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Votuporanga (SP) recebe coleiras para controle de doença em cães

Votuporanga (SP) tem sido referência no cuidado e prevenção da leishmaniose. As ações de combate a doença têm ganhado reforços importantes, um deles foi a chegada das coleiras com deltametrina para serem colocadas em todos os cães existentes na cidade. A medida integra um projeto científico desenvolvido pela parceria do Instituto Adolfo Lutz e Prefeitura de Votuporanga, por intermédio da Secretaria de Saúde, e conta ainda com a participação de outras instituições de pesquisa, ensino e serviço, como, por exemplo, a Unifev. O Ministério da Saúde é o principal financiador deste projeto.

Coleira que será utilizada nos cães em Votuporanga
Coleira que será utilizada nos cães em Votuporanga

Segundo o médico veterinário do Secez (Setor de Endemias e Zoonoses), Elcio  Sanchez Estevez Junior, o encoleiramento deve abranger 100% dos cães na cidade  e terá duração de dois anos. “Precisamos muito da colaboração da população para  combater essa doença e a participação de todos neste projeto é fundamental, se  não conseguirmos encoleirar todos os cachorros a eficácia do projeto não será a  mesma e a doença vai continuar matando animais e colocando também em risco a  vida de diversas pessoas”.

O encoleiramento será feito junto com o Censo Animal (cadastramento de todos os  animais realizado a cada dois anos) e começa ainda em janeiro. “Serão montados  quatro postos de atendimento que percorrerão todos os bairros, porém, devemos  concluir todo o processo dentro de 60 dias para não diminuir a eficácia da ação de  combate”, explicou o veterinário. A coleira de deltametrina tem validade por seis  meses e é considerada a forma mais eficaz de proteger os cães contra os flebótomos (mosquito transmissor da leish-maniose), moscas e auxilia também no controle dos carrapatos e pulgas. Imediatamente após a sua colocação no pescoço do cão, começa a liberação do seu princípio ativo que se distribui de forma rápida e uniforme pela pele até atingir todo o corpo. “Sendo assim, após seis meses desta primeira etapa teremos que trocar as coleiras de todos os cachorros que receberam, e assim acontecerá por dois anos, por isso a importância da colaboração e comprometimento da população”, alertou Elcio Sanchez.

Segundo o último Censo Animal, realizado em 2011, Votuporanga contava com 13 mil cães. “Porém, sabemos que a doença já matou muitos animais. Teremos o número atual com o Censo que iniciaremos em janeiro, mas temos coleira para todos os cães”, afirmou o médico.

Combate

O encoleiramento faz parte de uma série de ações no combate a doença, entre elas estão ainda o manejo ambiental, castrações e pulverização. “Os tutores de animais devem tomar diversos cuidados para prevenir a doença como, por exemplo, não soltar o animal para passear sozinho; manter casa e quintal sempre livre de materiais orgânicos; não criar galinhas e porcos em área urbana; recolher constantemente frutas, folhas de árvores, fezes de animais e restos de madeira – pois esses materiais acumulam umidade e favorecem a criação do mosquito transmissor; embalar e recolher o lixo corretamente”.

Os sinais e sintomas em cães são: lesões cutâneas, descamação e queda de pelos; úlceras na pele em orelhas, focinho, cauda e articulações; pelo opaco; crescimento anormal das unhas; aumento dos gânglios; conjuntivite; coriza; diarreia; perda de apetite; apatia e emagrecimento, lembrando que eles podem ficar assintomáticos por anos. Já em pessoas os sintomas são: febre com duração prolongada; emagrecimento; fraqueza; anemia; hemorragias; palidez e queda do estado geral.

Para mais informações, entre em contato pelo telefone 0800- 770-9786 ou pelo (17) 3405-9786.

Fonte: A cidade

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Inglaterra começa a matar texugos para “controle” de tuberculose bovina

Uma operação para matar milhares de texugos começou esta terça-feira no Reino Unido, como uma medida cruel para controlar a tuberculose bovina. Cerca de 5 mil texugos serão assassinados a tiro nas próximas semanas nos condados de Gloucestershire e Somerset, no sudoeste do país.

O início da operação foi confirmado pela União Nacional dos Agricultores da Inglaterra e do País de Gales (NFU, na sigla em inglês), através de uma carta do seu presidente, Peter Kendall, aos associados, publicada no site da organização na Internet. “Escrevo-vos para informar que a primeira operação piloto de controlo de texugos começou. É um importante passo não só para os criadores de animais, mas para todo o sector agrícola”, escreveu Kendall.

Foto: Reprodução
Foto: Reprodução

A tuberculose bovina tem vindo a alastrar em grande parte do Reino Unido desde os anos 1980. Segundo a NFU, cerca de 198 mil vacas foram também assassinadas desde 2008, em locais onde houve surtos de tuberculose. Só em 2012, houve 5 mil focos da doença. A NFU alega que se nada for feito, a expansão da tuberculose bovina vai custar cerca de mil milhões de libras (1200 milhões de euros) aos contribuintes nos próximos dez anos, em compensações pagas aos agricultores e outras despesas.

Matar Texugos
O objectivo é assassinar cerca de 70% da população de texugos nas áreas do programa piloto. Com esta medida, combinada com outras, espera-se que o avanço da tuberculose bovina seja travado.

Protestos
Cerca de 270 mil pessoas subscreveram uma petição pública contra a operação de matança dos texugos. Em alguns pontos do país, tem havido ações de protesto. “É um dia negro para o Reino Unido, uma vez que a ciência e a ética estão a ser sacrificadas no altar da política expedita”, afirma o veterinário Mark Jones, director da organização Humane Society International.

Várias organizações não-governamentais têm argumentado que matar texugos terá um impacto marginal na redução da tuberculose bovina. Além disso, o método escolhido – o assassinato a tiros, a distância – é brutal. Muitos texugos podem ficar feridos e enfrentar uma morte lenta e dolorosa.

“A ciência mostra claramente que o assassinato de texugos não é a solução para a tuberculose bovina e, na verdade, pode tornar o problema ainda pior”, diz Simon Nasch, da Somerset Wildlife Trust, uma organização ambientalista de uma das áreas onde a medida está a ser aplicada, citado pelo jornal The Independent.

A alternativa melhor, segundo os peticionários, seriam uma combinação de outras medidas, incluindo a vacinação dos texugos – que está a ser testada no País de Gales.

*Esta notícia é original de Portugal e foi mantida em seus padrões linguísticos e ortográficos, em respeito a nossos leitores portugueses.

Fonte: Público P

Nota da Redação: Além dos bois e vacas, a pecuária faz agora texugos como vítimas, aliada à ignorância e acomodação dos governantes. A opção mais barata é o assassinato, mas também é a mais brutal e nada eficaz. Matar nunca é a solução. 

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ONG da Bahia realiza mutirão de castração de animais neste fim de semana

A Associação de Proteção Animal Célula Mãe, entidade sem fins lucrativos que atua na promoção do bem-estar e respeito aos animais, em parceria com a Secretaria da Saúde do Estado da Bahia, está dando continuidade aos mutirões de esterilização nos bairros, focando áreas de maior incidência de cães e gatos em situação de abandono.

Nesta sexta-feira (7) e no sábado (8), a entidade desenvolverá um trabalho no bairro do Rio Vermelho, coletando principalmente cadelas que habitam as imediações da Ceasa, Mercado do Peixe e orla, que serão submetidas à cirurgia denominada OHS (ovário histerectomia, ou seja, retirada do útero e ovários). O objetivo da ação, segundo Janaina Rios, da comissão administrativa da Célula Mãe, é castrar o maior número possível de animais, para evitar sua reprodução e proliferação.

No Rio Vermelho, o trabalho prevê a esterilização de 30 animais, significando uma redução imediata de 240 filhotes. Conforme Janaína Rios, durante o pós-operatório, o animal fica por um período de oito dias no canil da entidade, e em seguida é devolvido para seu ambiente de origem. “Essa é mais uma etapa do Programa de Guarda Responsável e Controle Humanitário da Reprodução de Cães e Gatos, que esse ano já viabilizou a esterilização de mais de 2.000 animais, em áreas da Ribeira, Vila Canária, Cajazeiras, Centro Histórico, Comércio, Fazenda Grande do Retiro e Itinga, dentre outros”, conta Janaina.

Controle de doenças

Para a superintendente de Vigilância e Proteção da Saúde da Sesab, Lorene Pinto, a atuação da Célula Mãe é muito importante para o controle de doenças entre os próprios animais e entre animais e humanos. Ela cita a raiva e a leishmaniose como agravos transmitidos ao homem pela população canina, bem como a cinomonose, doença muito frequente entre os cães, e que pode ser transmitida para outros animais.

A Organização Mundial de Saúde (OMS) preconiza a esterilização cirúrgica e a educação para a guarda responsável, como a forma eficaz e humanitária de combate às zoonoses, ao invés do extermínio indiscriminado. Convênio firmado com a Sesab em 2008, que foi renovado no final do ano passado, está possibilitando que a Célula Mãe, além do trabalho de rotina realize os mutirões de esterilização, alcançando em torno de 2.000 animais, somente no ano passado, e 7.000 nos últimos anos.

“O apoio da Sesab foi muito importante para a entidade, e demonstra a preocupação do secretário Jorge Solla com o bem-estar da população animal e humana, já que o animal faz parte, de forma irreversível, do convívio com o ser humano”, ressalta Janaina.

A Célula Mãe atua de modo informal desde 2004, e foi formalizada em 2006, com a finalidade de promover o controle populacional de animais carentes e a educação das comunidades para a posse responsável, como estratégia de atingir a raiz do abandono e maus tratos a animais. A associação busca interligar profissionais, em particular médicos veterinários, saúde pública, proteção animal, voluntários e a sociedade em geral, e atua principalmente em áreas mais carentes da cidade, inclusive nas invasões.

Para realizar o trabalho de esterilização e guarda responsável dos animais, a entidade conta com a colaboração de clínicas veterinárias e, principalmente, dos chamados “protetores”, que são moradores de comunidades carentes que gostam de animais e sinalizam para a necessidade de intervenção da entidade.

Janaina Rios explica que os animais identificados como de rua ou semidomiciliados – que passam o dia na rua, mas possuem algum referencial – são encaminhados às clínicas veterinárias parceiras, para que sejam submetidos à esterilização cirúrgica e acompanhamento pós-cirúrgico.

Estudos mostram que nos grandes centros urbanos do Brasil existe um cão para cada cinco habitantes e aproximadamente 10% destes animais vivem em estado de abandono, expostos ao frio, fome, doenças, acidentes e outras crueldades. “A atuação da Célula Mãe e de outras entidades de proteção animal pode reverter este quadro”, garante Janaina Rios, acrescentando que a esterilização ou castração é o único método eficaz e humanitário para controlar e diminuir a superpopulação e o descarte de animais, e que a captura e o extermínio indiscriminado de cães e gatos de rua é cruel e ilegal.

Fonte: Bahia em Foco

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