Histórias Felizes, Notícias

Noiva abandona festa de casamento pela mais bela das razões

Uma noiva fugindo no meio do dia do casamento pode ser um ato interpretado como sinal de má sorte.

Mas o que fez Carla Reilly Moore sair de sua festa estava longe de ser motivo de azar.

Enquanto Moore e seu noivo estavam realizando o sonho de ter um santuário, se acostumando a cuidar de tantos animais e estavam no meio do planejamento de seu casamento, que aconteceria no próprio santuário, o destino deu uma virada repentina.

“Naquele mesmo ano, enquanto dirigia para o trabalho, eu estiva em um acidente de carro devastador”, disse ela. “Isso causou danos permanentes nas minhas costas.”

Foto: Happy Tails Farm Sanctuary
Foto: Happy Tails Farm Sanctuary

Moore teve que passar por uma reabilitação longa e intensiva. “Passei horas com os animais, uma vez que isso aliviou a minha dor e ajudou-me ao longo do caminho para a recuperação”, disse ela.

Quando o dia do casamento chegou, e Moore já estava muito mais forte e melhor, ela sabia que os animais seriam uma grande parte da celebração.

“Não poderíamos pensar em um lugar melhor para realizar nossas núpcias do que aqui no santuário”, disse ela, “o lugar que me deu paz e cura, e o lugar que ajudamos a curar os outros. Queríamos estar cercados por tudo nós amamos: natureza, família e, claro, os animais”.

Foto: Happy Tails Farm Sanctuary
Foto: Happy Tails Farm Sanctuary

Dois porcos, Franklin e Sylvester, ajudaram a inspecionar a propriedade enquanto a cerimônia estava sendo organizada. E, depois que os votos foram trocados, Daphne, a cachorrinha da raça chihuahua resgatada por eles se juntou a Moore e seu novo marido para a primeira dança.

Em troca de toda a sua ajuda, Moore sabia que teria de aguentar o fim do acordo.

“Enquanto a maioria das pessoas depois de dizer que ‘eu aceito’ é levada para fotos, bailes, jantares e festas, tivemos que fazer uma pausa para cuidar dos convidados mais vulneráveis do nosso casamento – nossos residentes de animais”, lembrou Moore. “Eu não pensei duas vezes em descer para verificar todo mundo, e até mesmo alimentá-los, mesmo com meu vestido de noiva.”

Foto: Happy Tails Farm Sanctuary
Foto: Happy Tails Farm Sanctuary

Os porcos e patos pareciam muito satisfeitos em ver a sua salvadora, mesmo que ela estivesse vestida de forma um pouco diferente do normal.

“Enquanto cuidava dos animais, meu marido cuidava dos convidados da festa”, disse Moore. “E então nós trocamos!”.

Moore sabia que seu sonho seria um trabalho 24/7 (24 horas por dia/sete dias por semana), mas ela vê os animais como parte da família.

Foto: Happy Tails Farm Sanctuary
Foto: Happy Tails Farm Sanctuary

“Quando você é um cuidador de tantas vidas, não é como se você pudesse simplesmente se ausentar e sair”, disse ela. “Eles confiam em você para tudo.”

Os votos de amor vêm claramente em muitas formas – e Moore se considera feliz por poder incluir tantos indivíduos em sua vida.

Foto: Happy Tails Farm Sanctuary
Foto: Happy Tails Farm Sanctuary

“Nós tivemos nossa lua de mel aqui!” ela disse. E desde então, o casal não troca por nada a atividade de cuidar dos animais e relaxar ao sol com eles.

“Não poderíamos pensar em um lugar melhor para compartilhar nosso amor um pelo outro”, disse ela. “Parece que já foi feito para ser assim.”

​Read More
Notícias

Conheça um hospital especializado em socorrer animais marinhos

O aquecimento da água dos oceanos está causando probelmas sérios. Os animais precisam nadar cada vez mais para se alimentar. Acabam nas costas brasileiras, cansados, feridos, doentes.

Um hospital criado em uma ilha no litoral de São Paulo cuida desses desgarrados. O número de atendimentos cresceu 40% este ano.

Um santuário, uma ilha a mais de um quilômetro do continente. Para cá são trazidos os animais que chegam ao litoral paulista depois de enfrentar longas viagens. Só no mês passado foram três lobos marinhos. Todos desnutridos. Um deles engordou dois quilos em quatro dias.

“É uma mamadeira feita com sardinha e soro caseiro. Na papa de peixe, acrescentamos óleos vegetais, ferro, vitamina”, explica a veterinária Mariana Zillio Monteiro.

Os animais vêm do Sul do continente, às vezes até da Antártida. Chegam ao litoral do Brasil acompanhando as correntes do Atlântico.

“Ano passado notamos que o Atlântico apresentava 1ºC acima da temperatura normal. Isso fez com que o pescado ficasse mais difícil. Então, pinguins, lobos, acabam vindo para nossa região atrás dos cardumes de peixe”, aponta a veterinária Andrea Maranhos.

Golfinhos, focas e até baleias já foram tratados na ilha. Além de carinho, ganham remédios e exames sofisticados.

O período de internação varia de três dias a oito meses. Quem mais fica por aqui são as tartarugas marinhas. Guarujá e São Vicente são as duas cidades da Baixada Santista onde mais aparecem tartarugas marinhas. Elas vêm se alimentar nos costões rochosos. Mas, além de comida, algumas vezes encontram redes de pesca que podem provocar a morte de muitas delas.

Uma tartaruga verde acaba de chegar à ilha. Por pouco não morreu enroscada. Vai receber uma atenção especial nos próximos dias. A expectativa é que ela e outras, já em tratamento, se recuperem em breve.

Até o fim do ano devem repetir essas cenas: uma por uma tartarugas sendo soltas e logo sumindo de vista. A última devolvida ao mar parecia não esconder a alegria de reencontrar a liberdade.

Em dois anos de trabalho, o centro de recuperação da Ilha dos Arvoredos, no litoral de São Paulo, já tratou de 230 animais marinhos. Trinta pessoas trabalham lá. Muitas são voluntárias.

Fonte: Bom Dia Brasil/G1

​Read More