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Maior branqueamento de corais da história preocupa pesquisadores no RN

Foto: Natalia Roos/Arquivo Pessoal

O processo de branqueamento dos recifes de corais na região de Rio do Fogo, no Rio Grande do Norte, registrado nos últimos meses, foi o maior da história. A mudança dos tons dos corais de terrosos para branco tem preocupado os pesquisadores.

“Registros anteriores, de 2010, mostraram que 70% da área monitorada tinha sido afetada. Hoje constatamos um impacto superior a 80%”, contou ao G1 o biólogo e pesquisador Guilherme Longo.

O branqueamento dos corais, de acordo com o especialista, ocorre por conta do aumento da temperatura da água. O que preocupa os pesquisadores, porém, é a frequência e a intensidade das ondas de calor.

“Essas ondas são fenômenos naturais que podem acontecer por vários motivos, como a intensificação da corrente quente ou pela alteração das correntes marítimas. O problema é que antes isso acontecia duas ou três vezes por década e agora ocorre praticamente todos os anos”, explicou.

“Percebemos uma magnitude impressionante no processo de branqueamento e um dos maiores indicadores foi uma espécie que costuma ser extremamente resistente, mas também branqueou”, completou.

A esperança é que as condições naturais sejam retomadas. Mas, para isso, é preciso que a onda de calor se dissipe. Segundo o pesquisador, não há muito o que fazer além de minimizar impactos que podem ser controlados. Dentre eles, a poluição dos recifes, o turismo e a pesca. “Quando a gente consegue regular esses impactos, deixamos os corais na melhor condição possível para lidar com fenômenos globais”, disse.

Foto: Natalia Roos/Arquivo Pessoal

“É muito preocupante, mas não consideramos que seja o fim. Vamos acompanhar de perto para entender quais corais vão se recuperar, afinal, cada espécie tem uma capacidade diferente de recuperação”, explicou.

O branqueamento é o processo de expulsão de algas por parte dos corais. Mas isso não ocorre sem razão. Os corais abrigam migroalgas de maneira natural e, além de fazer fotossíntese, elas fornecem nutrientes para esses animais.

“Parte da nutrição vem da alga e a outra parte da captura de pequenos animais e partículas da água. São essas as duas fontes de alimento dos corais”, explicou Guilherme. “Quanto maior a temperatura da água, mais vezes as microalgas se multiplicam no corais, fazendo mais fotossíntese, o que gera uma produção intensa de oxigênio. Isso começa a incomodar o coral que, para não se prejudicar, expulsa as algas. Dessa forma, ele perde basicamente metade da nutrição”, completou.

Essa expulsão altera a coloração dos corais, o que explica o nome desse processo ser branqueamento. “A cor do coral depende da densidade das microalgas. Quando ele perde as algas, o tecido, que é super fino, fica transparente e expõe o esqueleto”, disse.

Foto: Natalia Roos/Arquivo Pessoal

O branqueamento, no entanto, não mata o animal, mas o deixa mais suscetível à morte. “Branqueamento não é sinônimo de morte, mas claramente prejudica o animal, que fica susceptível a doenças, sensível a infecções e aos agentes patogênicos e dependente da captura de animais para não morrer de fome”, afirmou.

“O branqueamento dos corais funciona como uma febre: é um sintoma de que algo está errado, mas que se a situação mudar, ele se recupera. Portanto, é reversível”, acrescentou.

Segundo Guilherme, é importante manter a saúde dos corais. “Essas espécies têm função importante em estruturar o recife. Se você perde essa complexidade e deixa o ambiente homogêneo, os peixes podem ser prejudicados, perdendo abrigo e alimento”, disse.

“Pense nos recifes como cidades: os corais são construções. A ausência deles interfere nos serviços oferecidos, afetando diversas camadas como o turismo, por exemplo”, comparou o pesquisador.

Foto: Divulgação/De Olho nos Corais

Estudo

Junto de outros pesquisadores de várias universidades brasileiras, Guilherme traçou o histórico dos animais marinhos para buscar respostas sobre a recuperação e a perspectiva para conservação dos corais do Brasil.

“Nosso objetivo é entender se os recifes do Brasil estão prontos para mudanças no clima e fenômenos globais. Para isso reconstruímos o passado dos corais, há 150 anos, com pesquisas em museus e entrevistas com pescadores. Também analisamos as vertentes do futuro, utilizando modelos matemáticos e simulações em laboratório”, explicou.

Além disso, os especialistas monitoram as espécies. “Analisamos colônias específicas com frequência e fazemos vídeos bem detalhados que depois, no laboratório, se transformam em um modelo tridimensional. É como se fosse uma tomografia da colônia que nos permite quantificar com precisão a saúde do coral”, acrescentou.

Foto: Divulgação/De Olho nos Corais

Os pesquisadores também criaram um projeto por meio do qual moradores e turistas podem fotografar os corais e divulgar as imagens nas redes sociais. “A costa brasileira é muito extensa e os estudos não devem se limitar à área de monitoramento, por isso criamos um projeto de ciência cidadã chamado ‘De olho nos corais’, disponibilizado no Instagram”, contou.

“Dessa forma conseguimos analisar a saúde dos corais em outras regiões e garantimos um monitoramento amplo”, comentou.

Para Guilherme, a participação da comunidade é essencial. “O envolvimento das pessoas nessa causa é importantíssimo e nesse sentido o turismo se faz peça fundamental. Além de fomentar a economia local e incentivar projetos de pesquisa, as pessoas têm a chance de conhecer esse ecossistema e a fragilidade dele”, disse. “Esse conhecimento gera uma mudança no comportamento das pessoas. É o famoso conhecer para conservar”, concluiu.


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‘Vou cuidar direitinho pra ela não fugir’, diz menina de 3 anos após resgate de gata

A gata e Brenda Emanuelly, de três anos, são inseparáveis. Elas passam o dia juntas e até dormem na companhia uma da outra


Um filhote de gato foi resgatado na quinta-feira (5) após subir em uma árvore de 10 metros de altura em Montes Claros (MG). Depois que o animal, que é uma fêmea, foi salvo, sua amiga inseparável, Brenda Emanuelly, de três anos, prometeu impedir uma nova fuga.

“Quando entregamos a gatinha, a menina ficou eufórica e disse ‘vou cuidar direitinho para ela não fugir mais’. Essa relação entre animais e crianças é de muito apego e carinho”, contou ao G1 o soldado Diego Caldeira.

Foto: Corpo de Bombeiros / Divulgação

Diego Alberto Moreira, pai de Brenda, relevou que a família tutela outro gato, mas que a menina queria adotar um que fosse só dela.

“Há três meses, a gata do nosso vizinho teve filhotes e nós ganhamos um. As duas são assim, ficam o dia todo grudadas, dormem juntas e minha filha vive com ela no colo. Quando Brenda viu que ela estava em cima da árvore falava ‘olha minha gatinha miando lá em cima, tira ela de lá papai’, é uma relação impressionante, são inseparáveis”, disse.

A gata foi resgatada em segurança, sem ferimentos. O resgate durou uma hora.

“Usamos uma escada e um sistema de ancoragem com cordas no resgate. Algumas pessoas já haviam tentado pegar o animal, mas a orientação é para que isso não seja feito, já que há riscos por conta da altura. Além disso, a árvore também estava muito escorregadia devido à chuva”, explicou o sargento Anivaldo Dias Júnior, chefe da equipe de resgate da qual também faz parte o cabo Wesley Dias.

O soldado Diego Cadeira tem um carinho especial por este tipo de ação. Isso porque ele adotou um cachorro resgatado pelos colegas bombeiros.

“Ele estava muito machucado, parecia ter tido até a orelha cortada. A guarnição que fez o resgate trouxe o cachorrinho para o quartel, quando vi, quis ficar com ele. Para nós, bombeiros, todas as vidas têm valor”, concluiu.


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Mortalidade de corais cresce 10 vezes na Bahia após vazamento de óleo

Um estudo também registrou uma diminuição na diversidade de espécies de 88 para 47, em média


A mortalidade de corais registrada em outubro no litoral da Bahia, após o vazamento de óleo que atingiu a costa brasileira, aumentou dez vezes, segundo estudo do Instituto de Biologia da Universidade Federal da Bahia (UFBA).

(Raul Spinassé/Folhapress)

Para chegar a essa conclusão, os pesquisadores compararam dados coletados em outubro com números registrados em abril. O estudo foi liderado pelo professor Francisco Kelmo, diretor do instituto. As informações são do portal UOL.

A taxa de branqueamento dos corais, que atinge entre 5% e 6% dos organismos anualmente, subiu para 52% nos recifes das regiões da Praia do Forte, Itacimirim, Guarajuba e Abaí, segundo biólogos da UFBA.

“O branqueamento é uma forma de se reconhecer que o coral está doente. Ele perde sua cor natural e fica esbranquiçado, indicando que seu corpo não está funcionando corretamente. Na área estudada, o branqueamento pode ocorrer por excesso de exposição à radiação solar ou quando há elevação da temperatura da água do mar. Mas, neste caso, apenas a presença do óleo cru foi detectada”, explicou Kelmo ao UOL.

“Se o coral morre, parte do recife morre com ele. Se esta mortalidade for elevada, o ambiente entra em declínio, e as espécies perdem sua casa e alimento”, completou.

Além do aumento nas mortes de corais, o estudo registrou diminuição na diversidade de espécies de 88 para 47, em média, e queda no número de organismos vivos nos recifes de 446 para 161.

“Este números indicam que houve perda de patrimônio natural: redução no número de animais, redução na diversidade de animais e aumento das doenças/mortalidade nos corais. Assim, compromete a cadeia alimentar, causa desequilíbrio ecológico, e precisa ser monitorado continuamente pelos próximos 6 meses”, explicou o estudo.

O estudo cita como organismos vivos os “invertebrados bentônicos”, que são animais sem vértebras, como camarões, ostras e mexilhões, que moram no fundo do recife, presos aos corais, ou que se movem sobre ele. Os pesquisadores analisaram amostras de 35 metros quadrados por praia e apresentaram valores referentes à média de espécies e animais.

Os pesquisadores fazem esse levantamento todos os anos desde 1995 por meio do Centro de pesquisa em Ecologia Marinha e Costeira (Cepemac), órgão vinculado ao Instituto de Biologia da UFBA.

“O óleo é uma substância muito tóxica, com vários componentes danosos a saúde dos animais (benzeno, xileno, tolueno, metais pesados, etc)… estes compostos podem matar os animais por asfixia (falta de ar) ou envenenamento alimentar. Quando não mata os animais, causa doenças que enfraquecem a reprodução ou impedem os animais de executarem suas funções diárias corretamente, levando-os ao adoecimento seguido por morte, de curto ou de longo prazo”, concluiu o pesquisador.


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Óleo no Nordeste afeta corais, tartarugas, aves, peixes e outros animais

Foram encontrados 107 animais oleados e 81 deles morreram, segundo dados do Ibama


O óleo derramado no Nordeste atingiu corais, tartarugas, aves, peixes, ostras e mariscos prejudicando vários ecossistemas.

“Todos os ambientes costeiros foram afetados em diferentes intensidades, dependendo do tamanho da mancha que os atingiu, densidade no momento em que encostou, estágio da maré e hora do dia. Isso porque o calor ajuda a amolecer a mancha e, durante a noite, é mais difícil o trabalho de remoção”, explicou ao UOL a oceanógrafa Mônica Costa, da UFPE (Universidade Federal de Pernambuco).

Pedro Accioly/Divulgação

“Inicialmente havia poucos registros de encalhes —vivos e mortos. Mas isso vem crescendo significativamente agora. Devem estar ocorrendo em toda parte. Mas nós não temos registro e acesso à informação. Ainda”, afirmou.

Segundo ela, relatos indicam que parte do óleo está se enterrando na areia. “A mancha já pode ser detectada a alguns centímetros da superfície da areia. Isso era esperado, pois é o comportamento que foi registrado em outros eventos que atingiram praias”, explicou.

“Isso é extremamente preocupante, pois demonstra que esse óleo deverá permanecer na praia por algumas décadas, subindo e descendo no pacote sedimentar, mas com um movimento líquido para baixo”, completou.

De acordo com o último levantamento do Ibama, foram encontrados 107 animais oleados e 81 deles morreram. Foram 74 tartarugas marinhas, 22 aves e 11 animais de espécies diversas.

Secretaria de Justica e Direitos Humanos de Pernambuco / Divulgação

Esses dados, porém, são subdimensionados. “Desses 107 temos apenas vertebrados. Estamos falando de tartarugas, aves, golfinhos, animais de grande de porte que conseguiram ser vistos. Não se tem uma conta dos invertebrados ou dos vertebrados de menor porte. Então esse é um número que reflete apenas os chamados animais relacionados à megafauna marinha”, disse Flávio Lima, do projeto Cetáceos da Costa Branca, ligado à UERN (Universidade Estadual do Rio Grande do Norte), que trabalha resgatando os animais afetados.

De acordo com pesquisadores da UFPE e da UFRPE (Universidade Federal Rural de Pernambuco), o óleo se decompõe em partículas microscópicas e afeta a alimentação de pequenos invertebrados. A descoberta foi feita após uma análise de uma baía habitada por corais na APA (Área de Proteção Ambiental) Costa dos Corais, na praia de Tamandaré (PE).

“Encontramos microfragmentos de óleo em torno de 2 milímetros nas amostras de plâncton”, afirmou Mauro de Melo Junior, professor do Departamento de Biologia da UFRPE e um dos coordenadores do estudo. “Da mesma forma que os micro e nanoplásticos estão entrando na teia alimentar marinha, acredito que já esteja ocorrendo com o óleo que chegou a nossa costa”, acrescentou.

Cláudio Sampaio/Ufal Penedo

O petróleo prejudicou ainda 11 das 16 principais áreas para aves migratórias na região, afetando as viagens dos animais. Um alerta sobre o assunto foi feito em uma carta assinada por 14 especialistas do Grupo de Assessoramento Técnico e colaboradores do Plano de Ação Nacional para Conservação das Aves Limícolas Migratórias.

“Essas aves têm um comportamento: se reproduzem no hemisfério Norte no verão deles, mas essas regiões congelam no inverno. Elas chegam lá e, em um intervalo de três meses, geram filhote, os alimentam e, assim que começa a esfriar, voltam. As aves começam a chegar por aqui em setembro e outubro”, afirmou o professor Renato Gaban-Lima, do Instituto de Ciências Biológicas e da Saúde da Ufal (Universidade Federal de Alagoas).

A contaminação pelo óleo, no entanto, não afetou apenas os animais, mas também os rios. Óleo foi encontrado a 7 km da foz do rio Coruripe no dia 24. Em uma ação de limpeza, 75 kg do material foram retirados do rio e de suas margens.

Corais também foram atingidos. Amostras foram coletadas no estuário do rio Pium, que é berçário das espécies, a até 5 km mar adentro. As coletas foram feitas no dia 16 por equipe do Laboratório de Geologia e Geofísica Marítima e Monitoramento Ambiental da UFRN (Universidade Federal do Rio Grande do Norte). Manchas de óleo também foram encontradas em corais e sedimentos marinhos nos parrachos (conjunto de recifes de coral que formam piscinas naturais) de Pirangi do Sul, no litoral leste do estado. Havia óleo em corais a três metros de profundidade.

“Foram coletadas 30 amostras e em 28 delas havia indícios de óleo”, disse a pesquisadora Patrícia Eichler, professora visitante de geologia na UFRN e da pós-graduação em ciências ambientais da Unisul (Universidade do Sul de Santa Catarina), líder do estudo.

“Houve uma penetração nas camadas mais internas do solo marinho. O que isso acarreta é que não mata apenas a epifauna —que vive sob o fundo do mar—, mas também a infauna —que vive dentro do sedimento marinho a até 10 cm [de profundidade]. É um impacto ambiental violento”, explicou.

Em Alagoas, óleo foi encontrado por pesquisadores nos recifes do Pontal do Peba, que fica próximo à foz do rio São Francisco. O local é um estuário de espécies marinhas de grande importância.

Os mangues também foram afetados e a dificuldade para limpá-los é grande. Óleo foi encontrado em manguezais nas praias de São José da Coroa Grande, Tamandaré e Rio Formoso, em Pernambuco, e em outros estados, como Alagoas e Bahia.

Reprodução

“É muito difícil limpar o mangue. Ele é, talvez, o ecossistema mais vulnerável, pois não existe protocolo no mundo para retirar a contaminação. De suas raízes, não se consegue tirar, pois o óleo, quando chega à lama, acaba afundando e contaminando tudo”, disse Clemente Coelho, doutor em oceanografia biológica e professor da UPE (Universidade de Pernambuco).

O petróleo também matou milhares de mariscos em Feliz Deserto (AL). Os corpos dos animais foram encontrados na segunda-feira (28) por uma equipe da Ufal.

“Ainda chega pouco petróleo lá, mas suficiente para matar esses moluscos, que são parecidos com ostras, mas que aqui na região recebem o nome de massunim. Havia milhares de mortos lá”, contou o professor Cláudio Sampaio, da unidade Penedo da Ufal.

Pesquisadores da Universidade Federal da Bahia (UFBA) analisaram amostras de 38 animais entre peixes, moluscos e crustáceos, e encontraram óleo em todos eles.


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Estudo revela que indústria da carne é responsável pela contaminação de bacias hidrográficas

Grande Barreira de Corais | Foto: Getty Images
Grande Barreira de Corais | Foto: Getty Images

A produção de carne bovina é responsável pela destruição de 94% das bacias hidrográficas que abastecem a Grande Barreiras de Corais na Austrália, de acordo com um relatório da ONG de proteção ambiental The Wilderness Society (A Sociedade do Deserto).

A Grande Barreira de Corais australiana é uma imensa faixa de corais composta por cerca de 2.900 recifes, 600 ilhas continentais e 300 atóis de coral, situada entre as praias do nordeste da Austrália e Papua-Nova Guiné, que possui 2.200 quilômetros de comprimento, com largura variando de 30 km a 740 km.

A nova análise de dados espaciais considera a produção de carne bovina responsável por 73% de toda a limpeza de terras (desmatamento) em Queensland, na Austrália.

“O desmatamento é um dos principais impulsionadores da perda de biodiversidade, uma fonte significativa de emissões de gases de efeito estufa e contribuiu para a má qualidade da água na Grande Barreira de Corais”, diz o relatório. A criação de animais ou pecuária intensificada é responsável por “direcionar o escoamento químico adicional para as águas dos recifes, além das cargas químicas existentes”.

Além disso, o relatório observou que atribuir 73% da área desmatada à produção de carne bovina é provavelmente uma “subestimação significativa”.

“Nos últimos cinco anos, mais de 1,6 milhão de hectares de florestas e bosques foram limpos (desmatados para pecuária) somente em Queensland”, observa o relatório. A Grande Barreira de Corais não é o único recife em risco por causa da criação de animais em larga escala. No Centro de Conservação do Aquário da Flórida, os pesquisadores cultivam corais em um laboratório para restaurar os recifes que desaparecem rapidamente.

Agindo

“A evidência científica é clara”, conclui o relatório. “Iniciativas que interrompam e revertam os efeitos das mudanças climáticas em nível global e capazes de melhorar efetivamente a qualidade da água em escala regional são as mais urgentes para melhorar as perspectivas de longo prazo da região”.

O governo de Queensland introduziu leis destinadas a minimizar a taxa de desmatamento de terras do estado em maio passado. A indústria de carne bovina manifestou interesse em avançar em direção a operações mais sustentáveis, fundando o Australian Beef Sustainability Framework (Projeto Australiano de Sustentabilidade da Carne Bovina, na tradução livre) em 2017. A organização mantida pela indústria acompanha o desempenho do produtor em várias áreas. No entanto, estudos mostram que uma alimentação baseada em vegetais é a opção mais sustentável para ajudar o planeta.

O relatório da Wilderness Society acrescenta que “o segundo maior responsável pela limpeza de terras é a criação de ovelha”, com 28% da área desmatada.

Uma solução baseada em vegetais

À medida que os problemas ambientais e éticos da carne são cada vez mais divulgados, a adoção de uma alimentação baseada em vegetais é a melhor solução para causar um impacto positivo no planeta.

Existe um interesse crescente na redução de carne na Austrália. Um estudo mostrou que mais de 2,5 milhões de australianos estão desistindo ou reduzindo a carne em sua alimentação.

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Nova área de proteção ambiental aumenta preservação costeira na Paraíba

Uma nova Área de Proteção Ambiental (APA) aumentou para 10,7% a área de preservação costeira na Paraíba. Apenas 0,5% do local era protegido antes da criação da APA, que recebeu o nome de Naufrágio Queimado.

Foto: Braulio Santos

Maior área de proteção do estado, a APA se estende pelo litoral de João Pessoa e de Cabedelo, abrangendo uma área de cerca de 420 km², que protege desovas de tartarugas, recifes, peixes, crustáceos e outros animais, incluindo espécies ameaçadas de extinção, como tubarão-lixa, toninha e peixe-boi-marinho.

No local, há três embarcações naufragadas, conhecidas como Alice, Alvarenga e Queimado. Os navios são atualmente habitados por corais e outras espécies marinhas. As informações são da Agência Brasil.

“O projeto começou com bases científicas, monitoramento das espécies e do ambiente para identificar o diagnóstico de preservação e propor medidas que favoreçam a conservação da natureza”, disse Robson Capretz, coordenador de Ciência e Conservação da Fundação Grupo Boticário de Proteção à Natureza.

O projeto de criação da APA é de responsabilidade de professores e alunos da Universidade Federal da Paraíba (UFPB), com financiamento da Fundação Grupo Boticário de Proteção à Natureza.


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Recifes marinhos havaianos enfrentam ameaça de extinção

Foto: Alana Eagle/Civil Beat
Foto: Alana Eagle/Civil Beat

Na batalha para manter a frágil vida selvagem dos recifes de corais no Havaí longe dos ambientes artificiais de colecionadores do continente e preservá-los em seus habitats nativos, os defensores dos aquários domésticos costumam usar as palavras de ordem “sustentável” e “legalmente aceito” em defesa própria, quando se referem a essa atividade destrutiva que já dura décadas e vêm devastando a espécie.

A cronologia dessa luta em prol dos recifes é antiga e cheia de percalços, porém agora mais do que nunca, necessária e urgente, além de contar com o apoio massivo da população. De acordo com pesquisa realizada pela ONG Civil Beat Honolulu 84% dos residentes do pais querem ver o fim desse comércio.

Em 2014 o então administrador da Divisão de Recursos Aquáticos do Havaí se demitiu após dar um depoimento perante Junta de Terras e Recursos Naturais (BLNR), ratificando sua oposição às regras do comércio de aquários aritificiais propostas pelos colecionadores.

O depoimento dele explicava porque as regras eram incompatíveis com uma boa gestão dos recursos naturais, além não terem base científica e terem sido desenvolvidas em um processo falho, onde importantes partes envolvidas haviam sido excluídas.

A BLNR ignorou estas preocupações, e em vez disso votou junto com o seu então presidente, um antigo colecionador de aquários. Contudo, um importante conjunto de fatos emergiu da reunião que a BLNR subseqüentemente realizou com os cientistas após o incidente: os pontos em que o comércio de aquários de corais eram classificados como “sustentáveis” não haviam sido definidos e nem os meios para medí-los, os objetivos da gestão do estado, ou as métricas para atingir essas metas.

Em 2017, um projeto de lei tentou mais uma vez definir a “sustentabilidade” do comércio de recifes em aquários artificiais, mas a DLNR novamente se opôs a ela, alegando que era uma lei desnecessária e muito cara. O governador então, vetou o projeto.

A redução de cerca de 60% a 90% em peixes e outras criaturas marinhas capturadas para o comércio de animais em áreas que ainda permanecem abertas à coleta, preocupa cientistas ligados à instituições de conservação da vida marinha.

Além disso, embora algumas pescarias esgotem rotineiramente as populações de peixes em mais de 80% e ainda assim sejam consideradas “sustentáveis”, esse não é o caso dos ecossistemas de recifes de coral próximos à costa, agora ameaçados de extinção também pelo efeito das mudanças climáticas.

Segundo um estudo da ONG Honolulu´s Civil Beat Hawaii, sem uma drástica redução dos gases causadores do efeito estufa, 70% dos recifes de corais do Havaí deverão estar mortos em 30 anos, restando apenas 1% até o final do século, em um processo que ocorrerá bem diante dos olhos de todos, e pode começar já em 2030.

Especialistas insistem na importancia de focar na restauração da abundância da flora e fauna marinhas, remoção de estressores e construção de resiliência nesses ecossistemas. Antes da decisão da suprema corte havaiana em 2017, que encerrava o comércio de aquários artificiais somente no oeste do Havaí, até que fosse feita uma revisão ambiental adequada, quase duas vezes mais peixes e recifes eram retirados do estado para o comércio de aquário artificais do que os que eram pescados para alimentação.

Cientistas afirmam que são muitas as ameaças aos aos ecossistemas oceânicos, incluindo poluição e as diversas formas de pesca empregadas, no entanto, isso não justifica, segundo eles, os impactos da indústria de aquário artificiais, com taxas de mortalidade elevadíssimas e irreversíveis.

O Havaí proibiu a captura de corais, rochas e areias em 1986, mas mais de 30 anos depois continua a permitir a extração crítica e ilimitada da vida marinha. Segundo a dra. Marjorie Ziegler, que se opõe fortemente ao comércio de aquarios artificiais, “se o estado não permite que nossas aves nativas e outros animais sejam levados e vendidos no continente essa proteção deve se estender também à vida marinha”.

Há uma lei pedente de aprovação no congresso havaiano que fixa a data efetiva de 2024 para o fim definititvo e completo do comércio da vida marinha em aquários, o texto prevê cinco anos de prazo para sua eliminação total, um compromisso importante que deve dar aos animais marinhos e seus lares de recifes de coral tempo para construir alguma resiliência enquanto enfrentam uma batalha cada vez maior pela própria sobrevivência.

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De olho no planeta

Maior barreira de corais do mundo perdeu metade de sua cobertura

Um grande declínio na cobertura da Grande Barreira de Corais é um fenômeno que “nunca havia sido observado no registro histórico”, afirma um novo relatório do Instituto Australiano de Ciências Marinhas (AIMS).

O instituto periodicamente divulga os resultados de um programa de monitoramento de recife a longo prazo. Cada recife da costa de Queensland é visitado por pesquisadores a cada dois anos para avaliar sua condição e cobertura de corais.

Foto: Divulgação

Os resultados mais recentes, divulgados na terça-feira (05), detalham como grandes eventos de branqueamento em 2016 e 2017 impactaram em diferentes regiões do recife. A AIMS informou que não existem registros anteriores de branqueamento ocorridos em anos sucessivos.

“Nos mais de 30 anos de monitoramento pela AIMS, os recifes da Grande Barreira de Corais mostraram sua capacidade de recuperação após distúrbios. Mas essa ‘resiliência’ claramente tem limites”, diz o relatório.

Os recifes deverão levar mais tempo para se recuperar, considerando que a taxa de crescimento permaneça a mesma. Mas levando em conta a diminuição dos intervalos entre os distúrbios, como altas temperaturas oceânicas, o período de recuperação pode se tornar mais lento.

corais sofreram o fenômeno de branqueamento
As consequências das mudança climática são tempestades mais fortes e eventos de branqueamento mais frequentes e intensos. Foto: Universidade de Queensland

Os recifes na região norte da barreira foram os mais afetados pelas ondas de calor marítimas induzidas pelo clima, e perderam cerca da metade de sua cobertura de coral.

A seção central também sofreu uma perda significativa devido ao branqueamento de corais e à contínua propagação do surto de coroa-de-espinho, cnidário predador de corais.

No total, a cobertura da Grande Barreira diminuiu de 22% em 2016 para 14% em 2018.

“A escala geográfica do recente branqueamento significa que as populações reprodutoras de corais foram dizimadas em grandes áreas, reduzindo as fontes potenciais de larvas para recolonizar os recifes nos próximos anos”, diz o relatório.

“Precisamos que o governo veja isso como uma crise nacional. Somos responsáveis ​​pela proteção e conservação deste tesouro mundial. Temos uma obrigação legal e moral de cuidar disso “, disse Imogen Zethoven, da Associação Australiana de Conservação Marinha.

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Recifes de corais estão sendo prejudicados por substâncias presentes nos protetores solares, e estado do Havaí implanta nova lei que proíbe a utilização de certas marcas de filtros solares. (Foto: Pixabay)
De olho no planeta

Protetores solares são proibidos no Havaí por prejudicar recifes de corais

O estado do Havaí, nos Estados Unidos, aprovou recentemente uma lei que proíbe o uso de filtros solares que contenham substâncias químicas conhecidas por terem um efeito destrutivo nos recifes de corais.

O projeto de lei SB2571, quando assinado pelo governador do Havaí David Ige, se tornará a primeira lei do gênero no mundo, e deve entrar em vigor até 2021.

Recifes de corais estão sendo prejudicados por substâncias presentes nos protetores solares, e estado do Havaí implanta nova lei que proíbe a utilização de certas marcas de filtros solares. (Foto: Pixabay)
Recifes de corais estão sendo prejudicados por substâncias presentes nos protetores solares, e estado do Havaí implanta nova lei que proíbe a utilização de certas marcas de filtros solares. (Foto: Pixabay)

A necessidade da aplicação dessa legislação existe porque pesquisadores descobriram que cerca de 14 mil toneladas de protetor solar acabam nos recifes de corais do mundo todos os anos, causando efeitos destrutivos e consequência devastadoras à biodiversidade marítima.

Duas substâncias químicas nocivas provenientes dos protetores e filtros solares, quando nas águas dos mares, acabam por branquear os corais, lixiviar seus nutrientes e reduzir sua resiliência quando se trata de mudanças climáticas. Para peixes, as substâncias são conhecidas por serem desreguladores endócrinos, capazes de causar doenças reprodutivas, deformação embrionária e feminização de peixes machos.

Mais de 3,5 mil marcas de protetores solares disponíveis no mercado contêm substâncias químicas que foram comprovadas por cientistas na contribuição para o branqueamento de corais quando  no oceano, de acordo com o TreeHugger.

Oxibenzona e octinoxato são produtos químicos que são ingredientes comuns em protetores solares, de marcas como Coppertone, Banana Boat, entre outros. Esses elementos filtram e absorvem raios ultravioleta, bloqueando a radiação solar na pele humana. Porém, ao entrar em contato com a água dos mares, como inevitavelmente fazem, a oxibenzona e o octinoxato causam graves danos aos corais e aos peixes.

O Guia do EWG para filtros solares mostra quais marcas de protetores contém ou não ingredientes como a oxibenzona e o octinoxato.

Praia Hanauma Bay no Havaí apresenta grande extensão da beleza dos recifes de corais (Foto: Daniel Ramirez)
Praia Hanauma Bay no Havaí apresenta grande extensão da beleza dos recifes de corais (Foto: Daniel Ramirez)

De acordo com o Laboratório Ambiental Haereticus, os produtos químicos são até prejudiciais para os mamíferos marinhos e “especialmente os humanos”, sendo que “a oxibenzona demonstrou induzir dermatite em 16% a 25% da população”. Além disso, a oxibenzona causa toxicidade ao desenvolvimento do esperma humano e à viabilidade espermática, reduz o peso da próstata em homens e reduz o peso uterino em mulheres.

A decisão do estado do Havaí de proibir os produtos químicos dos filtros solares ajudará muito o meio ambiente, permitindo que os recifes de corais sejam capazes de recuperar-se dos danos sofridos e permanecerem vivos. Consequentemente, a decisão também acabará por preservar as famosas praias havaianas.

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Notícias

Austrália investirá milhões de dólares para proteger corais

O governo da Austrália planeja investir 500 milhões de dólares australianos para recuperar e preservar a Grande Barreira de Corais, ameaçada pelas mudanças climáticas.

Um terço das espécies de corais do local morreram em um período de apenas nove meses em 2016, após uma onda de calor, segundo um estudo publicado na revista científica Nature. Uma epidemia de estrela-do-mar-coroa-de-espinhos também afetou o recife, que está localizado na costa do país e é considerado o maior ecossistema de corais do mundo.

(Foto: JAMES COOK UNIVERSITY/EPA)

O ministro do Meio Ambiente, Josh Frydenberg, afirmou à emissora local ABC que se trata do “maior investimento individual em restauração e gestão da história da Austrália”. O político explicou que o montante será usado para melhorar a qualidade da água, combater uma espécie de estrela-do-mar conhecida como coroa-de-espinhos, que se alimenta de corais, e ajudar a desenvolver novas espécies de corais mais resistentes a temperaturas mais quentes.

A Grande Barreira de Corais foi declarada Patrimônio Natural da Humanidade pela Unesco em 1981. Ela é a maior estrutura viva da Terra e conta com 2.300 quilômetros de extensão, o que supera o tamanho da Itália. Mais da metade das espécies de corais conhecidas fazem parte do recife, junto de mais de 1,5 mil espécies de peixes e 4 mil de moluscos, e de animais ameaçados de extinção, como o mamífero dugongo e a grande tartaruga-verde marinha.

O recife está ameaçado por um efeito conhecido como branqueamento, causado principalmente por mudanças climáticas, que fazem com que a temperatura da água e a acidificação do oceano aumenta, causando danos catastróficos aos corais. As informações são do portal UOL.

O investimento anunciado pelo governo faz parte de um orçamento que deve ser revelado na próxima semana. Parte dos gastos terá como foco uma ação para convencer agricultores a reduzirem a quantidade de substâncias nocivas, como sedimentos e pesticidas, que agridem a Grande Barreira, segundo Frydenberg.

De acordo com o ministro, o recife é responsável por aproximadamente 64 mil empregos, vale mais de 6 bilhões de dólares australianos à economia do país e atrai mais de 2 milhões de turistas anualmente.

“É um ícone natural nacional e internacional, e é por isso que estamos tão determinados em salvá-lo e preservá-lo para as gerações futuras”, afirmou o político.

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De olho no planeta

Estudante de doutorado utiliza DNA para identificar resistência de recifes de corais

Ele compartilhará sua experiência no blog Out There, da EPFL. Durante o período, Oliver Selmoni, irá coletar 400 amostras de recifes de corais da Nova Caledônia.

Foto: Jamani Caillet/EPFL 2018

O arquipélago francês está localizado no Leste da Austrália e é cercado pelo segundo maior recife de corais do mundo após a Grande Barreira de Corais.

Como tantos outros recifes, este ecossistema valioso – que é um local de Patrimônio Mundial da UNESCO – está ameaçado. Em 20 de Fevereiro, Selmoni se juntará a uma iniciativa de pesquisa lançada pela EPFL sobre como os corais se adaptam ao aquecimento global, à poluição e à antropologia das áreas costeiras.

Segundo o Phys, o projeto é realizado em juntamente com o French National Research Institute for Sustainable Development  (IRD – UMR ENTROPIE). Selmoni publicará atualizações, fotos e vídeos no blog da EPFL e no Instagram até o final de Maio.

O projeto de pesquisa de Selmoni soma a genética à geografia: ele aplicará um novo método científico que usa amostras de DNA de corais para identificar potenciais conexões entre a variação genética e uma condição ambiental específica.  Ao verificar as espécimes individuais que podem ter sido afetadas pelo branqueamento de duas espécies de corais (Acropora millepora e Pocillopora damicornis), Selmoni espera descobrir mutações genéticas que podem fazer com que os corais resistam ao aquecimento global e à acidificação dos oceanos.

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De olho no planeta

Satélites ajudam a preservar a saúde e a beleza dos recifes de corais

Porém, sua beleza e vitalidade são ameaçadas por diversas razões.

Foto: NASA

O aumento da temperatura da água devido às mudanças climáticas, a poluição terrestre e a pesca são as principais ameaças à saúde dos recifes. Atividades recreativas como passeios de barco e mergulho também estressá-los. Se esses fatores estressores persistem, eles causam o branqueamento dos corais.  Corais em todo o mundo têm enfrentado eventos de branqueamento mais constantes e graves.

Quando os corais são branqueados, eles perdem suas cores porque perdem algas simbióticas que vivem dentro deles. Se isso ocorre, eles são incapazes de crescer, se reproduzir e construir o esqueleto de calcário e podem sofrer danos e até morrerem.

“Algumas doenças ocorrem quando os corais perdem a resistência a bactérias e fungos patogênicos, o que pode ser natural. Em outros casos, as doenças estão relacionadas à descarga humana de esgoto e d outros resíduos em águas costeiras”, observou Frank Muller-Karger, oceanógrafo da University of South Florida.

Para os corais saudáveis, os gerenciadores dos recifes rastreiam flutuações globais e em grande escala de temperaturas para analisar as condições dos oceanos do mundo, informa o Phys.

Os avanços recentes das imagens de satélite oferecem detalhes para adotar medidas mais imediatas e direcionadas. Isso inclui resgatar corais  correm risco de branqueamento mortal, redirecionar mergulhadores para recifes não estressados e conscientizar o público sobre os danos que a pesca pode ter nesses locais.

Quando o branqueamento é iminente, “os gerentes de recifes podem adotar diversas estratégias para diminuir ou mitigar os potenciais impactos negativos adicionalmente gerados pela utilização humano”, disse Beth Dieveney, membro do Florida Keys National Marine Sanctuary.

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