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Terra, nossa imensa Ilha da Páscoa

Siegmar Metzner – Curitiba
metzner@curitiba.goethe.org

O mundo esquece rapidamente suas lições. Em prol do progresso só iremos sossegar quando a última árvore tiver sido derrubada e a última espécie viva ter sido dizimada.

Enquanto isso continuamos erguendo nossos “moais’” cada vez mais gigantes para impressionar um ao outro. E, vez ou outra, faremos reuniões para determinar uma nova data para pôr fim à nossa própria destruição. COP-15 hoje, amanhã será o COP-20, se chegarmos lá, naturalmente.

A estupidez humana não tem limites, enquanto houver recursos naturais a serem explorados, nenhum país medirá esforços para esgotá-los,custe o que custar.

As poucas vozes silenciosas que tentam se fazer ouvir acabam se calando diante da estupidez daqueles a quem chamamos de “líderes mundiais”.

Acordos sem credibilidade alguma são assinados nestes encontros, que nada mais são do que uma mera reunião informal entre amigos.

Enquanto isso, rios continuarão sendo desviados, florestas naturais inteiras continuarão sendo derrubadas e indústrias cada vez mais poluentes serão construídas e lançarão seus gases tóxicos em nossa atmosfera, mas tudo sendo maravilhosamente camuflado.

A população, por sua vez, irá contribuir à sua maneira, não tendo mais onde descartar seu lixo, qualquer lugar será satisfatório, afinal os rios já estão mortos de qualquer maneira, e o que importa é o progresso e nosso bem-estar.

Somos todos hipócritas, alguns ainda hoje negam ter existido o holocausto, enquanto estamos indo em direção ao nosso próprio extermínio.

E, nessa história, “os nazistas” atuais, disfarçados de grandes líderes, continuam querendo, cada um mostrar ao outro quem é a raça mais produtiva e mais avançada. Nós, no momento um pequeno país emergente,”os novos Rapanuis”, com nossa maravilhosa camada de pré-sal recém-descoberta, queremos, por meio de “nosso grande líder”, dar lições ao mundo.

E de antemão é lícito afirmar que iremos começar a contribuir com a destruição da nossa ilha da Páscoa, estamos apenas começando a erguer nossas imensos “moais”.

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Notícias

Mudança climática pode forçar canibalismo entre ursos-polares

Um número crescente de casos de canibalismo entre ursos-polares está sendo registrado no mundo devido às alterações climáticas, afirmaram ativistas que combatem o aquecimento global. Em um estudo feito em 2006, cientistas norte-americanos e canadenses apontaram que os ursos-polares seriam forçados a comer a carne da própria espécie por causa do degelo no Ártico, que elimina as plataformas geladas onde eles podem caçar focas.

A imagem de um urso-polar macho arrastando a cabeça de um filhote da mesma espécie, que se separou de sua mãe perto da baía de Hudson, no Canadá, foi noticiada nesta quarta-feira em jornais britânicos.

Na terça-feira, a Associação Meteorológica Mundial informou, durante o segundo dia de atividades da Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas, realizada em Copenhague, na Dinamarca, que a presente década está a caminho de se tornar a mais quente desde que tiveram início os registros de 1850 para cá.

Nada de anormal

Um líder dos inuits, nação indígena esquimó local, não acredita na relação entre o canibalismo dos ursos-polares com os efeitos das alterações climáticas. Para Jose Kusugak, presidente da Associação Inuit Kivalliq, “um exemplar macho comendo um filhote se torna uma grande história e aproveitam para relacioná-la às mudanças climáticas”. “É um absurdo dizer isso quando se trata de uma ocorrência normal da natureza”, afirmou o líder.

COP-15

A Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas, de 7 a 18 de dezembro, que abrange 192 países, vai se reunir em Copenhague, na Dinamarca, para a 15ª Conferência das Partes sobre o Clima, a COP-15. O objetivo é traçar um acordo global para definir o que será feito para reduzir as emissões de gases de efeito estufa após 2012, quando termina o primeiro período de compromisso do Protocolo de Kyoto.

Fonte: Terra

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