluntários do Frei Luiz” encontrou para homenagear os animais resgatados em péssimas condições de uma rinha em Mairiporã (SP) no dia 14 de dezembro. A montagem está sendo compartilhada nas redes sociais com um texto assinado pela ONG “Amigos de São Francisco” (SP) que resgata animais em situação de rua:

“Uma sociedade que se diverte com o sofrimento alheio está no mais profundo estágio de ignorância e falta de empatia! Não são só os pobres cachorros indefesos que morrem com isso, morremos todos! A indiferença mata, a ganância cega e a prepotência de achar que a nossa vida vale mais que a dos pobres animais atrasa a nossa evolução como seres de amor! Pobres amigos de quatro patas desculpem a nossa humanidade por ser tão desumana, ou melhor, por ser tão pouco animal, pois se tivéssemos a metade da pureza de coração que a espécie de vocês tem, só saberíamos amar sem julgamentos como vocês fazem, e com quem temos tanto a aprender.

Muita luz na caminhada dos que acham que maltratar, machucar, matar ou ignorar o sofrimento alheio é um caminho. Seguimos nossa luta para ser a voz, os braços e o socorro que eles tanto pedem e precisam! Parabéns aos policiais e protetores envolvidos, vocês sim nos representam e estamos à disposição para abrigar ou ajudar qualquer um dos resgatados. Que esse martírio não seja em vão e que TODOS que se comoveram com essa história repensem seus hábitos, seus alimentos, suas fontes de lazer e SEMPRE denunciem toda e qualquer situação de abuso animal!”

Um horror inimaginável

“Os cachorros eram enterrados e ficavam apenas com a cabeça para fora durante três dias. Quando eram retirados, colocavam um filhote perto deles, para que eles comessem. Assim, com o gosto de sangue na boca, iam para a luta”, disse o delegado Jan Plzak, que é titular da Segunda Delegacia de Proteção ao Meio Ambiente de São Paulo, ao portal Diário do Centro do Mundo.

Entenda o caso

A Polícia Civil desarticulou uma rinha de cachorros em Mairiporã (SP) no dia 14 de dezembro, prendeu 41 pessoas, incluindo veterinário e médico, e resgatou 19 cães da raça pit bull. Um cão foi encontrado morto e outro estava sendo assado para consumo. Os envolvidos responderão em liberdade pelos crimes de maus-tratos a animais com agravante de morte, prática de jogos de azar e associação criminosa. Os cachorros resgatados foram encaminhados para três entidades de proteção animal. Animais silvestres encontrados no local também foram salvos. Dias depois outros cães foram encontrados em sítio de um dos suspeitos.

Fátima ChuEcco é jornalista ambientalista e atuante na causa animal

 

 

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Uma das principais marcas de bolsas do mundo abandona o uso de couro por razões éticas

Uma grande designer de bolsas baseada no Reino Unido abandonou o uso de couro  substituindo-o pelo Pinatex vegano (couro feito de abacaxi).

A Original Satchel Store diz que não fará mais bolsas e acessórios com peles de animais, em uma tentativa de ser mais sustentável e ecológica, além de se tornar um empresa livre de crueldade.

Além disso, a companhia – que afirma ainda usar as mesmas técnicas de produção e manter a mesma qualidade – viu uma demanda crescente por bolsas que não envolvem a morte de animais.

“Trabalhando com a natureza”

“Queremos ser conhecidos por trabalhar com a natureza, não contra ela e estamos muito satisfeitos por ter adquirido um produto totalmente natural chamado Pinatex, que podemos oferecer aos clientes com a consciência limpa tanto para nós quanto para eles. É a atitude certa a ser tomada”, disse Steve Greenhalgh, diretor da Original Satchel Store ao Plant Based News.

“Existe uma alternativa que permite que os clientes estejam na vanguarda da moda sem que isso custe a exaustão da terra ou suscite sérios dilemas éticos. Passamos o último ano, mais ou menos, procurando alternativas ao couro, incluindo couro alternativo`soft` e couro artificial, nenhum dos quais era aceitável, até encontrarmos o Pinatex, um material feito de folhas de abacaxi que realmente atendia todas as nossas necessidades”.

“Como a escolha era continuar usando peles de animais ou encontrar uma alternativa que nos desse os mesmos produtos de alta qualidade sem o conflito ético, decidimos seguir a alternativa vegana. Não apenas a produção de couro causa crueldade com os animais, mas também as pessoas”.

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Zebra faminta é flagrada comendo as próprias fezes em zoo

A ONG Peludos Al Aire En Sintonia Por Los Que No Tienen Voz, gravou o vídeo documentando a cena que se passa no zoológico de de San Juan de Aragon, na Cidade do México


 

Zebra come as próprias fezes no zoo de San Juan de Aragon, na Cidade do México | Foto: CEN/peludosalairelaguna
Zebra come as próprias fezes no zoo de San Juan de Aragon, na Cidade do México | Foto: CEN/peludosalairelaguna

Imagens chocantes compartilhadas nas redes sociais mostrando uma zebra comendo o que pareciam ser suas próprias fezes, causaram revolta e indignação nas redes sociais

As fotos e o vídeo foram capturados em um zoológico mexicano, suspeita-se que o animal não esteja recebendo o suficiente para comer e por isso estivesse comendo seus excrementos.

Relatos afirmam as cenas perturbadoras foram gravadas no zoológico de San Juan de Aragon, na Cidade do México, que já é acusado de negligencia e maus-tratos e onde muitos dos animais cativos, estavam com problemas de saúde.

Imagens de vídeo flagrando a situação foram divulgadas por uma organização de proteção aos animais mexicana que revelou ainda que os animais do zoológico estão morrendo por falta de comida.

No vídeo, a zebra, chamada Karo, pode ser vista dentro do zoológico, comendo suas próprias fezes do chão.

A ONG escreveu nas mídias sociais: “Esses animais não tem muito tempo, eles estão morrendo de fome. É importante livrar-se desses trabalhadores incompetentes e cuidar dos animais”.

A zebra chamada de Karo com ferimento sem tratamento no pescoço | Foto: CEN/@peludosalairelaguna
A zebra chamada de Karo com ferimento sem tratamento no pescoço | Foto: CEN/@peludosalairelaguna

A entidade Peludos Al Aire En Sintonia Por Los Que No Tienen Voz, como são conhecidos, afirmam que muitos dos animais estão em más condições de saúde, dizendo que a zebra no vídeo está sofrendo de uma doença de pele e que um gnu (espécie de antílope) morreu no mesmo zoológico na semana passada.

Os funcionários também se queixaram das mortes de outros 10 animais, segundo a ONG de proteção animal.

As mortes de dois elefantes, um deles chamado Ely e outro Maggie ambos falecidos em 2016 estão sendo investigadas pelas autoridades da cidade, segundo a mídia local.

Fezes foram vistas espalhadas pelos cativeiros dos animais, especialmente no compartimento da zebra, de acordo com a ONG | Foto: CEN/@peludosalairelaguna
Fezes foram vistas espalhadas pelos cativeiros dos animais, especialmente no compartimento da zebra, de acordo com a ONG | Foto: CEN/@peludosalairelaguna

A administração do zoológico ainda não comentou o caso, mas a prefeita da Cidade do México, Claudia Sheinbaum, admitiu que a última vez que o governo investiu no zoológico foi durante a primeira metade do governo 2000-2006.

Segundo a prefeita existem especialistas trabalhando no zoológico para evitar que os animais sejam abusados e verificar suas condições de vida.

Sheinbaum disse ainda que está previsto um investimento no zoológico no próximo ano, porém que o governo local anunciou um corte no financiamento para os jardins zoológicos no início deste ano, segundo o Daily Mail.

Relatos dizem que o zoológico de San Juan de Aragon sofreu vários cortes no orçamento este ano seguindo as regras do programa de austeridade do governo local.

Os demais animais que vivem no zoo também passam fome, segundo a ONG | Foto: CEN/@peludosalairelaguna
Os demais animais que vivem no zoo também passam fome, segundo a ONG | Foto: CEN/@peludosalairelaguna

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Marfrig nega denúncia sobre compra de bois oriundos de áreas desmatadas

A empresa afirma que, ao contrário do que foi divulgado, não compra bois criados em áreas desmatadas. Independentemente disso, a companhia trabalha em um ramo que condena milhares de animais ao sofrimento e à morte.


Após ser publicada na Agência de Notícias de Direitos Animais (ANDA) uma matéria que afirmava que a empresa Marfrig compra bois advindos de áreas de desmatamento, a companhia enviou uma nota oficial à Redação da ANDA por meio da qual alega que os bois explorados e mortos pela empresa não são oriundos de áreas desmatadas (confira a nota na íntegra ao final da matéria).

Foto: Pixabay

A Marfrig afirmou que “não compra animais oriundos de áreas de desmatamento” e “que a companhia tem como um de seus pilares estratégicos o desenvolvimento sustentável”. No entanto, além da área de atuação da empresa ser pautada na exploração e no sofrimento de animais inocentes, que são covardemente mortos para que a Marfrig comercialize carne, não é possível que uma companhia desse setor tenha o desenvolvimento sustentável como um pilar estratégico.

Mesmo que os bois explorados pela empresa não sejam comprados de áreas desmatadas, a emissão de gases de efeito estufa por parte desses animais, a poluição da natureza pelos seus dejetos e a alta quantidade de água e grãos desperdiçados durante todo o processo de criação desses animais e de fabricação da carne são práticas totalmente contrárias à sustentabilidade.

O segmento adotado pela companhia não só é antiético e nocivo ao meio ambiente, como também está caminhando para se tornar ultrapassado, já que cada vez mais empresas investem na fabricação de “carne” vegana, apostando em uma tendência que tem tudo para ser a realidade da sociedade no futuro.

Nota da Marfrig

A Marfrig não compra animais oriundos de áreas de desmatamento. É importante ressaltar que a companhia tem como um de seus pilares estratégicos o desenvolvimento sustentável. Em todas as suas operações nos países onde está presente, há ações concretas para a redução do impacto das suas atividades no meio ambiente, além de manter o compromisso público com o “Desmatamento Zero” para o bioma Amazônia desde 2009.

Nesse sentido, a Marfrig estabeleceu diretrizes estratégicas e operacionais que são concretizadas em planos de ação para reforçar o controle da origem da matéria prima que compra, mitigando os riscos de serem provenientes de zonas críticas associadas a desmatamento e condições de trabalho degradantes.

Reconhecendo que o processo produtivo da carne bovina traz grandes desafios, a Marfrig mantém uma política rígida de compra de animais, bem como um protocolo com critérios e procedimentos que são pré-requisitos para a homologação de fornecedores e fornecimento. Para assegurar o cumprimento de todos os critérios de compra previstos na política e no protocolo, a Marfrig desenvolveu e mantém uma Plataforma de Monitoramento de fornecedores.

Nessa Plataforma, a companhia adota um sistema de geomonitoramento e georreferenciamento via satélite para monitorar os processos produtivos e práticas socioambientais de todos os seus fornecedores, atendendo rigorosamente aos critérios e boas práticas estabelecidos por esta política. O sistema cruza os dados georreferenciados e documentos das fazendas com informações oficiais públicas para identificar possíveis inconformidades, coibindo que a matéria prima seja oriunda de fazendas que produzam carne em áreas de desmatamento ou embargadas, unidades de conservação sem aptidão pecuária, terras indígenas ou mesmo com uso de trabalho escravo, de acordo com um protocolo de compra.

Os critérios adotados pelo protocolo são:

– Desmatamento: critério espacial do Projeto de Monitoramento do Desmatamento na Amazônia Legal por Satélite (Prodes), divulgado anualmente pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), e também do Sistema de Detecção do Desmatamento na Amazônia Legal em Tempo Real ( DETER), que monitoram os desmatamentos na Amazônia Legal via satélite;

– Áreas embargadas: lista atualizada diariamente com as áreas embargadas pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) devido à prática de atividades ilegais;

– Unidades de conservação: critério espacial disponibilizado periodicamente pelo Ministério do Meio Ambiente em conjunto com o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), que indica a localização exata e limites territoriais das unidades de conservação;

– Terras Indígenas: critério espacial disponibilizado periodicamente pela Fundação Nacional do Índio (Funai), que indica a localização exata e limites territoriais das áreas indígenas protegidas por lei;

– Trabalho escravo: ‘Cadastro de Empregadores’, baseado na ‘Lista Suja do Trabalho Escravo’ publicada pelo Secretaria do Trabalho.

– Se há algum controle, porque foi realizada a compra?

A cada aquisição de animais, a Marfrig realiza consultas a respeito de todos os critérios acima mencionados e, para todas elas, inclusive para a consulta ao IBAMA (objeto do presente questionamento) o produtor e propriedade estavam em total conformidade. Na data da compra, dia 16/02/2019, como faz para para todos os processos de compra, a Marfrig consultou a base oficial de consulta do Ibama para empresas que constam no cadastro de áreas embargadas. Nessa data, esse produtor específico, não constava como incluso no cadastro de áreas embargadas conforme certidão negativa oficial demostra. É importante mencionar, que todas essas consultas são mantidas arquivadas para efeito de auditorias que a Marfrig realiza periodicamente de modo a poder verificar a eficiência e aderência de seus processos quanto ao compromisso público da pecuária na Amazônia.


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Multinacionais querem boicotar soja, carne e couro do Brasil por conta de queimadas

O desmatamento e as queimadas na Amazônia levaram multinacionais e países a ameaçar boicotar a soja, a carne e o couro do Brasil. Caso isso realmente aconteça, a suspensão da compra dos últimos dois itens representará um boicote positivo do ponto de vista dos direitos animais, já que são produtos repletos de crueldade.

A Mowi, empresa norueguesa que explora e mata peixes para consumo, anunciou na última quarta-feira (28) que estuda suspender a compra de soja do Brasil, usada para alimentar os animais, caso as queimadas não sejam controladas.

Foto: Araquém Alcântara

“O tratamento da Amazônia é inaceitável. A Mowi vai ter de considerar encontrar outras fontes para abastecer seu material, a menos que a situação melhore”, afirma nota da empresa, assinada pela diretora de Sustentabilidade da norueguesa, Catarina Martins. “É importante que nós e todos que compram bens de consumo do Brasil deixem claro que a floresta precisa ser preservada”, completa. As informações são do portal UOL.

Em 2018, 350 mil toneladas de ração foram fabricadas no país. Desse montante, 12% é composto por soja, grande parte comercializada pelo Brasil. A soja é o produto brasileiro mais importado pela Noruega também, totalizando quase US$ 111 milhões em 2018, o que representa 14% do total da exportação para a Noruega.

A Nestlé também anunciou que deve reavaliar as práticas de seus fornecedores. “Estamos revisando nossa compra de subprodutos de carne e cacau da região [da Amazônia] para garantir que ela esteja alinhada com nosso Padrão de Fornecimento Responsável e vamos tomar ações corretivas quando necessário”, declara a empresa, que também compra óleo de palma e soja explorados na floresta amazônica.

“Estamos profundamente preocupados com os incêndios na floresta amazônica”, diz a Nestlé.

O conglomerado norte-americano VF Corp, dono de marcas como Timberland, Kipling e Vans, anunciou na terça-feira (27), através do Centro das Indústrias de Curtumes do Brasil (CICB), que estava suspendendo a compra de couro do Brasil por conta da destruição da Amazônia. No entanto, no dia seguinte a organização retirou a nota do ar e afirmou que a exportação se manteria igual.

Na quinta-feira (29), a Folha de S. Paulo publicou um posicionamento da empresa sobre o caso. “A VF Corporation e suas marcas decidiram não seguir abastecendo diretamente com couro e curtume do Brasil para nossos negócios internacionais até que haja a segurança que os materiais usados em nossos produtos não contribuam para o dano ambiental no país”, afirma, por meio de nota.

Além das multinacionais, a Finlândia pediu que a União Europeia estudasse a ideia de banir a importação de carne do Brasil. “O ministro das finanças Mika Lintila condena a destruição na floresta amazônica e sugere que a União Europeia e a Finlândia urgentemente analisem a possibilidade de banir a importação de carne brasileira”, diz comunicado do ministério das finanças da Finlândia. Em 2018, a Finlândia importou US$ 2,26 milhões em carne brasileira. O montante importado por todo bloco europeu chega a US$ 476 milhões.


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Plataforma do Google mostra como o consumo de carne destrói a Amazônia

“Eu sou Amazônia”, esse é o nome de uma plataforma do Google que expõe as terríveis consequências do consumo de carne. A ferramenta interativa mostra como a agropecuária desmata extensas áreas da floresta, usando o Google Earth como plataforma base e expondo informações ilustradas alarmantes.

Foto: divulgação/Google

O Brasil é um dos maiores produtores e exportadores de carne do mundo e cerca de 38% dela vem da Amazônia. “Dos 750.000 km2 que já foram destruídos na floresta, 60% são ocupados por pastos. Até hoje a pecuária extensiva é a maior responsável pelo desmatamento na Amazônia”, informa o projeto.

A plataforma do Google usa mapas interativos em 3D, vídeos, gráficos e depoimentos de pessoas afetadas pela destruição da floresta, como índios e moradores da região, segundo informações do portal Hypeness.

O material inédito e profundamente documentado foi feito pelo Google em parceria com o diretor de cinema Fernando Meirelles, de filmes como Cidades de Deus e Ensaio Sobre a Cegueira. Meirelles produziu diversas das imagens presentes no projeto.


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Touro morre após ser torturado em Festa do Leite de Batatais (SP)

Um touro morreu após ser torturado durante a Festa do Leite de Batatais, no interior de São Paulo. O evento é realizado do dia 5 a 14 de julho e conta com shows musicais e com exposição de animais.

Foto: Reprodução

Na última terça-feira (9), um dos touros explorados pelo evento se negou a entrar em um caminhão de transporte após ser retirado do recinto principal do local. O animal deitou no chão e, desse momento em diante, passou a ser torturado.

Os responsáveis por retirar o animal do recinto passaram a dar choques nele usando um bastão elétrico e a chutá-lo para tentar fazê-lo levantar do chão. Um dos homens chegou a tapar o nariz do touro com as duas mãos para que ele sentisse falta de ar, ficasse incomodado e se levantasse.

Após ser agredido, o boi levantou assustado e correu em direção ao caminhão de transporte. Em seguida, o animal bateu a cabeça no veículo e morreu.

A morte foi confirmada pela prefeitura da cidade, que divulgou uma nota sobre o caso. No comunicado, a prefeitura tratou de culpabilizar o animal pela própria morte, retirando a responsabilidade da equipe pela tortura promovida contra o touro.

“A Prefeitura vem publicamente lamentar o fato ocorrido. O animal, que estava em exposição no evento 44ª Festa do Leite de Batatais apresentava comportamento agressivo e, por essa razão, foi solicitada a retirada do recinto. O proprietário foi acionado e, acompanhado de sua equipe, fez a retirada do animal. No momento do embarque, o boi investiu contra a carroceria do veículo de transporte, colidindo a cabeça nas ferragens e o levando a óbito”, diz a nota.


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ONG acusa a Grécia de acobertar tratamento cruel contra burros em Santorini

A organização internacional de proteção animal PETA acusou autoridades da Grécia de acobertarem o tratamento cruel ao qual burros são submetidos na ilha de Santorini e de impedir os esforços da entidade para chamar atenção para o sofrimento dos animais.

Foto: Reprodução / CNN

A ilha atrai milhares de turistas por ano. No local, burros e mulas são explorados para o transporte das pessoas. De acordo com a ONG, os animais são forçados a carregar visitantes e bagagens em colinas íngremes. As informações são da Reuters.

Imagens feitas em 2018 mostram animais sendo açoitados com varas e carregando pesos extremos. A PETA acusa as autoridades de barrar sua campanha em ônibus e táxis que expõe um burro exausto ao lado das palavras “Burros sofrem pelos turistas. Não os montem”.

“As autoridades gregas deveriam estar reagindo e impedindo que os burros sejam usados até a exaustão em Santorini, não acobertando a crueldade de forçá-los a carregar cargas pesadas de turistas”, disse Elisa Allen, diretora da Peta, em um comunicado.

Segundo a ONG, cerca de 100 dos 2 mil burros e mulas que vivem na ilha estão sendo explorados em passeios turísticos.

O prefeito de Santorini, Nikos Zorzos, afirmou que as autoridades se importam com o bem-estar dos animais, respeitam as leis gregas de proteção animal e que a municipalidade não tem jurisdição sobre campanhas em ônibus e táxis.


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MP pede na Justiça fim das charretes de tração animal em Aparecida (SP)

O Ministério Público (MP) acionou a Justiça contra a Prefeitura de Aparecida (SP) para pedir o fim das charretes de tração animal na cidade. A justificativa para a execução da ação, ajuizada pelo Grupo de Atuação Especial de Defesa do Meio Ambiente (Gaema), são casos de maus-tratos promovidos contra cavalos. A prefeitura disse que pretende acatar o pedido, mas irá pedir mais tempo ao MP. Não há prazo para a ação ser analisada pela Justiça.

Foto: Divulgação/ Ministério Público

De acordo com o texto da ação, os cavalos são forçados a puxar charretes com excesso de peso e o uso de chicote para açoite é recorrente. O MP cita ainda um caso de um cavalo que desmaiou de exaustão após ser submetido a esforço físico excessivo em uma tarde quente no mês de janeiro de 2019. As informações são do G1.

O promotor Laerte Fernando Levai solicitou que a prefeitura suspenda novas autorizações para charreteiros, canele a renovação ou prorrogação das licenças de operação do serviço, assim como as licenças já autorizadas, providencie inspeção veterinária e laudo sobre o estado dos animais e resgate equinos feridos, debilitados, doentes ou idosos.

Atualmente, 38 charretes têm licença da prefeitura para realizar serviços turísticos explorando cavalos. Para a promotoria, a alternativa é a adoção de outras possibilidades de transporte turístico, como veículos motorizados, denominados tuk-tuks, ou movidos a pedal.

Na ação, o promotor lembra que fez tentativas de assinatura de um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) desde o início do ano, mas que a prefeitura não se posicionou, resultando na ação judicial.

“A ausência de manifestação da prefeitura no derradeiro prazo assinalado, que se alongou pelo mês de maio de 2019, acabou por redundar no ajuizamento desta ação”, afirmou.

O TAC, segundo o secretário de segurança pública e trânsito, Marcelo Monteiro Gonçalves, será assinado pela prefeitura e a exploração de cavalos através das charretes deve acabar até o fim do ano.

“A meta é acabar com as charretes até o fim do ano. Ainda vamos fazer uma reunião com os charreteiros e um novo modelo será proposto pela prefeitura. O TAC vai ser assinado, mas o prefeito vai marcar uma reunião com a promotoria para discutir os termos e pedir mais tempo porque são 38 famílias que tiram o sustento da atividade”, concluiu.


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