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Empresa vegana desenvolve novo ingrediente cosmético feito apenas de água e folhas

Foto: Pixabay/asmallpea
Foto: Pixabay/asmallpea

O novo ativo, Celltice, descrito pela Renmatix, a empresa responsável por sua criação, como um nova e revolucionária descoberta no mercado de fórmulas de cosméticos “limpos”, tem sua composição livre de petróleo e feita de celulose e lignina.

O produto é descrito como possuidor de uma enorme variedade de benefícios em cuidados pessoais e cosméticos, pois funcionaria, como ativo e excipiente em formulações de cosméticos e produtos de cuidados com a pele.

“Historicamente, os cientistas não conseguiram até hoje extrair a celulose e a lignina na forma originalmente encontrada na natureza”, disse o CEO da Renmatix, Mike Hamilton, em um comunicado enviado ao Vegan News.

“[Eles, os cientistas] tem então recorrido ao uso de produtos químicos que alteraram materialmente suas composições e limitaram drasticamente as funções desses dois compostos orgânicos”.

“Sem o uso de quaisquer produtos químicos ou solventes, a Renmatix é capaz de liberar esses ingredientes da natureza para criar um material totalmente novo que oferece múltiplos benefícios funcionais”.

O premiado processo “Plantrose” da Renmatix para criar o Celltice usa apenas água, calor e pressão para liberar gentilmente o material de celulose e lignina de folhas de bordo vermelho (red maple, árvore nativa da América do Norte) de crescimento sustentável e não modificadas geneticamente.

Benefícios

A empresa afirma que um dos benefícios do ingrediente cosmético vegano é promover a saúde da pele, proporcionando uma aparência mais mate e saudável após um único uso.

Ele também possui alta capacidade de absorção de óleo que controla a formação de sebo, com redução de 45% na oleosidade após apenas 30 minutos de aplicação.

Mais benefícios para a pele incluem a capacidade de lidar com a aparência seca e escamosa, acelerando a renovação da pele e a esfoliação, com 66% de redução da pele seca após 30 minutos de aplicação.

Além dos benefícios do cuidado da pele, o produto pode proteger a pele contra o estresse ambiental, funcionando como um escudo anti-inflamatório e antioxidante para a pele quando submetidos a pressões ambientais.

Ele também pode permitir texturas delicadas, emulsionando eficientemente uma ampla variedade de ingredientes solúveis em óleo, incluindo óleos vegetais nutritivos, manteigas de sementes e filtros UV ativos.

“Celltice não é apenas uma alternativa baseada em vegetais para emulsionantes químicos e ativos”, disse Hamilton.

“Este produto de primeira linha do nosso processo “Plantrose” também fornece aos fabricantes um ingrediente multifuncional, de alto desempenho e custo-benefício, para ajudá-los a oferecer cosméticos superiores aos consumidores.”

O Celltice fará sua estreia no Dia dos Fornecedores da Sociedade de Cosméticos nos dias 7 e 8 de maio próximos, em Nova York.

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Conheça a Face It, nova marca de make vegana brasileira

(Cabéra / Clicio Barroso/Divulgação)

Muitas marcas estão percebendo que é possível fazer produtos de qualidade com materiais livres origem animal, como a Kat Von D que agora é 100% vegana. Contudo, por mais que seja um mercado em ascensão, ainda faltam opções e variedade para as apaixonadas por maquiagem. A Face It surgiu para ajudar a expandir esse leque.

“Carioca, ousada, sensual, contemporânea, democrática, bem-humorada e movida pela paixão!”, é dessa forma que a marca se apresenta para o público e anuncia sua entrada no mundo da beleza. O projeto foi criado por mãe e filha, Elza e Júlia Barroso, que, além do laço sanguíneo, compartilham uma vida agitada passando por várias áreas e moradias. Elza começou sua carreira como modelo e fotógrafa na Europa e já trabalhou na divulgação de várias grifes internacionais. Já a filha graduou-se em marketing, enveredou para o jornalismo e já até lançou um livro.

Em meio a tanta agitação, as duas conseguiram tempo para sonhar. “Quando morávamos em Londres, há 20 anos, todos os dias ficávamos vidradas nas vitrines de cosméticos, sempre entrando nas lojas para dar aquela olhadinha nas cores, cheiros e novidades”, conta Júlia. “Era nosso passeio favorito. Minha mãe costumava dizer que um dia teríamos a nossa própria The Body Shop“, relembra.

Muito tempo depois, finalmente decidiram tirar o projeto do papel e a inspiração veio de uma amiga que usava apenas cosméticos orgânicos. A dupla ficou admirada com a saúde da pele dela, e passaram a pesquisar mais o poder dos recursos naturais. Depois de tanto pensar, chegaram a filosofia a ser adotada:

“Por que usar produtos derivados de animais, como cera de abelha, lanolina, elastina, carmim e colágeno se podemos desenvolver produtos de altíssima qualidade sem esses ingredientes? Qual é a necessidade de realizar testes extremamente cruéis em animais em prol da beleza do ser humano? Há outras formas de testes. Os animais não precisam sofrer, eles precisam de respeito. Queremos ajudar.”

Cientes dos obstáculos que encontrariam pela frente, o próprio nome da marca serviu como encorajamento: Face It. Com o nome e filosofia escolhidos, a label anunciou a coleção de lançamento, a “Be an Inspiration”, linha exclusiva de batons veganos, cruelty-free, naturais e com ingredientes orgânicos. Desenvolvidos em parceria com um laboratório italiano expert na fabricação de maquiagem orgânica, os itens contam com alta tecnologia, cores vivas, cobertura aveludada matte e, o melhor, sem testes cruéis e nem derivados animais.

Com data próxima de lançamento, a Face It afirma que veio para ficar com planos ambiciosos. Em um primeiro momento, a marca pretende expandir a linha de batons com novas cores. Depois disso, outros cosméticos veganos podem entrar no catálogo da etiqueta. Para finalizar, a expectativa é de se tornar uma das mais respeitadas empresas de cosméticos naturais e veganos, sendo referência na conscientização dos benefícios de produtos sem tóxicos para a pele e o corpo. A label, inclusive, já deu os primeiros passos nesse sentido sendo certificada pelo PETA (maior organização de direitos animais do mundo) e fazem parte do programa “Beauty Without Bunnies”, que garante que os produtos não são testados e nem possuem derivados de ingredientes animais.

Além disso tudo, elas prometem percorrer todo esse caminho com muita paixão. “Somos muito parceiras, nos respeitamos como profissionais e confiamos nas decisões uma da outra. Há dias muito interessantes, em que mesclamos um arranca rabo daqui com uma crise de riso de lá. Trabalhamos incansavelmente para entregarmos o melhor para os consumidores, mas nos divertimos durante a jornada”, finalizam.

Fonte: Elle

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Cientistas apoiam fim de teste de cosmético se lei permitir alternativa

Duas das maiores sociedades científicas do país decidiram se posicionar a favor da abolição dos testes de cosméticos em animais desde que a legislação mude para que uma alternativa possa ser comercializada no Brasil.

Trata-se de um kit de pele de origem humana.

“Ele pode ser produzido a partir de qualquer pedaço de pele que sobre de uma cirurgia e que, do contrário, seria jogado fora. Uma das fontes mais abundantes são pedaços do prepúcio [pele que recobre a ponta do pênis] das cirurgias de fimose ou de circuncisão”, explica Marcelo Morales, do Instituto de Biofísica da UFRJ.

Morales é secretário da SBPC (Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência) e secretário-geral da Fesbe (Federação de Sociedades de Biologia Experimental), órgãos que sempre saem em defesa da necessidade da pesquisa com animais quando se trata de testar novos fármacos ou procedimentos médicos.

No caso dos cosméticos, porém, Morales afirma que a abolição dos testes faz sentido “porque existem métodos validados cientificamente, com resultados confiáveis”.

O grande obstáculo, diz ele, é a lei 9.434, de 1997, que proíbe a comercialização de produtos derivados de seres humanos no Brasil. “Ela foi criada para coibir o tráfico de órgãos, mas acabou gerando uma barreira para essa tecnologia alternativa.”

Mesmo se fosse importado, o kit tem validade de poucos dias, o que inviabilizaria seu uso considerando o tempo de passagem por alfândega e inspeção sanitária.

“Já existem grupos de pesquisadores brasileiros desenvolvendo versões desse kit com apoio do CNPq [órgão federal de fomento à pesquisa].”

As células dos fragmentos são multiplicadas em cultura, gerando um análogo das camadas naturais de pele.

“Mas a barreira que nos vemos é justamente a da comercialização. São pequenos imbróglios que o Congresso poderia resolver facilmente.”

Articulação

Morales já se reuniu com o deputado federal Ricardo Izar Jr. (PSD-SP), presidente da Frente Parlamentar em Defesa dos Direitos Animais, para expor o problema.

Izar Jr. disse  que é favorável ao plano e que a reunião incluiu outros deputados, o ministro da Ciência, Marco Antonio Raupp, e Helder Constantino, da ONG Humane Society International.

“Podemos e vamos trabalhar juntos para modificar a legislação”, afirmou.

Fonte: Boa Informação

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Você é o Repórter

Seis cães que vivem em corrente ainda precisam de ajuda em SP

Nirley Silva Araujo
nirleysaraujo@gmail.com

Estes cães continuam precisando de ajuda, conforme publicado pela ANDA. Consegui arrecadar até o momento  R$ 300,00. O Marcelo que está oferecendo o lar provisório para estes animais vai precisar dos seguintes materiais:

– 350 blocos de 15;
– 06 telhas grandes;
– 10 sacos de cimento;
– 02 metros de areia;
– 01 metro de pedra ;
– 03 caibros ;
– 10 metros de alambrados;
– 04 sacos de cal;
– arames.

O trabalho da mão-de-obra vai ficar em R$ 500,00. Caso alguém queira confirmar a necessidade da construção do canil, e queira ajudar estes animais liguem para a Dona Estela: (11) 2239-3741 ou nirleysa@gmail.com.

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Vegano vai além da culinária e cai na passarela

Muita gente já ouviu falar em comida ou restaurante vegano. O vegetariano não come carne. O vegano não come nada que venha de origem animal. Ou seja, não come ovo, não toma leite, não come queijo e por aí vai.

O que muita gente não sabe é que existe moda vegana, que segue os mesmos princípios descritos acima. A atriz Natalie Portman inclusive já teve uma linha de calçados veganos. Mas não deu certo e fechou. Ela é, inclusive, cliente da renomada Beyond Skin, marca inglesa de calçados veganos (que entrega compras online no mundo inteiro).

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Já no universo das bolsas, tem a canadense Matt& Nat, que trabalha com couro sintético colorido e vende também carteira, mala de fim semana e outros acessórios.

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Já por aqui esta moda ainda engatinha. Ontem a Casa dos Criadores apresentou um desfile vegano, o da Milena Hamaní. A estilista trouxe para as passarelas peças que não têm nada de origem animal, como em algodão orgânico e em pet reciclado.

Para garantir o 100% vegano, até a beleza entrou dentro deste conceito. “Escolhi a Surya como parceria por ser uma marca engajada em valorizar toda forma de vida, e não usar nada de origem animal em seus produtos, filosofia que está ligada ao conceito da coleção”, afirma a estilista.

Fonte: Marie Claire

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Pele artificial substituirá animais nos testes de cosméticos

Antes de serem postos no mercado, produtos como cremes de beleza, sabonetes, detergentes, medicamentos e até curativos precisam ser avaliados para se ter certeza de que eles são compatíveis com a pele humana ou se suas fórmulas poderão causar alergias e irritações.

Hoje esses produtos são inicialmente testados em animais, antes de serem avaliados na pele de voluntários. É certo que seria muito mais seguro para todos se eles pudessem ser testados em modelos sintéticos que reproduzissem mais adequadamente a textura, a consistência e a composição da pele humana.

Fabricação de peles artificiais

Isto agora está mais perto de se tornar realidade, graças a um sistema totalmente automatizado para a fabricação de peles artificiais de dupla camada.

Atualmente as empresas conseguem produzir apenas peles artificiais formadas por um único tipo de célula e esta produção é extremamente reduzida e cara. A oferta mundial não supera as 2.000 unidades de minúsculas peças de pele artificial por mês.

“Graças ao desenvolvimento de nosso instituto, os pesquisadores agora têm acesso a um modelo de pele que consiste de duas camadas com diferentes tipos de células. Isto nos dá uma cópia quase perfeita da pele humana, de um tipo que dá mais informações do que qualquer outro disponível no mercado”, diz o pesquisador Jörg Saxler, do Fraunhofer Institute, na Alemanha.

Linha de produção automatizada

Além de permitir a fabricação de produtos de beleza mais seguros e eficazes, o novo método de fabricação de pele artificial deverá diminuir a necessidade de experiências com animais, que vêm enfrentando críticas crescentes por parte da sociedade.

A técnica de criação da pele artificial de dupla camada já era dominada e havia sido testada com sucesso. Contudo, seu processo de fabricação é extremamente complexo, o que inviabilizava sua execução em escala industrial.

Esse processo agora foi totalmente automatizado e robotizado, tornando o processo contínuo, do isolamento das amostras de tecidos que serão cultivados até a embalagem das peles artificiais totalmente prontas.

Pele para transplantes

Mas as indústrias cosméticas e farmacêuticas não são as únicas interessadas na nova linha de produção automatizada de pele artificial. Na medicina dos transplantes, os cirurgiões têm constante necessidade de tecidos saudáveis para substituir partes da pele destruídas por queimaduras ou em cirurgias plásticas.

As peles artificiais produzidas pelo novo equipamento ainda não são adequadas para os transplantes porque elas não possuem um sistema de vascularização, por meio do qual o sangue possa chegar às diversas partes do tecido.

Mas os engenheiros já estão trabalhando em um modelo integral da pele humana que deverá incluir até mesmo os vasos sanguíneos. Ainda não há previsão sobre a disponibilidade dessa nova tecnologia.

Fonte: Diário da Saúde

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