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Veterinários que atuaram em Brumadinho vão resgatar animais no Pantanal

(Foto: Gustavo Basso – MS)

Dois médicos veterinários que prestaram socorro a animais atingidos pelo crime ambiental de Brumadinho (MG), onde o rompimento de uma barragem devastou a cidade, usarão seus conhecimentos em prol dos animais afetados pelas queimadas no Pantanal de Mato Grosso do Sul.

Claudio Zago Junior e Aldair Junior Woyames Pinto são os veterinários responsáveis por desenvolver ações que envolvam instituições públicas e privadas em prol do combate ao fogo no bioma.

Eles integram uma campanha denominada “SOS Animais Silvestres”, que está sendo realizada pelo Conselho Regional de Medicina Veterinária do Estado de Mato Grosso do Sul (CRMV-MS) para arrecadar fundos para as ações que serão feitas em áreas pantaneiras.

Presidente do CRMV-MS, Rodrigo Piva explicou ao portal Campo Grande News que a experiência em desastres adquirida pelos veterinários serão usadas no desenvolvimento das ações voltadas à campanha.

“Queremos otimizar os esforços de todos os envolvidos, temos visto o árduo trabalho desenvolvido pela PMA, CRAS, Corpo de Bombeiros, ONGs, entre outros. Portanto, se fizermos um planejamento de ações, o contingenciamento do fogo, a preservação do meio ambiente e o resgate da fauna pantaneira será exitosa”, explicou.

Os valores arrecadados serão destinados à compra de materiais e insumos veterinários para atender os animais feridos pelas queimadas.

“Esta semana já disponibilizamos medicamentos para as equipes volantes do Centro de Recuperação de Animais Silvestres (CRAS) que estão em campo. Nossa intenção é estar preparados para atendermos qualquer tipo de situação”, afirmou Paula Helena Santa Rita, presidente da Comissão de Animais Silvestres do CRMV-MS.

Unidades móveis passaram a ser disponibilizadas pelo CRAS no dia 14 de setembro para atender os animais. As estruturas foram colocadas nas regiões mais críticas de Mato Grosso do Sul.

Recentemente, o governo do estado de Mato Grosso do Sul decretou situação de emergência por conta das queimadas. O decreto foi reconhecido pelo governo federal.


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Dia da Amazônia: maior floresta tropical do mundo está sob ameaça

Foto: Carl de Souza / AFP / CP

A Amazônia, que tem o dia de 5 de setembro reservado para a celebração de sua importância, é a maior floresta tropical do mundo. Com mais de seis milhões de quilômetros quadrados, o bioma não é exclusivamente brasileiro e abrange áreas de outros países. Lar de imensa diversidade de animais e plantas, a floresta garante a sobrevivência de milhões de espécies, mas está sob ameaça.

Dados recentes do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) apontam que o desmatamento na Amazônia entre agosto de 2019 e julho de 2020 é o maior em 5 anos. O decreto do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) que proibiu os incêndios no bioma também não solucionou o problema das queimadas, que bateram novo recorde em julho, com aumento de 28% em relação ao mesmo período do ano anterior.

As ações do governo Bolsonaro têm devastado a floresta amazônica num ritmo avassalador. A criminalização das ONGs presente no discurso do presidente, a exoneração de fiscais do Ibama, a militarização da chefia de órgãos fiscalizadores, a paralisação dos recursos do Fundo Amazônia, a concessão de florestas ao Ministério da Agricultura e a criação de um órgão responsável por perdoar multas ambientais são exemplos graves do desmonte ambiental que coloca a Amazônia em risco.

Diante deste cenário, não restam dúvidas: não há o que se comemorar no Dia da Amazônia. Neste 5 de setembro, fica a certeza de que nós, enquanto sociedade, não estamos protegendo nossa maior riqueza natural – seja através de nossos hábitos de consumo, por meio dos quais levamos o desmatamento da Amazônia aos nossos pratos repletos de carne, ou por meio dos nossos votos, que elegem políticos descompromissados com a preservação ambiental.

A falta de motivos para comemorações, no entanto, deixa uma importante lição sobre as ações que devemos tomar para corrigir erros e mudar o destino da floresta, que merece ter a chance de florescer em paz.


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Não há interesse da polícia em combater crimes ambientais, diz policial

GLady/Pixabay

A explicação para a facilidade encontrada por traficantes para comercializar animais silvestres em feiras livres no Rio de Janeiro, sem que o poder público combata o crime, está na falta de interesse da polícia em proteger os animais. A denúncia é de um policial militar.

O agente, que preferiu não se identificar para se proteger, afirmou ao G1 que a polícia não se interessa em coibir práticas criminosas contra animais.

“Não tem interesse da própria polícia, que não considera o crime ambiental tão importante quanto os outros tipos de crime. Basta ver que uma pessoa telefona para uma delegacia denunciando maus-tratos ou denunciando que tem um animal à venda, a resposta é sempre que não tem policial e tem outros crimes mais importantes para resolver”, disse o PM.

No Rio de Janeiro, feiras como a de Acari, na Zona Norte, e de Caxias, na Baixada Fluminense, são realizadas sem qualquer interferência da polícia. Nelas, animais são traficados livremente.

Antes da venda, porém, esses animais silvestres vivem outras formas de exploração e maus-tratos. Retirados abruptamente da natureza, eles são condenados a um transporte miserável, feito de maneira inadequada. Muitos morrem durante o trajeto por conta das condições as quais são expostos.

Em Caxias, em uma rara operação realizada pela polícia, mais de 200 pássaros foram resgatados. Ninguém, no entanto, foi detido. E caso seja, surge mais um entrave: a lei, que considera o tráfico de silvestres crime de menor potencial ofensivo, livrando os criminosos de punição severa e dando espaço à impunidade.

O diretor do Instituto Vida Livre, que reintroduz animais na natureza em parceria com o Ibama, reforçou ao G1 que aqueles que compram animais silvestres em feiras são coniventes com o crime.

Ao serem questionadas sobre a falta de fiscalização, as polícias Militar e Civil se posicionaram. A primeira afirmou que resgatou 1,5 animais no primeiro semestre de 2020. A Polícia Civil, por sua vez, disse que está investigando o caso. O Inea informou que promove ações de repressão ao tráfico de aves na feira de Acari.

Terceira maior atividade ilícita do mundo, o tráfico condena 38 milhões de animais ao sofrimento todos os anos no Brasil.


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Governo Bolsonaro suspende multas por desmatamento na Amazônia, diz ONG

Bois dispersos pela floresta amazônica durante queimadas após o desmatamento (Foto: Daniel Beltra/Greenpeace)

A Human Rights Watch, organização internacional de direitos humanos, denunciou que o governo de Jair Bolsonaro está adotando medidas que, na prática, suspenderam as multas aplicadas por desmatamento ilegal na Amazônia.

De acordo com a ONG, desde outubro de 2019 os agentes do Ibama estariam aplicando as multas e notificando o infrator sobre uma audiência de conciliação para revisão dos valores – medida adotada por iniciativa de Bolsonaro graças ao órgão criado para perdoar multas ambientais. Com isso, os autos de infração ficariam suspensos até a audiência ser realizada.

No entanto, essas audiências não estão acontecendo, pelo menos não na frequência que deveriam ocorrer. Isso porque apenas cinco audiências foram feitas de outubro de 2019 até abril de 2020, segundo a entidade.

A ausência das audiências e, por consequência, de punição aos crimes ambientais estariam gerando impunidade e explicariam os alertas do Inpe, que mostram um aumento de 53% no desmatamento na Amazônia de outubro de 2019 a abril 2020, em comparação com o mesmo período de 2019.

Questionado sobre a denúncia, que foi exposta no Jornal Nacional, o Ministério do Meio Ambiente negou. A pasta afirmou que não há paralisação na fiscalização, tampouco nos processos administrativo, mas não apresentou dados nem provas que desmintam o que foi exposto pela Human Rights Watch.


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Abandono e maus-tratos a animais aumentam no fim de ano em SC

O período de férias está diretamente relacionado ao aumento de crimes praticados contra os animais, que são maltratados e abandonados por tutores que vão viajar sem se preocupar com o bem-estar dos cães e gatos


As denúncias de maus-tratos e abandono de animais aumentam no final de ano na Grande Florianópolis, em Santa Catarina. Na cidade se São José, os casos são denunciados à Diretoria do Bem-Estar Animal (Dibea).

Foto: Divulgação/Dibea SJ/ND

Além dos animais deixados na rua, muitos são abandonados em casas vazias por tutores que vão viajar. Para adentrar nas residências, muitas vezes a equipe da Dibea conta com a ajuda da Guarda Municipal. As informações são do portal ND+.

De acordo com Helena Márcia, diretora da Dibea de São José, os cães resgatados costumam ser adotados por outras pessoas, já que os tutores não vão buscá-los. “As pessoas têm receio de serem processadas”, acredita a diretora.

A maior parte das denúncias são feitas por vizinhos. “Eles ligam aqui e dizem: ‘tem uma semana que o tutor não aparece’, então nós vamos lá atender”, conta Márcia.

Dentre os casos atendidos pela Dibea está o de coelhos e de uma tartaruga mantida dentro de uma bacia, sem espaço para se mexer. Até o dia 27 de dezembro, 300 denúncias foram registradas. A última delas foi de um cão abandonado na rua na região da Colônia Santana. A denunciante anotou a placa do veículo usado para abandonar o animal e fez a denúncia.

Evelyn Schweitzer, a testemunha do caso, disse que o cão correu atrás do tutor, que foi embora. “É muito triste e isso se repete com frequência aqui [na Colônia Santana]”, lamenta.

A estudante já presenciou também o abandono de filhotes, que foram resgatados por um morador. “Eu mesma tenho uma cadela que peguei na rua, mas não posso adotar todos. Muitos ficam perambulando pelo bairro”, diz Evelyn.

A diretora da Dibea critica, no entanto, denúncias falsas. “Às vezes um vizinho brigou com o outro e para prejudicar faz uma denúncia que não se sustenta para se vingar do outro. Enquanto estamos nessa falsa denúncia outros animais podem estar correndo risco”, relata.

Por causa dos trotes, a Dibea criou critérios de classificação de riscos, por meio dos quais separa os casos entre de baixo e de alto risco.

Para dar conta da demanda alta de crimes cometidos contra os animais, a equipe da diretoria conta com a ajuda de cerca de 60 protetores de animais. “Sem eles nosso trabalho seria impossível”, reconhece a diretora. Outros órgãos da prefeitura de São José também auxiliam nos casos.

Algumas denúncias são relacionadas a tutores que mantêm os animais acorrentados. Para combater essa prática cruel, a Dibea começou a realizar palestras em escolas da rede municipal, conscientizando as crianças.

“Muitas crianças ficam assustadas porque os pais ou avós prendem os cães de casa em correntes, então conversamos e explicamos que eles fazem isso porque era assim que faziam os pais deles e que eles não tinham conhecimento. Não podemos também estigmatizar as pessoas”, diz Márcia.

Para denunciar casos de maus-tratos e abandono de animais em São José, basta acionar a Ouvidoria da Saúde, que encaminha as denúncias para a Dibea. O telefone para contato é o 0800- 645-9889.


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Clínica congelava animais mortos para continuar cobrando por internação

A clínica também é suspeita de vender remédios proibidos, aplicar medicamentos de humanos em animais e reaproveitar próteses de animais mortos


Uma clínica veterinária em Nova Lima (MG) congelava animais mortos e não avisava sobre a morte ao tutor para continuar cobrando pela internação. O dono do estabelecimento, alvo de uma ação da Polícia Civil nesta sexta-feira (22), foi acusado de diversos crimes, como estelionato, associação criminosa e maus-tratos. Marcelo Dayrell, proprietário da Animed, foi preso.

Reprodução/Globo

Alguns animais ficaram congelados por mais de uma semana. Antes do tutor ser avisado sobre a morte, o corpo do animal era descongelado e recebia uma injeção para que ficasse com aparência de morte recente.

O local é suspeito também de vender remédios proibidos, aplicar medicamentos de humanos em animais e reaproveitar próteses de animais mortos. Há indícios ainda, segundo o Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), de coleta de sangue de animais sem autorização dos donos para venda de bolsas de sangue usadas em procedimentos de transfusão. Crimes de sonegação e lavagem de dinheiro também serão investigados.

“Nós temos testemunhas fundamentais que informam que era um procedimento comum a reutilização de próteses e parafusos que poderiam causar uma contaminação nos animais muito fácil. E a questão do congelamento, nós tivemos notícia que ele praticava esse tipo de ação, ele congelava o animal já morto para postergar a devolução do corpo e receber um maior volume de dinheiro”, disse ao G1 a delegada Carolina Bechelany.

O veterinário e dono da clínica, Marcelo Dayrell, nega os crimes. A polícia tentou ainda localizar a esposa dele, a veterinária Franciele Fernanda Quirino dos Santos, mas não conseguiu. Ela é considerada foragida. O marido afirma que ela está viajando.

A delegada Carolina Bechelany informou que a investigação teve início devido a um descarte de lixo veterinário com lixo comum, que configura crime ambiental. A partir de então, outros crimes foram descobertos. Cinco mandados de busca e apreensão foram expedidos.

Os animais que estavam na clínica no momento da operação policial devem ser retirados do local, que funciona 24 horas. Os tutores serão contatados para buscá-los.

A assessoria de imprensa da clínica informou que se pronunciará sobre o caso após análise das denúncias. “Além disso, se coloca à disposição da Justiça para esclarecimento dos fatos e afirma que irá cooperar no que for preciso com a investigação para que todos os fatos sejam esclarecidos o mais breve possível”, afirma a nota.

O Conselho Regional de Medicina Veterinária explica que é permitido usar remédios humanos em animais, desde que sejam prescritos por médico veterinário, respeitando as restrições previstas em normas do Ministério da Saúde e do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento.


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Estudo revela perfil de agressores de animais no Rio Grande do Sul

Um estudo feito pela médica veterinária Gisele Kronhardt Scheffer, durante sua graduação em Direito na Faculdade Estácio, traçou o perfil dos agressores de animais no Rio Grande do Sul.
Homens entre 20 e 40 anos lideram a lista dos principais responsáveis por casos de abandono e violência contra animais. Scheffer analisou as características e motivações dos crimes praticados, entrevistando 380 pessoas entre médicos veterinários, protetores de animais e ONGs.
Foto: Pixabay
De acordo com o estudo, os cachorros são as principais vítimas do abandono, sendo atendidos por 88% dos veterinários, enquanto os gatos e outras espécies correspondem a menos de 7%. Os motivos que levaram os tutores a praticar o cruel e injustificável abandono são, entre outros: doenças, ferimentos, velhice, gravidez, comportamento indesejado, deficiência, cadela explorada para reprodução e venda sendo descartada, compra por impulso e até perda de interesse.
Em relação aos maus-tratos, 56,3% dos entrevistados socorreu animais que têm lar, enquanto 37,7% prestou atendimento a animais em situação de rua. As informações são do Jornal do Comércio.
A pesquisa investigou também qual é a violência mais praticada por cada gênero. No caso dos homens, 63,3% deles cometeram espancamento, outros 62,8% privaram o animal de atendimento veterinário e 49,3% acumularam animais, privando-os de bem-estar.
As violências mais frequentes praticadas por mulheres contra animais, segundo o estudo, foram: acumulação, com 64,2%, seguida de privação de atendimento veterinário, com 61,9% e privação de água e alimento, com 41%. A pesquisa reconheceu 75% dos perfis como gênero masculino e 25% como feminino.
De acordo com o levantamento, a maior causa de agressões foi “negligência ou ignorância em relação ao bem-estar do animal”, com 69,6%. “O animal foi desobediente” teve um percentual de 28% no que se refere às motivações dos maus-tratos. Outras razões identificadas pelo estudo foram: “o animal mordeu ou ameaçou morder o autor ou um familiar” (20,1%), “o animal pertencia a um desafeto do autor” (19,1%), “surto de embriaguez/drogadição do autor” (16,2%) “briga em família, com agressão a pessoas e ao animal” (13,7%), dentre outras.

Crime

Maltratar animais é crime previsto na Lei de Crimes Ambientais e tem como punição até um ano de detenção, além de multa. A pena pode ser aumentada em caso de morte do animal.

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Operação internacional resgata milhares de animais e prende cerca de 600 suspeitos

Uma operação internacional realizada em junho pela Organização Internacional de Polícia Criminal (Interpol) e pela Organização Mundial de Alfândegas (OMA) em 109 países resgatou milhares de animais silvestres e prendeu 582 suspeitos. Entre os animais resgatados estão felinos, primatas, tartarugas, répteis, aves e até tubarões.

Novas prisões podem ser executadas nas próximas semanas e meses, segundo a Interpol. A organização tem sede em Lyon, na França. As informações são da agência AFP.

Golfinhos estavam entre os animais resgatados pela operação (Foto: Pixabay/Ilustrativa)

Foram resgatados 23 primatas, 30 felinos, mais de 4,3 mil aves, quase 10 mil animais marinhos – incluindo corais, cavalos marinhos, golfinhos e tubarões -, cerca de 10 mil tartarugas e 1,5 mil répteis. Todos os animais estavam com traficantes.

Além dos animais silvestres, foram apreendidas 440 presas de elefante, 2,6 mil plantas, mais de meia tonelada de objetos feitos com marfim e 2.550 metros cúbicos de madeira. Foram encontradas ainda peles de crocodilo no Reino Unido.

Dezenas de papagaios, aprisionados em uma pequena gaiola, estão entre os animais encontrados pela operação. As aves estavam na Índia. Peixes-zebras não tiveram a sorte de serem encontrados com vida pela Interpol e pela OMA. Eles morreram durante um transporte ilegal e inadequado feito para o Brasil.

Na Nigéria, meia tonelada de escamas de pangolim foram apreendidas. O pangolim é um dos animais mais traficados do mundo. A espécie é vitima dos asiáticos, que traficam esses animais devido a um suposto benefício para a saúde humana – que nunca teve a eficácia comprovada.

A operação é a terceira de grande porte a ser realizada pela Interpol pelo terceiro ano consecutivo.


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Dia Mundial da Lei: legislações criadas para defender animais são ineficazes

Hoje, dia 10 de julho, celebra-se o Dia Mundial da Lei. O ordenamento jurídico é um recurso imprescindível na construção de uma sociedade ética, mas é falho e não protege os animais como deveria.

(Foto: ThinkStock)

Atualmente, muitos municípios brasileiros, principalmente as metrópoles, dispõe de legislações que punem maus-tratos a animais. A nível federal, existe ainda a Lei de Crimes Ambientais, que além de punir práticas ilegais promovidas contra o meio ambiente, combate casos de violência e negligência promovidos contra os animais.

No entanto, nenhuma lei brasileira costuma levar para cadeia aqueles criminosos que praticaram maus-tratos a animais. O caso de Dalva Lina da Silva, a serial killer de animais de São Paulo, foi o primeiro a haver condenação de prisão – mas não em regime fechado. Em 2017, ela foi condenada a 16 anos e seis meses de reclusão em regime semiaberto. Após ficar cerca de quatro meses foragida, ela foi presa em fevereiro de 2018.

Antes de Dalva, os crimes eram punidos apenas com aplicação de multas e obrigatoriedade do condenado executar serviços comunitários. A condenação da serial killer, no entanto, não mudou o cenário brasileiro e, após a Justiça emitir a decisão de manter Dalva em regime semiaberto por mais de 16 anos, novos casos continuaram a receber penas alternativas que passam bem longe da prisão.

Essas condenações brandas se devem à forma como estão estruturadas as legislações brasileiras relacionadas aos direitos animais. A legislação federal, por exemplo, tem como pena máxima um ano de detenção. Um projeto, que foi aprovado pelo Senado e seguiu para a Câmara dos Deputados, quer aumentar a punição para até quatro anos de detenção. O aumento, porém, não impediria as punições ineficazes. Isso porque, segundo o artigo 44 do Código Penal, a prisão pode ser substituída por alternativas – como multas e prestação de serviços comunitários – se a pena for menor do que quatro anos.

A falta de conhecimento e o descaso das autoridades policiais no combate aos crimes aos quais os animais são submetidos também contribui para este cenário alarmante. É comum que denúncias de maus-tratos a animais não sejam fiscalizadas, assim como a ausência de estrutura do governo, que obrigatoriamente deveria dispor de local, profissionais e insumos para abrigar animais vítimas de violência e abandono, também dificulta a aplicação correta da lei, uma vez que são registrados casos de animais que permanecem em situação de risco devido à impossibilidade de destiná-lo para um lugar adequado.

Todas essas questões favorecem os criminosos e dão força à impunidade, gerando um ciclo vicioso no qual animais são diariamente agredidos, abusados sexualmente, explorados, abandonados, negligenciados e violentados de diversas formas sem que seus algozes paguem por isso.


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Universitários desenvolvem aplicativo para combater caça de animais e são premiados

O trabalho intitulado “Curupira: ferramenta tecnológica de fiscalização participativa sobre ações ilícitas contra a fauna”, de autoria dos discentes Nilton Teixeira Brito Junior, Pablo Oliveira de Araújo Costa e Wellyson Vieira Dias do docente Bruno Pralon, foi contemplado com o Prêmio “Profa. Dra. Laíse de Holanda Cavalcanti Andrade” no II Encontro de Etnobiologia e Etnoecologia do Piauí em 1º lugar dentre os trabalhos apresentados na modalidade oral. O evento foi promovido pela Universidade Federal do Piauí (UFPI) e realizado entre os dias 20 e 22 de junho no Campus Ministro Reis Velloso em Parnaíba/PI.

Foto: Reprodução / UFPI

O trabalho apresentado no II Encontro de Etnobiologia e Etnoecologia do Piauí foi submetido para divulgar o aplicativo Curupira criado pelos discentes da UFPI, Campus Ministro Petrônio Portella em Teresina/PI, com o objetivo de permitir que as pessoas realizem denúncias de crimes contra animais silvestres e domésticos no estado do Piauí. A equipe que desenvolveu o aplicativo é formada pelos discentes Daniele Tertulino dos Santos, Nilton Teixeira Brito Junior, Joanara Aryelly de Sousa Oliveira, Pablo Oliveira de Araujo Costa e Luiza Ester Alves da Cruz do curso de Licenciatura em Ciências Biológicas e Pedro Ivo Soares Barbosa e Wellyson Vieira Dias do curso de Bacharelado em Computação da UFPI.

Segundo os estudantes, a ideia de criar o aplicativo nasceu durante o desenvolvimento de uma atividade da disciplina voltada para educação ambiental ministrada pelo professor Bruno Pralon e, posteriormente, o professor Wedson Medeiros juntou-se a equipe para finalizar o desenvolvimento do aplicativo. O aplicativo é o primeiro do tipo na América Latina e vai facilitar envio de denúncias sobre crime ambiental.

O aplicativo Curupira deve estar disponível para celulares com sistema operacional Android no segundo semestre de 2019 e o usuário poderá denunciar casos de crimes de caça, cativeiro e maus-tratos contra animais silvestres e ainda especificar que tipo de animais estão sendo alvo dos criminosos. O aplicativo terá um link direto com o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (IBAMA) e o denunciante que poderá enviar fotos, informações detalhadas e a localização geográfica através do GPS do Smartphone. Importante destacar que as informações do denunciante serão sigilosas.

Fonte: UFPI


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Mulher é multada em mais de R$ 200 mil por maus-tratos a animais

Uma mulher de 53 anos, que mantinha animais domésticos e silvestres em situação de maus-tratos, foi multada em mais de R$ 200 mil pelos crimes ambientais. O caso aconteceu no Guarujá (SP), no bairro Jardim Virgínia, conforme informou a Polícia Militar Ambiental na quinta-feira (17). Na residência, foram encontrados cães, gatos, aves, jabutis, um cavalo e uma cobra.

Foto: Divulgação

Ainda segundo a corporação, a ação foi realizada em conjunto com o Fundo Municipal de Bem-Estar Animal (Fubem) após uma denúncia anônima que informou existir um imóvel em condições precárias suportando muitos animais domésticos e exóticos na Rua da Caixa D’água, no bairro Jardim Virgínia.

A dona da residência, uma podóloga, permitiu que os policiais entrassem na casa. Segundo a corporação, tratava-se de um lugar “insalubre, com muita sujeira, fezes, urina, água suja e animais desnutridos”. As informações são do G1.

Foto: Divulgação

Haviam 61 animais no local, entre vários tipos de pássaros, jabutis, coelhos, porquinhos da índia, gansos, patos, 15 galinhas, nove cachorros, três gatos, uma cobra, uma égua e um cavalo. Segundo o tenente da Polícia Militar Ambiental de Guarujá Carlos Andre, todos os animais estavam em condições de maus-tratos.

A multa, no valor de R$ 203.800,00, foi aplicada devido à prática dos crimes de maus-tratos, introdução de espécies exóticas em território nacional e manutenção de animais silvestres em cativeiro.

Os animais foram resgatados e, segundo o diretor do Fubem, Carlos Vargas, passaram por atendimento veterinário. Eles foram encaminhados para o instituto Animalia, em São Sebastião, no litoral norte de São Paulo, um sítio em Itanhaém e para o Bem Estar Animal de Guarujá.

Foto: Divulgação
Foto: Divulgação
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