Notícias

Estudo revela dados alarmantes sobre o tráfico mundial de animais selvagens

Foto: Z.X. Zhang
Foto: Z.X. Zhang

Pesquisadores divulgaram estatísticas alarmantes mostrando o alcance enorme da escala do comércio global de vida selvagem em seguida do Dia Mundial dos Animais – um dia internacional de ação que tem como objetivo aumentar a conscientização sobre os direitos e o bem-estar dos animais.

Um estudo publicado na revista Science descobriu que pelo menos uma em cada cinco espécies de vertebrados – animais com espinha dorsal – são comprados e vendidos no mercado de vida selvagem.

Uma equipe de pesquisadores, liderada por Brett Scheffers da Universidade da Flórida e Brunno Oliveira da Universidade Auburn em Montgomery, sugere que essa estimativa está entre 40% e 60% superior que os dados anteriores.

O comércio de animais selvagens é uma indústria multibilionária que estimula a captura de animais em todo o mundo para serem vendidos como animais domésticos ou mortos para serem transformados em vários produtos, como carne, remédios tradicionais e até móveis.

Os cientistas sabem que esse comércio representa uma séria ameaça à vida selvagem do planeta; no entanto, se sabe ainda muito pouco sobre sua escala e as implicações exatas para a biodiversidade global.

Para tentar esclarecer essa questão, a equipe examinou quase 32 mil espécies de aves, mamíferos, anfíbios e répteis usando dados da Convenção sobre Comércio Internacional de Espécies Ameaçadas de Flora e Fauna Silvestre (CITES) e da União Internacional para Conservação da Natureza Lista Vermelha (IUCN).

Eles descobriram que 5.579 das espécies estudadas – 18% do total – estão sendo comercializadas internacionalmente. Os autores observam que o comércio tem um impacto particularmente grande em certos grupos – como pássaros e mamíferos – e também em espécies ameaçadas. Além disso, seus impactos são sentidos mais severamente em algumas partes do mundo do que em outras.

Usando um modelo especialmente desenvolvido, os pesquisadores também previram que mais de 3 mil das espécies estudadas que atualmente não são comercializadas podem estar em risco no futuro, devido às semelhanças com animais já envolvidos no mercado.

A equipe também sugere que quase 9 mil espécies possam estar em risco de extinção em breve, destacando a necessidade de estratégias de conservação para enfrentar o impacto do comércio global.

Além dessas descobertas preocupantes, outro estudo realizado por especialistas da World Animal Protection, sem fins lucrativos, revelou a escala do comércio global de animais em relação a dez espécies de animais africanos que estão sendo particularmente afetadas.

O relatório revela que, entre essas dez espécies, 2,7 milhões de animais foram legalmente comercializados entre 2011 e 2015. A maioria está sendo capturada na natureza e criada em fazendas comerciais para serem trocadas por sua pele e vendidas como animais de estimação.

O relatório divide esses animais entre os “Big Five” e os “Little Five”. Os primeiros são o crocodilo do Nilo, o lobo-marinho da capa, a zebra de montanha de Hartmann, o elefante africano e o hipopótamo comum.

Estes últimos são o pitão, o papagaio-cinzento, o escorpião-imperador, a tartaruga-leopardo e o lagarto-monitor da savana.

O relatório destaca o imenso sofrimento pelo qual essas espécies estão passando, desde a captura traumática inicial, condições de exportação restritas, condições ruins de cativeiro, morte e tratamento inadequado quando vendidos como animais domésticos exóticos.

Gratidão por estar conosco! Você acabou de ler uma matéria em defesa dos animais. São matérias como esta que formam consciência e novas atitudes. O jornalismo profissional e comprometido da ANDA é livre, autônomo, independente, gratuito e acessível a todos. Mas precisamos da contribuição, independentemente do valor, dos nossos leitores para dar continuidade a este imenso trabalho pelos animais e pelo planeta. DOE AGORA.


 

​Read More
Home [Destaque N2], Notícias

Zâmbia afirma que irá matar 2 mil hipopótamos para controle populacional

O ministro de turismo da Zâmbia, na África, afirmou que o país irá matar até 2 mil hipopótamos que habitam o país nos próximos cinco anos.

Charles Banda disse que a população de hipopótamos não pode ser sustentada pelos níveis de água no rio Luangwa, onde a maioria dos animais estão localizados.

O governo decidiu, portanto, prosseguir com o plano de controlar a população de hipopótamos no leste da Zâmbia.

“O Parque Nacional de South Luangwa tem uma população de mais de 13 mil hipopótamos, mas a área é ideal apenas para 5 mil hipopótamos”, disse Banda, acrescentando que o ecossistema seria ameaçado.

“Mover os hipopótamos para outros corpos de água seria muito caro. No momento, a única opção que temos é matar os animais”.

Nos próximos 5 anos, 2 mil hipopótamos podem ser mortos na Zâmbia (Foto: Pixabay)

No país, em 2016, o governo teria suspendido o mesmo plano devido à protestos de ativistas defensores dos animais. A organização britânica Born Free liderou a campanha, descrevendo-a como caça de troféus.

Recentemente, a Born Free em resposta disse em seu site que a Zâmbia não forneceu evidências científicas robustas demonstrando que há uma superpopulação de hipopótamos no rio Luangwa.

“Evidências científicas sugerem que o sacrifício de hipopótamos estimula a reprodução e acaba aumentando a população, potencialmente estabelecendo um ciclo vicioso de morte e destruição”, afirmou.

Born Free havia dito em 2016 que o raciocínio científico para matar até 2 mil hipopótamos quando sua população em toda a África Austral era de 80 mil hipopótamos era questionável.

​Read More
Notícias

Brasil traça plano de controle de animais e coloca cinco espécies em risco

Cinco espécies de animais estão estão correndo risco devido a um plano de controle traçado pelo Brasil. O objetivo do país é controlar, até 2030, o coral-sol, o javali, o mexilhão dourado, o caramujo gigante africano e o sagui.

Sagui (Foto: Getty Images/iStockphoto)

O coral-sol chegou à costa do Brasil trazido do oceano Pacífico por uma embarcação petrolífera em 1980. O mexilhão-dourado, que vive em água doce, veio para o país na década de 1990 através de embarcações asiáticas. Atualmente, ele pode ser encontrado nas regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste e na Bacia do Rio São Francisco. As informações são do portal UOL.

O javali é originário da Europa. Foi levado para o Uruguai e para a Argentina na década de 80 e migrou para o Brasil através da fronteira com o estado do Rio Grande do Sul. Após a migração, iniciaram os cruzamentos com os porcos domésticos, dando origem a um animal que ficou conhecido como “javaporco”. No Brasil, a caça da espécie por fazendeiros foi liberada pelo Ibama em 2013. A decisão cruel, que expôs esses animais a sofrimento e tirou-lhes a vida, nunca teve eficácia comprovada no que se refere ao controle populacional.

Coral-sol (Foto: Alexander Vasenin)

O Ministério do Meio Ambiente está desenvolvendo planos individuais para cada uma das espécies, sendo que os que são direcionados ao coral-sol, javali e mexilhão-dourado já foram concluídos. No caso do sagui e do caramujo-gigante-africano, o objetivo é terminar o planejamento em dois anos.

Nota da Redação: a ANDA é contra qualquer plano de controle de espécies que atente contra a integridade física e a vida dos animais. Não há argumento que justifique a decisão de tirar uma vida, seja ela de um animal nativo ou exótico. O fato desses animais que não pertencem à fauna brasileira terem chegado ao país é de responsabilidade humana. Portanto, não é correto que eles paguem com a vida por algo que eles sequer causaram. É necessário que órgãos ligados ao meio ambiente, o governo e ambientalistas se empenhem em encontrar meios éticos de solucionar problemas como a destruição de lavouras causadas pelos javalis, cumprindo, assim, o compromisso de resguardar a vida animal independentemente da circunstância.

​Read More
Notícias

Campanha de vacinação contra a raiva é promovida em Presidente Prudente

Começa nesta segunda-feira (30) e segue até o dia 5 de setembro a campanha de vacinação contra a raiva, em Presidente Prudente. A ação é promovida pelo Centro de Controle de Zoonoses (CCZ), unidade ligada à Secretaria Municipal de Saúde. O serviço estará disponível em diversos pontos da cidade.

Começa nesta segunda-feira (30) e segue até o dia 5 de setembro a campanha de vacinação contra a raiva, em Presidente Prudente.
(Foto: Marcos Sanches/Prefeitura de Presidente Prudente)

A raiva, doença causada por um vírus, é letal ao ser humano. Em seu ciclo urbano, a mordida de cães e gatos é a principal forma de transmissão da doença para o homem.

Entre os sintomas da doença nos animais estão agressividade, com tentativas de morder pessoas, animais e objetos; salivação excessiva, com a boca aberta constantemente; dificuldade de engolir; perda de coordenação motora, convulsões e paralisia nas patas traseiras; morte.

Embora a raiva esteja controlada nestas espécies, a realização da vacinação anual é o fator de maior relevância para garantir a manutenção de controle da raiva nas populações de cães e gatos e, por consequência, sem transmissão ao ser humano. Assim, é oferecida a vacinação contra raiva em pontos estratégicos em diversos bairros da cidade.

A vacina antirrábica deve ser aplicada nos animais a partir dos três meses de idade, com reforços anuais. Somente cães e gatos saudáveis devem ser vacinados, assim, os animais com qualquer alteração clínica, por exemplo, diarreias, em tratamento ou convalescendo de doenças ou cirurgias devem aguardar a recuperação. Água e ração podem ser oferecidos normalmente antes e após a vacinação.

Quando for levar o animal ao posto de vacinação, é imprescindível que os cães sejam conduzidos por pessoas com idade e porte adequados para o manejo do animal doméstico, sendo que cães bravos, de qualquer raça, devem utilizar focinheira. Por sua vez, os gatos devem ser transportados em caixas apropriadas e em segurança. É importante que o proprietário do animal leve a carteirinha de vacinação.

Por fim, o CCZ esclarece que, em casos de acidente por mordedura ou arranhadura de cães e gatos, a pessoa deve lavar o ferimento com água e sabão e procurar a unidade de saúde mais próxima. É necessário identificar o animal agressor para que avalie seu histórico de vacinação, eventuais sinais clínicos, bem como, a realização de observação, conforme o caso.

Para outras informações entre em contato com o Centro de Controle de Zoonoses. O telefone é o 3905-4220.

Fonte: G1

​Read More
Notícias

Porco com piercing no focinho se torna símbolo da maldade e insensibilidade humana

Quando um porco chamado Toby foi resgatado pelo santuário The Blind Spot, nos EUA, ele tinha uma espécie de “piercing no focinho”. Este tipo de dor e desconforto geralmente são causados porque um de seus comportamentos naturais é escavar o solo e, muitas vezes, eles acabam criando buracos grandes o suficiente para conseguirem escapar.

Reprodução | One Green Planet

Apesar de cruel, esta é uma prática extremamente comum não apenas em porcos. Os animais geralmente recebem esses brincos metálicos em seu focinho por essa ser uma parte extremamente sensível de seus corpos. Dessa forma, os fazendeiros conseguem controlar os animais, e eles se submetem às ordens com mais facilidade.

É assim que animais em zoológicos à beira de estrada, ursos explorados para fazer apresentações de dança, touros abusados em touradas e rodeios, entre outros, são controlados. Porque eles são frequentemente torturados, e acabam cedendo; não porque eles são dóceis e aceitam pacificamente.

O problema é que, além de doloroso, o procedimento pode causar outros tipos de danos, gerados pela incapacidade de exibir seus comportamentos naturais. Por exemplo, os porcos também usam seus focinhos para desenterrar alimentos como raízes e insetos, ambos imprescindíveis para que ele possa ingerir os minerais necessários no dia. Além disso, eles usam o focinhos para construir buracos de lama para se refrescarem em dias quentes e, em geral, para explorar o ambiente.

Agora, a equipe do santuário está preocupada em remover as argolas metálicas do focinho do animal o mais rápido possível. O procedimento exigirá sedação e o conselho dado pelos veterinários é o de que é melhor esperar até que o tempo esteja mais frio antes de retirá-lo.

​Read More
Notícias

Inteligência artificial é usada para controlar espécies de animais selvagens

Pesquisadores da Universidade de Wyoming (EUA) planejaram uma plataforma de inteligência artificial capaz de identificar, contar e descrever animais selvagens. Ainda está em fase de testes, mas já promete ser uma ótima ferramenta para conservação das espécies.

O mecanismo espelha como o cérebro humano enxerga e entende o mundo e os testes se baseiam na análise de imagens coletadas por câmeras de sensores de movimento – que seriam rapidamente interpretadas por redes neurais profundas.

Reprodução | Digital Journal

Apesar da tecnologia requerer uma quantidade considerável de dados de treinamento para funcionar de forma eficaz, os cientistas já constataram uma exatidão de 99,3% na identificação dos animais, ainda na fase de testes.

Quando a inteligência artificial foi comparada ao funcionamento da mente humana (como parte de um projeto de ciência da cidadania, utilizando imagens obtidas do Snapshot Serengeti, na Tanzânia), a tecnologia se mostrou mais precisa que os nossos neurônios.

As câmeras coletaram milhões de imagens de animais em seu habitat natural, incluindo leões, leopardos, chitas e elefantes, que foram rotuladas por 50.000 voluntários humanos ao longo de vários anos.

A inteligência artificial, por sua vez, foi capaz de rastrear 3,2 milhões de imagens em questão de semanas e determinar qual das 48 espécies diferentes de animais estava presente em uma determinada reprodução. Além disso, ela também pode informar a quantidade de cada animal, a atividade sendo realizada – como comer, dormir, andar etc.

O pesquisador-chefe do projeto, Jeff Clune, disse em entrevista ao portal Digital Journal que “esta tecnologia nos permite coletar, de maneira discreta e barata, os dados da vida selvagem, o que poderia ajudar a catalisar a transformação de muitos campos da ecologia, biologia da vida selvagem, zoologia, biologia da conservação e comportamento animal”.

Em sua opinião, se bem sucedida essa ferramenta aumentará a capacidade de não apenas estudar, mas principalmente de conservar a vida selvagem e ecossistemas preciosos do nosso planeta.

Os resultados da pesquisa foram publicados na revista Proceedings of National Academy of Sciences, sob o título “Identificando, contando e descrevendo automaticamente animais silvestres em imagens de armadilhas fotográficas com aprendizado profundo”.

​Read More
Papagaio é um dos animais silvestres que não podem ser retirado da natureza (Foto: Belmira McLeod/VC no TG)
Notícias

Ibama muda regra de transporte de animais silvestres para evitar fraudes

O Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e Recursos Renováveis) mudou a regra para o transporte de animais silvestres entre estados no Brasil. Agora, o transporte de animais deve ser feito mediante autorização de transporte e pagamento de boleto por meio do SISFauna, sistema de controle da fauna silvestre brasileira.

Se o sistema não funcionar, o Ibama orienta para que o autorização seja emitida em qualquer unidade do instituto. A nova portaria foi publicada nesta semana no Diário Oficial da União e substitui regra de 1997.

Papagaio é um dos animais silvestres que não podem ser retirado da natureza (Foto: Belmira McLeod/VC no TG)
Papagaio é um dos animais silvestres que não podem ser retirado da natureza (Foto: Belmira McLeod/VC no TG)

A norma anterior exigia apenas a apresentação de Nota Fiscal emitida pelo Ministério da Agricultura e do Abastecimento, informa o Ibama. Segundo o instituto, no entanto, notas falsas eram utilizadas para regularizar animais retirados da natureza.

“A mudança foi proposta a partir da constatação de que notas fiscais falsas eram usadas para dar aparência de legalidade à venda de animais retirados irregularmente da natureza”, informou o Ibama.

Atualmente, animais silvestres só podem ser adquiridos em criadouros autorizados pelo órgão ambiental competente. Não há autorização para a retirada livre da natureza, diz o Ibama.

Além da AT (Autorização de Transporte) e pagamento do boleto, o responsável deverá apresentar o Guia de Trânsito Animal, documento que atesta a regularidade sanitária do animal, informa o instituto.

O transporte de animais de estimação que não pertençam à fauna silvestre, como cães e gatos, não é afetado pela nova exigência, informa o Ibama.

O instituto “normatiza apenas a comercialização e o transporte de animais da fauna silvestre brasileira procedentes de empreendimentos de fauna registrados no Ibama”, diz o instituto.

Animais silvestres no Brasil
Segundo a ONG WWF, o Brasil é um dos países que mais exporta animais silvestres ilegalmente no mundo. O transporte desses animais movimenta 1 bilhão de dólares anualmente, diz a ONG.

Diferente de cães e gatos, o animal silvestre não é doméstico e reage à presença do ser humano. O papagaio, a arara, o mico e o jabuti são exemplos de animais silvestres.

Fonte: G1

​Read More
Quase metade de todos os peixes e espécies de répteis não receberam monitoramento que deveriam dar a espécies ameaçadas na Austrália (Foto: Pixabay)
Notícias

Um terço das espécies ameaçadas da Austrália não são monitoradas

O governo australiano se apresenta ineficaz em medidas de conservação das espécies ameaçadas no país. Dados mostram que um terço das espécies ameaçadas na Austrália não está sujeito a nenhum programa de monitoramento formal e a fiscalização já existente para algumas espécies é muito mal feito, segundo uma revisão que veio à tona com informações do ABC News.

Austrália não está fiscalizando adequadamente as espécies ameaçadas no país (Foto: Pixabay)
Austrália não está fiscalizando adequadamente as espécies ameaçadas no país (Foto: Pixabay)

As descobertas informam que o Departamento Federal de Meio Ambiente poderia realizar um corte de até 60 empregos na divisão de biodiversidade e conservação, o que significa menor avaliação e monitoramento de espécies ameaçadas de animais no país.

Conduzida pelo Centro de Recuperação de Espécies Ameaçadas, uma revisão avaliou os programas de monitoramento com nove critérios, incluindo se cobriram toda a variedade da espécie. O resultado apontou que quase metade de todos os peixes e espécies de répteis não receberam monitoramento e 21% dos mamíferos não foram monitorados da forma como deveriam.

A líder da revisão, Assoc Prof Sarah Legge da Universidade Nacional da Austrália, disse ao The Guardian que os resultados foram piores do que o esperado.

A comprovação da ineficácia do trabalho de fiscalização significou que os governos não tinham os dados necessários para determinar se as medidas de conservação eram válidas. “É como tentar gerenciar seu orçamento familiar quando você não sabe o que está em sua conta bancária”, disse Legge, que é vice-diretora do Centro de Recuperação de Espécies Ameaçadas, que faz parte do Programa Nacional de Ciência Ambiental.

“Se você não sabe quais são as tendências dessas populações … você não tem como saber se suas intervenções de gerenciamento estão funcionando”.

Quase metade de todos os peixes e espécies de répteis não receberam monitoramento que deveriam dar a espécies ameaçadas na Austrália (Foto: Pixabay)
Quase metade de todos os peixes e espécies de répteis não receberam monitoramento que deveriam dar a espécies ameaçadas na Austrália (Foto: Pixabay)

A Austrália tem cerca de 548 de espécies ameaçadas, das quais 506 animais foram oficialmente listados sob a Lei de Proteção ao Meio Ambiente e Conservação da Biodiversidade.  Espécies com um plano exato de recuperação se saíram melhores em resultados do que aquelas sem um, embora os planos que existem raramente sejam financiados e totalmente implementados.

A sugestão de mais cortes de pessoal na divisão federal de biodiversidade e conservação não foi confirmada pelo ministro do Meio Ambiente, Josh Frydenberg. “Se um dos resultados é que há menos recursos de pessoal para listar espécies ameaçadas, avaliações e preparação do plano de recuperação – isso é realmente uma má notícia”, disse Legge.

​Read More
Notícias

Políticos buscam liberar caça de javalis com balões de ar

Por Sophia Portes | Redação ANDA (Agência de Notícias de Direitos Animais)

A prática cruel busca diminuir a população de javalis no estado norte-americano (Foto: Divulgação / Pixabay)

Existe um problema de superpopulação de javalis nos Estados Unidos, mas principalmente no Texas. Estima-se que haja no estado mais de 2 milhões de animais da espécie. E dentre diversas formas de fazer o controle da população através de investimentos em políticas públicas e centros especializados no controle da reprodução, o governo do estado preferiu tomar uma medida cruel: liberar a caça com balões de ar.

O Comissário de Agricultura do Estado liberou em 2011, a caça de javalis com helicópteros. Contudo, mesmo a medida tendo sido um fracasso, parece que o governo texano não aprendeu.

Agora, o representante republicano do estado e pastor, Mark Keough, apresentou um projeto de lei pedindo a liberação da prática desumana com balões de ar que, segundo ele, por ser mais estável e lento, oferece condições melhores para atirar nos animais indefesos.

Segundo o professor e especialista em vida selvagem da Texas A&M AgriLife Extension Service, Billy Higginbotham, a medida não surtirá efeito no controle populacional da espécie, pois javalis são animais inteligentes, conseguem se esconder facilidade e, além disso, eles não possuem uma época de reprodução, pois o fazem ao longo de todo o ano.

 

 

​Read More
Você é o Repórter

Gatos em situação de abandono se reproduzem sem controle em Chapecó, no Rio de Janeiro

Arlete Souza
arlesouza33@yahoo.com.br

Quatro gatos, duas fêmeas e dois machos, foram encontrados em situação de abandono na estrada Gávea Pequena, no bairro Chapecó, no Rio de Janeiro. Os animais podem continuar vivendo no local, pois não sofrem riscos e são alimentados, mas precisam ser castrados, pois uma das gatinhas já está prenha, e continuam se reproduzindo sem controle e ocasionando o aumento do número de animais em situação de rua e abandono. Caso alguém possa ajudar a mudar a realidade dos gatinhos, entre em contato com Arlete Souza, no e-mail abaixo.

20160725_151736-1
Divulgação
20160725_151744-1
Divulgação

Contato: Arlete Souza
arlesouza33@yahoo.com.br

​Read More
Notícias

Ações tentam controlar aumento de animais em situação de rua em Manaus (AM)

05
Divulgação

Desde a exclusão da prática de acolhimento, o Centro de Controle de Zoonoses (CCZ), no bairro Compensa, na Zona Oeste, vem implantando ações para combater o crescimento populacional de cães e gatos em Manaus, com o objetivo de manter a segurança da saúde pública. Somente na capital existem em média 310 mil cães e gatos, entre animais domiciliados e semidomiciliados.

Entre as atividades ainda realizadas pela unidade, a castração e a microchipagem são as mais procuradas nos últimos meses, de acordo com o órgão. Dados repassados pelo CCZ, mostram que de abril de 2015 até o início deste ano, foram realizados 8.142 procedimentos, o que representa um aumento de 105% na média de atendimento. Deste total, 3.831 procedimentos para castração e microchipagem de cães e gatos foram realizados pelas unidades moveis do CCZ.

A microchipagem permite que o CCZ tenha informações de registro e identificação do tutor e do animal, por meio do implante de microchips. Já a castração é o método de controle populacional recomendado pela Organização Mundial de Saúde (OMS).

Além disso, a instituição continua com tratamentos médico veterinário de zoonoses em animais de rua que por algum motivo podem oferecer risco à saúde. De acordo com o órgão, o animal é resgatado, levado para a sede do CCZ e fica acolhido durante o período do tratamento, após isso, caso não apareça o tutor, o cão ou gato é disponibilizado no sistema de adoção, uma vez que o centro não pode mais abrigar definitivamente nenhuma espécie.

Imunização
Outro serviço também oferecido pelo CCZ é a campanha anual de vacinação antirrábica animal que disponibiliza a vacina gratuitamente durante todo ano na sede do órgão. O serviço de vacinação de cães e gatos funciona de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h. Também cabe a instituição, a realização das investigações de casos suspeitos de zoonoses como a raiva, leptospirose, leishmaniose visceral, entre outras doenças.

Quem tiver interesse em agendar uma dessas atividades para o animal deve procurar a sede do CCZ, localizado no bairro Compensa, ou as duas unidades moveis que ficam localizadas no bairro Jorge Teixeira, na Zona Leste, e no conjunto Francisca Mendes, no bairro Cidade Nova, Zona Norte.

É necessário apresentar no ato do agendamento, RG e CPF e comprovante de residência. Uma das regras para a realização da castração e microchipagem é que o animal tenha mais de quatro meses de idade e que esteja em boas condições de saúde física, comprovado por meio de avaliação veterinária.

Proposta tenta criar abrigo municipal
A implantação de um abrigo municipal para animais foi sugerida pelo vereador Everaldo Farias, por meio da indicação 028/2015, à Prefeitura Municipal de Manaus (PMM). Entretanto, a proposta deve esbarrar na falta de recursos para a sua implantação, de acordo com informações do Legislativo municipal. O corte na verba destinado às políticas públicas do município, devido à crise econômica, pode inviabilizar o sonho de anos de algumas Organizações Não Governamentais (ONGs) dedicadas à luta contra o abandono de animais domésticos nas ruas.

A indicação foi aprovada pela mesa diretora da Câmara Municipal de Manaus (CMM), no ano passado, e enviada para a apreciação do prefeito Arthur Neto (PSDB). A referida indicação, de acordo com informações da Secretaria Municipal de Comunicação (Semcom), será analisada pela prefeitura para a efetiva implantação, pois a obra precisa entrar no orçamento da máquina pública, para que o abrigo seja construído. Entretanto, diante da queda da arrecadação, a indicação 028/2015, pode ser vetada de forma imediata.

Fonte: Em Tempo

​Read More
Notícias

Três Lagoas (MS) terá que implantar controle reprodutivo de cães e gatos

(Foto: Imagens Google)
(Foto: Imagens Google)

A Juíza de Direito, Aline Beatriz de Oliveira Lacerda, da Vara de Fazenda Pública e Registros Públicos da comarca de Três Lagoas, condenou o município de Três Lagoas na obrigação de fazer consistente em implantar programa administrativo de controle reprodutivo de cães e gatos, serviço essencial à saúde pública, que deverá ser mantido, à disposição da população carente e das entidades de proteção aos animais, bem como na promoção de medidas protetivas, por meio de identificação, registro, programas de adoção e de campanhas educacionais para conscientização pública, no prazo de 90 dias, sob pena de multa diária de R$ 1.000,00, limitada a R$ 100.000,00.

A Prefeitura de Três Lagoas terá que implantar serviço de atendimento médico-veterinário a pessoas carentes, com disponibilização de programa de castração, vacinação contra raiva, bem como vermifugação de animais de toda a população de baixa renda; abster-se de assasinar animais no Centro de Controle de Zoonoses por meio de câmara de gás ou de qualquer outro meio que possa causar demora e sofrimento de morte; e proibir o Centro de Controle de Zoonoses de causar a morte de animais que não sejam nocivos à saúde e segurança de seres humanos, bem como daqueles que não estejam em fase terminal ou que não apresentem quadro reversível de saúde, somente admitida a captura em caso de tratamento médico, castração, vacinação e adoção.

Além das exigências o município deve organizar campanhas periódicas sob o acompanhamento das entidades de proteção animal, informando a população a respeito de posse responsável de animais, e divulgar em escolas, praças, órgãos municipais e outros meios de comunicação.

O Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) terá que fazer prontuário com os métodos e técnicas empregados, mantendo estas informações disponíveis para fiscalização pelos órgãos competentes.

De acordo com denúncia chegada ao Ministério Público Estadual, o Centro de Controle de Zoonoses assassina até mesmo animais que não possuem qualquer doença. Somente em 2011, teria assassinado mais de 3.700 animais, inclusive com métodos não permitidos em lei, como o emprego de cloreto de potássio, bem como sem possibilitar que o tutor fosse avisado do recolhimento do animal naquele local.

Fonte: Capital News

​Read More