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Nova lei alemã pode obrigar tutor a levar cão para passear duas vezes ao dia

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Uma nova lei em fase de elaboração poderá obrigar tutores de cães a levarem seus cachorros para passear duas vezes ao dia, por pelo menos 1 hora, na Alemanha.

Caso seja aprovada, a legislação também proibirá a manutenção de cães acorrentados por muito tempo e não permitirá que tutores deixem os animais sozinhos por longos períodos durante viagens.

Atualmente, 9,4 milhões de cachorros vivem na Alemanha. O objetivo da lei, de autoria da ministra da Agricultura Julia Klöckner, é protegê-los e garantir o bem-estar de cada um deles. As informações são do Daily Mail.

A medida relacionada aos passeios, segundo Klöckner, foi pensada após evidências mostrarem que os tutores não estão levando os animais para passeios, impossibilitando que eles façam exercícios regularmente e se distraiam.

Se a legislação conseguir aprovação, as novas regras passarão a vigorar em 2021 e as autoridades de cada estado ficarão responsáveis por fiscalizar o cumprimento delas.


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Propostas que proíbem que cães sejam acorrentados são aprovadas em Santos e Praia Grande (SP)

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Projetos de lei que proíbem que cachorros sejam acorrentados foram aprovados pelos vereadores de Praia Grande e de Santos, cidades localizadas no litoral de São Paulo. As medidas aguardam sanção ou veto dos prefeitos.

Em Praia Grande, a proposta proíbe uso de correntes ou similares em animais mantidos em residências, estabelecimentos comerciais, industriais, públicos e em vias públicas. Aprovada por unanimidade em segunda votação, a medida é de autoria do vereador Carlos Eduardo Barbosa (PTB) e aguarda análise do prefeito Alberto Mourão.

O projeto visa por fim a casos de cachorros que são privados de sua liberdade e estabelece um prazo de 24 meses para adequação, caso seja sancionado. A exceção é para animais  presos em correntes com sistema “vai e vem”, próximas ao chão, que não causem desconforto, estrangulamento e excesso de peso ao animal.

“Os cães mantidos constantemente presos tendem a ser destrutivos, já que nunca foram ‘educados’ a ficar entre as pessoas. Ao se verem soltos, livres das correntes, correm desesperados por todos os cantos derrubando tudo o que veem pela frente e, assim, sofrem atropelamentos ou causam acidentes”, justifica Barbosa.

O projeto de lei aprovado em Santos, de autoria do vereador Benedito Furtado (PSB), tem o objetivo de evitar o sofrimento dos animais. A medida estabelece as condições necessárias para a promoção de bem-estar aos cães e gatos, são elas: espaço suficiente para movimentação, onde haja incidência de sol, luz, sombra e ventilação, fornecimento de alimento e água limpa, além da restrição de contato com outros animais bravos e/ou portadores de doenças.

A proposta também obriga pet shops a instalar câmeras de monitoramento nos espaços de banho e tosa e manter as imagens arquivadas por pelo menos 30 dias.

Caso seja sancionado pelo prefeito Paulo Alexandre Barbosa, o projeto terá multas e punições definidas pela prefeitura.


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Cães desfrutam da liberdade após passarem a vida presos em correntes

Reprodução/YouTube

Dois cachorros tiveram suas vidas transformadas por um projeto social que os libertou das correntes que os mantiveram presos durante anos.

Mama e Oreo foram resgatados por uma idosa após serem abandonados por seus tutores. Apesar de amá-los e querer o melhor para eles, Belinda vive em um bairro pobre nos Estados Unidos e não conseguia abrigá-los senão através das correntes.

No entanto, isso mudou quando Lori Hensley, do grupo “Coalition to Unchian Dogs”, soube do caso. Uma equipe foi enviada à casa de Belinda e construiu um abrigo para que os cachorros pudessem viver soltos. Os animais também foram castrados e vacinados.

E bastou tirá-los das correntes para que a expressão facial de Oreo e Mama mudasse por completo. Os olhares tristes ficaram no passado e deram lugar a cachorros felizes, que correram de um lado para o outro, celebrando a tão sonhada liberdade.

Reprodução/YouTube

“Construímos uma cerca para Belinda e seus cães, colocamos palha para eles porque Belinda vive sozinha em um dos bairros mais pobres de Durham e não tem carro”, disse Lori. “Os cães serão bem alimentados e viverão cheios de amor”, completou a voluntária, que se comprometeu a trazer mais palha para os animais em dias frios para que eles possam se aquecer.

O grupo “Coalition to Unchian Dogs” atua na Carolina do Norte e se dedica a melhorar a vida de cachorros em situação de vulnerabilidade. Além de libertá-los de correntes, os voluntários oferecem serviços de castração e vacinação. Também são feitas doações de ração.


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Dezenas de elefantes forçados a se apresentar para turistas na Tailândia são libertados

Foto: ViralPress
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Dezenas de elefantes acorrentados que sofreram anos de angústia psicológica ao serem forçados a fazer truques para turistas foram libertados de seus grilhões na Tailândia após um clamor internacional.

Imagens comoventes divulgadas hoje mostram os animais pastando livre e divertidamente interagindo entre si no acampamento de elefantes, Maesa Elephant Camp, em Chiang Mai.

As condições “cruéis” que existiam no local foram expostas em novembro passado por ativistas que revelaram que os bebês elefantes eram “arrancados de suas mães” e depois forçados a aprender atividades antinaturais como pintar quadros, chutar bolas de futebol e jogar dardos.

Mas os responsáveis pelo local começaram a remover as algemas e estão permitindo que alguns de seus 77 elefantes vaguem livremente pelo local.

A executiva Anchalee Kalamaphichit que trabalha no acampamento disse que planejava remover as correntes de todos os elefantes nas próximas semanas.

Ela disse: “O centro é criticado há muito tempo sobre como prendemos os animais aqui, então decidimos libertá-los”.

Foto: ViralPress
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“No entanto, viver livremente é uma coisa nova para esses elefantes. Eles precisam de tempo para se adaptarem à sua nova maneira de viver, então escolhemos começar com o mais velho e amigável dos elefantes”.

“Estamos satisfeitos por eles parecerem mais felizes vivendo sem correntes ou mahouts (manipuladores/treinadores de elefantes) e estamos preparando os demais para que possamos libertar o resto deles em breve”.

O grupo de defesa dos animais britânico Moving Animals – que expôs a situação dos elefantes no ano passado – disse estar encantado com as mudanças.

Foto: ViralPress
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A fundadora Amy Jones disse: “É incrível ver esses elefantes vivendo livremente sem suas correntes”.

“Com mais de 70 elefantes em cativeiro, o Maesa Elephant Camp é o maior campo de elefantes do norte da Tailândia”.

Sua decisão compassiva envia uma mensagem poderosa para a indústria do turismo de elefantes e estabelece um claro precedente para a mudança.

Foto: ViralPress
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“Com a ABTA – a maior associação de viagens do Reino Unido – atualizando suas diretrizes para condenar interações antiéticas de elefantes, esperamos que mais e mais atrações turísticas façam mudanças positivas, para que nenhum animal sofra com o entretenimento turístico”.

No ano passado, os ativistas da Moving Animals viram elefantes balançando os corpos compulsivamente, em um “sinal claro da angústia psicológica que enfrentam”.

Eles filmaram elefantes sendo arrastados pelas orelhas e atingidos por ganchos afiados (bullhocks) pelos guardiões.

Jones disse que os filhotes foram forçados a passar “pelo processo tradicional e brutal, de dias ou semanas, de quebrar o espírito de um jovem elefante”.

Ela acrescentou: “É de partir o coração pensar que esses bebês inocentes do viveiro de elefantes Maesa estão no início de uma vida de cativeiro que contará com ganchos agudos, performances cruéis e estresse psicológico grave”.

Foto: ViralPress
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A Moving Animals, no ano passado, pediu a proibição total da publicidade e venda de passeios de elefante “antiéticos” a “lugares cruéis como o Maesa Elephant Nursery”.

“Os elefantes continuam a enfrentar brutalidade física implacável e sofrimento psicológico para participar de passeios, procissões e apresentações”, disseram eles.

As viagens “também são altamente perigosas para os turistas que são frequentemente atacados e às vezes mortos por elefantes estressados”, acrescentaram. As informações são do Daily Mail.

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Filhotes de elefantes são criados e treinados para abastecer a indústria do turismo na Tailândia

Foto: Amy Jones/Moving Animals
Foto: Amy Jones/Moving Animals

Dezenas de elefantes estão sendo cruelmente abusados e mantidos em cativeiro em um acampamento no norte da Tailândia, onde são criados com o objetivo de se tornarem “artistas” lucrativos.

Os filhotes são retirados de suas mães quando têm apenas dois anos de idade e forçados a aprender truques para apresentações no berçário de elefantes Maesa Elephant.

Filmagens feitas no interior da instalação pela ONG Moving Animals – para um projeto de fotojornalismo e filmagem que trabalha na exposição das indústrias de animais em todo o mundo – mostra os jovens elefantes sendo atingidos e furados por ganchos agudos de metal (bullhooks), puxados pelos ouvidos e acorrentados, balançando em perigo.

Foto: Amy Jones/Moving Animals
Foto: Amy Jones/Moving Animals

Esse tipo de abuso faz parte do “phajaan” – um processo tradicional de quebrar o espírito (por meio de sofrimento, humilhações, dores e privações) de um jovem elefante.

Os elefantes são amarrados com cordas, confinados em cercados de madeira apertados, passam fome e são espancados repetidamente com ganchos, pregos e martelos até que sua vontade seja esmagada e destruída.

A ativista Amy Jones disse que as investigações do grupo em toda a Ásia mostraram repetidamente elefantes enfrentando um sofrimento físico e emocional “implacável”.

Foto: Amy Jones/Moving Animals
Foto: Amy Jones/Moving Animals

“É de partir o coração pensar que esses bebês inocentes do Maesa Elephant Nursery estão no início de uma vida inteira de cativeiro que vai incluir serem espetados com ganchos agudos, performances cruéis e estresse psicológico severo”, disse ela.

“As empresas de viagens enganam os turistas e os fazem apoiar o abuso de animais ao pagar por esse shows onde imperam o abuso e a crueldade”.

“Para salvar outra geração de filhotes de elefantes de uma vida de miséria, as agências devem ser proibidas de vender ingressos para as ‘atrações com elefantes’.”

Foto: Amy Jones/Moving Animals
Foto: Amy Jones/Moving Animals

Mais de 80 elefantes vivem em cativeiro no local, que funciona há mais de 40 anos.

O objetivo é que os elefantes entretenham os turistas que vem ver os filhotes no berçário e assistam aos animais mais velhos fazendo os “shows”.

Eles são ensinados a pintar quadros com suas trombas, jogar dardos afiados em balões de gás e chutar bolas de futebol em gols.

Foto: Amy Jones/Moving Animals
Foto: Amy Jones/Moving Animals

Eles também são forçados a puxar e empilhar troncos pesados.

Mais de 20 animais participam das apresentações que são executadas três vezes ao dia.

O acampamento é um dos muitos em que os filhotes são maltratados e explorados por dinheiro.

Este ano, o elefante bebê batizado de Dumbo, do zoológico de Phuket (Tailândia), ganhou as manchetes quando foi forçado a se apresentar até que suas pernas se quebrassem. Ele morreu.

Foto: Amy Jones/Moving Animals
Foto: Amy Jones/Moving Animals

Preocupações sobre os sistemas de criação existentes em muitos viveiros de elefantes vieram à tona com a divulgação das imagens.

Uma elefanta adulta que vive no local já havia dado à luz seis bebês.

Como os elefantes passam de 18 a 22 meses na gravidez, a mãe geralmente passa a maior parte de sua vida grávida.

Foto: Amy Jones/Moving Animals
Foto: Amy Jones/Moving Animals

Eles são frequentemente forçados a continuar trabalhando e se apresentando durante a gravidez.

A Moving Animals e a Save the Asian Elephants – uma associação sem fins lucrativos – estão pedindo que sejam implementadas leis que tornem ilegal para as empresas anunciar ou lucrar com a venda de ingressos para lugares como o berçário de elefantes Maesa.

Para expressar seu apoio, assine a petição aqui.

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Elefante é acorrentado por três meses por ser considerado “agressivo”

Foto: Mathrubhumi
Foto: Mathrubhumi

Um elefante tem sido torturado por três meses na Índia, mantido acorrentado em uma plantação, exposto ao sol e à chuva, mal conseguindo se mover, o animal chora o dia todo, segundo os vizinhos da propriedade onde o abuso acontece.

O elefante, conhecido pelos nomes Kochu Ganeshan e Bharathi Balanarayanan, foi acorrentado em uma plantação de coco em Mundakkara, na cidade de Balussery, na Índia desde abril, segundo relatos do jornal Mathrubhumi.

De acordo com o responsável pelo elefante, Dileep Kumar, ele estaria passando pelo período de “musth” (alta dos níveis de hormônios reprodutivos em elefantes do sexo masculino, que causa agressividade) e por isso teria sido acorrentado e torturado.

Elefantes na Índia (imagem ilustrativa) | Foto: Priya Davidar
Elefantes na Índia (imagem ilustrativa) | Foto: Priya Davidar

Infelizmente na Índia é permitido manter elefantes em cativeiro porém, existem normas para esse tipo de procedimento. De acordo com o regulamento vigente, para se manter um elefante – no período de “musth” – cativo no país, ele deve ser colocado em acampamentos cobertos, protegido e ser alimentado ter acesso a água.

Lembrando que cativeiros, sejam eles em alojamentos cobertos, zoos ou qualquer tipo de privação da liberdade, causam sempre sofrimento a qualquer espécie, além de ser uma crueldade com animais selvagens, acostumados a viver livremente na natureza e em grupos ao invés de cerceados por interesses humanos.

A forma como Kochu Ganeshan vem sendo mantido viola todas as regras relativas aos cuidados com elefantes durante o período do “musth”. Segundo os especialistas nesta fase os níveis hormonais de testosterona se elevem tanto nos animais que cheguem a ficar 60 vezes mais altos que o normal. Para animais que vivem livres, o período é utilizado para reprodução e eles passam por essa fase de forma natural em seus habitats. Já os cativos se tornam agressivos e violentos por não poderem manifestar sua natureza ou seguir seus instintos.

Elefantes na Índia (imagem ilustrativa) | Foto: Nature Conservation Fundation
Elefantes na Índia (imagem ilustrativa) | Foto: Nature Conservation Fundation

Estar afastado de seu grupo e de seu ambiente natural é uma agressão anti-natural e cruel para com os elefantes por si só.

Ainda segundo relatos do jornal Mathrubhumi foram identificadas feridas profundas na pele do elefante causadas pelas de correntes que prendem suas pernas.

Vítima da humanidade

O elefante de 25 anos foi acorrentado a um coqueiro. O animal havia sido trazido para a terra de Vadakkedathu Sankaran (fazendeiro) para ficar por 10 dias. Ao final desse tempo, quando ele pediu para que os responsáveis levassem o elefante embora, Dileep Kumar disse que o animal estava em “musth” e não poderia ser transportado por três meses.

Elefantes na Índia (imagem ilustrativa) | Foto: Nature Conservation Fundation
Elefantes na Índia (imagem ilustrativa) | Foto: Nature Conservation Fundation

Quando um grupo de homens começou a acampar e se embebedar nas terras do fazendeiro alegando estar ali para cuidar do elefante, o proprietário demoliu o galpão construído no local.

O grupo entrou com uma queixa policial contra o proprietário da terra por destruir o galpão. Com isso, Sivasankaran teve que pedir ajuda da polícia para lidar com a situação.

Segundo relatos de moradores vizinhos da propriedade onde Kochu Ganeshan esta preso, o elefante chora sem parar, dia e noite, “num murmúrio de cortar coração”, devido às feridas profundas nas pernas e ao sofrimento de ficar amarrado o tempo todo.

Elefantes na Índia (imagem ilustrativa) | Foto: Nature Conservation Fundation
Elefantes na Índia (imagem ilustrativa) | Foto: Nature Conservation Fundation

Sivasankaran e sua família disseram que apesar de terem feito uma queixa à polícia e ao DFO denunciando que o elefante está sendo torturado, nenhuma ação foi tomada.

Os responsáveis pelo elefante só levaram mahouts (cuidadores de elefante) até o local depois que ele apresentou uma queixa no tribunal de Koyilandi e uma comissão veio para inspecionar o animal e as condições em que ele tem sido mantido.

O tutor do elefante, Dileep Kumar, respondeu que o animal é tratado de acordo com as instruções do “Madangaleela” (livro indiano sobre elefantes que tem mais de 200 anos) e será deslocado do local quando o certificado de aptidão (fim do “musth”) for emitido.

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TripAdvisor continua promovendo lugares que maltratam animais

Por Rafaela Damasceno

Uma pata de elefante acorrentada ao chão
Foto: Old box studio/Shutterstock

O TripAdvisor é um site conhecido mundialmente por oferecer informações e opiniões de conteúdos relacionados ao turismo. Normalmente é procurado por pessoas que querem ver comentários dos lugares visitados por outros, fotos e preços. Infelizmente, muitos animais (especialmente os selvagens) são explorados pela indústria do turismo.

Os elefantes, principalmente, são forçados a passar por um processo denominado “phajaan” – isso significa que suas almas são “esmagadas”, suas esperanças são destruídas, para que se submetam aos humanos. Também são frequentemente mantidos aprisionados com correntes e costumam ser ameaçados com “bullhooks” (uma haste com um gancho na ponta).

Nenhum animal silvestre deve ser mantido em cativeiro. Existem necessidades básicas que nunca poderão ser atendidas quando se está enclausurado.

Lasah, um elefante de 37 que foi capturado na natureza ainda bebê e separado de sua família, é explorado e abusado na atração Langkawi Elephant Adventures, na Malásia.

Lasah deveria ser capaz de conviver com outros elefantes, dormir deitado, cobrir-se de lama para se proteger de queimaduras solares – comportamento comum da espécie -, regular a temperatura de seu corpo na água, vagar livremente. Em vez disso, ele vive sozinho, é acorrentado no chão, lavado constantemente porque turistas não querem ver os elefantes cobertos de lama, não pode mergulhar na água quando quer e é mantido acorrentado quando não está sendo forçado a carregar pessoas, entre outras coisas.

O TripAdvisor promove atividades que são cruéis para Lasah, além de divulgar críticas positivas em seu site. Esse tipo de coisa aumenta o interesse e a demanda pela exploração de elefantes no turismo.

Diversas petições foram criadas para que o TripAdvisor remova páginas que promovam abuso de animais. Há também uma petição pedindo pela liberdade de Lasah.

Se ele não for considerado apto para retornar à natureza depois de todos os abusos e explorações que sofreu, um santuário de elefantes local está mais do que preparado para acolhê-lo. Você pode assinar a petição pela liberdade de Lasah aqui.


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A verdade sobre os passeios com elefantes

Obrigados a trabalhar mais oito horas por dia, no calor escaldante elefantes são explorados pelo turismo | Foto: Animals Asia
Obrigados a trabalhar mais oito horas por dia, no calor escaldante elefantes são explorados pelo turismo | Foto: Animals Asia

No sudoeste da Ásia, em países como Indonésia, Tailândia e Vietnã, é comum encontrar ofertas de passeios com elefantes nos principais pontos turísticos. Esses passeios são oferecidos como parte do pacote de viagem em sites de agências de turismo famosas e inúmeras fotos de turistas montados em elefantes pelo mundo são postadas nas mídias sociais.

Emboscados na selva

Criar elefantes em cativeiro é reconhecidamente difícil e requer altos padrões de bem-estar.

Assim sendo, a grande maioria dos elefantes utilizados nos passeios com turistas foram capturados na selva.

Elefantes são animais altamente sociais e vivem em grande bandos na natureza. Jovens elefantes quando caçados são separados violentamente de suas famílias e amigos a quem eles provavelmente nunca mais verão de novo.

Traumatizados

Para fazer com que os elefantes obedeçam, eles devem temer humanos. Isto é feito por um processo chamado de “crush”, um método em que os animais são pressionados ao extremo até o ponto em que “quebram”.

Elefantes tem uma memória excelente e este abuso bárbaro é normalmente o suficiente para que eles permaneçam apavorados de medo de seus captores para o resto de suas vidas

Trabalhando até a morte

Uma vez que são vendidos para a indústria do turismo, os elefantes são obrigados a trabalhar para cobrir os gastos com sua manutenção (comida, abrigo) e gerar lucro para seus proprietários. Elefantes usados em passeios com turistas estão disponíveis praticamente o dia todo, todos os dias, com este único fim.

Quando não há turistas, os elefantes são amarrados e permanecem a espera deles. Quando os turistas chegam, os elefantes são obrigados a trabalhar por oito horas seguidas carregando em suas costas imensos grupos de pessoas num calor absurdo.

Não há leis que protejam os elefantes na indústria do turismo e o trabalho em excesso é uma forma comum de abuso. A imprensa do Vietnã reportou inúmeros casos de elefantes morrendo de exaustão e má alimentação nos últimos anos, é como se eles estivesse trabalhando até a morte, literalmente.

Exaustos e mal alimentados, elefantes sucumbem de cansaço | Foto: Animals Asia
Exaustos e mal alimentados, elefantes sucumbem de cansaço | Foto: Animals Asia

Incapazes de expressar comportamento naturais

No ambiente de cativeiro onde o bem-estar dos elefantes é deixado de lado em função do ganho financeiro, os animais inevitavelmente sofrem.

Na selva, elefantes estão habituados a andar por muitos quilômetros todos os dias em busca de sua comida preferida. Eles interagem o tempo todo com outros elefantes, criando laços pelo contato físico ou se comunicando através de longas distancias usando ruídos subsônicos

Elefantes adoram brincar e se banham na água antes de tomarem um “banho de poeira”, o que é feito na intenção de evitar ataques de parasitas.

Correntes curtas prendem os elefantes pelo tornozelo | Foto: Animals Asia
Correntes curtas prendem os elefantes pelo tornozelo | Foto: Animals Asia

Mas no cativeiro ou nos passeios com turistas nada disso é possível.

Quando não estão levando turistas nas costas por dinheiro, os elefantes ficam presos por correntes curtas, colocadas ao redor de seus tornozelos. Eles não tem oportunidade alguma de caminhar, procurar por comida, tomar banho no rio, ou interagir entre os seus iguais. Manter elefantes presos em condições como estas, onde eles não possuem sequer o básico para seu bem estar, causa sofrimento extremo a esses animais é uma forma de crueldade severa.

Dinheiro do turismo alimenta a continuidade desse ciclo

Tragicamente, a indústria do mundial do turismo alimenta a demanda por passeios de elefante. Enquanto os turistas estiverem dispostos a pagar para passear e interagir com os elefantes durante as férias, os animais continuarão a ser caçados e escravizados. Eles continuarão a ser vendidos e condenados à vidas de miséria e servidão, e serão espancados até quebrar seu espírito e sua vontade.

Elefantes asiáticos ameaçados de extinção

A situação do elefante asiático se encontra em estado crítico. A espécie está na lista de animais ameaçados de extinção pela IUCN – União Internacional Para Conservação da Natureza – e seus números só tem caído.

As maiores ameaças a continuidade da espécie na selva são as mortes causadas pela busca do marfim e a caça motivada pelo entretenimento e indústria do turismo.

A verdade é inegavelmente clara: ao fazer passeios de elefante, turistas se tornam cúmplices em um ato de extrema crueldade animal além de empurrar o majestoso elefante asiático mais rápido em direção a sua extinção.

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Canil municipal tem ratos mortos e cães presos a correntes curtas em SC

Os cerca de 60 cães abrigados pelo canil municipal de São Joaquim, em Santa Catarina, estão vivendo em condições precárias. Os animais são mantidos em um pátio sujo e improvisado, de propriedade da Secretaria de Obras, com uma casa com paredes de madeira apodrecida, ratos mortos e ossadas de outros cachorros.

Cachorros acorrentados mantidos em condições precárias (Foto: Reprodução / NSC TV)

Além da insalubridade do local, há também cachorros que vivem acorrentados no canil, presos a correntes curtas, e outros que não recebem os cuidados necessários.

“Teve algumas mortes e foi por comida mofada. Então, a gente teria que ver desde como está acondicionada esta alimentação, como está a limpeza. Tudo isso está precário”, explica a médica veterinária voluntária Ana Maria Borges. A ração fornecida aos cães é comprada pela prefeitura.

Representante da Associação de Proteção dos Animais de São Joaquim, Maria Regina Fontanela critica as condições em que os cachorros são mantidos. O local é utilizado como canil municipal há 17 anos. “Uma falta de estrutura que não tem condições. Eu, muitas vezes, compro material de limpeza para mandar para o canil e outras pessoas também”, diz.

Maus-tratos: cachorro preso à corrente curta (Foto: Reprodução / NSC TV)

De acordo com a prefeitura, um decreto estabeleceu que a manutenção do canil é de responsabilidade da Associação Catarinense de Proteção aos Animais de São Joaquim. O documento, entretanto, apesar de ceder o espaço em comodato para que animais sejam abrigados, não determina de quem é a responsabilidade de mantê-lo.

A ONG, por sua vez, afirma que a Constituição Federal estabelece como obrigatoriedade do poder público a tarefa de proteger a fauna, impedindo que os animais sejam submetidos à crueldade.

A administração municipal se comprometeu em fazer um processo burocrático, ainda nesta semana, para repassar R$ 80 mil para o canil. As informações são do portal G1.

“O recurso que a gente tem hoje dentro deste projeto de fomento é mais para situação onde a gente possa fazer um trabalho de castração e melhorar um pouco a condição dos cachorros lá”, informa o secretário municipal de Meio Ambiente, Volney Júnior.

“É uma situação que alguém tem que fazer alguma coisa por que já passou do limite”, finaliza Maria Regina.

Confira mais fotos:

Ração fornecida aos cães (Foto: Reprodução / NSC TV)
Rato morto encontrado no local onde os cães são mantidos (Foto: Reprodução / NSC TV)
Ossada de um cachorro que morreu no canil (Foto: Reprodução / NSC TV)
Canil municipal está em situação deplorável (Foto: Reprodução / NSC TV)
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Elefante é finalmente liberto em santuário na Tailândia (Foto: Boon Lott’s Elephant Sanctuary/Facebook)
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Menino remove correntes de elefante aprisionado há mais de 30 anos

O Santuário de Elefantes de Boon Lott (BLES) na cidade de Sukhothai, na Tailândia, acolheu recentemente um elefante resgatado após anos de exploração em trabalhos forçados.

Elefante idoso é acolhido com amor em santuário para viver o resto de sua vida livremente após anos de exploração (Foto: Boon Lott’s Elephant Sanctuary/Facebook)
Elefante idoso é acolhido com amor em santuário para viver o resto de sua vida livremente após anos de exploração (Foto: Boon Lott’s Elephant Sanctuary/Facebook)

A chegada do animal, nomeado Pang Fai, contou com registros emocionantes do animal tendo simbolicamente sua liberdade devolvida após uma criança retirar correntes de suas patas.

Pang Fai é um elefante idoso e que precisava se aposentar, em um lar novo e confortável, que o acolhesse de forma amorosa. A equipe do BLES conhece Pang Fai há mais de 10 anos, e agora finalmente recebe o animal para viver o resto de sua vida em segurança.

Durante anos, Pang Fai, que é uma elefanta, viveu em região próxima ao santuário. A tutora do animal nos últimos 32 anos decidiu se aposentar, então, entregou Pang ao santuário para que ele pudesse ‘se aposentar’ também.

Elefante é finalmente liberto em santuário na Tailândia (Foto: Boon Lott’s Elephant Sanctuary/Facebook)
Elefante é finalmente liberto em santuário na Tailândia (Foto: Boon Lott’s Elephant Sanctuary/Facebook)

Visando fornecer os melhores cuidados ao elefante, a BLES começou a arrecadar fundos e já conta com mais de 15 mil dólares para apoio nos cuidados do elefante.

Ao ser recepcionada no santuário, Pang Fai já tinha um bufê de alimentos como boas-vindas esperando por ela, o que proporcionou um momento alegre e memorável.

“Ela ficou ao sol por horas, lentamente comendo tudo”, escreveu a equipe do santuário via Facebook.

O elefante foi acolhido no santuário com um banquete (Foto: Boon Lott’s Elephant Sanctuary/Facebook)
O elefante foi acolhido no santuário com um banquete (Foto: Boon Lott’s Elephant Sanctuary/Facebook)

“Obrigado a cada um de vocês que fez isso acontecer”, disse BLES. “Pang Fai é um elefante muito feliz agora, e ela é uma prova do que todos podemos alcançar quando nos reunimos e colocamos a compaixão em primeiro lugar”, ressaltou o santuário que cuidará do animal até seus últimos dias de vida.

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Proibição de animais presos em corretes é analisada em Bento Gonçalves (RS)

Um Projeto de Lei que proíbe animais presos em pátios ou quintais com coleiras e correntes está em análise na Câmara de Vereadores do município de Bento Gonçalves, interior do Rio Grande do Sul. A proposta visa coibir casos de maus-tratos.

Projeto quer coibir maus-tratos impedindo que tutores prendam animais em correntes (Foto: Felipe Nyland / Agencia RBS)

A fiscalização seria realizada pela Secretaria Municipal de Saúde e também pela comunidade, que faria denúncias por telefone. Tutores que infringissem a lei estariam sujeitos a notificação, multa e, por fim, perda da guarda do animal.

O projeto, que segue o exemplo de uma proposta semelhante que tramita na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara de Vereadores de Porto Alegre, é de autoria do vereador Gustavo Sperotto (DEM).

“Conversando com ONGs, descobrimos situações em que animais ficam presos com correntes curtas, no sol e passando necessidade. Pretendemos inibir essa prática”, afirma o parlamentar.

Um dos objetivos do projeto é incentivar os moradores do município a cercarem os terrenos para que os animais fiquem livres, sem que seja realizada a prática cruel de prendê-los em correntes para que não fujam.

Os valores arrecadados com multas seriam, segundo o projeto, aplicados em ações de conscientização a respeito da guarda responsável e em programas municipais de bem-estar animal.

Responsável pela pasta que seria fiscalizadora da lei, o secretário de Saúde, Dyogo Siqueira, defende uma discussão aprofundada sobre o tema, entretanto, afirma que a proposta é válida.

O PL precisa passar ainda pelas comissões técnicas da Câmara para então ser votado em plenário.

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Cadelas que vivem acorrentadas precisam de ajuda em SP

Raquel Rignani
raquelpxr@yahoo.com.br

Reprodução

Duas cadelas estão vivendo em situação de extrema negligência em uma casa em SP. Elas vivem acorrentadas em correntes curtas e enferrujadas, em local com pouquíssima ventilação, abafado e sem alimentação adequada. Uma protetora está realizando uma campanha para arrecadar os valores para as castrações da cadela e para a compra de um portão que melhorará a condição de vida dos animais, porque com o portão, elas não precisarão ficar nas correntes. Quem puder ajudar entre em contato com a Raquel através do tel: 11 – 998800754.

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