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Ativistas dizem ter sido impedidos de salvar 54 animais mortos em incêndio

Miguel Pereira/Global Imagens

Um incêndio florestal atingiu um abrigo de animais em Portugal e matou 52 cachorros e 2 gatos no último final de semana. Ativistas e moradores da região afirmam ter sido impedidos de entrar no local para prestar socorro aos animais.

A Câmara de Santo Tirso informou que 110 cachorros vivos foram resgatados no último domingo (19) após as chamas serem controladas e que vários animais foram salvos enquanto o fogo ainda se alastrava. O incêndio teve início no sábado (18) em Sobrado, no Valongo, e avançou até Agrela.

Nas redes sociais, a Câmara afirmou que a dimensão do incêndio e a grande quantidade de animais “impediram que tivesse sido possível resgatar todos os animais com vida”.

Após protetores de animais e moradores denunciarem que foram impedidos de socorrer os animais durante a madrugada, a Guarda Nacional Republicana (GNR) disse que o incêndio havia sido controlado e que a área onde o abrigo está instalado é particular. A GNR afirmou ainda que os animais feridos já tinham sido resgatados e que as mortes não foram causadas pelo impedimento do acesso ao local determinado pelos guardas.

No domingo, durante o dia, voluntários prestaram atendimento a alguns animais dentro do abrigo atingido pelo fogo. O caso será denunciado ao Ministério Público por crime contra animais. A denúncia será efetuada pelo partido político PAN, do qual faz parte a deputada Bebiana Cunha, que esteve no local para acompanhar a situação.

O partido contesta a decisão dos responsáveis pelo terreno de impedir a entrada das pessoas interessadas em socorrer os animais.

“Tudo isto se torna ainda mais absurdo quando é do conhecimento público que estes dois espaços há muito estão identificados junto das autoridades locais por estarem em funcionamento de forma ilegal e terem ainda queixas por maus-tratos a animais”, denunciou o PAN.


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Cadelinha atacada a machadadas recebe alta e não ficará com sequelas

Outros cinco cães também foram brutalmente agredidos e não sobreviveram


Foto: Arquivo Pessoal

Shiru, a única sobrevivente do ataque brutal contra animais registrado na zona rural de Piedade, em São Paulo, já recebeu alta e está em casa desde a última terça-feira, 17. Cinco cachorros foram encontrados com claros sinais de tortura.

Segundo sua tutora, a cadelinha não ficará com qualquer tipo de sequela. “Ela já está em casa e está super bem. Come e faz as necessidades normalmente. Fica deitada do lado do sofá e foi muito bem recebida pelos meus outros cães. A médica nos disse que ela não deve ter nenhuma sequela”, disse Kazuyu, tutora dos animais.

A cadelinha teve sérios ferimentos na cabeça e no pescoço e, por conta de toda a tortura que sofreu, seu crânio ficou deformado. No entanto, segundo os veterinários, o cérebro dela não foi afetado. “Ela está toda cheia de pontos e com a cabeça muito inchada ainda. Torço para que ela se recupere rápido. Estou aliviada por terem conseguido salvá-la. De todos, pelo menos uma”, lamenta Kazuyu.

Relembre o caso

No dia 10 de março, seis cachorrinhos foram encontrados em uma estrada rural no bairro Piedade, em São Paulo, com claros sinais de tortura. Quatro já estavam mortos quando o resgate chegou, e dois gravemente feridos.

Os animais foram encontrados pela comerciante Soraya Fonseca que, assim que os encontrou, entrou em contato com a vigilância sanitária, que constatou que os animais foram mortos a pauladas e machadadas.

Dos seis cães encontrados, dois estavam bastante feridos e foram rapidamente socorridos e encaminhados para o Canil Municipal de Piedade. No entanto, um deles não resistiu aos ferimentos e morreu durante o trajeto.

Em uma entrevista cedida ao portal de notícias G1, a apicultora Kazuyu Takamune Mihara, tutora dos cãezinhos, disse que eles eram dóceis e amorosos e estavam sob sua responsabilidade há anos.

Tatá, Kuro, Pingo e King, Shiru e Pretinha tinham o costume de sair para passear e voltar para casa no começo da noite. “Eles saíam rapidinho, mas sempre voltavam. Dormiam em casa, com a gente. Eram muito carinhosos e gostavam de brincar juntos”, relatou Kazuyu.

Foi após assistir o noticiário e ver a reportagem sobre os cãezinhos mortos que a apicultora teve certeza de que se tratavam de seus cachorros que haviam saído na noite de segunda-feira, 09, e não haviam retornado para casa.

A responsável pelos animais registrou um boletim de ocorrência sobre o caso na delegacia da cidade e até o momento a Polícia Civil analisa as câmeras de segurança de estabelecimentos próximos para conseguir identificar e localizar os culpados.

Crime

No Brasil, crimes contra animais estão previstos na lei 9.605 de 1998. Uma vez acusado, o responsável pode ser punido com multa e até um ano de detenção. No entanto, em uma entrevista à Agência de Notícias de Direitos Animais, o advogado criminalista e consultor da ANDA Sérgio Tarcha explicou que existe um novo projeto que torna a pena de crimes de maus-tratos mais rigorosa.

Segundo Tarcha, apesar de trazer avanços, crimes contra animais ainda não são vistos com gravidade pela Justiça. “A pena, hoje, é de 3 meses a 1 ano de detenção, ou seja, é nada. A lei que regula a matéria é a lei de crimes ambientais, 9.605/98, a nova lei, 11.210/18, que já foi aprovada pelo senado eleva para 1 a 4 anos de detenção, mais a multa. Ainda continua muito branda a legislação, em outros países é muito mais severo”, disse.


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Gatos são colocados em um saco e abandonados em Várzea Paulista (SP)

Reprodução | Câmeras de vigilância

Imagens registradas por câmeras de segurança registraram o momento em que três pessoas abriram um saco e abandonaram três gatinhos em uma rua do bairro Ponte Seca, em Várzea Paulista (SP). Assustados, os animais parecem desnorteados sem saber para onde ir. Um dos gatos segue uma das pessoas, mas é enxotado.

O abandono dos animais atraiu a atenção de cachorros que latiram alertando seus tutores que algo acontecia. Para entender a agitação dos cães, foram olhadas as gravações das câmeras. As pessoas que aparecem nas imagens não foram identificadas, mas não são moradores do local.

Segundo informações do portal G1, o crime ocorreu no dia 5 de fevereiro. Os moradores da rua afirmam que pretendem realizar um boletim de ocorrência pelo abandono. Não há informações sobre o paradeiro dos gatos, que ficaram aterrorizados.

Vejo o vídeo abaixo:


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Nove em cada dez pessoas já presenciaram maus-tratos a animais no Brasil

A pesquisa feita pelo IBOPE, com duas mil pessoas, apontou também que apenas uma minoria denuncia esse tipo de crime aos órgãos competentes

Foto de Engin Akyurt/Pixabay

Mesmo com a crescente criação de delegacias de proteção animal em várias cidades do Brasil e a divulgação de muitos casos de maus-tratos pela mídia, ainda assim, o número de denúncias desse tipo de crime à Polícia, Ibama ou outros órgãos é pequeno. Isso é o que prova um recente estudo realizado pelo IBOPE, com duas mil pessoas em todo o país, a pedido do Carrefour (rede de supermercados que no ano passado causou indignação e comoção nacional devido à morte da cadelinha Manchinha em uma de suas lojas em Osasco/SP).

A pesquisa mostrou que a maior parte dos brasileiros já presenciou algum tipo de maus-tratos contra animais – 9 em cada dez pessoas – mas, no entanto, apenas 22% denunciam (duas a cada nove).  A pesquisa aponta ainda que, entre os casos denunciados, a maior parte se refere à negligência (animais que têm tutores mas passam fome e sede) e agressões diretas.

Vale ressaltar que segundo a OMS – Organização Mundial de Saúde, no Brasil existem 30 milhões de animais em situação de rua (na maioria vítimas de abandono) expostos a todo tipo de abuso, sendo 10 milhões de gatos e 20 milhões de cães.

Foto de Nelson Garcia Bedoya/Pixabay

O Conselho Regional de Medicina Veterinária do Estado de São Paulo (CRMV-SP), inclusive, faz um alerta sobre o aumento do número de animais abandonados durante o período de férias.

“Vejo como um grande problema o descaso das famílias que têm um animal dentro de casa, que dizem que criam um gato ou um cachorro, e aí chega num momento de viagem, simplesmente soltam o animal”, diz a médica-veterinária Cristiane Schilbach Pizzutto, presidente da Comissão de Bem-Estar Animal do CRMV-SP no site da entidade.

“Tem muitos animais que ficam doentes por problemas psicológicos, consequências do abandono, da falta, da tristeza, quase uma depressão. Então, o abandono é muito prejudicial para os animais”, complementa Thomas Faria Marzano, presidente da Comissão Técnica de Clínicos de Pequenos Animais do CRMV-SP.

Iniciativas no mundo todo, por parte de governos e de ONGs, mostram que a situação pode ser resolvida (ou ao menos bastante amenizada) com programas de castração gratuita para a população de baixa renda, além de fortes campanhas de adoção e contra o abandono.

Foto de Yasemin Simit/Pixabay

Outra solução é o método de CED – Captura, Esterilização/Vacinação e Devolução ao local de origem, aplicada especialmente em colônias de gatos em espaços públicos ou privados. É a maneira mais ética e eficaz para controle populacional de animais em situação de rua recomendada, inclusive, pela OMS.

Reportagem feita pela TV SBT em 5 de outubro focou a pesquisa do IBOPE e também o caso de uma cadelinha que ilustra muito bem situações de maus-tratos e abandono corriqueiros: ela vivia acorrentada à beira de um córrego sem água ou comida.

Acompanhe a situação de denúncias de maus-tratos em alguns estados

Alguns fatores contribuem para a pequena porcentagem de denúncias de maus-tratos a animais frente ao número (bem maior) de ocorrências pelo Brasil. A ausência de leis que de fato punam os criminosos por meio de prisão desmotiva várias pessoas. Outro fator é o medo de represálias, principalmente quando o criminoso é um vizinho.

São Paulo

Em SP a criação da DEPA – Delegacia Eletrônica de Proteção Animal em 2016, incentivou as denúncias de maus-tratos. Foram 16 mil denúncias online em todo o estado nos primeiros dois anos de existência da DEPA provando o quanto é necessária uma ferramenta moderna, ágil e que possa garantir a segurança dos denunciantes mantendo em sigilo seus dados pessoais. Hoje as denúncias já ultrapassam 20 mil casos.

A SSP – Secretaria de Segurança Pública tem até dez dias para dar um retorno sobre os casos recebidos em sua plataforma online. É feita uma análise e, caso a denúncia seja validada, é encaminhada para a unidade policial correspondente. O denunciante fica sabendo se a denúncia foi acatada por meio do número de um protocolo, mas não é possível acompanhar o desfecho do caso pelo site da DEPA. A própria pessoa precisa se certificar se a situação mudou, pois, a checagem e solução do problema são de responsabilidade da delegacia mais próxima da ocorrência. Para casos urgentes devem ser acionado o 190.

Foto de Fer Galindo/Pixabay

Rio de Janeiro

O Programa Linha Verde do Disque Denúncia, do município do Rio de Janeiro, registrou 854 denúncias de maus-tratos a animais, sendo 125 de abandono, no primeiro trimestre de 2019. Houve um aumento de 30% em relação aos casos de violência contra animais no município. Em 2018 foram 4.020 denúncias, contra 3.104 em 2017. Os cachorros, gatos e cavalos são as principais vítimas.

“Infelizmente a lei para maus-tratos em geral e abandono pune com apenas de três meses a um ano de prisão. Com isso tem a chamada cesta básica que não resolve nada”, diz Reynaldo Velloso, presidente da Comissão de Proteção aos Animais da OAB-RJ. As denúncias podem ser feitas diretamente na Prefeitura do Rio de Janeiro, pelo número 1746. Também pelo site Linha Verde, de forma anônima, no telefone 0300-253-1177 ou pelo aplicativo “Disque Denúncia do RJ”.

Paraná

Uma média de 30 denúncias de maus-tratos a animais é registrada por dia em Curitiba, no Paraná. Os dados foram divulgados por Matheus Araujo Laiola, delegado responsável pela Delegacia de Proteção ao Meio Ambiente da Polícia Civil do Paraná. Laiola assumiu a Delegacia em janeiro deste ano e, de acordo com ele, os casos presenciados por sua equipe foram chocantes, já que eles estavam acostumados a lidar com crimes da Delegacia de Furtos e Roubos.

“A função da Delegacia de Meio Ambiente é penal e a da Rede de Proteção Animal é administrativa e fiscal. O resultado dessa atuação em conjunto é que em cinco meses 300 animais em situação de maus-tratos foram resgatados”, disse. Para denunciar (41) 3356-7047.

Foto Engin Akyurt/Pixabay

Amazonas

As denúncias de casos de maus-tratos de animais durante o primeiro semestre de 2019 superaram os registros de todo o ano de 2018 em Manaus. Conforme a Delegacia Especializada em Crimes contra o Meio Ambiente (Dema), até junho, o número era 18,9% maior que as denúncias recebidas durante todo o ano anterior: foram 226 denúncias – 36 casos a mais que os recebidos pela unidade policial em todo o ano de 2018. A maioria dos relatos envolve cães e gatos.

Para a titular da Dema, delegada Carla Biaggi, o aumento de denúncias reflete maior engajamento da sociedade no combate à violência contra os animais. A delegacia fica na rua 27 de Novembro, 26, bairro Compensa. Telefones (92) 3239-3870 e (92) 99962-2340.

Alagoas

A Comissão de Bem-Estar Animal da Ordem dos Advogados do Brasil seccional Alagoas (OAB-AL) recebe de cinco a dez denúncias de maus-tratos por dia. Rosana Jambo, presidente da Comissão, destaca que o grupo atua não somente na capital Maceió, mas em todos os municípios alagoanos, com o apoio de ONGs locais e do Batalhão de Policiamento Ambiental (BPA).

Segundo ela, a maioria dos casos onde é constatado algum tipo de maus-tratos é resolvida com orientação e conscientização dos agressores, sem marcar audiência. Tanto que, a média de Termos de Ajuste de Conduta (TACs) firmados pela Comissão gira em torno de 50 por ano. O telefone da OAB/AL (82) 3023-7200.

Foto Rita E/Pixabay

Minas Gerais

Durante todo o ano de 2017, foram 1.487 registros de maus-tratos a animais em Minas Gerais. Desses, 1.232 foram feitos de janeiro a outubro, segundo a Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp). Em 2018, no mesmo período, foram 1.462, aumento de 18% em relação ao ano anterior. Na capital mineira, foram 164 registros de maus-tratos em 2016, sendo 140 de janeiro a outubro. Neste ano, de janeiro a outubro, foram 150 em BH.

Denúncias devem ser feitas na Companhia de Polícia Militar de Meio Ambiente em BH (31) 2123-1600/1605/1615, Delegacia Especializada em Investigação de Crimes Contra a Fauna (31) 3212-1356 e Coordenadoria Estadual de Defesa da Fauna do Ministério Público de Minas Gerais (31) 3330-9911.

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Casos de violência e maus-tratos a animais revoltam moradores de Paranaíba (MS)

pato morto a pauladas
Em novembro, um animal foi morto a pauladas por adolescentes | Foto: Reprodução / JP News

Nos últimos meses, dois casos de maus-tratos a animais foram registradas na cidade de Paranaíba (MS), revoltando os moradores da região. Em novembro, uma mulher que preferiu ter sua identidade não revelada denunciou ao JP News casos de maus-tratos a animais que habitam o Parque Espelho d’Água.

Segundo ela, adolescentes que frequentam o local, principalmente durante a noite, atacavam os patos que vivem no Parque. A denunciante diz ter presenciado adolescentes que atiravam pedras e desferiam golpes com pedaços de pau e barras de ferro contra as aves.

Além disso, a mulher afirmou também ter presenciado pessoas instigarem seus cachorros, durante passeios vespertinos, a atacarem os patos, como forma de “brincadeira” e “diversão”.

Mais recentemente, na manhã dessa quarta-feira (14), um jacaré que apareceu em um córrego na área urbana do município foi agredido com pauladas e pedradas. As agressões causaram ferimentos ao animal.

Os dois casos tiveram grande repercussão nas redes sociais após serem denunciados. Em todos os casos, segundo relatos de pessoas que estavam no local, os agressores eram crianças e adolescentes que, segundo essas testemunhas, cometiam os atos de violência contra os animais “por diversão”.

Além dos casos do Jacaré e dos patos do Espelho d’Água, a Associação Amigos dos Animais (AMA) recebe inúmeras denúncias de maus-tratos a animais no município. A maioria desses crimes cometidos contra cães e gatos.

Maus-tratos a animais é crime

Cometer qualquer ato de maus-tratos contra animais é classificado como crime pela lei 9.605/98. “Praticar ato de abuso, maus-tratos, ferir ou mutilar animais silvestres, domésticos ou domesticados, nativos ou exóticos: Pena – detenção, de três meses a um ano, e multa, prevê o artigo 32.

Fonte: JP News

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Animais esperam até 5h por atendimento no Hospital Veterinário

Foto: Divulgação
Foto: Divulgação

Criar um animal doméstico gera sentimento de apego e afeição. Diante disso, quando um deles sofre com alguma doença ou precisa se submeter a procedimentos médicos, é sempre muito delicado, pois o medo de perder o animal é presente. Para quem deseja cuidar dos animais e precisa encaminhá-los para um hospital ou clínica, existe a opção do Hospital Universitário Veterinário (HUV) que atende cerca de 6 mil animais por ano.

Mesmo com os números altos de atendimentos mensais, eles nem sempre são satisfatórios. Quem busca uma consulta no HUV relata que a espera é cansativa e o comparativo com o atendimento do Sistema Único de Saúde é inevitável. “A situação lá é um caos, é igual ou pior que a fila do SUS para esperar atendimento. Eu passei cerca de 5h lá para conseguir atendimento para a minha gata. A gente fica lá rodando e indo a vários setores chegar à consulta de fato”, conta Patrícia Moura, que buscou atendimento para seu animal.

A constatação de Patrícia é semelhante à de outras pessoas que aguardam atendimento para os animais no HUV. “Eu aguardo há três horas atendimento para a minha gata aqui”, conta Djenane Carvalho.

A opção de Djenane para buscar atendimento junto ao hospital é devido aos preços serem mais baratos. “Eu tenho quatro animais e sempre tenho que levá-los ao veterinário por conta de algum problema. Ficava muito caro e agora eu resolvi trazer aqui no HUV, mas o atendimento demora demais”, relata.

De acordo com o Diretor do HUV, João Macedo, a demora no atendimento é devido ao número de procedimentos que são realizados. “Nós somos um hospital-escola e prezamos pela qualidade, e isso faz com que demore. Aqui os animais passam por todos os procedimentos que precisam imediatamente após a consulta e isso demanda tempo”, relata.

Os donos e bichos aguardam atendimento na sala de espera. Cachorros e gatos ficam no mesmo ambiente, podendo causar estranhamento entre eles. “Na sala de espera todos os animais ficam juntos, independente do problema e da espécie. Gatos ficam misturados com cachorros e isso é um risco tanto para os animais como para os donos que ficam lá”, conta Patrícia.

João Macedo comenta que o hospital não tem estrutura para separar os animais por espécie. “Tudo depende do orçamento que é enviado e sempre é burocrático porque estamos tratando de uma instituição pública, mas existe o desejo de serem criados espaços adequados para cada espécie de animal de pequeno porte na sala de espera”, diz o diretor do HUV.

O Hospital Universitário Veterinário funciona 24 horas por dia e pessoas de outros estados buscam atendimento para os animais. A média é de 18 atendimentos diários e cerca de 35 procedimentos médicos realizados. “Existem muitos atendimentos emergenciais que devem ser prioritários e isso, às vezes, faz com que haja demora nos outros atendimentos. Claro que se a pessoa fizer o agendamento já facilita bastante”, comenta João Macedo.

O Hospital conta com 139 boxes para a internação dos animais de pequeno porte e 25 espaços para animais de grande porte. Quatro consultórios são utilizados para atendimentos. Os principais procedimentos realizado no HUV são consultas, cirurgias, internação, exames laboratoriais, necropsia e exames de radiografia. “Os atendimentos são pagos, mas a taxa é mínima cerca de R$ 15 reais o valor da consulta. Somos um dos únicos hospitais públicos do país destinado para animais. A demanda é muito grande”, comenta João.

Número de hospitais veterinários no Brasil é insuficiente

A procura por atendimento médico para animais deixa os hospitais e clínicas lotados, causando desconforto para quem espera atendimento por horas. Não existem políticas públicas para auxiliar o atendimento médico de animais. Segundo a vice-presidente do Conselho de Medicina Veterinária, Roseli Klein, o número de hospitais veterinários ainda é insuficiente.

“O que é preciso são políticas públicas para que existam condições para tratar os animais e fazer um controle de natalidade no Estado, porque existe uma superpopulação de animais nas cidades e, muitos deles, são abandonados por famílias que não tem condições de tratá-los e, assim, acabam deixando na rua”, comenta Roseli.

Ainda segundo a vice-presidente, a pretensão é sempre promover meios de defesa e proteção dos animais. “O HUV fornece esse atendimento para a comunidade por um valor muito simbólico e, mesmo assim, muita gente deixa de levar o animal para ser tratado. O número de hospitais é insuficiente e o que estamos querendo promover é a criação de um centro cirúrgico na APIPA, que é pra auxiliar no atendimento.”, finaliza.

Os índices de mortalidade no HUV são baixos, segundo o diretor do local, mas ainda existem casos de morte entre os animais. Os agendamentos das consultas são feitos por telefone e existe um monitoramento contínuo do animal por meio das equipes de plantão no local.

Cemitério de Animais “Cadelinha Sasha” abriga mais de 200 animais

Criado em 2009, o Cemitério de Animais ‘Cadelinha Sasha’é o primeiro do estado do Piauí. Hoje, são mais de 200 animais enterrados no local, que possui mil metros de área. O local público é o primeiro da América Latina a se dedicar exclusivamente ao enterro de cães e gatos.

Para enterrar o animal de pequeno porte no ‘Cadelinha Sasha’, o tutor paga uma taxa de manutenção de R$ 80,00 para a construção das gavetas, onde eles são colocados para não contaminar o solo.

Sasha foi o primeiro animal a ser enterrada no local. A cadela recebia tratamento no Hospital Universitário Veterinário, quando faleceu ao contrair uma virose.

Fonte: Portal O Dia

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Cachorro perde olho após ser maltratado pelo tutor em Minas Gerais

Animal foi diagnosticado com doença avançada no olho. (Foto: Carla Viviane/Sos Bichos/ Divulgação)
Animal foi diagnosticado com doença avançada no olho. (Foto: Carla Viviane/Sos Bichos/ Divulgação)

Um homem de 50 anos foi preso por maus-tratos contra dois cachorros em Pouso Alegre, no sul do Estado, no último fim de semana. Os militares chegaram até a casa dele depois de receberem uma denúncia de que o suspeito torturava os cães diariamente, com um pedaço de pau e um chicote.

No imóvel, os militares constataram que os animais estavam presos em uma corrente de apenas 80cm, que impedia a movimentação. Além disso, um dos bichos, da raça pastor alemão, tinha um grave machucado e estava com o olho esquerdo para fora, sem tratamento médico. Indagado sobre a situação do animal, o tutor alegou que seu filho de oito anos havia jogado uma pedra no bicho.

Um veterinário foi chamado e atestou as condições precárias em que viviam os dois cães. Ele diagnosticou ainda que o pastor alemão tinha uma doença avançada no olho. Os cães foram levados para tratamento e, em seguida, encaminhados para o canil municipal. No entanto, de acordo com os militares, a ONG SOS Bichos já está trabalhando para conseguir um novo lar para os cães.

Já o agressor foi encaminhado para a delegacia e, após prestar esclarecimentos, foi liberado. Ele responderá pelo crime contra os animais.

Fonte: R7

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Idoso é detido em Belo Horizonte (MG) por tráfico de animais silvestres

Um idoso foi detido pela polícia nesta quarta-feira (10) em Santa Luzia, na região metropolitana de Belo Horizonte (MG) por tráfico e maus-tratos a animais silvestres. No entanto, o suspeito não ficou detido, devido a sua idade e condições de saúde.

Segundo o cabo Euler e o soldado Dornelas da Polícia Militar, a ocorrência se deu em Santa Luzia e também no bairro Tupis, na região Norte de Belo Horizonte. Após uma denúncia anônima, duas equipes distintas do Destacamento do Meio Ambiente de Caeté estiveram no bairro São Benedito, em Santa Luzia, e no Tupis, na capital, simultaneamente.

Em Belo Horizonte, a denúncia dava conta de que um homem, morador do bairro Tupis, havia enviado um carregamento de aves da fauna silvestre à casa do acusado, de 82 anos. Ainda de acordo com os militares, os animais teriam sido capturados na Bahia e trazidos para Minas.

Na casa do idoso, foram encontrados 25 canários belgas que estavam em condições de maus-tratos, devido a sujeira da gaiola, pouco espaço e água suja. Já em um barracão ao lado da residência, que estava trancado, foram apreendidas 28 aves da fauna silvestre, sendo 15 pássaros pretos, sete pintassilgos e seis trinca-ferros, todos em condições de maus- tratos.

Os pássaros foram divididos em apenas três gaiolas pequenas, que estavam sujas, assim como a água dos animais. Eles foram apreendidos e levados ao Ibama. Segundo a polícia, o segundo homem envolvido é o provável fornecedor das aves e o idoso já tem diversas passagens pelos mesmos crimes: tráfico de animais silvestres e maus-tratos. Ainda de acordo com os militares, o acusado é conhecido em toda a região metropolitana como traficante de animais.

Fonte: O Tempo

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Gata que foi usada por criminosos é abrigada em ONG de Lins (SP)

Gata é abrigada pela ONG Refúgio PET (Foto: Refúgio PET Lins/Divulgação)

A gata resgatada na entrada do presídio de Getulina (SP) com três celulares presos ao corpo com uma fita adesiva foi encaminhada nesta quinta-feira (13) para receber tratamento em uma clínica veterinária de Lins (SP). Ela foi abrigada pela ONG Refúgio PET e recebeu o nome de ‘Penny’. O animal, de dois anos, teve a pelagem da região da barriga raspada por causa da cola da fita adesiva.

Segundo a vice-presidente da ONG, Vanessa Muraes, a gata deve ter tido filhotes recentemente. “Penny está na casa de um de nossos voluntários e na noite desta quinta-feira percebemos que ela estava muito estressada e parecia procurar pelos filhotes. Além disso, ela apresentou sinais de que estava amamentando”, informou.

Ainda de acordo com Vanessa, a ONG acredita que ela estava sendo treinada. “Quando nós tiramos a Penny da caixa, percebemos que ela era bem dócil. Além disso, acreditamos que ela já vinha sendo treinada para o que estava fazendo e que os filhotes dela podem estar com a pessoa que a maltratou desta forma”. A gata se recupera bem e deverá tomar medicação para secar o leite. “Ela também será castrada e encaminhada para a doação”, ressaltou a vice-presidente da ONG.

O caso
A Secretaria de Administração Penitenciária (SAP) divulgou na quarta-feira (12) fotos da apreensão do animal que foi usado para levar celulares para dentro da unidade prisional.

De acordo com a SAP, a direção da unidade já investigava uma denúncia de que presos tentavam burlar a segurança usando animais domésticos para inserir materiais ilegais na penitenciária.

Durante a ronda, os agentes localizaram a gata andando com dificuldade na portaria e o atraíram com alimentos. A polícia também vai apurar quem deveria receber os aparelhos.

Ainda de acordo com a SAP, esta é a primeira vez que uma gata é usada para levar celulares para um presídio do Estado. Em maio do ano passado, pombos foram utilizados para transportar celulares para a penitenciária de Pirajuí, a 73 quilômetros de Getulina. Duas aves foram encontradas com espécies de mochilas presas ao corpo carregando celulares. Na ocasião, a Polícia Civil instaurou inquérito para apurar as responsabilidades no caso.

Fonte: G1

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Rottweiler arrastado por carro passa por tratamento inédito com células-tronco

Procedimento, que se estenderá até 21h,
deve evitar amputação da pata mais ferida

Foto: Reprodução/EP Piracicaba

O  rottweiler arrastado pelo próprio tutor por uma caminhonete, a uma distância de pelo menos um quilômetro, passa na noite desta quinta-feira (3) por um procedimento cirúrgico com a utilização de células-tronco. O tratamento, que deve evitar a amputação da pata mais ferida do animal, é inédito em Piracicaba, segundo o médico que cuidado do caso, Armando Frasson.

Frasson explica que, durante a tarde, o animal passou por um primeiro procedimento no qual o ferimento foi avaliado com o cão sedado. Segundo o veterinário, na avaliação ficou constatada a possibilidade de manter o membro, já que, apesar dos ferimentos profundos, um pequeno pedaço do tecido permaneceu intacto, ligando as extremidades da pata.

O cachorro deu entrada no centro cirúrgico da clínica Frisson por volta das 18h15 e, nesta segunda cirurgia, serão implantadas células-tronco para recompor os tecidos ósseos e musculares.

“Não é um procedimento comum. É a primeira vez em Piracicaba que células-tronco são usadas nesse tipo de tratamento. Não é possível prever, mas imagino que a cirurgia se estenda até as nove horas da noite”, disse Frisson.

O médico veterinário explica, entretanto, que, além das células-tronco, serão utilizados pinos e placas, conforme a necessidade. Daí a longa duração da cirurgia, que vai reconstituir a pata anterior esquerda do rottweiller.

O animal teve várias lesões na pata que, com o atrito com o solo, teve gastos pele, músculo e tendões até atingir a parte óssea. Os ferimentos foram tão profundos que pedaços de asfalto foram encontrados grudados no osso do bicho.

Investigação
A Polícia Civil localizou, na tarde desta quinta, o dono do cão, que dirigia a picape no momento em que o animal foi arrastado no bairro Alto, na tarde de quarta-feira. O mecânico Cláudio César Messias afirmou ter arrastado o cachorro por acidente.

Fonte: EPPiracicaba

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Testemunha diz que veneno que matou 48 animais em Ribeirão Preto (SP) foi feito em casa

Suspeito de envenenamento no Morro São Bento ainda não foi preso

A Delegacia de Proteção aos Animais ouviu na tarde desta segunda-feira (16), uma testemunha que pode ajudar na prisão do suspeito de matar 48 animais no Morro de São Bento, no Jardim Mosteiro, em Ribeirão Preto.

De acordo com o delegado Norberto Bocamino, esta testemunha tem informações de suma importância para o andamento das investigações. Porém, só aceitou colaborar se seu nome fosse mantido em sigilo.

A Polícia Civil não deu mais detalhes do depoimento, mas também suspeita que o veneno que matou os animais tenham sido produzidos no fundo de um quintal no bairro.

Caso
Em 9 de maio, 26 gatos mortos foram recolhidos do Morro de São Bento pelo Centro de Controle de Zoonoses (CCZ). Dois dias depois, outros oito gatos e uma cadela foram encontrados no mesmo local. Esse número aumentou no decorrer da semana totalizando, até domingo (15), 48 animais mortos, sendo 41 gatos, seis gambás e uma cadela.

Assista à reportagem.

Fonte: EPTV

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Notícias

Polícia desmonta rinha de pássaros em Diadema (SP)

Policiais estouraram, por volta das 12h deste domingo (29), uma rinha de pássaros no bairro Parque Reid, em Diadema (SP). Na ação dez pessoas foram detidas e 40 aves apreendidas.

Segundo a polícia, uma viatura fazia a patrulha quando viu dois homens com atitude suspeita em frente a uma casa. Ao serem abordados, um deles fugiu para o interior da residência e foi perseguido.

Os policiais viram que no local estava acontecendo uma briga de pássaros canário-da-terra. A ocorrência está em andamento no 1º DP de Diadema.

Fonte: Estadão

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