Artigos, Notícias

A cultura da celebridade atrapalha o movimento vegano?

Cantora Miley Cyrus | Foto: Reprodução

Nas últimas semanas, Miley Cyrus renunciou o estilo de vida vegano.

De acordo com Cyrus, ela teve que incorporar peixes em sua dieta porque ‘seu cérebro não estava funcionando corretamente’. Bem, ela pode estar certa, em alguns aspectos. Se ela não estivesse recebendo ômega 3 por meio de suplementos de algas (de onde os próprios peixes os obtêm) ou de uma alimentação vegana balanceada, a saúde do seu cérebro realmente estaria sofrendo.

Mas, basta alguns minutos de pesquisa no Google para descobrir que um suplemento de óleo de algas ou a ingestão regular de certas nozes e sementes (especialmente nozes e sementes de linhaça) teria fornecido a ela fontes muito mais saudáveis ​​de ômega 3 do que peixes.

Sementes de linhaça | Foto: Reprodução Pixabay

 

Desde o anúncio de Cyrus, veganos no mundo inteiro expressam pelas redes sociais total decepção com a desistência do veganismo de uma artista pop mundialmente conhecida.

Inúmeros sites têm entrado na onda com comentários sarcásticos sobre possível desnutrição, e até mesmo grupos estão discutindo como isso aconteceria se você ‘restringisse tanto sua alimentação’.

E este é o problema. Os holofotes se afastaram das vítimas – os animais presos em fazendas horríveis antes de serem enviados para uma morte brutal – para uma pessoa extremamente privilegiada de fato pesquisar antes de produzir falas inconsistentes.

Defensores dos animais comprometidos continuam a se apresentar nas ruas, mostrando imagens de fazendas de fábricas às pessoas, tendo conversas difíceis, educando seus amigos e familiares sobre alternativas para uma alimentação vegana e lutando por um mundo melhor.

Mas, graças ao nosso comportamento diante da revelação de celebridades, a decisão de Cyrus de comer peixe é a história que roubou as manchetes do mundo todo. A sociedade está lentamente se aproximando do entendimento de que comer animais é extremamente danoso, mas todo esse trabalho é desfeito quando nos permitimos colocar as pessoas em pedestais e tomar sua palavra como evangelho.

Estilo de vida vegano | Foto: Reprodução Pixabay

O movimento vegano visa acabar com a opressão animal. Mas quando permitimos que alguns humanos tenham mais importância do que outros, como podemos esperar que as pessoas valorizem igualmente os animais humanos e não humanos?

As celebridades vendem seu estilo de vida como sua marca, mas ser vegano é muito mais do que isso. É hora de pararmos de glorificar aqueles que estão sob os holofotes e nos concentrarmos naqueles que estão presos em jaulas, fazendas e locais que ninguém deveria viver.


Gratidão por estar conosco! Você acabou de ler uma matéria em defesa dos animais. São matérias como esta que formam consciência e novas atitudes. O jornalismo profissional e comprometido da ANDA é livre, autônomo, independente, gratuito e acessível a todos. Mas precisamos da contribuição, independentemente do valor, dos nossos leitores para dar continuidade a este imenso trabalho pelos animais e pelo planeta. DOE AGORA.


 

​Read More
Notícias

Unidades do CRAS atendem animais atingidos pelas queimadas no Pantanal

Divulgação

Na última segunda feira (14),  passou a valer uma iniciativa que cuidará do atendimento de animais silvestres atingidos pelos incêndios recentes no Mato Grosso do Sul. Os animais serão atendidos por estruturas do Centro de Reabilitação de Animais Silvestres (CRAS), desenvolvidas nas regiões mais críticas do Estado.

O CRAS disponibilizou um veículo adaptado que atuará como unidade móvel, responsável por atender os animais localizados no Parque Estadual das Nascentes do Rio Taquari e região, municípios de Alcinópolis e Costa Rica. Essa unidade prestará atendimento ambulatorial de emergência e contará com um médico veterinário no local.

A Polícia Militar Ambiental (PMA) dará apoio à recepção do centro de atendimento na região de Corumbá e Ladário, além disso, disponibilizou uma base de pesquisa na estrada-parque que também receberá os animais afetados.

Segundo o governador Reinaldo Azambuja, essa nova estrutura ampliará ainda mais o atendimento aos animais. “Decretamos situação de emergência ambiental em todo o Mato Grosso do Sul e estamos criando essa estrutura para atender os animais feridos pelas queimadas, inclusive trazendo para o Centro de Reabilitação, em Campo Grande, os que necessitarem. O CRAS já faz um excelente trabalho, tem mais de 250 animais silvestres, e muitos outros poderão ser socorridos”, acrescenta.

Nas palavras do secretário, Jaime Verruck, titular da Semagro, um dos maiores problemas gerados pelas queimadas são os animais atingidos e essas estruturas contribuem para a recepção e atendimento primários desses animais. Além disso, Verruck menciona que se necessário haverá o encaminhamento para o CRAS de Campo Grande e possuem uma atuação em parceria com as ONGs da região.

De acordo com o diretor-presidente do Imasul, André Borges, a entidade está mobilizando todas as suas forças para combater os incêndios e suas consequências ambientais, uma ação muito importante realizada pelo CRAS, que é referência nacional nesse tipo de atendimento.

O médico veterinário que participa da iniciativa, Lucas Cazati, contou que o veículo está equipado com os medicamentos e equipamentos necessários para a realização de exames e atendimento por até dez dias e até o momento, já foram atendidos um cervo, um preá e uma anta atingidos pelo incêndio.


Gratidão por estar conosco! Você acabou de ler uma matéria em defesa dos animais. São matérias como esta que formam consciência e novas atitudes. O jornalismo profissional e comprometido da ANDA é livre, autônomo, independente, gratuito e acessível a todos. Mas precisamos da contribuição, independentemente do valor, dos nossos leitores para dar continuidade a este imenso trabalho pelos animais e pelo planeta. DOE AGORA.


 

​Read More
Notícias

Construção de centro de eventos para corrida de galgos gera críticas no RS

Ativistas denunciam maus-tratos, abandono de galgos feridos e uso de anabolizantes nos animais (Adobe)

A Prefeitura de Bagé, no Rio Grande do Sul, anunciou a construção de um centro de eventos ao lado da pista de corrida do Parque do Gaúcho Dimas Costa, na qual criadores da raça forçam os animais a competir. A obra, que daria mais conforto e entretenimento aos tutores dos cães, gerou revolta entre defensores dos animais.

Nas redes sociais, a secretária de Cultura e Turismo de Bagé, Anacarla Oliveira, anunciou o início da obra, com inauguração realizada na última sexta-feira (14). Segundo ela, o centro de eventos “abrigará um importante espaço que proporcionará conforto, viabilizando ainda mais os eventos e atividades turísticas culturais e esportivas que lhe é peculiar”.

Moradores da cidade e defensores da causa animal discordam. Na opinião deles, explorar galgos em corridas não é cultura, tampouco esporte. “Um absurdo a prefeitura investir em exploração animal. Deveriam investir em políticas públicas favoráveis aos animais. Corridas de galgos não são cultura nem esporte, são crueldade e exploração de animais”, escreveu uma internauta em resposta à secretária.

A publicação de Anacarla Oliveira reuniu dezenas de comentários insatisfeitos com a construção do centro de eventos. Além de críticas às corridas de galgos, os internautas reclamaram da falta de políticas públicas para os animais em Bagé e denunciaram o abandono de galgos feridos e doentes nas ruas do município.

“Quantos galgos com patas quebradas nas ruas e com tumores em Bagé? Você sabia que a corrida de galgos foi proibida em outros países? Isso é exploração e crueldade com os animais. A causa animal do país está focada em Bagé”, escreveu uma internauta. “Quanto a prefeitura tem feito pelos cães em Bagé? O canil municipal está lotado e sem recursos, vários galgos saíram de lá para adoção em outros estados!! Vergonhoso falar que isso é cultural e a prefeitura estimular. Estão vindo galgos de países vizinhos, onde é proibido o ‘esporte’, para correr aí, tudo sem fiscalização sanitária. Absurdo! Na contra mão do bem-estar animal”, afirmou outra usuária do Facebook.

Apenas oito países do mundo permitem as corridas de galgo, incluindo o Brasil. No entanto, um projeto de lei em tramitação na Câmara dos Deputados tenta proibir a prática em território brasileiro. Em Bagé, a pista de corridas foi construída em 2012 no Parque do Gaúcho. O local recebe visitantes de várias cidades e até de outros países, como Uruguai e Argentina, onde é proibido explorar galgos em corridas. Eventos semelhantes são realizados nas cidades gaúchas de Santana do Livramento, Quaraí e Uruguaiana.

Após o prefeito de Bagé, Divaldo Lara (PTB), assinar a ordem de serviço na última sexta-feira (14), as obras tiveram autorização para começar. Um investimento de R$ 251 mil foi anunciado pela prefeitura para a construção de uma estrutura de 150 metros quadrados com salão, cozinha, banheiros e churrasqueira – que deve estar finalizada em quatro meses.

Protetores de animais denunciam treinamentos exaustivos e anti-naturais, maus-tratos, uso de anabolizantes, abandono de galgos doentes e feridos e a realização de apostas clandestinas durante as corridas. Apesar de negarem maus-tratos, os criadores admitem realizar apostas.

Em entrevista ao jornal GaúchaZH, a presidente do Núcleo Bajeense de Proteção Animal, Patrícia Coradini, informou que 60 galgos foram resgatados em Bagé no último ano. Segundo ela, a maior parte dos cachorros foi encontrada com fraturas ou ferimentos causados pelas corridas. O uso intensivo de anabolizantes também levou ao resgate de cães com atrofia muscular.

“Aumentou demais nos últimos anos o número de galgos abandonados. Muitos criadores não têm dinheiro para o tratamento ou simplesmente largam o cachorro porque o animal não consegue mais correr. É comum a gente chegar segunda-feira e encontrar um cão com a pata quebrada na porta do núcleo”, contou Patrícia.

Galgo resgatado após ser explorado em corridas (RSPCA NSW)

Além das denúncias de maus-tratos e abandono, a vereadora e protetora de animais Beatriz Sousa (PSB) contesta o uso do Parque do Gaúcho por criadores de galgos sem autorização formal por meio de convênio ou parceria.

“Em 2017, pedi informações à prefeitura sobre o uso do espaço por uma suposta associação de criadores, mas jamais recebi resposta. Vou fazer uma representação ao Ministério Público”, disse.

Os recursos destinados à construção do centro de eventos foram obtidos junto ao governo federal através de emenda parlamentar do deputado Dionilso Marcon (PT). Ao GaúchaZH, Marcon afirmou que não sabia que a obra tinha como objetivo beneficiar criadores de galgos.

“Sei que eles têm eventos internacionais lá em Bagé com os galgos. Me pediram a emenda e eu dei, mas não sabia que era específica para isso”, afirmou.

No Instagram, o grupo Fox Vegan criticou as obras e afirmou que os galgos são vítimas “de humanos que só pensam em lucros, explorando, violentando, maltratando, drogando e depois abandonando à morte”.

“A população reclama que o dinheiro seja usado para a proteção animal de cães e gatos abandonados, precisando de abrigos, alimento e vacinas”, reforçou o grupo.


Gratidão por estar conosco! Você acabou de ler uma matéria em defesa dos animais. São matérias como esta que formam consciência e novas atitudes. O jornalismo profissional e comprometido da ANDA é livre, autônomo, independente, gratuito e acessível a todos. Mas precisamos da contribuição, independentemente do valor, dos nossos leitores para dar continuidade a este imenso trabalho pelos animais e pelo planeta. DOE AGORA.


​Read More
Notícias

Seja vegano, mas não se incomode tanto com qualquer crítica

Arte: Hartmut Kiewert

Alguém diz: “Não quero mais ser chamado de vegano por causa das pessoas, por causa da indiferença de alguns, ações com as quais não concordo, por causa do ódio de outros e de alguns grupos.”

Em situações assim, vale o entendimento de que não compensa se incomodar tanto com o que as pessoas acham ou deixam de achar sobre você ser vegano – sejam elas não veganas ou mesmo veganas, a não ser que tenham razão em suas observações pontuais.

Mas nesse caso podemos sempre buscar o aperfeiçoamento. Por outro lado, se você sabe o significado do veganismo e o pratica, isso é o mais importante.

Você não precisa ser aceito por todo mundo

O veganismo não é um grupo em que você precisa ser aceito por todo mundo ou concordar com todos em relação a tudo. É um movimento, e com pessoas com opiniões e linhas de ações diferentes em inúmeros aspectos. Sim, há conflitos nesse meio, o que é normal.

Mas há sempre condições de melhorarmos ou de aprendermos mais. O mais importante é ter a motivação para entender que a mensagem mais importante é de que os animais não devem ser vistos como objetos, comida, mão de obra, entretenimento. Enfim, meios para um fim, e que podemos contribuir e fortalecer um conceito de unidade.

Não há motivo para desacreditar no veganismo. Porém, como se trata de um movimento baseado em pessoas, logo diverso, as divergências sempre existirão, e cabe a nós estarmos preparados para lidarmos com isso.

O mais importante é entender o veganismo

Buscar uma normatização ou uniformidade nesse sentido não é apenas utópico como talvez até mesmo sem sentido quando falamos de algo de proporção global, e que perpassa por inúmeras diferenças culturais.

O mais importante é as pessoas terem consciência do que estão fazendo, entenderem o veganismo, serem veganas e se aperfeiçoarem em relação a isso. Se alguém quiser falar que você não é vegano ou que não está fazendo uma “grande diferença”, por que se incomodar tanto com isso? O que é mais importante, a prática ou a acusação?

Interessante em promover o veganismo e no fato de as pessoas se colocarem como veganas é que isso permite que os outros logo façam uma rápida associação com o que rege essa filosofia de vida, que é a luta pelos direitos animais e pela libertação animal a partir da recusa em utilizá-los como meios para um fim.

Tenha cuidado ao apontar o dedo

Tenho sempre o cuidado de não achar que o que faço em prol do veganismo também deve ser feito pelos outros. Este sou eu explorando o que encaro como minhas potencialidades. As dos outros podem não ser as mesmas, e devo respeitar isso.

Apontar o dedo para o outro sem conhecer a sua real contribuição ou se negar a reconhecê-la me parece sempre um erro e que poderia ser evitado com a clássica razoabilidade.

Há quem critique quem não faz ativismo de rua, quem não tutela ou resgata animais, entre outras coisas. Parece que há sempre motivos para desmerecer o outro em vez de incentivá-lo, motivá-lo.

Será que conhecemos ou entendemos a luta do outro?

Mas será que conhecemos ou entendemos a luta do outro o suficiente para criticá-lo ou menosprezá-lo? Esses conflitos não podem ser também um indicativo do ser humano se colocando acima dos outros? Colocar-se acima dos outros será que combina com o veganismo?

Será que o outro não faz algo que eu ou você não fazemos? No mais, o veganismo tem um conceito que tem se fortalecido cada vez mais, e cada dia que passa mais pessoas ficam sabendo, mesmo que seja de maneira superficial, o que é um vegano.

Isso é bom porque é uma evidência de uma nova consciência em relação à forma como tratamos e devemos tratar os animais. Na minha opinião, o equilíbrio e a ponderação são capitais – absorver o que vale a pena e descartar o que não vale.


Gratidão por estar conosco! Você acabou de ler uma matéria em defesa dos animais. São matérias como esta que formam consciência e novas atitudes. O jornalismo profissional e comprometido da ANDA é livre, autônomo, independente, gratuito e acessível a todos. Mas precisamos da contribuição, independentemente do valor, dos nossos leitores para dar continuidade a este imenso trabalho pelos animais e pelo planeta. DOE AGORA.


​Read More
Notícias

Gusttavo Lima e Leonardo ignoram sofrimento animal e posam para foto com frangos mortos

Reprodução/Instagram/Gusttavo Lima

Os cantores Gusttavo Lima e Leonardo posaram para uma foto segurando dois frangos mortos. Os animais aparecem sendo segurados pelas patas, de ponta cabeça. A imagem, que demonstra o descaso dos artistas em relação ao sofrimento animal, rendeu muitas críticas à dupla nas redes sociais.

Não bastasse terem sido mortos, os frangos foram objetificados pelos cantores, já que foram expostos mortos como se fossem “coisas” sem importância, vistos como verdadeiros objetos a serviço dos prazeres humanos.

Essa objetificação chocou muitos internautas, que se posicionaram contra a foto, publicada no sábado (9) por Gusttavo Lima no Instagram. Na legenda, o cantor escreveu que estava garantindo a janta e que mais tarde teria “franguinho na panela”. Há outras maneiras, porém, de garantir uma refeição sem compactuar com a exploração e o sofrimento animal. O aumento da adesão ao veganismo é prova disso.

Mais de 31 mil pessoas comentaram a publicação de Gusttavo, até que os comentários foram restringidos pelo cantor. Muitos deles, repletos de críticas. “Não bastasse comer, tem que transformar o animal em objeto de exposição”, disse um internauta. “Foto desnecessária! Eles sendo famosos, tanta lutas dos ativista para acabar com esse consumo que é tão cruel”, escreveu outro.

Um dos comentários alertou para a necessidade das pessoas evoluírem diante da pandemia, que, inclusive, surgiu graças à exploração animal, assim como outras podem surgir se os humanos não mudarem seus hábitos, conforme alertado por especialistas. “Que foto desnecessária e deprimente. Nem com essa pandemia devastando o mundo vocês melhoram como seres humanos, que pena que vocês só tem dinheiro e nada mais”, disse a internauta.

Entre os comentários, destaca-se o posicionamento de uma menina de apenas 10 anos, que em seu perfil afirma amar os animais. “Vocês acham bonito tirar uma foto assim, falando que vai matar os animais e que vai comer? Tenham um pouco de vergonha e olha que eu sou criança, imagina alguns adultos vendo isso”, afirmou.

As críticas, porém, não foram feitas apenas por pessoas anônimas. A cantora Tati Zaqui usou sua influência para reprovar a atitude de Leonardo e Gusttavo. “Que decepção! Nenhum animal merece ser exposto dessa forma, cruel”, afirmou a famosa.


Gratidão por estar conosco! Você acabou de ler uma matéria em defesa dos animais. São matérias como esta que formam consciência e novas atitudes. O jornalismo profissional e comprometido da ANDA é livre, autônomo, independente, gratuito e acessível a todos. Mas precisamos da contribuição, independentemente do valor, dos nossos leitores para dar continuidade a este imenso trabalho pelos animais e pelo planeta. DOE AGORA.


​Read More
Notícias

Após ser criticado por tentar sortear cão, Latino anuncia doação para ONGs de proteção animal

Reprodução/Instagram/@latino

Para se retratar da tentativa de sorteio de um cachorro de raça, o cantor Latino decidiu reverter parte da arrecadação de sua última live para ONGs de proteção animal. O anúncio da retratação foi feito na tarde de quarta-feira (6).

Latino havia iniciado uma campanha por meio da qual fãs teriam que mandar vídeos dançando com animais para concorrer ao sorteio de um cachorro da raça Lulu da Pomerânia. Ao tratar o cão como mercadoria, o artista foi duramente criticado nas redes sociais e, depois disso, apagou a publicação sobre o sorteio.

“Muita gente me pedindo para que as doações feitas pudessem ser revertidas para as ONGs de animais. Não vejo nenhum problema em relação a isso. Se isso for visto como uma forma de retratação eu acho bem justo”, disse o cantor.

“Achei uma boa ideia, ainda mais se isso reforçar uma retratação minha, já que todos nós temos o direito de errar e o dever de corrigir. O importante é seguir em frente, tentar ser melhor todos os dias e perceber que nem sempre nossas intenções, por melhores que sejam, serão bem-sucedidas”, completou.

As críticas direcionadas ao cantor vieram de seus seguidores no Instagram, mas não só. A ativista pelos direitos animais Luísa Mell também se pronunciou sobre o caso após Latino demonstrar ter ficado incomodado com as críticas recebidas.

“Infelizmente, o Latino não entendeu a mensagem. Ele acha que se trata de haters [quem criticou]. Mas não tem nada a ver com haters, não, Latino. São pessoas conscientes que estão tentando te ensinar que animais não são coisas”, afirmou.

Confira o vídeo que o artista publicou falando sobre a retratação:

 

Ver essa foto no Instagram

 

Uma publicação compartilhada por 🇧🇷🎤 LÅTĮNØ (@latino) em


Gratidão por estar conosco! Você acabou de ler uma matéria em defesa dos animais. São matérias como esta que formam consciência e novas atitudes. O jornalismo profissional e comprometido da ANDA é livre, autônomo, independente, gratuito e acessível a todos. Mas precisamos da contribuição, independentemente do valor, dos nossos leitores para dar continuidade a este imenso trabalho pelos animais e pelo planeta. DOE AGORA.


​Read More
Notícias

Latino trata cachorro como mercadoria ao sorteá-lo e é criticado por internautas

Reprodução/Instagram/Latino

Objetificação, essa é a palavra que resume a atitude do cantor Latino, que resolveu sortear um cachorro de raça durante um concurso intitulado “Dançando com seu Latino”. A ideia, no entanto, não foi bem recebida pelos internautas, que criticaram o tratamento dado ao cão pelo cantor, que reduziu o animal à condição de mercadoria, desrespeitando-o.

O sorteio foi anunciado na terça-feira (5), mas as críticas foram tantas que o artista apagou a publicação sobre o sorteio. Para participar do concurso, fãs teriam que dançar a nova música de Latino junto de seus animais.

Os seguidores do cantor, porém, não pouparam críticas. “Eu não estou acreditando que o Latino está sorteando um cachorro! Um animal NÃO é um iPhone, um kit de maquiagem. Eu tô revoltada!”, escreveu uma internauta. A frase usada pelo cantor para anunciar o sorteio (“o cachorro do momento”) também foi criticada. As palavras escolhidas por ele confirmam a objetificação do cão.

Após apagar a publicação usou os stories para falar sobre o caso, expondo imagens que mostram um diálogo entre ele e uma pessoa que o segue nas redes sociais.

“Falar até papagaio fala. Por trás de um celular tem um monte de valentes. Nossa intenção foi unir o útil ao agradável, trazer uma família para um filhote que provavelmente estaria precisando. Essa raça não é encontrada para adoção, logo, para termos um animal como esse, precisamos comprar. E o mais importante: todos os animais de raça que já tive e tenho são comprados de canis especializados e responsáveis, afinal jamais compraria de um local que maltrata seus animais”, escreveu. “Intenção cada um tem a sua, né? A minha é sempre a mais positiva do mundo: dar amor a esses bichinhos”, completou.

Reprodução/Instagram

Ao tentar consertar a situação, Latino a tornou pior, romantizando a exploração de animais para reprodução e venda e, novamente, tratando-os como mercadorias usadas para atender às vontades do ego humano.

Animais não existem para serem reproduzidos e vendidos, gerando lucro aos vendedores e atendendo aos desejos egoicos dos compradores. A beleza de cães de raça não serve para que os seres humanos tirem benefícios dela através da venda. Animais são seres sencientes, sujeitos de direito, e não devem ser tratados como mercadorias. Como alertam ativistas, vidas não se vendem e precificá-las para obter lucro caracteriza exploração e desrespeito à dignidade animal.

A defesa do cantor a “canis especializados e responsáveis” é outro equívoco. Primeiro porque canis que se dizem responsáveis já foram flagrados maltratando animais, o que indica que selos colecionados por esses estabelecimentos e palavras ditas pelos proprietários não garantem a não existência de maus-tratos. Até mesmo fiscalizar o local, fazendo uma visita para ver as condições dos animais, não é garantia de nada, já que o proprietário do canil pode “maquiar” o espaço, passando uma imagem que não é a realidade do dia a dia.

Reprodução/Instagram/Latino
Reprodução/Instagram/Latino

No mais, mesmo que os canis aos quais Latino recorre sejam, de fato, “especializados e responsáveis”, e não submetam os animais a maus-tratos (o que inclui não forçar fêmeas a procriar todo cio, sem descanso), o ato de comprar um animal nunca será ético, tampouco deixará de incentivar os maus-tratos no comércio como um todo.

Isso porque ao comprar um animal de um canil “especializado e responsável”, a mensagem que a pessoa passa para a sociedade é: “compre animais”. Quem recebe essa mensagem nem sempre tem interesse e recursos financeiros para comprar animais desses canis ditos sérios (que comercializam os animais por verdadeiras fortunas, ganhando dinheiro em cima de vidas). E, por essa razão, os interessados em ter determinado animal podem acabar recorrendo a canis que maltratam animais, inclusive os clandestinos. Portanto, ao comprar um animal, independentemente da seriedade ou não do estabelecimento que o vendeu, o comprador incentiva o comércio como um todo e, então, dá força a um serviço repleto de casos de maus-tratos.

Reprodução/Instagram/Latino

Por fim e não menos importante, comprar, vender, rifar, sortear e leiloar animais são práticas exploratórias por reduzirem os animais a uma condição que não os pertence: a de objeto usado para atender às demandas humanas, quando, na verdade, cada um deles existe por propósitos próprios, não para viver e sofrer em função das pessoas.

Latino finalizou sua defesa afirmando que seu objetivo é “dar amor a esses bichinhos” e a Agência de Notícias de Direitos Animais (ANDA) faz questão de lembrar não só o cantor, mas também todos os leitores: amor se dá a um animal ao adotá-lo, não a sustentar um comércio cruel. A ANDA espera que o artista, enquanto formador de opinião, reveja seus posicionamentos e passe a usar o espaço de suas redes sociais para dar bons exemplos, incentivando a adoção de animais através de seus atos e do seu discurso. Ao invés de afirmar que tal raça não é encontrada para adoção, o artista pode lembrar seus seguidores que raça não importa e que o que vale à pena é mudar a vida de um animal sem lar.


Gratidão por estar conosco! Você acabou de ler uma matéria em defesa dos animais. São matérias como esta que formam consciência e novas atitudes. O jornalismo profissional e comprometido da ANDA é livre, autônomo, independente, gratuito e acessível a todos. Mas precisamos da contribuição, independentemente do valor, dos nossos leitores para dar continuidade a este imenso trabalho pelos animais e pelo planeta. DOE AGORA.


​Read More
Notícias

Explorado e morto, porco tem corpo cortado e imagem é exibida pelo programa ‘Mais Você’

A reportagem reforça a ideia presente na sociedade de que animais como porcos são “coisas” sem valor, que nasceram apenas para serem explorados, torturados e mortos


O programa “Mais Você” exibiu na terça-feira (3) imagens ao vivo de um porco morto sendo cortado no Mercadão de Campinas, no interior de São Paulo. As imagens pareciam tentar naturalizar ainda mais a exploração e a crueldade as quais os animais são submetidos para que suas carnes sejam consumidas pela população.

O registro foi feito enquanto a repórter Duda Esteves mostrava produtos vendidos no mercadão. Ao entrar em uma das lojas do local, a jornalista pediu ao açougueiro para mostrar os diferentes tipos de corte existentes. Ele, então, cortou o corpo do porco.

Reprodução/Mais Você

A reportagem reforça a ideia presente na sociedade de que animais como porcos são “coisas” sem valor, que nasceram apenas para serem explorados, torturados e mortos.

Inteligentes, carinhosos e sensíveis, porcos são impedidos de viver dignamente em nossa sociedade. Poucos têm a sorte de parar em um santuário ou na casa de um tutor responsável que os veja como o que são: seres sencientes, dotados de sentimentos e detentores do direito à vida e à integridade física.

Na indústria, porcas passam quase a vida toda em celas gestacionais, sem espaço sequer para que possam se mexer. Sofrem, muitas vezes, ao verem seus filhotes serem castrados sem anestesia na sua frente – filhotes que, por sua vez, também sofrem ao vivenciarem uma dor intensa. Os machos, adultos, costumam ser mantidos em espaços pequenos. Todos, sem distinção, são submetidos a sofrimento físico e psicológico. Vivem vidas miseráveis e suportam uma morte covarde para que, depois, sejam cortados por um açougueiro para que sua carne vá parar no prato de alguém.

Parte dessas pessoas que ainda se alimentam dos corpos desses animais não aprovou a exibição das imagens pelo programa “Mais Você”. Os internautas consideraram a cena desnecessária e usaram o Twitter para criticar a apresentadora do programa, Ana Maria Braga, e a repórter Duda Esteves.

Um internauta se denominou “carnívoro”, mas desaprovou as imagens. Outro afirmou que faltou bom senso por parte do programa e que “tem uma galera que não se sente bem em ver isso, não só os vegetarianos e veganos”. “Eu não estou nem perto de ser vegetariana, mas a Ana Maria Braga mostrando na maior naturalidade o açougue abrindo um porco é no mínimo sem noção”, disse uma usuária da rede social.

O comportamento das pessoas que ainda consomem carne, mas que ficaram chocadas com a reportagem do programa, demonstra a resistência de cada um contra o despertar da consciência. O incômodo com a cena do porco sendo cortado vivo é sinal de que essas pessoas entendem que aquela imagem é forte e repudiam tal ato. No entanto, elas ainda não fazem a ligação entre o que acontece com aquele porco e a responsabilidade de seus próprios atos ao comer carne e outros produtos de origem animal nas refeições. Se existe incômodo frente ao que foi mostrado, mais do que reclamar das cenas, é preciso deixar de ser um dos responsáveis pela existência delas.


Gratidão por estar conosco! Você acabou de ler uma matéria em defesa dos animais. São matérias como esta que formam consciência e novas atitudes. O jornalismo profissional e comprometido da ANDA é livre, autônomo, independente, gratuito e acessível a todos. Mas precisamos da contribuição, independentemente do valor, dos nossos leitores para dar continuidade a este imenso trabalho pelos animais e pelo planeta. DOE AGORA.


​Read More
Notícias

Jennifer Lopez é criticada após usar casaco de penas de animais em show

A atitude cruel da cantora, que mostrou não se importar com o sofrimento dos animais, foi criticada pela PETA, organização internacional de proteção animal


Após usar um casaco feito de penas de animais, demonstrando insensibilidade em relação à dor das aves torturadas para a confecção da peça, a cantora Jennifer Lopez foi criticada por uma ONG de proteção animal. O casaco, nas cores vermelho, branco e azul, em representação à bandeira de Porto Rico, foi usado em um show realizado com Shakira no intervalo do Super Bowl. Mais de 40 mil penas foram usadas para confeccionar a peça.

(Foto: AP Photo/Charlie Riedel)

Nas redes sociais, a People for the Ethical Treatment of Animals (PETA), organização internacional de proteção animal, publicou uma montagem na qual a foto da cantora usando o casaco é colocada ao lado de uma imagem do que aparenta ser um matadouro de aves. “Esta bandeira poderia ter voado sem matar pássaros”, escreveu a ONG. As informações são da revista Rolling Stone.

No Instagram, a estilista Mariel Haenn afirmou que a roupa da cantora, da grife Versace, foi feita com as 40 mil penas “costuradas individualmente”. A marca também se pronunciou, afirmando que as penas tinham “origem ética”. A realidade do mercado de produção de penas, no entanto, é outra, e revela uma crueldade assombrosa.


Gratidão por estar conosco! Você acabou de ler uma matéria em defesa dos animais. São matérias como esta que formam consciência e novas atitudes. O jornalismo profissional e comprometido da ANDA é livre, autônomo, independente, gratuito e acessível a todos. Mas precisamos da contribuição, independentemente do valor, dos nossos leitores para dar continuidade a este imenso trabalho pelos animais e pelo planeta. DOE AGORA.


​Read More
Notícias

Kylie Jenner é criticada após usar chinelo de pele de animal

Internautas chamaram a empresária de hipócrita por lamentar a morte de animais na Austrália enquanto usa calçado de pele verdadeira


A empresária Kylie Jenner, de 22 anos, está sendo criticada por usar um chinelo de pele de animal logo após se dizer comovida com as mortes de animais causadas pelos incêndios florestais na Austrália.

Foto: Instagram/KylieJenner

“Mais de meio bilhão de animais foram mortos na Austrália. Isso parte meu coração”, disse a empresária, que publicou uma foto de um bombeiro segurando um coala.

Horas depois, Kylie publicou uma foto de um de seus sapatos, feito de pele de animal. O calçado, da grife Louis Vuitton, custa R$ 5.772. As informações são da Revista Quem.

Os internautas ficaram inconformados com a atitude da empresária e fizeram inúmeras críticas. “Kylie Jenner postando sobre coalas morrendo e depois postando seus chinelos de vison”, disse um internauta. “O quão doente da cabeça você é? Usando pelo real. Isso é o que acontece quando gente rica perde a noção da vida real”, afirmou outro.

Foto: Reprodução Twitter

O ato da empresária foi visto como hipocrisia pelos internautas. “Kylie Jenner é tão hipócrita. Postando como está ‘triste’ pelos animais mortos nos incêndios na Austrália e ainda tem a audácia de postar suas novas sandálias de VISON da Louis Vuitton. Kylie, você sabe o que é vison? Você está usando um animal morto nos seus pés, cala a boca!”, escreveu outra usuária do Twitter.

Cerca de meio bilhão de animais já foram mortos pelos incêndios na Austrália, que também devastaram os habitats de diversas espécies.


Gratidão por estar conosco! Você acabou de ler uma matéria em defesa dos animais. São matérias como esta que formam consciência e novas atitudes. O jornalismo profissional e comprometido da ANDA é livre, autônomo, independente, gratuito e acessível a todos. Mas precisamos da contribuição, independentemente do valor, dos nossos leitores para dar continuidade a este imenso trabalho pelos animais e pelo planeta. DOE AGORA.


​Read More
Notícias

Lei que prevê sacrifício de cães com leishmaniose é sancionada em Quixelô (CE)

A nova legislação foi recebida com críticas pela população, que não apoia que os cães sejam mortos


A lei nº 288/2019, que prevê que cachorros com leishmaniose sejam submetidos ao procedimento de morte induzida, está sendo alvo de repúdio em Quixelô, no Ceará. A medida foi sancionada recentemente pela prefeita Fátima Gomes (PT), após ser aprovada pela Câmara.

Reprodução/Pixabay

A legislação estabelece que seja firmado convênio de cooperação técnica e financeira com a administração municipal da cidade de Cariús para o procedimento de morte induzida de animais com leishmaniose, doença também conhecida como calazar. As informações são do portal Iguatu Notícias.

A medida autoriza a Prefeitura de Quixelô a repassar a quantia mensal de um salário mínimo para que até 12 animais sejam sacrificados mensalmente. Se mais animais forem mortos, a administração municipal pagará R$ 35 por cachorro.

A decisão da prefeitura de sancionar a lei, no entanto, não agradou a população, que tem criticado a medida. Isso porque existe tratamento para a leishmaniose que garante qualidade de vida ao animal, não havendo justificativa para o sacrifício.


Gratidão por estar conosco! Você acabou de ler uma matéria em defesa dos animais. São matérias como esta que formam consciência e novas atitudes. O jornalismo profissional e comprometido da ANDA é livre, autônomo, independente, gratuito e acessível a todos. Mas precisamos da contribuição, independentemente do valor, dos nossos leitores para dar continuidade a este imenso trabalho pelos animais e pelo planeta. DOE AGORA.


​Read More