Notícias

Fotógrafo documenta criaturas luminosas no oceano

O fotógrafo Joshua Lambus, de 25 anos, costuma documentar minúsculos animais marinhos luminosos no Mar do Havaí durante mergulhos em águas profundas na região.

A coleção impressionante de imagens produzidas por Lambus inclui águas-vivas, polvos, lulas, camarões e diversos tipos de peixes brilhantes. Boa parte deles tem até quatro centímetros de comprimento.

Os animais foram encontrados a grandes profundidades na costa da ilha Havaí, a maior do arquipélago.

Segundo Lambus, as fotos são tiradas em mergulhos noturnos. De barco, ele vai até cerca de cinco quilômetros longe da costa e mergulha na completa escuridão.

O fotógrafo acumula imagens feitas durante mais de 400 mergulhos em águas profundas.

Ele diz que “falta de luz e de referências é o mais próximo que posso imaginar de estar no espaço”.

Fonte: BBC

​Read More
Artigos

A Filosofia da Mente e os Direitos dos Animais

A questão do direito dos animais infere-se no contexto amplo da Filosofia da Mente, no qual se discute a cognição animal. Nossos critérios para atribuição de direitos aos animais são predominantemente cognitivos, isto é, baseia-se no fato de eles possuírem ou não uma mente e uma consciência. Na nossa tradição, passa-se a ter direitos quando nos tornamos pessoas e para isso é necessário ter consciência.

Damos tanta importância ao fato de termos uma consciência que até nosso critério de vida e de morte baseia-se na ideia de morte cerebral. Estamos mortos quando o cérebro não funciona mais, quando na há mais nenhum sinal neural que poderia ser indício de uma consciência.

Pessoas são consciências. E só pessoas podem ter direitos. É por isso, que desta perspectiva, problemas como o aborto tornam-se questões legais, morais e até bioéticas. Serão os fetos pessoas? Será que podemos considerá-los como portadores de direitos por serem potencialmente conscientes? Ou será que, da mesma maneira como definimos morte por critérios cerebrais, poderíamos abortá-los pelo fato de neles não haver nada que denote a existência de uma consciência?

A questão é saber se esse critério é baseado na consciência – que demarca vida e morte, pessoas e fetos, e que demarcaria também pessoas e animais – é correto e seguro. Penso que o uso seguro desse critério implica em estarmos de posse se uma solução para o problema filosófico das outras mentes. Esse tem sido um dos problemas mais difíceis da Filosofia da Mente: como posso saber se alguém, além de mim, tem uma mente semelhante à minha? Como posso saber se um robô, que se comporta igual a mim, tem uma mente? Precisamos saber se é possível atribuir mente e consciência a outros,  ou seja, saber se elas têm para poder considerá-las pessoas; e, num passo seguinte, atribuir-lhes direitos. No caso dos direitos dos animais, ocorre o inverso: precisamos demonstrar que eles não têm uma mente e uma consciência se quisermos negá-los.

O curioso é que o problema das outras mentes não está resolvido, mas, certamente, não podemos depender de sua solução para atribuirmos consciência a outros seres. Resolver primeiro o problemas das outras mentes para atribuirmos consciência com segurança e daí derivar direitos parece ser um percurso impossível. Nesse caso, o critério da consciência torna-se inverificável. Nunca terei certeza se alguém além de mim tem consciência.

Na verdade, nunca pensamos em utilizar o critério da consciência para atribuir direitos a outros seres humanos. E, por isso, não deveríamos aplicá-lo tampouco aos animais. Nossa percepção dos direitos do outro não nos é dada de forma cognitiva. É por isso que não conseguimos desligar os tubos de uma pessoal em coma no hospital, embora saibamos que ela não tem nenhuma chance de sobreviver. Nossa dúvida moral persiste, apesar do fato de sabermos que ali já não há mais consciência. Essa persistência se deve ao fato de que nossa interação originária com o outro é predominantemente moral e não cognitiva. É por isso que só o conhecimento da inexistência de uma consciência da pessoa em coma não nos deixa confortáveis para negar-lhe o direito a vida, mesmo ela estando em estado vegetativo.

No caso dos animais essa interação se dá através da nossa comunicação emocional com eles, algo básico que não parece em nada se assemelhar a uma atribuição de consciência. Os critérios moral e emocional precedem o critério cognitivo de atribuição de consciência. E esses critérios deveriam também prevalecer na discussão dos direitos animais. Critérios cognitivos, como a da consciência, que historicamente aparecem na Religião, na Filosofia e na Bioética tampouco deveriam ser utilizados nessa discussão.

Não é fazendo uma defesa da existência de uma consciência animal semelhante a nossa que resgataremos os direitos dessas criaturas. Pouco importa se eles são estúpidos ou não. Provavelmente, eles têm uma consciência muito diferente da nossa. Tomar a consciência humana como padrão universal de mente tem resultado num processo de antropomorfização de animais, que cada vez mais vemos ocorrer nas nossas sociedades, nas quais cães já têm até capas de chuva.

As bases teóricas da exclusão dos animais do mundo humano na época moderna remontam a Descartes, para quem havia uma descontinuidade intransponível entre o mundo humano e o mundo animal. Para ele, os animais eram máquinas biológicas, seres mecânicos sem consciência.  O imaginário cartesiano perdura inconscientemente, ou ideologicamente, até hoje. Esse senso comum cartesiano continua a legitimar que comamos carne, que se realizem experimentos com animais e até mesmo tratá-los impiedosamente sem expectativa de punição e nem sequer arrependimento.

Mas terá sido Descartes mais uma vez o grande vilão? Se vasculharmos seus textos verificaremos que não há uma linha sequer, na sua obra, que atente contra o direito dos animais. Seu adversário, Montaigne, não se preocupou com o funcionamento dos animais, mas justificou sua crítica ao especiocentrismo, limitando-se ao discurso retórico.

Na Idade Média, animais domésticos eram julgados por seus crimes. Um cão que mordesse seu dono poderia ser levado ao tribunal e ser condenado à forca. Isso era um claro sinal de que naquela época se atribuía consciência aos animais e de que eles deveriam ter responsabilidades e direitos.

Isso seria, hoje em dia, uma caricatura dos direitos dos animais. Mas nos países desenvolvidos, restringe-se cada vez mais a vivissecção, a experimentação irrestrita com animais, e cada vez mais se difunde o veganismo. O abate em larga escala deverá desaparecer nas próximas décadas, quando as técnicas de clonagem forem aperfeiçoadas e barateadas. A partir de uma única matriz serão produzidas somente partes de animais. Haverá bife para todos e algumas de nossas dificuldades morais em relação aos animais desaparecerão.

Mas o barateamento da clonagem ainda demorará muito. Essa será uma grande dificuldade para o terceiro mundo onde ainda se justifica o descuido e maus-tratos de animais por uma suposta prioridade de resgatar os humanos, como se não fossemos parte do mesmo ecossistema.      

João de Fernandes Teixeira,é Ph.D. pela University of Essex (Inglatera) e se pós-doutorou com Daniel Dennett nos Estados Unidos. É professoor titular na Universidade Federal de São Carlos. Ele mantém um site sobre Filosofa da Mente 

Fonte: Revista  CIÊNCIA & VIDA FILOSOFIA


​Read More
Notícias

Referendo de iniciativa popular poderá determinar advogados para animais na Suíça


Pastora branca com filhote  Foto: sem crédito
Pastora branca com filhote Foto: sem crédito


A Suíça realiza, em março, um referendo sobre a proposta de que cada cantão do país seja obrigado a indicar um advogado para proteger animais domésticos de abusos – sejam eles bichos de estimação ou criados em fazendas. Recentemente o país mudou sua Constituição para garantir a proteção da “dignidade” da fauna e aprovou lei, no ano passado, estabelecendo os direitos de criaturas como canários, porquinhos-da-índia e peixinhos dourados.

“Os seres humanos acusados de crueldade contra os animais podem contratar um advogado ou ter um indicado para eles, mas os animais não podem”, disse o advogado Antoine Goetschel, segundo o jornal britânico The Sunday Times. Em 2007, o cantão de Zurique indicou Goetschel como “defensor dos animais” em uma experiência cujo sucesso encorajou grupos de defesa dos animais a organizarem uma campanha para o referendo. O Sunday Times afirmou que o grupo recolheu mais do que as 100 mil assinaturas necessárias para a realização da consulta popular a nível nacional.

Mas governo e fazendeiros são contrários à proposta, por temerem a adoção de normas mais rigorosas se a moção for aprovada no dia 7 de março. Na semana passada, foi organizada uma comissão chamada “Não à Iniciativa para Advogados Inúteis para Animais”.

De acordo com reportagem do Sunday Times, a lei para proteger aminais domesticados prevê que “animais sociáveis” como canários e porquinhos-da-índia não sejam criados sozinhos.

Tanques com peixinhos dourados não podem ter todas as suas faces de material transparente porque o peixe precisa de abrigo. As pessoas que quiserem ter cachorro têm que fazer um curso de quatro horas sobre os cuidados com bichos de estimação antes de responsabilizarem-se por um animal.

Fonte: O Globo



​Read More
Notícias

Equipe de cientistas consegue, pela primeira vez, evidências físicas da cor dos dinossauros

Imagem: Bristol University
Imagem: Bristol University

Por ser rapidamente decomposta, a pele dos animais não sobrevive para que, hoje, se possa afirmar com certeza a cor das criaturas que caminharam na Terra entre o Jurássico e o Cretáceo. Por isso, a maioria dos retratos de dinossauros apresenta uma coloração baseada em estimativas, suposição e probabilidade.

No entanto, uma pesquisa publicada na Nature descreve as primeiras provas concretas de cores em dinos, e também descreve os tons em pássaros primitivos – que, de acordo com as teorias mais aceitas, teriam evoluído a partir de dinossauros.

Liderada pelo professor de paleontologia Mike Benton, da Universidade de Bristol, uma equipe de cientistas descobriu que o Sinosauropteryx tinha precursores de penas em anéis alternadamente laranjas e brancos ao longo da cauda, e que o pássaro primitivo Confuciusornis tinha padrões brancos, pretos e laranja-amarronzados.

Os fósseis analisados, no nordeste da China, viveram há mais de 100 milhões de anos. Pela primeira vez, uma equipe conduziu neste tipo de vestígio um estudo de organelas específicas, responsáveis por carregar as cores nas estruturas das penas e cabelos de pássaros e mamíferos modernos.

Como essas organelas são parte integrante da estrutura protéica da pena, se esta sobreviver por milhões de anos, elas também estarão conservadas.

A descoberta ajuda a esclarecer qual seria a função original das penas: teriam elas surgido para auxiliar no vôo, ajudar na regulação térmica ou para ostentarem belas cores? Sabe-se agora que elas surgiram antes das asas, o que significa que não se originaram como estruturas de vôo.

Os fósseis mostram também que as penas primitivas do Sinosauropteryx estavam presentes em apenas algumas partes de seu corpo – uma risca que atravessava as costas e descia pela cauda – e que, portanto, não poderiam ter uma grande função na termoregulação.

Isso sugere que elas surgiram como agentes de disposição de cor e só depois, ao longo da evolução, se tornaram úteis para vôo e regulação. As penas são o fator-chave do sucesso evolutivo dos pássaros e, com estudos como este, é possível dissecar sua história e mostrar como cada estrutura foi adquirida através do tempo.

Foto: Reprodução/Info Online
Foto: Reprodução/Info Online

Fonte: Info Online


​Read More
Notícias

Anticongelante é segredo de animais que sobrevivem ao frio

Enquanto a temperatura despenca ao ponto mais baixo do ano, aqueles de nós que vivem em latitudes mais altas se recolhem a abrigos aconchegantes. Podemos simpatizar com os esquilos e passarinhos, sujeitos ao frio abaixo de zero que varre o mundo exterior, e deixar-lhes comida, mas não pensamos muito em criaturas menores e menos fofinhas: por exemplo os insetos e aranhas que habitam quintais e bosques durante o verão. Eles ressurgirão na primavera, o que significa que, de alguma forma, sobrevivem ao frio intenso. Mas como o fazem, se não contam com a proteção de pelos ou penas?

A ameaça à vida nas baixas temperaturas não é o frio, mas o gelo. Já que células e corpos se compõem primordialmente de água, o gelo pode ser letal porque sua formação perturba o equilíbrio entre os fluidos externos e internos das células, o que resulta em encolhimento celular e dano irreversível a tecidos.

Os insetos desenvolveram múltiplas maneiras de evitar congelamento. Uma estratégia é escapar de vez ao inverno. Borboletas como a monarca migram para o sul. Uma ótima solução, mas a capacidade é rara. A maioria dos insetos permanece em seu habitat de origem, e precisa encontrar outra forma de evitar congelamento. Eles fogem ao gelo rastejando para buracos ou fendas por sob a cobertura de neve ou linha de congelamento, ou, como algumas larvas de insetos, hibernam nos fundos de lagos que não se congelem de todo.

Mas muitos insetos e outros animais se defendem contra a exposição direta a temperaturas abaixo de zero por meio da engenhosidade bioquímica, ou seja, produzem anticongelantes.

O primeiro anticongelante de origem animal foi identificado décadas atrás no plasma sanguíneo de peixes da Antártida, por Arthur DeVries, hoje na Universidade do Illinois, e seus colegas. Os mares antárticos são muito frios, com temperaturas da ordem de menos dois graus. A água é salgada o suficiente para que se mantenha líquida a alguns graus abaixo da temperatura de congelamento da água fresca.

As abundantes partículas de gelo flutuando nessas águas representam risco para os peixes porque, caso ingeridas, podem iniciar formação de gelo nas tripas dos animais, com consequências devastadoras. A menos que algo impeça o crescimento dos cristais de gelo.

É isso que as proteínas anticongelantes dos peixes fazem. Os tecidos e corrente sanguínea de cerca de 120 espécies de peixes pertencentes à família dos Notothenioidei estão repletos de anticongelante. As proteínas têm uma estrutura incomum de repetição que permite que se conectem aos cristais de gelo e reduzam para menos três graus a temperatura em que os cristais de gelo crescem. Isso fica um pouco abaixo da temperatura mais baixa do Oceano Antártico, e cerca de dois graus acima da temperatura de congelamento do plasma sanguíneo de peixes que não produzem o anticongelante. Essa pequena margem de proteção tem consequências profundas. Os peixes produtores de anticongelante hoje dominam as águas antárticas.

A capacidade de sobreviver e prosperar em águas frígidas impressiona, mas os insetos sobrevivem a temperaturas muito mais baixas em terra. Alguns, como a pulga da neve, ficam ativos até no inverno e são vistos saltando sobre montes de neve em temperaturas de menos sete graus ou mais baixas. Na verdade, esses insetos não são pulgas, mas Collembolae, um inseto sem asas primitivo capaz de saltar por longas distâncias usando a cauda.

Laurie Graham e Peter Davies, da Universidade Queens, em Kingston, Canadá, isolaram as proteínas anticongelantes das pulgas de neve e descobriram que elas também constituem uma estrutura repetitiva simples que se aglutina ao gelo e impede que os cristais cresçam.

As proteínas anticongelantes das pulgas de neve diferem completamente das que foram isoladas em outros insetos, como o besouro vermelho, que apresenta proteínas anticongelantes por sua vez diferentes das encontradas nas Choristoneurae, uma espécie de lagarta. E todos os anticongelantes desses insetos diferem da espécie que impede o congelamento dos peixes antárticos. O anticongelante de cada espécie é uma invenção evolutiva separada.

Mas a inovação dos insetos vai além dos anticongelantes. Biólogos descobriram outra estratégia para enfrentar o frio extremo. Alguns insetos simplesmente toleram o congelamento.

Nas latitudes mais setentrionais, como o interior do Alasca, as temperaturas de inverno caem a menos 50 graus, e a neve e temperaturas abaixo de zero podem perdurar até maio. Nessas temperaturas extremas, a maioria dos insetos vira picolé. O besouro upis, do Alasca, por exemplo, congela em torno dos menos oito graus. Mas ainda assim pode sobreviver mesmo se exposto a temperaturas de menos 73 graus.

Para tolerar o congelamento, é crucial que os insetos minimizem os danos do congelamento e do degelo. Os insetos desenvolveram diversas substâncias protetoras. Quando o inverno se aproxima, muitos desses insetos produzem elevada concentração de glicerol e outras moléculas de álcool. Elas não previnem o congelamento, mas retardam a formação de gelo e permitem que os fluidos que cercam as células congelem de modo mais controlado, enquanto o conteúdo da célula não congela.

Para proteção máxima, alguns insetos árticos combinam materiais protetores e anticongelantes. De fato, um novo tipo de anticongelante foi recentemente descoberto no besouro upis. Ao contrário das proteínas anticongelantes de outros besouros, mariposas e pulgas de neve, o produto do upis é um complexo açúcar de alta eficiência.

A necessidade de evitar o congelamento de fato foi mãe de muitas invenções evolutivas. Essa nova descoberta torna mais provável que tenhamos truques químicos a aprender dos métodos de proteção contra o frio extremo usados por insetos.

E a questão não envolve apenas entomologia ártica esotérica. Um desafio persistente para a preservação de órgãos humanos é exatamente o problema que esses insetos resolveram – como congelar tecidos por um longo período e depois degelá-los sem dano. Equipes de pesquisa agora estão estudando como aplicar percepções ganhas no mundo animal às salas de cirurgia.

Fonte: Terra

​Read More
Notícias

Cães, gatos e patos são levados à igreja para receber a bênção

Foto: Nacho Gallego / EPA
Foto: Nacho Gallego / EPA

Todas as criaturas são filhas de Deus, lê-se nos textos bíblicos, e em várias cidades espanholas este ensinamento é levado à risca com a benção de animais a 17 de janeiro, o dia que se celebra San Anton, seu patrono. Cães, gatos, pássaros e até – como documenta a fotografia tirada em Valladolid – patos são levados à igreja para o piedoso ato.

Fonte: Expresso

​Read More
Você é o Repórter

A arte da sedução nas espécies

João O. Salvador
salvador@cena.usp.br

Na selva, o relacionamento entre os bichos também exige truques de sedução, com rituais que podem envolver uma mistura de ternura e agressividade. O macho conquistador tem que passar por provas complicadas, envolvendo-se em aguerrida batalha contra outros para conseguir a eleita do seu coração. Ele precisa ser corajoso, forte e de grande imaginação. A fêmea, por sua vez, menos disponível e disputada, se dá ao luxo de selecionar o parceiro. Quando uma leoa vê um leão forte, astuto, matreiro, destemido, o escolhe para o acasalamento, com a intenção instintiva de ter crias de mesma imponência.

Além das formas auditiva e visual de comunicação, os animais, em geral, podem emitir sinais químicos odoríferos, perfumados (feromônios) utilizados na sua paquera. Numa mesma espécie, os feromônios permitem o reconhecimento mútuo e sexual dos indivíduos, capazes de suscitar reações específicas de tipo fisiológico e comportamental em outros membros que estejam num determinado raio do espaço físico ocupado pelo excretor. É uma substância muito utilizada pelos insetos, inclusive.

Nos alados, os machos são mais vistosos, exibidos e cortejadores do que as fêmeas, sendo obrigados a cantar de forma especial ou a exibir suas belas plumagens. Em algumas espécies, na época reprodutiva, há um ritual de radiosa beleza, quando vários machos ficam próximos uns dos outros, abrem e agitam suas asas, cantam, enquanto a fêmea sobrevoa-os e escolhe seu preferido. Já, em outras, o macho constrói uma cabana decorada com plumas coloridas e flores e destroem as cabanas de outros machos.

Nos seres aquáticos, os peixes, no geral, os machos são mais coloridos que as fêmeas, e, para conquistá-las, fazem vários movimentos similares a uma dança. Já, nos anuros, as rãs são mais românticas e sexualmente liberadas. Se o macho manifestar seu desejo, deve coaxar de uma maneira especial, à espera de uma resposta no mesmo compasso, e esses encontros da espécie são sempre festivos, coloridos e coletivos.

Resumidamente, o amor é universal, presente em todo o reino animal, há relacionamentos poligâmicos, mas, também, os de união estável. Boa parte dos racionais, porém, ignora os truques de conquistas de outras espécies, e reina como se fosse a mais bela, a mais sábia e poderosa das criaturas. Ledo engano.

João O. Salvador é biólogo do Cena – (Centro de Energia Nuclear na Agricultura)-USP. E-mail: salvador@cena.usp.br

Fonte: Gazeta de Piracicaba

​Read More
Notícias

Descoberta nova espécie de dinossauro no Novo México

Paleontólogos descobriram no Novo México uma nova espécie de dinossauro da qual descendem criaturas como o T-rex e o Velociraptor.

Segundo a agência Associated Press (AP), estes fósseis servem agora para melhor compreender a evolução dos dinossauros. Batizado como Tawa hallae, o fóssil tem um comprimento de entre dois e três metros e está descrito na edição desta sexta-feira, dia 11, do jornal Science.

Sterling Nesbitt, da Universidade do Texas, é o líder do grupo de cientistas responsável pelo estudo da nova descoberta. A AP cita Nesbitt para explicar que o fóssil do T-hallae “nos dá uma janela sem precedentes para a evolução dos dinossauros, revelando a forma como eles se alastraram pelo globo”.

Segundo o investigador, T-hallae tem características que podem ajudar a compreender a evolução das características de várias outras espécies de dinossauros, nomeadamente para reiterar a teoria de que são originários daquela que é atualmente a América do Sul.

Nascido na Pangea, o supercontinente que depois da separação deu origem aos actuais, o T-hallae era carnívoro e data de cerca de 213 milhões de anos atrás.

Esta é uma espécie que permitiu a evolução de outros dinossauros. O T-rex, por exemplo, é uma das criaturas que se terá desenvolvido a partir do T-hallae, do qual até mesmo os pássaros modernos descendem.

Fonte: Jornal de Notícias

​Read More
Destaques, Notícias

Jane Goodall lança livro e vê “esperança para os animais”

Por Renan Vicente de Andrade    (da Redação)

Jane Goodall: "certamente temos descobertas a fazer". Foto por Franmarie Gregg/Jane
Jane Goodall: "Certamente temos descobertas a fazer". Foto por Franmarie Gregg/Jane

Às vezes parece não haver esperança para o planeta. Milhares de espécies são extintas todos os anos e as mudanças climáticas estão cada vez mais perceptíveis.

Em seu último livro, Esperança para os Animais e Seu Mundo: Como Espécies em Extinção Estão Sendo Salvas, Jane Goodall afirma: “Há, com certeza, animais e plantas vivendo em lugares remotos, além do nosso conhecimento atual. Certamente temos descobertas a fazer”.

Ela também diz que existem espécies sendo salvas da extinção em decorrência do trabalho de muitos ambientalistas sérios e dedicados, e que o fator mais importante para se salvar uma espécie é, sem dúvida, a conexão emocional que se desenvolve entre os cientistas e os animais – como o grande carinho que ela própria tem pelos chimpanzés que estudou na Tanzânia.

“Conversei com pessoas que talvez provenham de um disciplina em que se considera não científico ter qualquer tipo de empatia com o animal que se está estudando”, diz Goodall. “Espera-se que você seja frio e científico. Mas  nós temos uma conexão pessoal com essas criaturas, nós fazemos esse trabalho porque as amamos e porque não poderíamos simplesmente olhá-las enquanto  são extintas”.

A conexão emocional é especialmente importante se o animal em risco de extinção não é imediatamente atraente. Ela escreve que é fácil ver pessoas animadas para salvar pandas bonitinhos e leopardos-das-neves, mas e os insetos ?

“Conhecemos casos em que um pequeno inseto ou uma planta haviam sido extintos e não parecia que isso viria a ser um problema. Mas eis que se descobre que ele ou ela serviam de alimento principal para uma outra criatura”, diz Goodall. “Então, gradativamente, há reação em cadeia, e você pode ter o colapso de um ecossistema inteiro por causa de uma pequena ‘peça’ que foi retirada, cuja importância, até então, nós não conhecíamos”.

Em seu novo livro, Goodall atenta ao fato de que nossas ações podem mudar milhares de vidas de animais que estão fadados à extinção e é necessário que isso seja levado a sério.

* Com informações de NPR

​Read More