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PETA pressiona governo sobre regulamentação e credenciamento de santuários

Com uma rápida pesquisa online é possível encontrar pelo menos 24 santuários de animais selvagens na Carolina do Norte. O número exato já não é tão fácil porque alguns desses resgates são bem pequenos.

Foto: Reprodução | Divulgação

A maioria dos santuário está na área de Charlotte a Raleigh. Muitos deles não são credenciados, incluindo o Conservator’s Center, no Condado de Caswell, onde, recentemente, um leão matou um trabalhador.

 A People for the Ethical Treatment of Animal (PETA) começou a pressionar o governo para que haja uma regulamentação mais forte e que seja exigido o credenciamento destes locais. A Humane Society dos Estados Unidos também quer leis mais duras.

“A Carolina do Norte é um dos redutos e não faz sentido, considerando que já houve vários incidentes que levaram à morte de crianças”, disse a presidente e CEO da Humane Society Acting. “Isso é altamente problemático e é realmente uma questão de segurança pública, além de uma questão humana”. As informações são da ABC11.

A Humane Society informa também que a Carolina do Norte é um dos únicos quatro estados com pouca ou nenhuma lei sobre a posse privada de animais selvagens perigosos.

“Estamos tentando aprovar uma lei um desde 2015”, disse Block. “Eu acho que ela passou pela Câmara, mas não passou pelo Senado. É hora de retomar isso. Eu não quais outras tragédias podem acontecer antes que haja uma ação.”

Segundo ABC11, organizações sem fins lucrativos que nunca conseguiriam se estabelecer em outros estados estão encontrando refúgio na Carolina do Norte.

Tudo o que você precisa na Carolina do Norte é uma licença do USDA e Block disse que não é tão difícil de conseguir. “O mínimo básico com praticamente pouca supervisão”, disse ela.

Além da licença, uma estatística também assusta. “Oitenta por cento de todos os incidentes perigosos com grandes felinos nos Estados Unidos têm ocorrido em instalações licenciadas pelo USDA, como esta”, disse Block.

O Conservator’s Center está operando sob uma licença do USDA e não é credenciado. O zoológico da Carolina do Norte tem a distinção e é obrigado a realizar quatro exercícios de escape em escala real por ano.

“Temos muito orgulho de tudo que ensinamos aos nossos funcionários”, disse a curadora da NC Zoo Mammals, Erin Ivory.

Há uma equipe de resposta armada treinada e pronta para intervir rapidamente em uma emergência. Em áreas de retenção, por exemplo, onde os elefantes são mantidos, as escadas são colocadas estrategicamente, oferecendo várias opções de fuga para o funcionário. Os membros da equipe sempre trabalham em duplas. “Duas pessoas são necessárias para verificar uma área e caso uma dessas pessoas se distraia, existem outras duas pessoas separadas que podem se comunicar e entrar em qualquer local”, disse Ivory.

A Chopper 11 HD sobrevoou o Conservator’s Center na terça-feira e encontrou um trabalhador sozinho sem nenhum backup.

“Estes são animais perigosos. Eles não pertencem a pessoas que não sabem o que estão fazendo ou organizações que muitas vezes não são aptas a fazer esse trabalho. Não é algo para o público  interagir”, disse Block.

O Conservators Center divulgou um comunicado na noite de quarta-feira, em resposta aos pedidos da mídia. Através de seu advogado, Patrick M. Kane da Fox Rothschild LLP em Greensboro, o centro de animais disse:

“Recebemos numerosos pedidos de declarações hoje, particularmente no que diz respeito ao incidente descrito pelo sargento Griggs que foi divulgado mais cedo pelo xerife do condado de Caswell. O centro divulgará uma declaração em breve … Obrigado por sua paciência e respeito continuado pela família da Sra. Black e todos aqueles impactados por esta tragédia. “

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